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Exportações do agronegócio batem recorde em dezembro e no ano de 2021

Em 2021, o total exportado com o agronegócio resultou em US$ 120,59 bilhões, alta de 19,7%

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Fotos: O Presente Rural e José Fernando Ogura- AEN

As exportações do agronegócio alcançaram valores recordes para o mês de dezembro passado e também para o ano de 2021. Foram US$ 9,88 bilhões, valor recorde para os meses de dezembro: 36,5% superior aos US$ 7,24 bilhões de 2020. Em 2021, o total exportado com o agronegócio resultou em US$ 120,59 bilhões, alta de 19,7%, em relação ao ano anterior, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (13) pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

 

Embarques em dezembro/2021

O mês de dezembro de 2021 teve desempenho favorável devido ao forte aumento dos preços dos produtos exportados (22,5%) e, também, da expansão do volume destas exportações (11,4%).

Além dos preços elevados, houve recorde no volume exportado pelo Brasil no agronegócio (15,62 milhões de toneladas). De acordo com os analistas da SCRI, os destaques foram para soja em grãos (2,71 milhões de toneladas; +889,5%); farelo de soja (1,72 milhão de toneladas; +82%); celulose (1,64 milhão de toneladas; +28,8%); e carnes (667 mil toneladas; +3,3%).

Com este cenário, preços elevados e aumento do volume exportado, a participação do agronegócio nas exportações brasileiras voltou a crescer. Em dezembro de 2020, as exportações do agro foram responsáveis por 39,2% do valor total vendido ao exterior, e, em dezembro de 2021, a participação alcançou 40,6%.

 

Exportações em 2021

As exportações do agronegócio brasileiro somaram valor recorde em 2021: US$ 120,59 bilhões (+19,7%). Somente os meses de janeiro e fevereiro deste ano não registraram recordes, explicados pela forte queda da quantidade exportada de soja em grão nesses meses, em virtude do baixo estoque de passagem em 2020, e do atraso no plantio da safra 2020/2021 (seca), com posterior atraso nas áreas de colheita em decorrência das chuvas.

A partir de março, a soja em grãos é exportada influenciando no resultado total observado. O crescimento das exportações brasileiras do agronegócio ocorreu em função do aumento do índice de preços dos produtos (+21,2%), enquanto o volume embarcado se reduziu (-1,2%), conforme nota publicada pela secretaria.

Apesar do recorde nas exportações, as vendas externas de produtos do agronegócio representaram 43% das exportações brasileiras em 2021, participação 5,1 pontos percentuais inferior à verificada em 2020.

 

Resultados do mês (comparativo Dezembro/2021 – Dezembro/2020)

As exportações do agronegócio em dezembro de 2021 foram de US$ 9,88 bilhões; valor recorde
para os meses de dezembro: 36,5% superior aos US$ 7,24 bilhões de 2020. O montante resulta
do forte aumento dos preços dos produtos exportados (+22,5%) e, também, da expansão do
volume destas exportações (+11,4%).

O índice de preços das commodities agropecuárias do Banco Mundial observou comportamento semelhante de alta em dezembro de 2021, com elevação de 15,3% relativo a dezembro de 2020, e aumento de 0,8% comparado a novembro de 20211 . Ou seja, as commodities do agronegócio exportadas pelo Brasil observaram crescimento do preço médio superior à média de incremento das commodities agropecuárias mensuradas pelo Banco Mundial. No caso do índice de preços de alimentos da FAO, observou-se queda de 0,9% relativo a novembro de 2021, e expansão de 23,1% em relação a dezembro de 20202. Logo, o aumento dos preços internacionais das commodities agropecuárias é o principal fator que influencia as exportações brasileiras do agronegócio neste momento.

Além dos preços elevados, houve recorde no volume exportado pelo Brasil no agronegócio (15,62 milhões de toneladas). Destaques para: soja em grãos (2,71 milhões de toneladas; +889,5%); farelo de soja (1,72 milhão de toneladas; +82,0%); celulose (1,64 milhão de toneladas; +28,8%); e carnes (667 mil toneladas; +3,3%).

Com este cenário, preços elevados e aumento do volume exportado, a participação do agronegócio nas exportações brasileiras voltou a crescer. Em dezembro de 2020, estas exportações foram responsáveis por 39,2% do valor total vendido ao exterior, e, em dezembro de 2021, a participação alcançou 40,6%. Os produtos exportados pelo Brasil que não fazem parte do agronegócio registraram US$ 14,48 bilhões, ou 59,4% do total exportado. Os principais também foram commodities: óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos – SH 2709 (US$ 2,88 bilhões; +81,5%) e minérios de ferro e seus concentrados – SH 2601 (US$ 2,40 bilhões; -20,3%), com alta expressiva dos preços médios em ambos os casos.

As importações de produtos do agronegócio foram de US$ 1,43 bilhão em dezembro de 2021 (+5,6%). Em alguns casos, também se observou alta expressiva de volumes e preços médios como: trigo (+56,4% em volumes e +20,8% em preços), malte (+32,4% em volumes e 13,5% em preços), borracha natural (+16,4% em volumes e 12,8% em preços médios) e óleo de palma (+0,9% em volumes e +74,1% em preços médios importados).

É importante ressaltar, no entanto, que no valor destas importações não são registrados os insumos necessários à produção agropecuária. Somente em fertilizantes, foram adquiridos US$ 1,73 bilhão em dezembro de 2021 (+155,8%). Tal valor se explica pela elevação do preço médio de importação destes produtos (+132,2%), uma vez que o volume importado cresceu 10,2%.

 Setores do Agronegócio

Os cinco principais setores exportadores do agronegócio em dezembro de 2021 foram: complexo soja (participação de 22,9% nas exportações totais do agronegócio); carnes (participação de 16,9%); produtos florestais (participação de 14,1%); cereais, farinhas e preparações (10,6%); e complexo sucroalcooleiro (8,7%). Em conjunto, estes setores foram responsáveis por 73,2% do valor total exportado pelo Brasil em produtos do agronegócio, e registraram crescimento de 46,8% comparando-se os períodos analisados. Em 2020, estas exportações representaram 68,0% do valor total.

Os vinte demais setores do agronegócio também aumentaram as vendas externas, passando de US$ 2,31 bilhões em dezembro de 2020 para US$ 2,65 bilhões em dezembro de 2021 (+14,6%). Porém, a participação dos vinte demais setores reduziu-se de 32% para 26,8% em dezembro de 2021.

O principal setor exportador do agronegócio brasileiro foi o complexo soja. Quase um quarto do valor exportado pelo Brasil em produtos do agronegócio em dezembro decorreu das vendas externas dos produtos deste grupo (US$ 2,26 bilhões; +341,4%). A primeira razão para o resultado expressivo destas exportações é a safra brasileira recorde em 2020/21: 137,3 milhões de toneladas de soja em grãos. Além disso, o preço do grão de soja no mercado internacional alcançou patamares também recordes, superiores a US$ 500 por tonelada em 20215, explicado por previsões para baixa produção e baixos estoques de passagem em todo o mundo, em todo o conjunto de oleaginosas, cenário que deve se repetir na safra 2021/226 , período em que a demanda deverá permanecer em patamares semelhantes ao anterior.

As exportações de soja foram de US$ 1,36 bilhão em dezembro (+1.210,9%). A colheita tardia da já mencionada safra recorde de soja em grão (2020/2021) explica o fenômeno: atraso no plantio (seca) e excesso de chuva na colheita. Nesse contexto, as exportações cresceram US$ 1,25 bilhão em valores absolutos comparando-se 2020 e 2021, com vendas externas de 2,71 milhões de toneladas em dezembro (+889,5%). A China permanece como principal país importador da soja em grão brasileira, com importações de 2,08 milhões de toneladas das 2,71 milhões de toneladas exportadas pelo Brasil, o que significou a aquisição de 76,8% da quantidade total exportada da oleaginosa em dezembro.

Além das fortes exportações de soja em grão, o setor registrou vendas externas recordes de US$
698,21 milhões em farelo de soja (+79,9%), com volumes também recordes de 1,72 milhão de toneladas (+82,0%). A União Europeia é o principal mercado importador com 54,7% do volume exportado pelo Brasil. Outros mercados com participação acima de 5% nas exportações brasileiras  e farelo de soja foram: Vietnã (9,0%) e Coreia do Sul (7,2%). A retomada da produção de proteína animal nestes países, após períodos de interrupção causados pela pandemia de COVID 19, e a vacinação em larga escala, explicam a alta demanda.

As exportações de óleo de soja também foram recorde para os meses de dezembro, com US$ 200,18 milhões (+930,1%). Os preços do óleo de soja subiram em 2021 influenciados pela firme  demanda por indústrias de biodiesel no mercado global, segundo o CEPEA7 , registrando aumento de 49,5% em relação a dezembro de 2020. Com a oferta global apertada e preços elevados, a Índia reduziu o imposto de importação para óleos vegetais em setembro de 20218, para controle da inflação interna. A Índia adquiriu US$ 92,0 milhões de óleo de soja em bruto brasileiro em dezembro de 2021 ou cerca da metade do volume exportado pelo Brasil. No mesmo mês de 2020, a Índia não adquiriu o produto brasileiro, assim como o Egito, que comprou US$ 35,04 milhões em dezembro de 2021 ou 19,3% do volume exportado, e a Argélia, que adquiriu US$ 23,53 milhões em dezembro de 2021 ou 13,9% do volume exportado.

As carnes figuraram na segunda posição entre os principais setores exportadores do agronegócio em dezembro de 2021, com US$ 1,67 bilhão em vendas externas (+10,9%). Dentre as carnes, a principal exportada foi a bovina, com US$ 725,41 milhões (-2,0%). O volume comercializado de carne bovina caiu 9,9%, 151 mil toneladas, compensado em grande parte pela elevação de 8,7% no preço médio de exportação do produto, que atingiu US$ 4.805 por tonelada. Em dezembro de 2021, os principais mercados importadores de carne bovina in natura brasileira foram: Estados Unidos (US$ 129,06 milhões ou 21,1% de participação); União Europeia (US$ 70,51 milhões ou 11,5%); Egito (US$ 70,0 milhões ou 11,4%); Chile (US$ 56,19 milhões ou 9,2%); e China (US$ 41,14 milhões ou 6,7%). Os chineses importaram US$ 410,82 milhões ou 64,0% do valor exportado pelo Brasil em dezembro de 2020 de carne bovina in natura. A redução das vendas à China em dezembro de 2021 (-90,0% em valores e 92,4% em volumes) foi reflexo da suspensão temporária das importações do Brasil (entre 04 de setembro e 14 de dezembro de 2021), devido a casos isolados de Encefalopatia Espongiforme Bovina (“vaca louca”). O mercado chinês foi totalmente reaberto em 15 de dezembro de 20219.

As exportações de carne de frango subiram 29,9%, chegando a US$ 701,80 milhões no período analisado (+7,7% no volume exportado e +20,7% nos preços médios de exportação). A carne de frango in natura foi o principal produto, US$ 678,5 milhões exportados (+32,7%). Os principais mercados foram: China (US$ 104,16 milhões; 13% do volume exportado pelo Brasil); Japão (US$ 88,98 milhões; 11,4% do volume); Emirados Árabes Unidos (US$ 85,92 milhões; 11,7% do volume); e Arábia Saudita (US$ 38,47 milhões; 5,1% do volume). Entre os principais mercados, apenas a Arábia Saudita apresentou queda nos valores e volumes exportados (-48,4% e -59,0%, respectivamente). O país que já foi o principal destino das exportações do Brasil, registrou a suspensão de 11 plantas exportadoras brasileiras em maio de 202110. Como resultado, as exportações que cresciam em valor e volume para a Arábia Saudita, entre janeiro e maio de 2021 (+30,8% e +17,5%, respectivamente), passaram a cair entre maio e novembro de 2021 (- 11,3% e -36,3%, respectivamente).

As exportações de carne suína alcançaram US$ 189,37 milhões (+0,6%), com crescimento de 7,4% no volume exportado e queda de 6,3% no preço médio de exportação. Os preços internacionais da carne suína caíram pelo sexto mês consecutivo, em virtude da queda nas importações chinesas do produto. Assim, as exportações brasileiras de carne suína in natura para a China refletiram o cenário de recuperação da produção de porcos no mercado chinês. A China importou do Brasil, US$ 59,70 milhões em dezembro de 2021 (-44,3%). Por outro lado, houve crescimento das exportações para diversos mercados: Hong Kong (US$ 20,53 milhões; +45,7%); Argentina (US$ 13,46 milhões; +131,9%); Cingapura (US$ 10,28 milhões; +30,7%); e Vietnã (US$ 9,56 milhões; +314,2%).

Outro setor que exportou acima de USD$ 1 bilhão foi o de cereais, farinhas e preparações, com vendas externas de US$ 1,05 bilhão (+4,3%). O principal produto exportado pelo setor é o milho, US$ 795,03 milhões (-12,4%). A projeção inicial da safra brasileira do cereal, para 2020/21, era de produção superior a 100 milhões de toneladas. Em função de secas e geadas no Brasil, o valor foi reduzido para 87,0 milhões de toneladas (CONAB), cerca de 15 milhões de toneladas inferior à safra 2019/2020. Diante desses números, houve baixa disponibilidade interna de milho para exportação, e consequente redução do volume exportado, mesmo com o aumento dos preços médios de exportação do cereal (+24,7%).

Por fim, de modo a apurar novamente a concentração das exportações do agronegócio brasileiro, observam-se os dez principais produtos exportados em dezembro de 2021: soja em grãos (US$ 1,36 bilhões ou 13,8% de participação); milho (US$ 795,03 milhões; 8,0% de participação); café verde (US$ 719,64 milhões; 7,3% de participação); farelo de soja (US$ 698,21 milhões; 7,1% de participação); carne de frango in natura (US$ 678,46 milhões; 6,9% de participação); celulose (US$ 647,05 milhões; 6,8% de participação); carne bovina in natura (US$ 612,25 milhões; 6,2% de participação); açúcar de cana em bruto (US$ 607,43 milhões; 6,1% de participação); algodão não cardado nem penteado (US$ 487,66 milhões; 4,9% de participação); e papel (US$ 216,02 milhões; 2,2% de participação). Estes dez produtos foram responsáveis por 69,3% do valor total exportado pelo agronegócio em dezembro de 2021. No mesmo mês de 2020, os mesmos produtos responderam por 68,0% do valor exportado.

No entanto, as exportações dos demais produtos do setor, que subiram de US$ 2,31 bilhões em dezembro de 2020 para US$ 3,03 bilhões (+31%), indicaram maior dinamismo da pauta brasileira. Dentre esses produtos destacaram-se: óleo de soja em bruto (+US$ 174,21 milhões em valores absolutos); trigo (+US$ 106,78 milhões); madeira perfilada (+US$ 33,47 milhões); suco de laranja (+US$ 33,43 milhões); e arroz (+US$ 30,52 milhões).

Quanto à importação de produtos agropecuários, o valor importado alcançou US$ 1,43 bilhões (+5,6%). Os dez principais produtos agropecuários importados foram: trigo (US$ 126,41 milhões; +88,9%); milho (US$ 106,37 milhões; +181,7%); óleo de palma (US$ 85,88 milhões; +75,6%); malte (US$ 82,01 milhões; +50,2%); papel (US$ 66,08 milhões; +1,0%); salmões, frescos ou refrigerados (US$ 52,81 milhões; +12,8%); álcool etílico (US$ 52,48 milhões; +32,0%); vestuário e outros produtos têxteis de algodão (US$ 41,27 milhões; +29,7%); borracha natural (US$ 37,59 milhões; +31,3%); e azeite de oliva (US$ 35,89 milhões; -15,3%).

 

Blocos Econômicos e Regiões Geográficas

A Ásia é a principal região geográfica parceira do agronegócio brasileiro. As aquisições do continente asiático subiram de US$ 3,09 bilhões em dezembro de 2020 para US$ 3,82 bilhões em dezembro de 2021 (+23,7%). O aumento das exportações foi inferior ao incremento do valor exportado pelo agronegócio brasileiro, de 36,5%. Com efeito, a participação da Ásia diminuiu 42,7% em dezembro de 2020 para 38,7% em dezembro de 2021.

Os principais produtos exportados para a Ásia foram: soja em grãos (US$ 1,16 bilhão, +3.667,2%); algodão não cardado nem penteado (US$ 435,01 milhões, -15,9%); celulose (US$ 383,04 milhões, +43,0%); carne de frango in natura (US$ 266,24 milhões, +20,7%); farelo de soja (US$ 224,23 milhões, +34,6%). Somente esses cinco produtos foram responsáveis por 64,6% do valor total das exportações do agronegócio para o continente asiático.

A União Europeia foi a segunda principal parceira do agronegócio brasileiro, com elevação da participação no total das exportações do agronegócio para 16,3%. Tal fato deveu-se à forte expansão dos valores exportados para o bloco, que passaram de US$ 965,65 milhões em dezembro de 2020 para US$ 1,61 bilhão em dezembro de 2021 (+66,8%).

Os principais produtos responsáveis por esse crescimento foram: farelo de soja (US$ 375,14 milhões; +124,2%); café verde (US$ 370,91 milhões; +48,7%); e celulose (US$ 142,42 milhões; +249,5%). A reabertura da economia europeia e a vacinação da população nos países da comunidade, explicam o desempenho em 2021.

Países

Os vinte principais países importadores do agronegócio brasileiro estão arrolados na Tabela 3, responsáveis pela aquisição de 73,0% do valor exportado pelo Brasil em dezembro de 2021. No mesmo mês do ano anterior, a participação destes produtos foi de 69,6%. Os países que apresentaram maior ganho de participação das exportações do agronegócio brasileiro foram: Países Baixos (de 2,9% para 4,6% de participação) – principal entrada para a União Europeia – Roterdã; Egito (de 3,0% para 4,4% de participação); Espanha (de 1,2% para 2,4% de participação); e Turquia de (1,4% para 2,0% de participação).

Os Países Baixos aumentaram as importações de US$ 209,16 milhões em dezembro de 2020 para US$ 451,55 milhões em dezembro de 2021 (+115,9%). As aquisições que mais colaboraram para esse incremento foram: farelo de soja (US$ 152,61 milhões, +780,0%); e celulose (US$ 70,30 milhões, +431,7%).

No caso do Egito, as aquisições de produtos do agronegócio brasileiro foram de US$ 433,60 milhões (+102,5%). Quatro produtos explicam essa forte expansão: milho (US$ 217,90, +35,1%); açúcar de cana em bruto (US$ 84,49 milhões, +466,1%); carne bovina in natura (US$ 70,0 milhões, +386,3%); e óleo de soja em bruto (US$ 35,04 milhões, não houve importação em 2020).

A Espanha aumentou as importações de produtos do agronegócio brasileiro de US$ 89,19 milhões em dezembro de 2020 para US$ 237,43 milhões em dezembro de 2021 (+166,2%). Os produtos com crescimento absoluto superior a US$ 10 milhões, nas exportações, foram: farelo de soja (US$ 71,49 milhões, +191,3%); milho (US$ 53,03 milhões, +135,2%); açúcar de cana em bruto (US$ 24,32 milhões; +45.129,7%); café verde (US$ 22,50 milhões, +201,7%); e celulose (US$ 12,99 milhões, 1.172,2%).

Por fim, a Turquia importou US$ 197,31 milhões em produtos do agronegócio brasileiro em dezembro de 2021 (+98,7%). Seis produtos registraram importação acima de US$ 10 milhões: soja em grãos (US$ 55,59 milhões, não houve importação em dezembro de 2020); algodão não cardado (US$ 50,20 milhões, +14,8%); café verde (US$ 33,34 milhões, +120,3%); celulose (US$ 14,86 milhões, +1.165,3%); carne de frango in natura (US$ 14,29 milhões, +1.151,8%); e carne bovina in natura (US$ 10,15 milhões, +120,9%).

 

Resultados do Acumulado do Ano (comparativo Janeiro-Dezembro/2021 – JaneiroDezembro/2020)

As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram valor recorde em 2021: US$ 120,59 bilhões (+19,7%). Somente os meses de janeiro e fevereiro deste ano não registraram recordes, explicados pela forte queda da quantidade exportada de soja em grão nestes meses, em virtude do baixo estoque de passagem em 2020, e do atraso no plantio da safra 2020/2021 (seca), com posterior atraso nas áreas de colheita em decorrência das chuvas. A partir de março, a soja em grãos é exportada influenciando no resultado total observado. O crescimento das exportações brasileiras do agronegócio ocorreu em função do aumento do índice de preços dos produtos (+21,2%), enquanto o volume embarcado se reduziu (-1,2%).

Assim, 2021 foi marcado por inflação de preços de commodities agrícolas, motivada pelo rápido crescimento da demanda mundial (mesmo com a recuperação econômica limitada por diferentes níveis de vacinação entre os países) e por restrições na oferta destes produtos (sobretudo por questões climáticas, problemas na mobilidade de mão de obra devido à pandemia, problemas nas cadeias de suprimentos, custos logísticos, crise de contêineres e alta dos preços do petróleo).

Diversos analistas observam que a pandemia precipitou uma nova era de uso intensivo de commodities, à medida em que os governos enfatizaram a criação de empregos e a sustentabilidade ambiental14 como políticas de recuperação. A formação internacional de preços agrícolas foi influenciada pela forte demanda chinesa por grãos, como milho e soja, destinados à recomposição e ampliação dos rebanhos suíno e de frango no país asiático15, pela depreciação de moedas frente ao dólar em grandes exportadores destas commodities (caso do Brasil), e pelas recorrentes quebras de safra e problemas de oferta ocasionados por fenômenos climáticos (secas, geadas e furacões como nos Estados Unidos).

Há evidências de estabilização futura destes preços, porém, há riscos para previsões acertadas sobre este comportamento em virtude da trajetória dos custos da energia (petróleo e gás natural), no curto prazo, e das políticas de biocombustíveis em resposta à transição energética no longo prazo, como as planejadas pelos Estados Unidos e União Europeia. Além disso, também há riscos sobre outras ondas de COVID 19, que podem suscitar novas medidas de restrição nos países e afetar diretamente a demanda por produtos.

Apesar do recorde nas exportações, as vendas externas de produtos do agronegócio representaram 43,0% das exportações brasileiras em 2021, participação 5,1 pontos percentuais inferior à verificada em 2020. Os demais produtos exportados pelo Brasil demonstraram maior dinamismo, sobretudo devido ao comportamento de outras duas commodities não agrícolas: petróleo e minério de ferro, que foram afetadas pelo forte crescimento do preço médio de exportação, +58,9% e +64,9%, respectivamente. As exportações de minério de ferro e seus concentrados subiram 62,4%, passando de US$ 49,1 bilhões em 2020, para US$ 79,6 bilhões em 2021. A participação relativa do minério de ferro e seus concentrados nas exportações totais subiu de 23,4% em 2020 para 28,4% em 2021. No caso dos óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus, o valor exportado cresceu para US$ 44.6 bilhões (+72,9%). Neste caso, a participação relativa subiu de 12,3% em 2020 para 15,9% em 2021. Como comparação, a soja em grão foi o principal produto do agronegócio, com US$ 38,63 bilhões (+35,2%) exportados em 2021 e participação relativa praticamente igual, passando de 13,7% em 2020 para 13,8% em 2021.

Pelo lado das importações, registrou-se um total de US$ 15,53 bilhões no ano (+19,0%). Os principais produtos importados pelo agronegócio também registraram forte oscilação de preços em 2021 como: trigo (+23,0%), borracha natural (+25,9%), salmões frescos (+59,8%), e óleo de palma (+54,6%).

Setores do Agronegócio

Em 2021, os cinco principais setores do agronegócio brasileiro em valor exportado foram: complexo soja, com vendas externas de US$ 48,01 bilhões e participação de 39,8%; carnes, com US$ 19,86 bilhões e 16,5%; produtos florestais, com US$ 13,94 bilhões e 11,6%; complexo sucroalcooleiro, com exportações totais de US$ 10,26 bilhões e participação de 8,5%; e café, com US$ 6,37 bilhões e 5,3%. Em conjunto, os cinco setores foram responsáveis por 81,6% de todas as exportações do agronegócio brasileiro nos últimos doze meses.

Como já mencionado, o complexo soja foi o principal setor exportador do agronegócio brasileiro em 2021, com vendas externas de US$ 48,01 bilhões (+36,3%) e 104,96 milhões de toneladas comercializadas (+3,9%). O setor foi principalmente impactado pela alta dos preços médios de exportação (+31,2%). O principal produto exportado pelo segmento foi a soja em grãos, com a soma recorde de US$ 38,63 bilhões (+35,2%). Em quantidade, houve expansão de 3,8%, alcançando novo recorde com 86,10 milhões de toneladas embarcadas. O preço médio do produto brasileiro vendido no mercado internacional subiu 30,3% no período, totalizando US$ 449 por tonelada. Os países que mais aumentaram suas compras de soja em grão do Brasil foram: China (+US$ 6,30 bilhões), União Europeia (+US$ 1,10 bilhão), Tailândia (+US$ 377,61 milhões), Irã (+US$ 315,23 milhões) e Vietnã (+US$ 313,93 milhões).

O bom desempenho das exportações entre março e dezembro deveu-se ao atraso no plantio e colheita da soja, em função de condições climáticas adversas, e à safra recorde da oleaginosa (137,3 milhões de toneladas em 2020/2021). Logo, as exportações do grão foram postergadas, e, em função do recorde de safra, ainda havia disponibilidade para as vendas externas no fim de 2021. Outro fator importante, foi o excelente preço médio internacional do grão, também influenciado pelo atraso da oferta brasileira, por problemas climáticos nos Estados Unidos, e pelas melhores condições de demanda após o afrouxamento de políticas de distanciamento social em função da pandemia, que elevaram a necessidade de mais ração para criação animal.
A análise da série de preços do Banco Mundial deixa claro que somente em três momentos deste século a cotação internacional da soja em grão esteve acima de US$ 500/tonelada: em um curto período antes da crise internacional de 2008; entre 2011 e meados de 2014; e neste ano, em 2021.

O cenário observado para a soja em grãos, também afetou as vendas externas de farelo de soja, que alcançaram a soma recorde de US$ 7,37 bilhões, com crescimento de 24,7% em função da expansão do preço (+22,7%) e do crescimento de 1,6% no quantum também recorde comercializado (17,21 milhões de toneladas). Os destinos que mais influenciaram no crescimento das vendas no período foram: União Europeia (+US$ 448,46 milhões), Vietnã (+US$ 292,70 milhões), Tailândia (+US$ 266,66 milhões) e Irã (+US$ 194,83 milhões). Já as exportações de óleo de soja somaram US$ 2,02 bilhões (+164,9%), para um total de 1,65 milhão de toneladas comercializadas (+48,8%). O preço médio do produto também registrou alta em 2021 (+78,0%), com a cifra de US$1.222 por tonelada, cotação somente igualada em 2011, em toda a série histórica (1997-2021). O óleo de soja em bruto, representou 85,6% deste valor, com exportações de US$ 1,73 bilhão. O principal destino foi a Índia, responsável por 45,0% deste valor, US$ 779,64 milhões (+215,2%). Em um contexto de aumento de demanda global por óleos vegetais e perspectivas de maior utilização de biocombustíveis, os preços internos dos óleos vegetais na Índia influenciaram a alta da inflação de alimentos no país, o que levou o governo local a reduzir o imposto de importação de óleos vegetais, como já observado, em setembro de 2021.

O setor de carnes foi o segundo colocado entre os maiores exportadores do agronegócio brasileiro em 2021, com a cifra de US$ 19,86 bilhões (+15,7%). O crescimento observado foi resultado tanto do incremento da quantidade comercializada (+4,4%), quanto da elevação da cotação dos produtos do setor (+10,8%). As exportações brasileiras enfrentaram um cenário em geral pressionado por alta demanda e restrições de oferta no mundo, como também por alta dos custos e insumos de produção de animais.

A redução da produção mundial de carne bovina em 2021, para 60,8 milhões de toneladas (- 1,1%), devido ao menor abate na Argentina, Austrália e Brasil, pressionou fortemente os preços internacionais. A Argentina enfrentou os altos preços internos da carne bovina restringindo exportações para estimular o abastecimento doméstico. A Austrália objetivou reconstruir o menor rebanho bovino dos últimos 23 anos, em virtude da seca que atinge o país desde 2020, e dos incêndios que reduziram a área de pasto, além da retenção de fêmeas para recomposição deste rebanho17. No Brasil, a fraca demanda interna e os altos custos de produção pressionaram margens dos frigoríficos, resultando em incentivos menores para o abate de gado em 2021.

Houve crescimento da produção global de carne suína para 105 milhões de toneladas (+3,0%), devido à maior produção na China (+8,0%, alcançando 43,8 milhões de toneladas; maior produtor mundial). Desde o início de 2021, o abate de suínos no país asiático tem mantido ritmo elevado, reduzindo rapidamente os preços internos da carne após longo período de alta nos preços (restrições de oferta causadas pela peste suína africana). Mais recentemente, o abate de animais reprodutores, os desafios contínuos de produtividade e as margens reduzidas do produtor desaceleraram o crescimento da produção na China, que deve permanecer em um ritmo menor em 2022.

A produção global de carne de frango também se reduziu em relação a previsões anteriores para 101 milhões de toneladas (-1,0%), impulsionada por um declínio acentuado na China (-7%), o que pressionou os preços internacionais do frango em um momento de reabertura de estabelecimentos após o início do processo de vacinação contra a COVID 19 nos principais centros consumidores no mundo em 2021. A produção de carne de frango chinesa reduziu-se devido à demanda mais fraca, já que o rebanho suíno se recuperou e os preços da carne suína caíram rapidamente, o que afetou a preferência dos consumidores chineses. Outros países também apresentaram redução de produção, todavia, devido a impactos causados por casos de Gripe Aviária Altamente Patogênica (União Europeia, Coréia, Japão), o que impediu a expansão da produção global. O Brasil, no entanto, como principal exportador mundial da carne, manteve expansão de produção (+2,2%), impulsionada pela demanda externa e interna, mesmo com altos preços de grãos para ração.

Neste contexto internacional, o principal destaque das exportações brasileiras entre as carnes foi a bovina, cujas vendas externas totalizaram US$ 9,20 bilhões (+8,5%) em 2021. O volume negociado da mercadoria decresceu 8,3%, atingindo 1,85 milhão de toneladas. No entanto, o preço médio aumentou 18,3% no ano, alcançando US$ 4.986 por tonelada. Com exportações recordes em valor, o principal destino da carne bovina in natura brasileira em 2021 foi a China, com a soma de US$ 3,90 bilhões (-3,3%) e market share de 49,0%, mesmo com a redução dos volumes exportados (-16,8%), seguida por Hong Kong, com aquisições totais de US$ 587,14 milhões (-27,6%), e participação de 7,4%. Os valores para a China foram impactados pela suspensão das exportações brasileiras em setembro de 2021, por casos isolados de “vaca louca” no Brasil, como observado anteriormente. A China foi o principal importador de carne bovina in natura brasileira em novembro de 2020 (95,4 mil toneladas ou praticamente 60% do volume exportado; US$ 440,77 milhões). Em novembro de 2021, as exportações ao país asiático praticamente zeraram. A suspensão temporária do mercado chinês, até a reabertura em 15 de dezembro, ocasionou um pequeno processo de diversificação de mercados para a carne bovina, com destaques para: Chile (US$ 563,26 milhões; +50,4%), Estados Unidos (US$ 465,30 milhões; +384,3%) e União Europeia (US$ 432,32 milhões; +27,6%). Nos últimos doze meses, os Estados Unidos aumentaram as compras de carne bovina in natura brasileira em US$ 369,22 milhões, sendo o maior responsável pelo crescimento verificado no período.

Em seguida, observam-se as vendas de carne de frango, de US$ 7,49 bilhões (+25,0%), em um total de 4,47 milhões de toneladas (+8,3%). Como resultado, a alta do preço médio das exportações no período, de 15,4%. Restrições do lado da oferta, especialmente escassez internacional de contêineres e casos de gripe aviária na Europa e na Ásia, influenciaram a formação de preços. Com vendas recordes em valor e quantidade em 2021, o principal comprador da carne de frango in natura do Brasil também foi a China, com US$ 1,27 bilhão (+0,3%) e 639,49 mil toneladas, seguida pelo Japão (US$ 831,34 milhões; +26,4%), Emirados Árabes Unidos (US$ 690,21 milhões; +63,3%) e Arábia Saudita (US$ 648,03 milhões; -5,3%).

Interessante notar o caso da Arábia Saudita, tradicional compradora dessa proteína animal e que já respondeu sozinha por mais de um quarto das vendas brasileiras do produto. Desde 2016, o país árabe vem reduzindo as aquisições do produto brasileiro e perdeu o posto de principal destino nacional em 2019 para a China. Em 2021, apresentou o menor market share de toda a série histórica, com 9,0%.

Já as exportações de carne suína totalizaram US$ 2,62 bilhões em 2021. O crescimento de 16,1% no valor exportado foi resultado da expansão de 10,7% no quantum negociado e da elevação de 4,9% na cotação média do produto brasileiro vendido no mercado internacional. Com vendas recordes de carne suína in natura em valor e em volume no ano, os principais mercados compradores em 2021 foram: China, com aquisições de US$ 1,28 bilhão (+4,3%) e participação de 51,9%; Hong Kong, com US$ 267,47 milhões (+12,3%) e 10,8%; Chile, com US$ 149.96 milhões (+47,9%) e 6,1%; e Cingapura, com US$ 114,43 milhões (-9,3%) e 4,6% de participação. A retomada da produção de carne suína na China, afetou os preços internacionais da carne no segundo semestre de 2021, com redução excessiva de margens dos produtores chineses em função dos aumentos dos custos de produção e das quedas internas de preços20.

O terceiro principal setor do agronegócio em valor de exportação, foi o de produtos florestais, com a cifra de US$ 13,94 bilhões e crescimento de 22,1% em relação aos valores registrados em 2020 (US$ 11,42 bilhões). Tais números foram consequência do incremento de 6,4% no quantum negociado e da elevação de 14,8% no preço médio dos produtos do setor em 2021. O principal produto comercializado no período foi a celulose, com US$ 6,73 bilhões (+12,4%) para um volume recorde comercializado de 16,26 milhões de toneladas (+0,3%), e preço médio de US$ 414 por tonelada (+12,1%). As vendas externas de madeiras e suas obras alcançaram a cifra recorde de US$ 5,30 bilhões no período, um incremento de 44,2% ante os US$ 3,68 bilhões registrados em 2020. Tal patamar de vendas foi atingido em virtude da quantidade recorde comercializada (10,45 milhões de toneladas, +19,6%) e da elevação de 20,5% no preço médio dos produtos em 2021. O principal responsável pelo crescimento das vendas externas de madeira no período foram os Estados Unidos, com a variação absoluta de US$ 773,32 milhões.

Foi também o maior comprador das obras de madeira, com US$ 2,45 bilhões e participação de 46,1%, seguidos pela União Europeia, com US$ 698,84 milhões e market share de 13,2%. Fechando o setor, as exportações de papel alcançaram o montante de US$ 1,90 bilhão (+9,1%), para um volume negociado de 2,08 milhões de toneladas (-1,2%).

 

Importações

Quanto às importações do agronegócio em 2021, totalizaram US$ 15,53 bilhões e cresceram 19,0% em comparação a 2020 (US$ 13,05 bilhões). Os produtos que se destacaram foram: trigo (US$ 1,67 bilhão e +24,3%); papel (US$ 862,72 milhões e +24,5%); milho (US$ 722,68 milhões e +271,7%); malte (US$ 693,08 milhões e +29,4%); óleo de palma (US$ 687,47 milhões e +106,3%); salmões frescos ou refrigerados (US$ 610,20 milhões e +67,0%); vinho (US$ 477,95 milhões e +13,1%); azeite de oliva (US$ 441,22 milhões e +4,3%); vestuário e outros produtos têxteis de algodão (US$ 432,14 milhões e +17,3%); e borracha natural (US$ 420,02 milhões e +70,6%).

Para ver fontes do estudo e o conteúdo na integra, acesse

Fonte: MAPA
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Notícias

Mato Grosso aumenta exportação de carne bovina para o Reino Unido

Até o mês de julho, o Estado mato-grossense já acumulava 1,83 milhão de toneladas em equivalente de carcaça (TEC) embarcadas.

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Foto: Arquivo/Claudio Neves

Mato Grosso tem aumentado as exportações de carne bovina para o Reino Unido desde o Brexit, processo de saída dos países britânicos do Bloco Econômico da União Europeia. A maior participação das importações do Reino Unido da carne mato-grossense se elevou em 439,5% no comparativo de 2021 ante a 2020.

Em 2022, até o mês de julho, já se acumulam 1,83 milhão de toneladas em equivalente de carcaça (TEC) embarcadas. Os dados constam no boletim do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que apontam que fatores como as mudanças nas taxas para produtos agrícolas também influenciaram neste movimento.

Apesar disso, o mercado chinês continua liderando com folga as compras da carne mato-grossense, que seguiram acima do patamar de 30 mil TEC no respectivo mês.

Ao todo, incluindo os demais países que importam carne de Mato Grosso, foram embarcadas 46,51 mil toneladas em equivalente carcaça durante o mês de julho – e as exportações mato-grossenses de carne bovina alcançaram o segundo maior volume de 2022.

Fonte: Ascom Acrimat
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Notícias

Importância da biosseguridade interna abre debates do 2º dia do 14º SBSS

Programação segue no período da tarde, a partir das 14 horas, com as palestras do Painel Sanidade.

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Nelson Morés abriu a programação de palestras desta quarta-feira - Fotos: Divulgação/Nucleovet

Limpeza e desinfecção das instalações das granjas são de extrema importância para garantir a biosseguridade na produção. Esse tema abriu a programação científica do segundo dia do 14º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS). O evento, promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), acontece no Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó (SC), com transmissão on-line ao vivo. Paralelamente acontece a 13ª Brasil Sul Pig Fair.

Especialista abordou diversos aspectos em relação à limpeza das instalações

O médico-veterinário e consultor autônomo na área de sanidade de suínos, Nelson Morés, palestrou sobre “Biosseguridade: está na hora de parar com o ‘faz de conta’. Será que compreendemos o significado dos desafios sanitários? Uma visão de dentro da granja”. O especialista abordou diversos aspectos em relação à limpeza das instalações e reforçou a necessidade de todas as pessoas que trabalham na granja conhecerem os processos, saberem para que servem e sua importância. Morés explanou sobre a biosseguridade interna, ou seja, as medidas direcionadas a controlar a proliferação e disseminação de patógenos no rebanho. “A biosseguridade interna é o ponto mais importante para a redução no uso de antimicrobianos nas granjas”, frisou.

O palestrante explicou que os patógenos se disseminam pelo movimento de animais, dos funcionários, pelos equipamentos de uso interno e por vetores, como moscas e ratos. Para inativá-los, é preciso privá-los das necessidades básicas, ou seja, de alimentação, de água e de esconderijos. Para isso, a limpeza diária, com uso de detergente, desinfetantes e realização do vazio sanitário são ações fundamentais, além da drenagem e secagem das instalações. “Isso é essencial para baixar a pressão infectiva no ambiente”, destacou.

Morés enfatizou que os principais pontos relacionados à biosseguridade interna são a produção em lotes com vazio sanitário adequado; manter um bom sistema de limpeza e desinfecção das instalações; combate a insetos e roedores; fluxo de animais (“jamais retroceder”), fluxo de pessoas dentro dos galpões, salas e baias; uso de equipamentos compartilhados entre as salas; manejo de animais doentes; e a higiene diária das instalações.

Em todos esses processos podem acontecer falhas, que estão relacionadas a diversos fatores, como estrutura, desconhecimento técnico dos produtores, dosagem e volume incorretos do detergente e desinfetante, ausência ou uso inadequado de baias/sala hospital, entre outros. Por isso, é essencial treinar os funcionários sobre biosseguridade, a exemplo das rotas de eliminação e transmissão de patógenos, as condições ambientais para a sobrevivência dos agentes infecciosos e como as pessoas podem se tornar transmissores devido ao uso inadequado de equipamentos.

“A forma mais eficiente de manter a saúde dos animais é a quebra do ciclo de infecção e a redução da pressão infectiva. Também é preciso lembrar que a biosseguridade interna, juntamente com programa adequado de vacinação e controle de fatores de risco, são fundamentais para a manutenção da saúde dos rebanhos e para a utilização racional de antimicrobianos”, concluiu Morés.

Redução da pressão de infecção

Palestrante Anne Caroline de Lara explicou que um programa básico deve seguir as etapas de limpeza seca, limpeza úmida, desinfecção e vazio sanitário

Na sequência, a médica-veterinária, doutora Anne Caroline de Lara explanou sobre “Estratégias de redução da pressão de infecção em um sistema de produção: entendendo e aplicando programas de limpeza e desinfecção”. Ela frisou que a persistência dos agentes patogênicos está ligada a características de estabilidade e transmissão. “Considerando que muitas doenças são dose-dependende, quanto menor a exposição desses agentes aos animais, menor a probabilidade de doença clínica. Portanto, o correto manejo de ambiência e a redução da pressão de infecção são fatores importantes para que o animal possa desempenhar o melhor de seu potencial”, realçou.

Ela acrescentar que um programa básico de limpeza e desinfecção tem custo muito inferior quando comparado aos custos com tratamentos usando antimicrobianos, sem considerar o prejuízo com queda no desempenho zootécnico. “Também deve se considerar a demanda por redução do uso de antimicrobianos, por exigência de mercados e de consumidores”, complementou.

Anne explicou que um programa básico deve seguir as etapas de limpeza seca, limpeza úmida, desinfecção e vazio sanitário. A limpeza seca consiste em retirar resíduos mais grosseiros e na limpeza úmida deve-se utilizar água sob alta pressão e baixa vazão. O uso de detergentes é imprescindível para a remoção da matéria orgânica, incluindo os locais com mais difícil acesso, como superfícies mais porosas ou com defeitos, como rachaduras e frestas. A especialista enfatizou a importância de seguir a recomendação do fabricante com relação à dose de aplicação, concentração e tempo de contato de cada produto. Além disso, Anne observou que a qualidade da água utilizada interfere na ação do desinfetante.

Anne Caroline de Lara explanou sobre estratégias de redução da pressão de infecção

De acordo com a palestrante, o vazio sanitário tem o objetivo de complementar o processo de desinfecção. “Para que o vazio sanitário traga benefícios, todas as etapas anteriores devem ser realizadas com o máximo critério”, salientou, ao acrescentar que ao perceber problemas quanto a patógenos, é preciso reavaliar o processo, pois os programas devem ser completos e realizados com eficiência, incluindo limpeza, desinfecção, vazio sanitário e controle de vetores. “O ponto chave é a remoção da matéria orgânica e do biofilme”, reforçou, ao acrescentar que o treinamento das equipes para atender as premissas de um bom protocolo de limpeza e desinfecção é fundamental e que sempre surgem novas ferramentas, que devem ser associadas às medidas básicas.

Inscrições

As inscrições para o 14º SBSS estão no terceiro lote. O investimento é de R$ 600 (para o evento presencial) e R$ 500 (virtual) para profissionais e R$ 460 (presencial) e R$ 400 (virtual) para estudantes. Na compra de pacotes a partir de dez inscrições serão concedidos códigos-convites. Nessa modalidade há possibilidade de parcelamento em até três vezes.

O acesso para a 13ª Brasil Sul Pig Fair, que ocorre em paralelo ao 14º SBSS, é gratuito, tanto presencial quanto virtual. As inscrições ainda podem ser feitas pelo site www.nucleovet.com.br.

Somando forças

O 14º SBSS tem apoio da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina (CRMV/SC), da Embrapa Suínos e Aves, da Prefeitura de Chapecó e da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (Somevesc). O Jornal O Presente Rural é veículo de comunicação oficial do evento.

Programação Científica do 14º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura:

Quarta-feira (17)

Painel Sanidade (Jurij Sobestiansky)

14h às 14h40 – Peste Suína Africana: como está o cenário mundial atual?

Palestrante: Leandro Hackenhaar

14h45 às 16h – Mesa Redonda: Agentes respiratórios? Estamos dando a real importância aos diagnósticos?

Palestrantes: Danielle Gava, David Barcellos e Karine Takeuti

Moderador: Geraldo Alberton

16h às 16h20 – Intervalo

16h20 às 17h – Estratégias de diagnóstico e controle de meningite estreptocócica: como enfrentar este agente e sua diversidade antigênica?

Palestrante: Rafael Frandoloso

17h05 às 17h45 – Resistência bacteriana: uma pandemia silenciosa!

Palestrante: Jalusa Deon Kich

17h45 às 18h05 – Questionamentos

18h15 às 19h15 – Evento Paralelo Zoetis

19h15 – Happy Hour na PIG FAIR

Quinta-feira (18)

Painel Nutrição e Reprodução

08h às 08h40 – Efeito da matéria-prima no desempenho e saúde intestinal dos suínos

Palestrante: Gabriel Cipriano Rocha

08h45 às 09h25 – Imunonutrição: como manejar a imunidade através da nutrição

Palestrante: Breno Castelo Beirão

09h25 às 09h45 – Questionamentos

09h45 às 10h05 – Intervalo

10h05 às 10h45 – Perdas reprodutivas na produção de suínos: diagnóstico situacional e alternativas de correção

Palestrante: Rafael Ulguim

10h50 à 11h30 – Prolapsos uterinos: fatores predisponentes e abordagem para o controle

Palestrante: Augusto Heck

11h30 às 11h50 – Questionamentos

12h – Sorteios e encerramento

Fonte: Ascom Nucleovet
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Notícias Palestra de abertura

Amyr Klink compartilha experiências e lições de superação no 14º SBSS

O 14º SBSS é realizado em formato híbrido, com transmissão também on-line, ao vivo. Reconhecido como um dos principais fóruns de discussão do setor na América Latina, o evento vai até esta quinta-feira (18).

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Criar soluções para vencer desafios com criatividade foi o tema da palestra de abertura do 14º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), na terça-feira (16), no Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó (SC). O navegador e escritor Amyr Klink compartilhou suas experiências de viagens ao redor do mundo com o público e trouxe lições de superação.

O 14º SBSS é realizado em formato híbrido, com transmissão também on-line, ao vivo. Reconhecido como um dos principais fóruns de discussão do setor na América Latina, o evento vai até esta quinta-feira (18).

Navegador e escritor Amyr Klink palestra na abertura do 14º SBSS – Fotos: Divulgação/Nucleovet

Amyr ficou conhecido por suas expedições marítimas. Carrega no currículo mais de 2,5 mil palestras proferidas no Brasil e no exterior. Dos relatos de viagem, relembra de todos os obstáculos e aprendizados que conduziram sua jornada. Em 1984, ele partiu da Namíbia, no Sudoeste da África, em seu primeiro grande desafio: atravessar o Oceano Atlântico a remo.

Na época, ele se planejou muito e analisou com afinco várias empreitadas como a que estava prestes a embarcar para garantir o sucesso da sua viagem. “Gosto de aprender com exemplos de fracasso, não só de sucesso. Vi que todas as tentativas que falharam não haviam fracassado por causa das ondas, das tempestades, da falta de GPS, mas por erros de planejamento que teriam solução, como erros de estratégia, de uma dieta balanceada, de higiene, e então me encantei com as falhas. Percebi que para cada problema havia uma solução simples, era só alinhar as soluções, e foi assim que comecei a desenhar uma rota no Atlântico Sul e comecei a construir meu barquinho”.

Os desafios na construção foram inúmeros e Amyr dedicou anos para construir um barco que desse conta da travessia. “Você tem que dormir com o problema, abraçar o problema, o problema faz parte do teu desafio”.

Navegador e escritor Amyr Klink: “Gosto de aprender com exemplos de fracasso, não só de sucesso”

No bate-papo com os congressistas, ele recordou o medo que passou na viagem, mas principalmente o prazer de sair do mundo da intenção, de uma viagem que havia idealizado tanto, e entrar no mundo da ação. “Essa sensação, de finalmente ser um protagonista de um plano de dois anos, foi extremamente gratificante e acho que todos aqui passam por isso quando entregam um lote, cumprem uma meta. As primeiras semanas da viagem foram muito duras, mas aos poucos, com paciência, descobri que tudo aquilo que fizemos ontem, amanhã podemos fazer melhor. É essa a necessidade intrínseca de evoluir que nos diferencia dos animais. Sempre é possível incrementar o desempenho e ninguém sabe melhor disso do que as pessoas que estão aqui neste evento”.

Hoje, ele faz barcos que são referência no mundo todo. Misturando conhecimento acadêmico com as experiências práticas de quem vive no mar, construiu embarcações que carregam a simplicidade como diferencial. Soluções simples, mas complexas de serem alcançadas. “Cada um de nós sempre tem um exército de fornecedores invisíveis, provedores invisíveis e nunca paramos pra prestar atenção em quem são eles. Essa é a beleza de pertencer a uma comunidade, a uma instituição. O ser humano faz coisas incríveis por ter a capacidade de aprender com os erros, de ser mais eficiente, mais criativo e o fato é que só somos criativos quando temos uma crise batendo a porta. É nesse momento que colocamos em prática a busca por soluções”.

Amyr ainda deu uma lição sobre o tempo. “Vocês são líderes de um segmento extremamente competitivo no mundo, mas não podem perder tempo, o tempo passa rápido e a gente não recupera o tempo que passou”.

De todas as expedições que percorreu pelo mundo, todos os países que já conheceu, tem orgulho de contar que sempre levou consigo a bandeira do Brasil hasteada. E destacou que precisamos valorizar o que produzimos nacionalmente. “Nós tendemos a não valorizar as coisas fantásticas que a gente faz aqui, mas é um orgulho genuíno o reconhecimento ao trabalho que vocês fazem aqui, que é reconhecido e visto como referência no mundo”, pontuou.

Solenidade de abertura

Presidente do Nucleovet, Lucas Piroca, durante a cerimônia de abertura frisou o esforço conjunto para a realização do 14º SBSS

A palestra de Amyr Klink, patrocinada pela Farmabase, marcou a abertura oficial do 14º SBSS. Na solenidade, o presidente do Nucleovet, Lucas Piroca, destacou o lançamento da campanha do selo “Coma Mais Carne Suína”, para incentivar o consumo dessa proteína. Nos dias de simpósio, inclusive, em todos os coquetéis servidos haverá alimentos que têm como base a carne suína.

Lucas fez um agradecimento a todos os fornecedores, parceiros, associados e congressistas que tornam possível o evento. “Essa soma de esforços permitiu que nós tivéssemos esse momento de conexão e de troca. Queremos fazer nossa parte para permitir com que nosso setor siga evoluindo,” encerrou.

Na mesa de honra, também se pronunciaram a vice-governadora do estado de Santa Catarina, Daniela Reinehr, o secretário de Agricultura e Pesca de Santa Catarina, Ricardo Miotto Ternus, representando o governador Carlos Moisés, o diretor de Desenvolvimento Econômico de Chapecó, Élio Cella, representando o prefeito João Rodrigues, e o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin.

Parte do valor das inscrições foi doado para HRO e AVHRO

Doação

A cada simpósio, o Nucleovet doa parte do valor das inscrições pagas para entidades locais. Nesta edição do SBSS, as entidades contempladas foram o Hospital Regional do Oeste (HRO) e a Associação de Voluntários do HRO (AVHRO). O presidente do Nucleovet entregou um cheque simbólico à presidente a AVHRO, Édia Lago, e à voluntária Odila Moretto Folle.

Scrapbook

Ainda durante a solenidade, foi lançada a versão virtual do scrapbook que resgata a história do Nucleovet e marca a comemoração aos 50 anos da entidade, com pronunciamento do autor da obra, o jornalista Julmir Ceccon.

Oinc Music Brasil Sul

Atração musical embalou coquetel de abertura

Para encerrar a noite, o coquetel de abertura da 14ª edição do SBSS contou com o Oinc Music Brasil Sul, um momento de confraternização, apresentações musicais e espaço para os congressistas se apresentarem junto com a banda.

Inscrições

As inscrições para o 14º SBSS estão no terceiro lote. O investimento é de R$ 600 (para o evento presencial) e R$ 500 (virtual) para profissionais e R$ 460 (presencial) e R$ 400 (virtual) para estudantes. Na compra de pacotes a partir de dez inscrições serão concedidos códigos-convites. Nessa modalidade há possibilidade de parcelamento em até três vezes.

O acesso para a 13ª Brasil Sul Pig Fair, que ocorre em paralelo ao 14º SBSS, é gratuito, tanto presencial quanto virtual. As inscrições ainda podem ser feitas pelo site www.nucleovet.com.br.

Somando forças

O 14º SBSS tem apoio da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina (CRMV/SC), da Embrapa Suínos e Aves, da Prefeitura de Chapecó e da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (Somevesc). O Jornal O Presente Rural é veículo de comunicação oficial do evento.

Programação Científica do 14º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura:

Quarta-feira (17)

Painel Biosseguridade

08h às 08h40 – Biosseguridade: está na hora de parar com o “faz de conta”. Será que compreendemos o significado dos desafios sanitários? Uma visão de dentro da granja

Palestrante: Nelson Morés

08h45 às 09h25 – Estratégias de redução da pressão de infecção em um sistema de produção: entendendo e aplicando programas de limpeza e desinfecção

Palestrante: Anne Caroline De Lara

09h25 às 09h45 – Questionamentos

09h45 às 10h05 – Intervalo

Painel Gestão da Informação

10h05 às 10h45 – Gestão em tempos de crise: cortar custos sempre é a melhor solução?

Palestrante: Iuri Pinheiro Machado

10h50 às 11h30 – Tomada de decisão baseada em dados: experiência norte-americana na análise de informações em banco de dados de diagnósticos na suinocultura

Palestrante: Daniel Linhares

11h30 às 11h50: Questionamentos

11h50 às 14h – Intervalo para almoço

12h30 – Eventos Paralelos

Painel Sanidade (Jurij Sobestiansky)

14h às 14h40 – Peste Suína Africana: como está o cenário mundial atual?

Palestrante: Leandro Hackenhaar

14h45 às 16h – Mesa Redonda: Agentes respiratórios? Estamos dando a real importância aos diagnósticos?

Palestrantes: Danielle Gava, David Barcellos e Karine Takeuti

Moderador: Geraldo Alberton

16h às 16h20 – Intervalo

16h20 às 17h – Estratégias de diagnóstico e controle de meningite estreptocócica: como enfrentar este agente e sua diversidade antigênica?

Palestrante: Rafael Frandoloso

17h05 às 17h45 – Resistência bacteriana: uma pandemia silenciosa!

Palestrante: Jalusa Deon Kich

17h45 às 18h05 – Questionamentos

18h15 às 19h15 – Evento Paralelo Zoetis

19h15 – Happy Hour na PIG FAIR

Quinta-feira (18)

Painel Nutrição e Reprodução

08h às 08h40 – Efeito da matéria-prima no desempenho e saúde intestinal dos suínos

Palestrante: Gabriel Cipriano Rocha

08h45 às 09h25 – Imunonutrição: como manejar a imunidade através da nutrição

Palestrante: Breno Castelo Beirão

09h25 às 09h45 – Questionamentos

09h45 às 10h05 – Intervalo

10h05 às 10h45 – Perdas reprodutivas na produção de suínos: diagnóstico situacional e alternativas de correção

Palestrante: Rafael Ulguim

10h50 à 11h30 – Prolapsos uterinos: fatores predisponentes e abordagem para o controle

Palestrante: Augusto Heck

11h30 às 11h50 – Questionamentos

12h – Sorteios e encerramento

Fonte: Ascom Nucleovet
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