Conectado com
VOZ DO COOP

Notícias

Famílias despertam senso de liderança no campo e dão exemplo no Paraná

Representatividade e qualificação dão sustentação aos agricultores e pecuaristas até mesmo nos momentos mais críticos

Publicado em

em

Basta chegar em qualquer banda das áreas rurais do Paraná para saber que o campo é movido por histórias. É um talento nato juntar a família e as visitas em uma varanda, com café ou chimarrão (dependendo da região) e olhar para o passado. Claro que entre anedotas, causos e piadas bem contadas, surgem também relatos de tropeços na trajetória. Um negócio a céu aberto como a agropecuária traz riscos que, muitas vezes, exigem coragem para liderar as reviravoltas. O que leva a outra habilidade do produtor rural: se reerguer.

Um parceiro de todas as horas, o Sistema Faep/Senar-PR costuma aparecer em várias dessas histórias de superação. A representatividade política, por meio da Faep, garante o acesso a novos mercados, segurança jurídica, subsídios e incentivos do poder público e até mesmo a criação de mecanismos justos para a formação de preços. De forma paralela, com mais de 3 milhões de participantes em seus cursos ao longo de três décadas, o Senar-PR disponibiliza formações que funcionam como recomeço para tantas famílias que se veem obrigadas a sacudir a poeira e dar a volta por cima.

“Nossa missão é atuar em defesa dos produtores rurais, melhorar a qualidade de vida e geração de emprego e renda de quem está no campo. Nossa representação dos interesses dos agropecuaristas passa também por cursos do mais alto nível técnico, que

têm possibilitado, ano após ano, o Paraná quebrar recordes em produção e produtividade, mesmo tendo apenas 2,3% do território nacional, e também em qualidade e sustentabilidade”, resume o presidente do Sistema Faep/Senar-PR, Ágide Meneguette.

Do leite à pamonha

Em uma propriedade na beira da rodovia a menos de 1 quilômetro da cidade de Terra Roxa, na região Oeste do Paraná, Martinho Aparecido Mussi viveu da atividade leiteira por mais de 40 anos. Em 35 hectares, chegou a ter 90 vacas em lactação. As coisas estavam bem, até que, em 2018, alguns animais testaram positivo para tuberculose. Com isso, parte precisou ser sacrificada e, por exigência da vigilância sanitária, foi adotado um vazio sanitário, ou seja, sem bovinos na área por três anos, para só então retomar a atividade. “Eu não teria a menor condição de fazer isso. No dia em que vieram buscar as vacas representou o fim de um sonho”, lembra Mussi, mostrando onde hoje estão as ruínas da sala de ordenha.

Diante das restrições, Mussi resolveu arrendar as terras para garantir uma fonte de renda imediata. No ano seguinte, em 2019, ao lado da esposa Marlene, o produtor fez um curso do Senar-PR na área de empreendedorismo, pois queria apostar na produção de mamão, um sonho antigo. Marlene pensou em montar uma operação para vender milho verde, coisa que não havia muita gente fazendo na região. Nos primeiros testes, o mamão não vingou. Porém o milho começou a dar resultados animadores.

O casal, então, retomou cerca de cinco hectares daqueles arrendados e começou a se dedicar ao milho verde. Primeiro, para vender espigas in natura no mercado. Depois, Marlene desempoeirou uma receita antiga de família e começou a fazer pamonhas. Em pouco tempo, a fama do quitute se espalhou, sendo disputada pelos fãs de derivados de milho da região. O negócio tomou uma proporção maior e até mesmo os filhos do casal, Laira e Gabriel, passaram a ajudar.

A filha do casal, também advogada, lembra dos desafios das primeiras vezes em que fizeram pamonha, principalmente com as entregas. “No primeiro dia, começamos a colheita de manhã e a cozinhar só depois do almoço. Lembro que já era noite e ainda estávamos andando para lá e para cá com as pamonhas. Com o passar do tempo, fomos ajustando os processos e hoje é tudo organizado, com equipamentos mais eficientes”, compartilha Laira.

A matriarca, por sua vez, revela que um fator decisivo para o sucesso do alimento foi dominar técnicas de congelamento. Com essa forma de conservar, basta o consumidor aquecer o alimento no micro-ondas por alguns minutos para ter pamonha doce, salgada, com queijo ou goiabada, sempre fresquinha. São fabricadas 300 pamonhas por lote, que saem apenas por pedidos, ou seja, a venda sempre está garantida. O faturamento médio chega a R$ 17 mil por mês – já considerando a sazonalidade. “Estamos com planos de expandir a produção, construir uma cozinha na propriedade e até mesmo um quiosque para vender a quem passa na estrada”, conta Marlene.

A família também investiu na irrigação do milho, em um projeto que custou R$ 90 mil. Mesmo com a seca de 2021, isso garantiu a produção de milho e, consequentemente, que não faltasse pamonha e renda aos Mussi. O próximo investimento será a implantação de painéis fotovoltaicos, iniciativa que está em fase de estudo na propriedade e esperando aprovação de crédito. Estudos desenvolvidos pelo Sistema Faep/Senar-PR comprovam que, dependendo da atividade, a redução da conta de luz com o uso de painéis solares pode chegar a 35%. “Queremos reduzir nossa conta de luz, pois a irrigação depende de energia e o valor da energia elétrica está cada vez mais alto”, projeta Martinho.

De professora a produtora rural

Basta uma rápida busca na internet para encontrar dezenas de entrevistas e trabalhos acadêmicos de Cacilda Zafaneli, respeitada professora de sociologia e antropologia na Unipar, em Umuarama, no Noroeste do Paraná. Cacilda teve uma única assinatura em sua carteira de trabalho, pois atuou do início ao fim de sua carreira como professora universitária. Mas sua relação com o campo sempre foi próxima, já que o pai tinha uma propriedade rural de 360 hectares no município de Cafezal do Sul, dedicada à criação de gado de corte.

Cacilda Zafaneli apostou em conhecimento técnico para iniciar sua trajetória no campo – Fotos: Divulgação

Cacilda herdou a fazenda em 2001. Na época, no entanto, ela estava em plena atividade na carreira de professora. Então, o marido assumiu os negócios na propriedade, até que, em 2013, Cacilda fez um curso do Senar-PR, que resultou em um projeto para implantar um sistema de Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF). Em uma área de 22 hectares, próxima a rodovia, implantou a proposta, que deu certo. Alguns anos depois, em 2017, técnicos da Emater passaram por lá e ficaram interessados em conhecer o projeto. Graças aos resultados, o ILPF de Cacilda acabou se tornando uma das cinco unidades de referência no Paraná.

Nesse mesmo ano, o marido faleceu e ela precisou tomar a frente dos negócios. “Nessa hora, foi grande a minha insegurança em relação à liderança feminina. Mergulhei de cabeça em cursos do Senar-PR, Sebrae e Emater e as técnicas que aprendi deram segurança para atuar nas negociações e no dia a dia. Minha trajetória na área rural tem sido determinada pela busca constante por conhecimento”, compartilha.

Já foram diversas capacitações do Senar-PR feitas por Cacilda, todas relacionados à área de pecuária de corte. Assim, o negócio que envolve a compra de bezerros desmamados e a revenda, com 19 meses (recria e engorda), tem ido de vento em popa. Atualmente, 200 cabeças próprias e mais 150 cabeças de gado de terceiros estão alocadas em pastos alugados. Para diversificar os negócios, nas áreas de pastagens em reforma, a pecuarista tem cultivado mandioca, o que resulta em uma renda-extra. Ainda tem a madeira que sai do ILPF, que garante um dinheiro a mais.

Além de se destacar como produtora, Cacilda tem assumido o protagonismo na representação sindical. Ela participa de conselhos municipais e integra a diretoria do Sindicato Rural de Umuarama. Seu envolvimento em diversas frentes rendeu, recentemente, o 2º lugar no Prêmio Sebrae Mulher de Agronegócio. “Foi uma satisfação ter esse reconhecimento e saber que outras mulheres se inspiram na minha história para procurarem seus próprios caminhos”, celebra.

Sucessão e diversificação

Em Braganey, os descendentes de Osvaldo e Romilda fincaram raízes no campo e investem na diversificação da produção

O conhecimento aplicado nas propriedades rurais tem papel decisivo também na hora de manter as novas gerações no campo. Em uma propriedade de cerca de 50 hectares em Braganey, no Oeste do Paraná, tem sido assim desde que Osvaldo e Romilda dos Santos chegaram, em 1969. Com o passar dos anos, um dos filhos do casal, Edgar dos Santos, casou com Roselei Tebaldi e estes tiveram dois filhos: Ana Maria e Fábio Luis. Há poucos meses, começou a quarta geração, com o recém-nascido Antony, filho de Ana Maria e o marido, Alanderson.

Todos os membros dessa robusta árvore genealógica têm raízes cravadas no campo. Com o passar dos anos, as coisas foram mudando. Sempre com as decisões calcadas em assistência técnica, a pecuária leiteira deu lugar as lavouras de soja, milho e trigo como carros-chefe. Porém, conforme foram nascendo as novas gerações, a qualificação se manteve firme como estratégia para gerar mais renda e garantir a permanência dos familiares na propriedade. “Meu irmão e eu tivemos que sair de casa, fazer faculdade, para percebermos que esse é o nosso lugar. Hoje, eu olho para o meu filho e falo com orgulho: ‘esse vai ser da roça’”, diz Ana Maria, mãe de Antony.

Na varanda da casa sombreada por uma reserva que começa do outro lado da estrada, a família revisita o passado em uma roda de conversa sem pressa de terminar. Quem assume o protagonismo é Ana Maria, mas todos fazem seus adendos minuciosos da trajetória construída até aqui. Mais do que isso, o núcleo familiar se orgulha também dos novos projetos que estão por vir, vários nascidos com apoio de cursos do Senar-PR.

Em breve, tanques de peixe devem começar a alojar alevinos. A compostagem para a produção de verduras está em fase experimental. Tem ainda produção de mel convencional de meliponídeos, os suínos para consumo próprio e até mesmo alguns ovinos, que com o pastejo ajudam na manutenção do gramado ao redor dos açudes.

Mas a diversificação contou com um divisor de águas na família para acontecer: o curso Herdeiros do Campo, do Sistema Faep/Senar-PR. Desde que participaram da formação, ficou clara a vocação de cada um para contribuir na fazenda. Um pente fino na propriedade mostrou o quanto eles têm a ganhar com a união de esforços. “Fazer o diagnóstico de tudo nos fez perceber o patrimônio que temos em mãos e olhar para as possibilidades de novos negócios para fortalecer a nossa família”, compartilha Fábio dos Santos.

A irmã de Fábio, Ana Maria, além de produtora rural, é vereadora pelo município de Braganey. O protagonismo na Câmara dos Vereadores faz ela uma representante da classe de trabalhadores do campo, que veem no seu trabalho mais do que uma fonte de renda. “Eu sempre digo que a lição mais valiosa que aprendi nos cursos do Senar-PR e nos eventos da Faep é que nós somos produtores de alimentos primeiro para nós mesmos. Trazemos essa cultura dos nossos antepassados e isso é uma das nossas forças. O meu sonho, quando eu envelhecer, é ser aquelas nonas que plantam e enchem a despensa de compotas”, projeta Ana Maria.

Campanha “Nunca foi apenas sorte”
O Sistema Faep/Senar-PR ajuda os produtores rurais paranaenses a turbinarem seus negócios. É comum que o ponto de partida para novas ideias sejam cursos e/ou ações da organização. Para contar histórias como as desta reportagem, o Sistema Faep/Senar-PR lança a campanha “Nunca foi apenas sorte” em 2023. Nas futuras edições da revista Boletim Informativo queremos contar histórias inspiradoras de agricultores, pecuaristas e famílias que superaram as dificuldades com o auxílio das ações da Faep, do Senar-PR e dos sindicatos rurais.

Fonte: Ascom Sistema Faep/Senar-PR

Notícias Aliança Global

Produção agrícola sustentável é foco de visita da ministra da Noruega à Embrapa Cerrados

“Vocês têm soluções que podem ser usadas no mundo inteiro. Espero que outros continentes também possam se utilizar das tecnologias que são desenvolvidas aqui” destacou Anne Beathe Tvinnereim, ministra da Noruega.

Publicado em

em

Foto: Fabiano Bastos

Anne Beathe Tvinnereim, ministra da Noruega para o Desenvolvimento Internacional, acompanhada por Odd Magne Rudd, embaixador da Noruega no Brasil, visitou a Embrapa Cerrados (Planaltina-Distrito Federal), na última quinta-feira (18). No Brasil para participar da reunião ministerial de Desenvolvimento do G20 e da reunião da força-tarefa para a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, no Rio de Janeiro, ela incluiu em sua agenda de viagem o centro de pesquisa a fim de conhecer de perto um pouco do trabalho da Embrapa.

“Vocês têm soluções que podem ser usadas no mundo inteiro. Espero que outros continentes também possam se utilizar das tecnologias que são desenvolvidas aqui” destacou a ministra. “Desenvolvemos tecnologias que permitiram incorporar os solos do Cerrado ao sistema de produção. Depois de dominarmos a produção de alimentos, estamos hoje preocupados com a sustentabilidade desses sistemas. Dessa forma, atuamos de forma transversal a fim de que o sistema tenha cada vez mais resultado” explicou o chefe-geral da Embrapa Cerrados, Sebastião Pedro.

Eduardo Alano, chefe de P&D e pesquisador da Unidade, repassou à comitiva informações sobre o bioma Cerrado, sobre a Embrapa e as linhas gerais de pesquisa da Unidade. “No início o desafio foi grande. Não possuíamos quase nenhum conhecimento sobre os recursos naturais e sobre a aptidão agrícola da região. Aqui foi o primeiro lugar no mundo em que foi desenvolvida agricultura moderna para solos de baixa fertilidade. Isso se deu com muita tecnologia de solo, tratos culturais, adubação, tropicalização de culturas. E hoje o Brasil é um dos players mundiais em exportação de alimentos” afirmou.

Segundo ele, nos anos 70, a quantidade e a diversidade de alimentos era pequena. “Hoje o país produz praticamente tudo, sendo que a maior parte da produção utilizada na alimentação vem da agricultura familiar” ressaltou. De acordo com Alano, ao longo dos anos o avanço foi tanto nos sistemas de produção, quanto no conhecimento da biodiversidade do Cerrado. Ele apresentou as principais tecnologias desenvolvidas no centro de pesquisa e ressaltou alguns programas de melhoramento, como de trigo, mandioca, fruteiras como maracujá e pitaya, milho, café e gado.

No campo, o pesquisador Eduardo Alano ainda mostrou ao grupo algumas variedades de mandioca obtidas a partir do programa de melhoramento participativo e explicou as diferentes linhas de pesquisa que são seguidas. “Trabalhamos em três frentes: mandioca de mesa, que são biofortificadas, ricas em vitamina A e licopeno; mandioca para farinha e fécula, que são cultivadas para produção industrial; além das mandiocas açucaradas, que em vez de armazenar amido, armazenam açúcar” explicou.

A visita de campo foi realizada na unidade de referência de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta. O pesquisador Kleberson de Souza apresentou aos visitantes informações sobre os diferentes arranjos de sistemas integrados e seus benefícios. Ele explicou que sistemas integrados são diferentes sistemas de produção adotados numa mesma área usando rotação e consórcio, mas esclareceu: “Essa junção de componentes em diferentes sistemas agropecuários, no entanto, tem que resultar numa soma em que um mais um não dá dois, mas sim dois e alguma coisa. Cada componente tem que trazer um ganho para o sistema de forma que o produtor tenha vantagens quando junta os diferentes componentes num sistema só” enfatizou. De acordo com o especialista, os sistemas integrados podem ser adaptados para pequenos, médios e grandes produtores.

Segundo o pesquisador, o arranjo mais utilizado no Brasil é o de integração lavoura e pecuária (83% dos 17,4 milhões de hectares/dados de 2020). “Basicamente é uma primeira safra de soja e uma segunda safra de milho ou sorgo, sendo que nesse segundo momento, numa mesma operação mecanizada, é feito o plantio da forrageira. Quando o produtor colhe o milho, o capim explode em crescimento, por conta da entrada de luz. Assim, o campo está pronto para uma terceira safra que é a safra animal, justamente no período em que as pastagens estão secas. E ainda falamos de uma quarta safra, que seria a palhada que traz uma série de vantagens ao sistema”.

Ele também destacou os ganhos de produtividade da soja por conta das forrageiras utilizadas no sistema. “Falamos muito da palhada, ou seja, do que está acima do solo, mas queria mostrar também o que está abaixo do solo, o sistema radicular dessas forrageiras que é impressionante. E isso se reflete na produtividade da soja. Temos trabalhos mostrando um ganho médio de 11 sacos de soja (60 quilos cada) a mais quando se tem a segunda safra consorciada com as forrageiras” contou. Segundo o pesquisador, quando se tem ainda a terceira safra, quando os animais entram na área e há de fato o pastejo, a produtividade da soja posterior é ainda maior. “Ainda estamos estudando o motivo desse aumento. Mas ele existe e é mais um ganho do sistema”.

O pesquisador Kleberson de Souza explicou que também é possível antecipar o plantio da segunda safra em até 20 dias. “Quando a soja ainda está no campo, antes de secar, o produtor entra com a plantadeira adaptada fazendo o plantio da segunda safra já consorciada com a forrageira”. Segundo ele, essa antecipação da segunda safra traz ganhos que se refletem em maior produtividade. “Quando há essa antecipação, registramos em média 1,5 sacos a mais de milho para cada dia antecipado. Em muitos casos, principalmente em regiões em que a janela de chuva é mais curta, é a diferença entre colher e não colher a segunda safra. Isso tem possibilitado fazer ou não fazer a segunda safra em regiões em que não se fazia antes” ressaltou.

Atualmente, o componente florestal é utilizado por uma parcela pequena dos produtores – em torno de 10% utilizam o arranjo lavoura, pecuária e floresta e apenas 1% lavoura e floresta. “Com o componente florestal o sistema fica mais complexo, mas ele traz um ganho importante de ambiência animal promovido pela sombra das árvores. Pesquisas registraram aumento na produção de leite e nas taxas reprodutivas das vacas. Também temos a questão do balanço de carbono, que fica muito favorável. Com apenas 15% da propriedade com esse sistema é possível mitigar todas as emissões de gases de efeito estufa emitidos da porteira para dentro da propriedade e, ainda, ter um crédito de carbono ou acúmulo de carbono da ordem de 22 toneladas de CO2equivalente por hectare” afirmou.

E além de sequestrar mais carbono, de acordo com o pesquisador Kleberson de Souza os sistemas integrados ainda emitem menos gases de efeito estufa. “Um ótimo exemplo é o óxido nitroso. Num trabalho em que analisamos o cultivo convencional, o Cerrado nativo e os sistemas integrados, observou-se 56% menos emissão desse gás (óxido nitroso) em detrimento do sistema convencional, com aração e gradagem no preparo do solo. Ou seja, os sistemas integrados emitem menos e sequestram mais carbono”.

Fertilizantes

A visita da comitiva à Embrapa Cerrados também contou com a presença de representantes brasileiros da empresa norueguesa Yara Fertilizantes. No último mês de março, a Embrapa e a Yara firmaram um acordo de cooperação que permitirá troca de acesso às soluções digitais e às estruturas internas em P&D das duas empresas e, ainda, atuação conjunta na coordenação de estudos em inovação e tecnologia.

Na prática, a Embrapa terá à disposição em todas as suas unidades, incluindo a Embrapa Cerrados, as soluções que a Yara utiliza no campo, por exemplo, ferramentas digitais para a aplicação de fertilizantes, recomendações nutricionais e de compartilhamento de dados coletados em campo. Acesse aqui mais informações sobre essa parceria.

O gerente agronômico da Yara, Leonardo Soares, apresentou durante a visita a palestra “Sustentabilidade, a oportunidade passa pela agricultura”. Ele relatou o trabalho de pesquisa que está sendo feito pela empresa para diminuir as emissões de gases de efeito estufa tanto na produção dos fertilizantes, quanto no campo. “De 2005 a 2019, já conseguimos uma redução de 45% das emissões, que vem principalmente das fábricas. Temos o compromisso de seguir reduzindo mais 30%”.

De acordo com o gerente, hoje a empresa tem parceria com 48 instituições de pesquisa, incluindo universidades. “Temos mais de 150 pesquisas agronômicas a campo com diversas culturas em andamento”. Segundo ele, no passado o foco da empresa era apenas na produtividade. “Hoje, 60% das nossas pesquisas são para avaliar a emissão de gases de efeito estufa, a saúde do solo, quanto a gente está conseguindo fixar de carbono no solo. Isso para entender o que a gente pode traçar de estratégia para reduzir a emissão no campo” explicou.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados
Continue Lendo

Notícias Em Cascavel - Paraná

Ciclo produtivo na pecuária de leite será novidade no Show Rural de Inverno

O setor de Fomento à Pecuária estará à frente de dois workshops preparados para mostrar o ciclo produtivo de uma bezerra até se tornar uma vaca em lactação.

Publicado em

em

A zootecnista Josiane Mangoni, supervisora da área Pecuária da Coopavel Foto: Assessoria

A pecuária de leite vai ganhar espaço no Show Rural Coopavel de Inverno, um dos principais palcos brasileiros para culturas indicadas para os meses frios do ano. O setor de Fomento à Pecuária estará à frente de dois workshops preparados para mostrar o ciclo produtivo de uma bezerra até se tornar uma vaca em lactação.

A supervisora da área Pecuária da Coopavel, a zootecnista Josiane Mangoni, informa que os visitantes terão acesso a informações importantes sobre a correta nutrição para cada fase dos animais, potencializando ao máximo os resultados. “Quem participar dos dois workshops verá detalhadamente a linha do tempo de uma vaca em produção, desde o nascimento até o início da lactação”.

No primeiro momento, no workshop da manhã, com início às 9 horas e duração de 50 minutos, os pecuaristas serão informados sobre nutrições líquida e sólida para bezerras e novilhas. “Serão apresentadas todas as opções disponíveis de ração para o desenvolvimento e precocidade das novilhas” destaca Josiane, observando que o objetivo desse trabalho é demonstrar como desenvolver corretamente uma bezerra para que se torne uma vaca de alto desempenho.

Durante o primeiro workshop, os visitantes aprenderão sobre o manejo da diluição do sucedâneo do leite (leite em pó), a melhor temperatura da água para diluição, a recomendada densidade e qual volume deve ser fornecido de acordo com o peso da bezerra. Os conteúdos serão repassados, pela manhã e à tarde, para grupo de até 50 pessoas. “Estamos animados com essa novidade, porque a pecuária de leite é uma atividade das mais relevantes principalmente para as pequenas propriedades rurais” destaca o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli.

Na segunda etapa, com início às 13h30, o workshop trabalhará nutrição de vacas em lactação. “Vamos abordar como equilibrar a dieta desses animais de acordo com a sua produção, importância da qualidade dos ingredientes, como silagem e outros volumosos, e também demonstrar a variedade de rações que a Coopavel oferece em seu portfólio para otimizar a produção de leite” explica Josiane, que é mestre em Produção Sustentável e Saúde Animal. Quem participar dos workshops terá acesso a amostras de produtos que a cooperativa disponibiliza à nutrição de bovinos de leite.

Durante a programação da área pecuária, nos três dias da edição de inverno do Show Rural, haverá também o compartilhamento de informações de bons resultados no campo, comprovando a eficácia das rações Coopavel. “Esperamos que, com as orientações que receberão, os pecuaristas consigam alcançar o máximo desempenho de seus plantéis” conforme Josiane.

O evento

O Show Rural Coopavel de Inverno, em sua quinta edição, será realizado de 27 a 29 de agosto, no parque tecnológico da cooperativa, em Cascavel, no Oeste do Paraná. Os portões serão abertos, diariamente, às 8h30. O acesso ao parque e o uso de vagas do estacionamento serão gratuitos.

Fonte: Assessoria Show Rural Coopavel
Continue Lendo

Notícias

Demanda por trigo segue firme; clima preocupa

Trabalho de campo estão atrasados em relação ao observado na temporada passada. 

Publicado em

em

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Pesquisas do Cepea mostram que o mercado brasileiro de trigo continua registrando demanda crescente pelo produto de qualidade superior, mas os estoques estão limitados, e há preocupações com as condições climáticas para a temporada em andamento.

Ainda segundo pesquisadores do Cepea, agentes também seguem atentos às compras externas, assim como aos baixos índices pluviométricos nas últimas semanas.

No campo, as atividades estão praticamente finalizadas no Paraná, com 99% do total já semeado.

No Rio Grande do Sul, a semeadura alcançou 85% do previsto para este ano.

Os trabalhos de campo estão atrasados em relação ao observado na temporada passada.

Fonte: Assessoria Cepea
Continue Lendo
AJINOMOTO SUÍNOS – 2024

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.