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Especialista apresenta alternativas para garantir maior conforto e bem-estar das matrizes e leitões na maternidade

A condição de bem-estar animal (BEA) dos suínos criados em sistemas intensivos ganhou atenção, visando equilibrar o desempenho produtivo com a preocupação ética e sustentável em relação ao tratamento dos animais, reconhecendo a importância de garantir seu conforto e qualidade de vida.

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A fim de atender às demandas contínuas de melhoria nos sistemas produtivos, o setor suinícola passa por uma evolução tecnológica constante. Ao longo das últimas décadas, a atividade teve avanços importantes nas áreas de nutrição, melhoramento genético, sanidade e também nos sistemas de alojamento e instalações utilizadas em diferentes fases de produção.

Neste contexto, a condição de bem-estar animal (BEA) dos suínos criados em sistemas intensivos ganhou atenção, visando equilibrar o desempenho produtivo com a preocupação ética e sustentável em relação ao tratamento dos animais, reconhecendo a importância de garantir seu conforto e qualidade de vida. “O BEA não é apenas uma oportunidade de investimento e uma maneira de conquistar novos mercados domésticos e internacionais, mas também é considerado parte da responsabilidade social corporativa pela indústria agropecuária. Além disso, atender aos requisitos de bem-estar animal é uma exigência imposta pela sociedade, para isso, é necessário que todos os segmentos do setor produtivo estejam alinhados com as melhores práticas de produção animal”, destacou a PhD em Etologia Animal Aplicada e professora do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), campus Sertão, Rosangela Poletto, durante sua participação no 15º Simpósio Internacional de Suinocultura (Sinsiu), realizado em meados de maio, na capital gaúcha.

No entanto, a especialista afirma que a atenção dada à fase de maternidade tem sido relativamente menor no que diz respeito à adoção de alternativas às gaiolas convencionais, a fim de que atendam de forma mais adequada as necessidades físicas e mentais das matrizes e dos leitões.

As gaiolas são amplamente utilizadas na indústria suinícola brasileira para abrigar as fêmeas de cinco a sete dias antes do parto. Essas gaiolas oferecem algumas vantagens, entre as quais permite um maior número de matrizes por área construída e oferece um controle mais preciso sobre os índices produtivos e reprodutivos. Essa prática é adotada pela grande maioria dos criadores de suínos comerciais no Brasil durante o período de parto e lactação.

Em média, o rebanho comercial brasileiro apresenta uma taxa de 13,20 leitões nascidos vivos e 11,99 leitões desmamados por parto, o que representa uma taxa de 9,2% de mortalidade na maternidade. Como padrão da indústria, as instalações de maternidade geralmente incluem uma baia com uma área total média de 3,54m². No centro dessa baia, uma gaiola é fixada para proteger a matriz, fornecendo à porca uma área de 1,26m² (2,25m x 0,90m). “A configuração das gaiolas para maternidade é composta por uma estrutura metálica que restringe os comportamentos naturais da fêmea. Essas gaiolas possuem barras de proteção para os leitões, com bebedouro e comedouro posicionados na parte frontal. Além disso, há uma parte lateral que pode incluir tapetes térmicos ou escamoteadores, que são usados para aquecer a leitegada. No entanto, apesar da ampla utilização das gaiolas, um extenso volume de publicações científicas ao longo de várias décadas comprovou que esse sistema de alojamento das matrizes em baias na maternidade impede comportamentos naturais da espécie, uma vez que as gaiolas dificultam a construção do ninho pela fêmea no período pré-parto e a interação entre a fêmea e sua cria”, detalhou Rosangela.

PhD em Etologia Animal Aplicada e professora do Instituto Federal do Rio Grande do Sul, Rosangela Poletto – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

Além disso, a especialista diz que pelo confinamento físico excessivo decorrente da área limitada e da estrutura física da gaiola, a locomoção no período que antecede o parto e após ele, na fase de lactação, também é bastante limitada pela impossibilidade do animal girar em torno do seu próprio eixo, podendo apenas se deslocar alguns passos para frente e para trás. “Decorrente do alojamento individualizado da matriz, há ainda a restrição de contato social com outros animais. Como consequência, sob estas condições, as matrizes na maternidade são mantidas sob um baixo grau de bem-estar, em especial quando se considera que o estado físico e mental de um animal é parte intrínseca da avaliação de bem-estar”, avalia Rosangela.

A Instrução Normativa nº 113, publicada em 16 de dezembro de 2020 pela Secretaria de Defesa Animal, vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), estabelece diretrizes para o manejo e bem-estar animal em granjas de suínos de criação comercial. Essa normativa determina o prazo de 10 anos para a realização de adequações específicas no alojamento na maternidade em projetos novos. De acordo com os Artigos 17 e 18, o uso de gaiolas é permitido, desde que as matrizes possam se levantar e descansar sem tocar simultaneamente as laterais e as barras superiores da estrutura.

Sistemas alternativos

Conforme a especialista, paralelamente estão sendo estudados sistemas alternativos de alojamento na maternidade, os quais fornecem às matrizes espaço para se movimentar, além de recursos para mantença, enriquecimento ambiental e zonas de fuga para os leitões. “Para atender aos requisitos de bem-estar animal, as baias de maternidade são projetadas de forma a permitir o livre movimento das matrizes e incluem uma superfície de descanso adequada ao tamanho do animal. De acordo com as diretrizes do programa de certificação internacional de bem-estar animal Certified Humane, a área exigida na maternidade é de 3,5 m² por matriz adulta e 2,5 m² por matriz de primeiro e segundo parto. Ainda para certificação, a área de descanso deve ser pelo menos igual ao quadrado do comprimento da fêmea, o que corresponde a no mínimo 1,5 m² para matrizes multíparas e 1 m² para fêmeas de primeiro e segundo partos”, detalha Rosangela.

Tão importante quanto o bem-estar das matrizes é o atendimento às necessidades da leitegada, reforça a docente da IFRS. “Além de um local aquecido com temperatura mantida entre 30 e 32°C para descanso, é necessário oferecer áreas de proteção contra o esmagamento, especialmente ao redor das paredes das baias. A manutenção das condições ambientais adaptadas na maternidade pode ser um desafio, considerando que existem duas exigências de zona de termoneutralidade diferentes para atender as necessidades tanto das matrizes quanto dos leitões”, relata, complementando: “É preferível que a superfície aquecida destinada aos leitões esteja posicionada próxima à cabeça da matriz, permitindo o contato visual entre ela e sua leitegada. A restrição dos movimentos da matriz na gaiola parideira tem como objetivo principal proteger os leitões, perdas por esmagamento e mortalidade”.

É evidente que as tecnologias têm evoluído e devem continuar progredindo para encontrar um equilíbrio prático em que o bem-estar de uma categoria animal não seja comprometido em detrimento da outra. “É fundamental que todos os animais dentro de um sistema produtivo tenham suas necessidades de bem-estar animal plenamente atendidas, sem comprometer a boa produtividade”, salienta.

Mais espaço físico para a matriz

Atualmente, os modelos alternativos utilizados são adaptações da gaiolas de maternidade convencionais ou já adquiridas prontas comercialmente. Esses modelos consistem em fornecer à matriz e sua leitegada uma área aberta com mais espaço físico para a movimentação da matriz. Eles são projetados e manejados com o objetivo de mitigar as perdas de leitões, ao mesmo tempo em que oferecem melhores condições de bem-estar animal para as matrizes. “Um exemplo é a gaiola com lateral removível, que utiliza a área normal da estrutura convencional de parto ou até mesmo uma área maior. No entanto, uma das laterais da gaiola pode ser deslocada, permitindo que a fêmea tenha liberdade de movimento em 360 graus. Nessa estrutura, a área de acesso da matriz pode ser reduzida, podendo ser semelhante a uma gaiola convencional, ou pode ser aumentada de acordo com o manejo dos suínos”, explica Rosangela, afirmando que uma vantagem desse tipo de alojamento é a restrição de espaço disponível para a fêmea antes e durante o parto. “Isso mantém a matriz em uma área semelhante a uma gaiola convencional, visando reduzir os riscos de perda de leitões por esmagamento e permitindo a assistência ao parto e a segurança do operador”, justifica.

Após o parto, geralmente do 5º ao 7º dia de lactação, a lateral da gaiola deve ser removida, permitindo que a fêmea tenha acesso ao restante da baia para se movimentar e interagir com a leitegada.
Um dos modelos alternativos é conhecido como baia simples, que utiliza a mesma estrutura convencional da maternidade, porém sem a presença da gaiola. Geralmente, o piso é 100% ripado e não há áreas específicas para atividades, o que pode resultar em desempenho inferior e maior mortalidade dos leitões. Por outro lado, a baia adaptada consiste em uma área maior do que a gaiola adaptada, com uma estrutura física mais complexa, incluindo barras ou paredes móveis e fixações para a proteção dos leitões. “Nesse modelo, os animais podem designar áreas definidas para defecação, alimentação e descanso, além de permitir o uso de material para a confecção do ninho. As taxas de mortalidade de leitões na fase de maternidade (pré-desmame) são de 11,77% para uma gaiola com lateral removível e de 11,8% para uma baia adaptada”, informa Rosangela.

Maternidade coletiva

O sistema de maternidade em grupo apresenta variações, indo desde ambientes amplos e simples (com maior risco de perda de leitões) até os mais complexos, nos quais várias matrizes e suas respectivas leitegadas são alojadas em uma mesma área compartilhada. Nesse sistema, as fêmeas são mantidas em grupos e, dependendo da estrutura disponível, podem ter acesso a baias individuais para o parto, podendo retornar ao grupo entre sete e 10 dias após o parto. Esses sistemas são construídos com camas sobrepostas e permitem a mistura das leitegadas antes do desmame.

Seguindo essa abordagem, um modelo recentemente proposto e disponível comercialmente para a maternidade oferece um ambiente amplo, com piso vasado e sólido, adaptado para atender as necessidades tanto das matrizes quanto dos leitões. Essa instalação também inclui estruturas que auxiliam na interação e segurança dos leitões, além de fornecer enriquecimento ambiental para as matrizes. “O comportamento de nidificação das fêmeas suínas geralmente ocorre cerca de 24 horas antes do parto, quando elas raspam a pata no chão, movem a cabeça para agregar material e exploram as barras e comedouro no entorno da gaiola, mesmo na ausência de substrato. Esse comportamento se intensifica com a presença de substratos adequados e, no período pré-parto, leva ao aumento dos níveis circulantes de prolactina e ocitocina, o que resulta em redução da duração do parto, no número de natimortos e melhora na ejeção do leite”, expõe.

Segundo a docente do IFRS, a Diretiva Europeia 2008/120/EC exige o fornecimento de algum tipo de substrato, como palha, serragem, papel picado ou capim seco, para que as fêmeas possam construir seus ninhos. Da mesma forma, o Artigo 26 da Instrução Normativa Nº 113 estabelece que, pelo menos dois dias antes da data prevista para o parto, deve-se fornecer às fêmeas material adequado para o enriquecimento e comportamento de nidificação. “Esse manejo também tem como objetivo ajudar as fêmeas a se adaptar ao novo ambiente quando são móveis da fase de gestação para a maternidade. Para os leitões, a disponibilidade de enriquecimento ambiental na maternidade ajuda a amenizar os estressores, incluindo o momento do desmame. É importante manter a provisão de enriquecimento ambiental também na creche, a fim de evitar a transição dos leitões de um ambiente enriquecido para um ambiente sem enriquecimento”, analisa Rosangela.

A maternidade coletiva oferece a oportunidade de integração e interação social entre os leitões em um mesmo espaço físico, o que promove o desenvolvimento de habilidades sociais entre os animais. A socialização entre leitegadas antes do desmame cria familiaridade entre os animais e quando são transferidos juntos para uma creche tendem a manter seus grupos sociais. “Esse manejo, conhecido como co-mingling, traz benefícios importantes na manutenção da hierarquia social, causando menos agressividade e brigas entre os leitões durante a mistura de lotes no momento do desmame. Essa estabilidade social pode durar até a 11ª semana de idade”, enfatiza.

Contudo, a adoção de modificações nas instalações de parição ou a implementação de alternativas ao sistema de alojamento convencional na maternidade torna-se ainda mais crítica com o uso da gestação coletiva, uma prática já estabelecida no Brasil. “Priorizar o alojamento em um ambiente que prioriza o bem-estar animal das matrizes é sustentável e benéfico, pois reduz o estresse e os efeitos negativos enfrentados pelas porcas quando transferidas para as gaiolas tradicionais, embora sejam incontestáveis os benefícios produtivos das gaiolas para a parição e lactação”, avalia, acrescentando: “Uma maior área física para locomoção e substrato para a nidificação trazem benefícios para a parição e para o desempenho na lactação. Instalações mais amplas e seguras, que estimulam a interação social entre os animais, contribuem para uma melhor condição de bem-estar para as matrizes e suas leitegadas durante a fase de maternidade”.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor suinícola acesse gratuitamente a edição digital de Suínos. Boa leitura!

 

Fonte: O Presente Rural

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Congresso de Suinocultores do Paraná coloca biosseguridade no centro dos debates da atividade

Coordenador de Suinocultura da Lar afirma que falhas na proteção sanitária podem comprometer toda a produção e defende maior alinhamento entre produtores e assistência técnica.

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Fotos: Shutterstock

A biosseguridade continua sendo um dos maiores desafios da suinocultura moderna e será um dos temas centrais do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que acontece no dia 09 de junho, em Marechal Cândido Rondon (PR). O evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados em Marechal Cândido Rondon (PR) e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube de O Presente Rural. Ative o lembrete clicando aqui.

Técnico em Agropecuária e coordenador de suinocultura na Cooperativa Lar, Evandro Cezar Beraldin: “É fundamental colocar o produtor como protagonista do evento, porque é lá na propriedade, onde ele trabalha todos os dias, que a suinocultura realmente acontece”

Em uma região que concentra uma das maiores densidades de produção de suínos do país, o técnico em Agropecuária e coordenador de Suinocultura da Cooperativa Lar, Evandro Cezar Beraldin, ressalta que prevenir a entrada e disseminação de doenças é uma condição indispensável para garantir a sustentabilidade da atividade.

O profissional destaca que os avanços em gestão, treinamento e qualificação profissional podem ser conquistados com investimentos e capacitação. Já a biosseguridade exige vigilância permanente. “O principal gargalo que nós temos hoje é a biosseguridade. Outros pontos relacionados à gestão técnica podem ser trabalhados com treinamento, qualificação e especialização das equipes. Porém, quando a biosseguridade da granja é comprometida, não existe mais como remediar”, afirma.

Segundo Beraldin, o desafio se torna ainda maior em regiões com elevada concentração de granjas e intensa movimentação de pessoas e veículos. “Estamos numa região muito adensada, com instalações mais antigas, propriedades muito próximas umas das outras, rodovias passando perto das granjas e diferentes integradoras atuando no mesmo território. Tudo isso aumenta a complexidade do controle sanitário”, ressalta.

Uniformidade das carcaças segue como desafio

Além das questões sanitárias, Beraldin aponta que a busca por uniformidade dos lotes continua sendo uma das principais dificuldades enfrentadas dentro das granjas.

De acordo com ele, mesmo com os avanços genéticos e nutricionais registrados nas últimas décadas, ainda existem diferenças significativas de desempenho entre os animais. “O principal ponto de desalinhamento entre o que a indústria exige e a realidade da granja está relacionado à uniformidade das carcaças. Esse é um desafio que atravessa décadas e continua presente. O peso de nascimento é naturalmente diferente entre os indivíduos e, ao longo das fases de crescimento e terminação, essas diferenças acabam reaparecendo”, explica.

O coordenador destaca que o agrupamento dos animais por tamanho ajuda a reduzir essa variabilidade, mas exige manejo constante e nem sempre é suficiente para manter a uniformidade desejada até o abate.

Outro fator apontado por ele envolve as exigências relacionadas à conformação das carcaças. “Qualquer hérnia ou problema semelhante pode levar à classificação daquele animal como não conforme. Muitas vezes isso resulta na condenação da carcaça. É uma exigência que não parte diretamente da indústria, mas dos órgãos fiscalizadores, e que acaba gerando perdas importantes ao longo da cadeia”, observa.

Produtor e técnico devem atuar lado a lado

Para Beraldin, a velocidade na identificação dos problemas dentro da granja é um dos fatores que mais influenciam os resultados produtivos. Por isso, ele defende uma relação próxima entre produtores e equipes técnicas. “O principal conhecimento que o produtor pode ter na tomada de decisão é entender a dinâmica do mercado e manter uma relação muito próxima com o técnico. No primeiro sinal de qualquer anormalidade dos animais, a assistência técnica deve ser acionada”, enfatiza.

Segundo ele, a experiência acumulada pelos profissionais que acompanham diferentes granjas permite respostas mais rápidas e eficientes diante de possíveis problemas sanitários ou produtivos. “Aquele lote é único para o produtor, mas o técnico observa diversos lotes ao longo da semana. Isso permite agir rapidamente e tomar decisões com mais segurança. O principal é que o produtor conheça bem seu plantel e esteja alinhado com a assistência técnica”, ressalta.

Congresso reforça protagonismo do produtor

Na avaliação de Beraldin, um dos diferenciais do Congresso de Suinocultores do Paraná é justamente manter o foco no produtor e na realidade das propriedades rurais. “É fundamental colocar o produtor como protagonista do evento, porque é lá na propriedade, onde ele trabalha todos os dias, que a suinocultura realmente acontece”, destaca.

Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná

08h – Café de boas-vindas Sicredi

08h30 – Abertura

09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira

  • Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa

09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026

  • Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

10h10 – Coffee break

10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva

  • Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar

11h10Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade

  • Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR

11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias

  • Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale

12h10 – Almoço

13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras

  • Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep

14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo

  • Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios

14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura

  • Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL

15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor

  • Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural

15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios

  • Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
  • Moderação: Eliana Panty

16h20 – Encerramento

Somando forças com O Presente Rural 

Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.

O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos

Sanidade, mão de obra e tecnologia desafiam a suinocultura, afirma gerente da Primato

Temas estarão entre os destaques do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que acontece no dia 09 de junho em Marechal Cândido Rondon (PR).

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A sanidade dos rebanhos, a dificuldade de contratação de mão de obra e a necessidade de ampliar o uso de informações em tempo real dentro das granjas estão entre os principais desafios enfrentados atualmente pela suinocultura brasileira. Os temas estarão no centro das discussões do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que reúne no próximo dia 09 de junho produtores, técnicos, cooperativas, agroindústrias e lideranças do setor em Marechal Cândido Rondon (PR).

Zootecnista e gerente Pecuário na Primato Cooperativa Agroindustrial, William Wesendonck: “Participar do Congresso é uma oportunidade única para fortalecer cada vez mais a nossa suinocultura” – Foto: Divulgação/Primato

O evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube de O Presente Rural. Ative o lembrete clicando aqui.

Para o zootecnista e gerente Pecuário da Primato Cooperativa Agroindustrial, William Wesendonck, a sanidade segue como a principal preocupação das granjas da região. “Vejo como principal gargalo técnico a sanidade. Nos últimos cinco anos estamos enfrentando um desafio sanitário muito grande no Oeste do Paraná e encontramos dificuldades para melhorar esse status sanitário”, afirma.

Na área de gestão, ele destaca que os desafios passam tanto pela escassez de profissionais quanto pelas diferenças entre gerações que hoje convivem dentro da cadeia produtiva. “Temos poucas pessoas disponíveis para o mercado de trabalho e isso todos estão sentindo na pele. Além disso, existe o desafio de conectar profissionais jovens, que chegam ao setor com cerca de 20 anos, com produtores que muitas vezes estão próximos dos 65 anos. São gerações com visões e experiências bastante diferentes”, observa.

Exigências do mercado exigem respostas rápidas

Segundo Wesendonck, a demanda dos consumidores por alimentos produzidos com atenção ao meio ambiente, ao bem-estar animal e à rastreabilidade tem provocado mudanças importantes dentro da cadeia produtiva.

Na avaliação dele, o desafio está na velocidade com que essas adaptações precisam ocorrer para manter a competitividade da carne suína brasileira no mercado internacional. “O consumidor vem exigindo mudanças no formato de produção, com foco em valor agregado, sustentabilidade e bem-estar animal. Muitas vezes essas exigências chegam de forma rápida à indústria e precisam ser implementadas em toda a cadeia”, explica.

Para o gerente, atrasos na adoção de protocolos e critérios exigidos pelos compradores podem comprometer oportunidades comerciais. “O Brasil disputa mercados altamente competitivos. Entre fechar ou perder uma venda para determinado país, muitas vezes a diferença está em já ter os critérios exigidos implantados. Quando a demanda surge, a indústria precisa repassar rapidamente e o produtor precisa acompanhar esse movimento para que todos ganhem dinheiro juntos”, ressalta.

Gestão baseada em dados

Outro ponto destacado por Wesendonck é a crescente necessidade de os produtores dominarem informações ligadas à nutrição, genética e sanidade dos animais.

Foto: Ari Dias/AEN

Segundo ele, a produção moderna exige conhecimento muito mais detalhado do que há alguns anos. “O produtor precisa estar alinhado com a integradora em relação à nutrição, genética e sanidade. Hoje trabalhamos com várias fórmulas de ração, diferentes genéticas e desafios sanitários distintos. O produtor precisa conhecer essas informações para tomar decisões mais assertivas”, enfatiza.

O profissional também defende uma maior incorporação de tecnologias capazes de fornecer indicadores produtivos em tempo real. “O produtor necessita urgentemente de tecnologias que mostrem os indicadores da granja em tempo real. Não adianta terminar um lote para descobrir depois que houve excesso de consumo ou uma conversão alimentar ruim. É preciso acompanhar isso durante o processo”, salienta, reforçando: “O produtor precisa saber durante o ciclo se está conduzindo um lote bom ou se existem pontos que precisam ser corrigidos”.

Espaço para discutir o futuro da atividade

Wesendonck avalia que o Congresso de Suinocultores do Paraná tem papel importante justamente por reunir todos os elos da cadeia em um único ambiente de debate. “A importância do Congresso está no fato de podermos reunir todos os elos envolvidos na cadeia em um único dia e em um só local. Vamos discutir temas fundamentais para a suinocultura, como nutrição, sanidade e sucessão familiar, com profissionais que vivem o setor diariamente”, destaca.

Segundo ele, a troca de experiências entre produtores, técnicos, cooperativas e empresas contribui para fortalecer a atividade e acelerar a adoção de soluções dentro das granjas. “Ficamos muito felizes em participar desse momento. É uma oportunidade para fortalecer cada vez mais a nossa suinocultura”, exalta.

Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná

08h – Café de boas-vindas Sicredi

08h30 – Abertura

09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira

  • Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa

09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026

  • Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

10h10 – Coffee break

10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva

  • Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar

11h10Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade

  • Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR

11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias

  • Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale

12h10 – Almoço

13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras

  • Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep

14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo

  • Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios

14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura

  • Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL

15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor

  • Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural

15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios

  • Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
  • Moderação: Eliana Panty

16h20 – Encerramento

Somando forças com O Presente Rural 

Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.

O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.

Fonte: O Presente Rural
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Suinfair 2026 deve impulsionar economia regional e destacar força da suinocultura independente em Minas Gerais

Feira realizada no Vale do Piranga reunirá produtores, técnicos e empresas do setor, movimentando negócios e fortalecendo um dos principais polos suinícolas do país.

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Foto: Divulgação

A realização da Suinfair 2026, nos dias 01º e 02 de julho, em Ponte Nova (MG), deve gerar impactos econômicos e técnicos para o Vale do Piranga, região reconhecida como o maior polo da suinocultura independente do Brasil. A expectativa é de que a feira atraia produtores, técnicos, empresas e profissionais de diferentes estados, ampliando as oportunidades de negócios e fortalecendo a cadeia produtiva regional.

Além de reunir os principais agentes ligados à atividade suinícola, o evento tende a impulsionar diversos segmentos da economia local. A maior circulação de visitantes durante os dois dias da feira deve beneficiar setores como hotelaria, alimentação, transporte e comércio, tanto em Ponte Nova quanto em municípios vizinhos.

A programação da Suinfair também busca fortalecer a competitividade da produção regional por meio da difusão de conhecimento, apresentação de novas tecnologias e promoção de conexões estratégicas entre produtores, fornecedores e demais participantes do setor. O ambiente de negócios criado pela feira favorece a troca de experiências e a identificação de oportunidades para ampliar a eficiência e a rentabilidade das granjas.

O evento ocorre em uma região que concentra aproximadamente 35% do rebanho suíno de Minas Gerais, fator que reforça a relevância do Vale do Piranga para a produção estadual. A expressiva participação da região na atividade coloca o território em posição estratégica dentro da suinocultura brasileira, especialmente no segmento independente.

Ao consolidar a aproximação entre produção, mercado e inovação, a Suinfair reforça o protagonismo do Vale do Piranga na cadeia suinícola nacional e amplia a visibilidade de uma atividade que desempenha papel importante no desenvolvimento econômico regional.

Fonte: O Presente Rural
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