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Notícias Comemoração

Embrapa celebra 48 anos com emoção e homenagens

Parceiros, produtores, autoridades e homenageados destacaram a importância da estatal para a inovação do agro brasileiro

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Pela segunda vez consecutiva, em função da pandemia que impôs restrições a eventos presenciais, a solenidade de aniversário da Embrapa foi realizada de forma remota e virtual. Neste ano, porém, os 48 anos da Empresa foram celebrados por meio de uma live descontraída, com um tom mais informal, realizada na quarta-feira (28), às 10 horas, e acompanhada por meio do YouTube por mais de 1.700 pessoas.

No palco, somente os apresentadores Fernanda Diniz e Sérgio Abud, empregados do quadro da Embrapa; o presidente Celso Moretti; o presidente do Conselho de Administração da Empresa (Consad), Fernando Camargo; e a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina. No lugar dos tradicionais discursos de autoridades e homenageados, depoimentos gravados em vídeo. A edição ágil permitiu mais leveza, focando e destacando melhor as mais recentes contribuições da Embrapa para melhorar a vida de quem trabalha no campo brasileiro, as metas do VII Plano Diretor e o Balanço Social 2020, que, mais uma vez, comprovou o retorno dado pela ciência ao investimento público e à sociedade.

Celso Moretti abriu a solenidade agradecendo e reconhecendo a parceria de pesquisadores da Empresa, diretores, gestores, colaboradores, instituições parcerias, produtores rurais, parlamentares, extensionistas e estudantes. Relembrou a trajetória da agropecuária nacional e o cenário da 70, quando a Embrapa foi criada e o Brasil ainda era submetido a condições de insegurança alimentar e importação de produtos básicos da mesa do brasileiro. “Foi quando aconteceu o início da grande transformação do campo, responsável pela revolução que hoje se consolidou e elevou o País à condição de exportador e protagonista dos cenários futuros da segurança alimentar mundial”, disse.

“Os solos ácidos e pobres do Cerrado foram transformados em terras férteis, teve início a tropicalização de culturas e animais, e o desenvolvimento de uma plataforma de produção sustentável – esses foram os três principais pilares responsáveis por toda essa transformação”, comentou, lembrando que, graças a tecnologia da ciência agropecuária, mais de 800 milhões de pessoas são alimentadas em todo o globo, em mais de 170 países.

Farol que aponta caminhos

Sobre o VII Plano Diretor da Embrapa, que chamou de “farol que aponta os caminhos futuros da empresa”, lembrou a tradição institucional de fazer planejamento estratégico desde a década de 90. “Em novembro do ano passado, pela primeira vez, ousamos nesse planejamento, definindo nossas metas em objetivos quantificáveis, com números e dados que vão se concretizar em resultados”, afirmou, destacando entre os exemplos o aumento de 10 milhões de hectares as áreas com o sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) no território nacional, até 2025, em parceria com o setor produtivo, em uma ação coordenada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Para cada real investido na Embrapa, o retorno foi de R$ 17,7 em 2020

O presidente também falou sobre os resultados do Balanço Social 2020, uma tradicional forma da Embrapa apresentar à sociedade o resultado do trabalho desenvolvido pela ciência. “Há 24 anos, desenvolvemos estudos a partir de sólida metodologia científica para constatar esse retorno, social e econômico”, disse. “Esse lucro social obtido por meio de uma amostra de 152 tecnologias e pela adoção de 220 cultivares de plantas é de 61 bilhões de reais, que divididos pelo custo anual da Embrapa, demonstra que para cada 1 real que a sociedade investiu, no ano passado, foram devolvidos 17,7 reais”, destacou.

Moretti chamou a atenção para o ano difícil de pandemia, ressaltando que as tecnologias da Embrapa ajudaram a criar 41 mil empregos no agro brasileiro. Sobre os lançamentos de tecnologias, o presidente referiu-se à Embrapa como uma “casa de soluções” a partir da pesquisa e do desenvolvimento. Foram apresentadas seis novas soluções tecnológicas da Embrapa para o agro brasileiro.

Aquaplus e mitigação da seca por bactérias do mandacaru

A primeira delas foi a plataforma Aquaplus, desenvolvida pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília-DF) e pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas-SP), que consiste na análise, manejo, melhoramento e qualificação genética das principais espécies da aquicultura nacional. A plataforma possui três ativos disponíveis hoje: o TambaPlus pureza, o TambaPlus parentesco e o recém lançado VannaPlus 1.0, que testa a paternidade, o parentesco e faz a identificação individual do camarão cinza. Além desses, existem novos ativos em fase final de validação técnica, que serão inseridos na plataforma ainda esse ano: TrutaPlus, TilaPlus, ArapaimaPlus e PirapitingaPlus.

A segunda solução tecnológica apresentada na live foi a mitigação da seca por bactérias benéficas, desenvolvida pela Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna-SP). Como seu nome sugere, o processo consiste em associar micro-organismos à soja, ao milho e ao trigo com o objetivo de diminuir os efeitos do stress hídrico nesses produtos. Um bioinsumo foi desenvolvido para a cultura do milho em parceria com a empresa privada NOOA, o Auras, que é o primeiro produto biológico desenvolvido a partir da bactéria Bacillus aryabhattai, presente nas raízes do Mandacaru.

“É a criatividade dos pesquisadores que olharam para uma cactácea da Caatinga brasileira e observaram que nas raízes dela cresciam bactérias que ajudavam a planta a se adaptar e a conviver com a seca”, contou o presidente da Embrapa. “Isso é algo que vai ajudar 25 milhões de habitantes do semiárido brasileiro, em mais de 100 milhões de hectares”, afirmou.

Nanoemulsão de cera de carnaúba e sanitização do açaí

Em seguida foi apresentada a nanoemulsão de cera de Carnaúba, tecnologia desenvolvida pela Embrapa instrumentação (São Carlos-SP), em parceria com a QGP Tanquímica e com a Universidade Federal de São Carlos. Se trata de uma cera vegetal à base de Carnaúba, com nanopartículas invisíveis a olho nu, para revestimento de frutos de mesa.

A nova tecnologia pode prolongar o tempo de vida dos frutos de 10 a 15 dias em relação ao método convencional, auxiliando na manutenção da qualidade e na redução das perdas pós-colheita. O revestimento de frutas frescas foi lançado no mercado em 2019, já sendo utilizado no Peru e no Chile, e em 2021 chegará aos mercados norte-americano e europeu com o nome Life Ultra, por intermédio da agrofresh, a maior empresa de pós-colheita do mundo.

Também foi apresentado o processo de sanitização do açaí por choque térmico, desenvolvido pela Embrapa Amapá (Macapá-AP). Ativo qualificado em 2021, tem como objetivo o controle do protozoário Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas, e também dos principais micro-organismos patogênicos contaminantes do açaí, provocadores de intoxicação alimentar e gastroenterites.

Consiste na lavagem e sanitização, aquecimento do produto seguido imediatamente pelo resfriamento, e por fim, o despolpamento em batedeiras. A aplicação é indicada para pequenas e médias indústrias de processamento de açaí e não causa mudança no sabor da fruta. “É mais uma contribuição para a cadeia produtiva da fruta e para o público urbano, que terá segurança para consumidor o produto, sem o risco de contaminação”, salientou Celso Moretti.

Novas cultivares de algodão e soja resistentes a doenças e pragas

A BRS 500 B2RF foi a próxima solução apresentada, dessa vez voltada para a cotonicultura. A cultivar de algodoeiro é geneticamente modificada e foi desenvolvida pela Embrapa Algodão (Campina Grande-PB), possuindo alta produtividade e produção de fibra branca de comprimento médio. É resistente às lagartas, ao herbicida glifosato, e também aos nematoides de galha e à mancha da Ramulária, uma das principais doenças do algodoeiro. A BRS 500 B2RF é indicada para as áreas comerciais de elevada produtividade, além daquelas com incidências de nematoides de galha na região do cerrado.

Já a BRS 539 é uma cultivar de soja convencional (não transgênica) lançada pela Embrapa Soja (Londrina-PR), e que utiliza duas tecnologias: a Shield, que confere resistência genética à ferrugem asiática, e a Block, que da à soja tolerância ao complexo de percevejos. Segundo os pesquisadores da Embrapa, o uso de cultivares com essas tecnologias se mostra de extrema importância no contexto do manejo integrado de pragas. Além disso, a cultivar tem alto potencial produtivo e estabilidade e estará disponível para a safra 2021/2022, para agricultores que cultivam soja orgânica ou não transgênica.

Publicações e novos cursos virtuais

Como forma de disponibilizar conhecimentos e resultados gerados para a sociedade, a Embrapa reservou um espaço na live de aniversário para divulgar publicações e novos cursos virtuais. Quatro publicações foram destacadas: “Tecnologias Poupa-Terra 2021”, “Manual para Gestão da Água e de Resíduos do Processamento de Peixes”, O Eucalipto e a Embrapa – Quatro Décadas de Pesquisa e Desenvolvimento” e “Juventudes, Identidades e Saberes Agroecológicos”.

Treze cursos online serão ofertados, com inscrições abertas a partir de quinta-feira (29), sendo 11 gratuitos.  Os conteúdos foram desenvolvidos por especialistas da Embrapa e estão disponibilizados na plataforma de ensino no portal da Embrapa, o e-campo (www.embrapa.br/e-campo).

Homenageados destacam papel decisivo do Brasil para alimentar a humanidade

Seis personalidades do agro foram homenageadas durante a solenidade do 48º aniversário da Embrapa e, além de demonstrarem o reconhecimento ao trabalho já realizado nesses anos todos, destacaram a importância da ciência para o setor, a necessidade de modernização e o olhar no futuro, principalmente para que a agropecuária brasileira se torne cada vez mais sustentável.

Governo Federal

Em seu discurso, a ministra Tereza Cristina, homenageada na categoria “Governo Federal”, reforçou esse desafio. Ela disse que o Brasil é uma potência agroambiental e que “a jóia da coroa”, como gosta de se referir à Embrapa, deverá manter seu apoio para que o Brasil continue oferecendo segurança alimentar ao país e para mais de 800 milhões de pessoas no mundo.

Tereza Cristina lembrou que, mesmo durante a pandemia, que paralisou atividades no mundo todo, a Embrapa continuou trabalhando com a agricultura movida à ciência. “Nesses dias difíceis a gente vê como a ciência é importante, como investir na ciência é importante para os países”, afirmou. Deu como exemplo as vacinas desenvolvidas por cientistas e lembrou que a Embrapa desenvolve alimentos, também fundamentais.

Após retransmitir uma breve mensagem de apoio do presidente Jair Bolsonaro, a ministra comentou algumas entregas feitas durante a solenidade, como a plataforma Aquaplus e a mitigação da seca por bactérias benéficas, que terão forte impacto nas regiões Norte e Nordeste do país. Encerrou dizendo que é preciso modernizar, “porque os tempos hoje andam muito rápido e nós precisamos estar à frente como sempre esteve nossa querida Embrapa”.

Produtor rural

Nesta categoria, o homenageado foi Paulo Roberto Bonato, que tem propriedades em Cristalina (GO) e Brasília (DF), onde apoia a produção de sementes de trigo e projetos de transferência de tecnologia. Bonato é recordista em produtividade de trigo, com quase 150 sacas por hectare. “Estou muito feliz em receber essa homenagem da Embrapa e queria agradecer às pessoas que não mediram esforços para que eu conseguisse essa produtividade”, disse.

Ele agradeceu aos pesquisadores da Embrapa, que desenvolveram uma variedade adaptada para a região e com alto potencial produtivo, à Coopa-DF (Cooperativa dos Produtores Agropecuários do Distrito Federal), que incentivou e valorizou o trigo daquela região, aos seus colaboradores que conseguiram implementar os tratos culturais necessários, e à sua família, por entender sua dedicação à agricultura.

Setor produtivo

O diretor-presidente do Sebrae Nacional, Carlos Melles, foi o homenageado nesta categoria. A parceria institucional com a Embrapa visa a maior inserção dos pequenos negócios rurais no mercado. Melles recordou o início de seus contatos com a empresa, já na década de 1970, e falou que poucas instituições geram tanta alegria e a sensação de missão cumprida nesse país de agricultura tropical.

“A Embrapa fez uma transformação no país sob o aspecto da agricultura, do domínio sobretudo do bioma Cerrado, enfim, deu um exemplo ao mundo de como se faz uma agricultura eficiente e competente na produção de alimentos, no desenvolvimento da ciência e da tecnologia para o bem do ser humano, afirmou”

Mérito técnico-científico

O pesquisador José Carlos Polidoro, da Embrapa Solos (Rio de Janeiro-RJ), foi o homenageado na categoria Mérito técnico-científico. Ele coordena o Pronasolos (Programa Nacional de Levantamento e Intepretação de Solos). “Receber esse prêmio é motivo de extremo orgulho e me dá a certeza de que devo dividi-lo com toda a equipe da Embrapa Solos. O fato de eu receber esse prêmio por ter sido líder na articulação institucional, na formação de parcerias para construir o Pronasolos, que é o maior programa de solos do mundo tropical e que vai mudar a relação do homem com esse recurso natural fundamental para a sua existência, mostra que a Embrapa Solos está no caminho certo.” Ele também agradeceu à família.

Legislativo Federal 

O deputado federal Alceu Moreira, do Rio Grande do Sul, foi escolhido por sua parceria e contribuições para o desenvolvimento da pesquisa e do agro nacional para receber a homenagem nesta categoria. Ele disse que a história do Brasil seria outra se não fosse essa empresa de pesquisa.

“Ela, na verdade, é responsável por transformar nosso país em celeiro do mundo. Ninguém vai conseguir falar da alimentação dos seus povos sem antes sentar e deixar uma cadeira para o Brasil. Somos decisivos, somos certamente do ponto de vista geopolítico, um dos países que têm maior importância para humanidade”, falou. Ele disse que esse protagonismo se deve aos produtores, ao clima, ao solo, mas principalmente à Embrapa.

Especial

Na categoria Especial, a homenagem foi para o ex-ministro da Agricultura e atual presidente da Abramilho (Associação Brasileira dos Produtores de Milho), Alysson Paolinelli. Indicado para o Prêmio Nobel da Paz deste ano, Paolinelli lembrou que conhece a Embrapa desde a sua criação.

“Nesta caminhada eu aprendi que a agricultura tem de ser movida à ciência. Fizemos isso juntos no Brasil e hoje, com muita honra, podemos medir os resultados deste trabalho. O Brasil deixou de ser um importador de alimentos e se transformou no maior player exportador de alimentos para a Terra, sendo hoje o sustentáculo e, sobretudo, a segurança alimentar para os povos que virão.”

Parceiros

Antes das homenagens, depoimentos gravados por importantes parceiros foram exibidos na solenidade. Deixaram seus cumprimentos o presidente da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Márcio Lopes de Freitas, e o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins Junior. Freitas lembrou que a agropecuária brasileira é uma das mais competitivas e sustentáveis do planeta e que as iniciativas de planejamento e projeção da empresa levarão ao sucesso no futuro. Martins falou que a Embrapa colocou o Brasil numa posição de destaque mundial em relação à produção de alimentos.

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Sérgio Souza, também se manifestou. Ele disse que se não fosse a Embrapa, o Brasil não seria hoje o segundo maior produtor e exportador de alimentos do planeta. “Alimento de qualidade produzido em áreas que nunca ninguém imaginou que fosse possível.”

Revolução digital

Fernando Camargo, presidente do Consad (Conselho de Administração da Embrapa), também deixou sua mensagem. Primeiro, lembrou que a ciência aplicada teve papel fundamental para que o peso da alimentação na cesta básica do brasileiro diminuísse muito. “Isso foi a maior política de Estado, talvez a maior conquista que fizemos para a população brasileira nos últimos 48 anos.”

Agora, segundo Camargo, é o momento de ajudar o Brasil a fazer a revolução da agropecuária digital, da agricultura do século 21, da agricultura de precisão, da agricultura de 5.0. “Enfim, a Embrapa tem muito a contribuir ainda com o Brasil e com o mundo, porque todos sabemos que nós conseguimos alimentar mais de 170 países e mais de um bilhão de pessoas.”

O presidente da Embrapa, Celso Moretti, fez questão de saudar todos o homenageados e destacou o trabalho do Pronasolos. “Se conhecendo apenas 5% do nosso território, o Brasil já fez essa revolução na agricultura mundial, imaginem quando o país conhecer 100% dos nossos solos. Ninguém vai segurar o Brasil”, afirmou.

Fonte: Embrapa
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Notícias Pecuária

Com seca e safra próxima do auge, oferta de boi gordo aumenta e preços caem

Mercado físico de boi registrou preços mais baixos ao longo da semana nas principais praças de produção e comercialização do país

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Arquivo/OP Rural

O mercado físico de boi registrou preços mais baixos ao longo da semana nas principais praças de produção e comercialização do país. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, consequência do avanço da oferta de boiadas em grande parte do Centro-Sul. “A estiagem prolongada é um fator importante a ser considerado nesse processo, pois acelera o processo de degradação das pastagens reduz a capacidade de retenção entre os pecuaristas”, disse ele.

A safra de boi gordo está cada vez mais próxima do seu auge. “Então, nada mais natural que os preços assumam tendência de queda”, assinalou.

O volume de animais ofertados aumentou de maneira consistente no decorrer da semana, permitindo que os frigoríficos consigam uma posição bastante confortável em suas escalas de abate, que agora atendem entre cinco e sete dias úteis de consumo.

Mesmo a demanda de carne bovina aquecida durante o período do Dia das Mães parece insuficiente para mudar de maneira contundente a curva de preços. A exceção é o Rio Grande do Sul, estado em que o volume ofertado é menor.

“Para a entressafra a dinâmica de mercado tende a mudar completamente, avaliando a provável redução do confinamento de primeiro giro resultando em um ambiente pautado pela restrição de oferta. Ou seja, haverá espaço para retomada do movimento de alta”, apontou Iglesias.

Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 06 de maio:

  • São Paulo (Capital) – R$ 307,00 a arroba, contra R$ 312,00 a arroba na comparação com 29 de abril (-1,62%).
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 300,00 a arroba, ante R$ 305,00 (-1,64%).
  • Goiânia (Goiás) – R$ 290,00 a arroba, contra R$ 295,00 (-1,69%).
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 295,00 a arroba, contra R$ 300,00, caindo 1,67%.
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 308,00 a arroba, contra R$ 310,00 a arroba (-0,65%).

Exportação

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 595,981 milhões em abril (20 dias úteis), com média diária de US$ 29,899 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 125,474 mil toneladas, com média diária de 6,273 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.765,80.

Em relação a abril de 2020, houve ganho de 17,61% no valor médio diário da exportação, alta de 7,89% na quantidade média diária exportada e valorização de 9,01% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado Interno

Comercialização de soja perde ritmo no mercado brasileiro

Produtor segue retraído, aguardando por referenciais ainda melhores e centrando atenções no final da colheita no Brasil

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Apesar da alta nos preços, o mercado brasileiro de soja teve mais uma semana de poucos negócios nas principais praças do país. O produtor segue retraído, aguardando por referenciais ainda melhores e centrando atenções no final da colheita no Brasil.

A comercialização da safra 2020/21 de soja do Brasil envolve 71,4% da produção projetada, conforme relatório de SAFRAS & Mercado, com dados recolhidos até 7 de maio. No relatório anterior, com dados de 9 de abril, o número era de 67,4%.

Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 85,2% e a média para o período é de 64%. Levando-se em conta uma safra estimada em 134,09 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 95,8 milhões de toneladas.

No período, a comercialização evoluiu pouco e, com isso, o total negociado da safra 20/21 ficou abaixo do percentual de igual período do ano passado. Mas seguem acima da média para o período, devido à elevação consistente dos preços.

As vendas antecipadas da safra 2021/22 estão atrasadas na comparação com o ano passado e com a média do período. Levando-se em conta uma safra hipotética mínima para a temporada – igual a do ano anterior -, SAFRAS estima uma comercialização antecipada de 16,7%, envolvendo 22,36 milhões de toneladas.

Em igual período do ano passado, o número era de 32% e a média dos últimos cinco anos é de 20%. A primeira estimativa para a safra brasileira 2021/22 será divulgada em julho por SAFRAS & Mercado.

Chicago

A semana foi de forte recuperação nos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Na manhã da sexta, 7, os contratos com vencimento em julho bateram na casa de US$ 15,80 por bushel, o melhor patamar desde outubro de 2021. Na semana, a posição acumula valorização de cerca de 3%.

O mercado encontra sustentação em fatores fundamentais e técnicos. O aperto nos estoques globais encontra uma demanda aquecida nos Estados Unidos. O ótimo desempenho dos subprodutos – farelo e óleo – impulsiona o grão.

Os analistas seguem atentos ao clima nos Estados Unidos, com previsões de poucas chuvas e temperaturas elevadas, o que poderia prejudicar a evolução inicial das lavouras. Na semana que vem, atenções especiais para o relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na quarta, 12.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Suinocultura

Ambiente de negócios no mercado suíno se mostra mais truncado no Brasil

Houve dificuldade para avanços mais efetivos nas cotações, em meio a um ambiente de negócios mais truncado

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O mercado brasileiro de suínos apresentou pequenas variações de preços ao longo dos últimos dias, tanto no vivo como os cortes negociados no atacado. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado Allan Maia, houve dificuldade para avanços mais efetivos nas cotações, em meio a um ambiente de negócios mais truncado.

Maia ressalta que o escoamento da carne evoluiu aquém do esperado neste início de mês, fator que levou os frigoríficos a atuarem com cautela na aquisição de animais para abate. “A busca pelos cortes tende a apresentar alguma melhora no curto prazo devido ao Dia das Mães e à entrada da massa salarial na economia”, pontua.

Além disso, Maia comenta que os produtores seguem na busca por reajustes nos preços, avaliando o custo de produção com tendência de alta. “Contudo, a demanda interna precisa avançar para ajudar o ambiente de negócios”, alerta.

Levantamento semanal de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil caiu 1,54% ao longo de abril, de R$ 6,89 para R$ 6,79. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado recuou 0,45% ao longo da semana, de R$ 12,63 para R$ 12,57. A carcaça registrou um valor médio de R$ 11,11, recuo de 1,28% frente à semana passada, quando era cotada a R$ 11,25.

O analista destaca ainda que a exportação brasileira de carne suína foi forte em abril. “Com os dados do industrializado, que deve ser divulgado nos próximos dias, o volume deve ficar entre 95 e 100 mil toneladas”, sinaliza.

As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 217,457 milhões em abril (20 dias úteis), com média diária de US$ 10,872 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 87,314 mil toneladas, com média diária de 4,365 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.490,50.

Em relação a abril de 2020, houve alta de 41,24% no valor médio diário da exportação, ganho de 38,81% na quantidade média diária exportada e valorização de 1,75% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

A análise semanal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo baixou de R$ 160,00 para R$ 145,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo passou de R$ 5,65 para R$ 5,70. No interior do estado a cotação mudou de R$ 7,40 para R$ 7,30.

Em Santa Catarina o preço do quilo na integração subiu de R$ 5,80 para R$ 5,90. No interior catarinense, a cotação caiu de R$ 7,40 para R$ 7,30. No Paraná o quilo vivo teve baixa de R$ 7,70 para R$ 7,30 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo seguiu em R$ 5,60.

No Mato Grosso do Sul a cotação em Campo Grande mudou de R$ 6,20 para R$ 6,10, enquanto na integração o preço subiu de R$ 5,60 para R$ 5,70. Em Goiânia, o preço passou de R$ 7,70 para R$ 7,60. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno continuou em R$ 7,90. No mercado independente mineiro, o preço permaneceu em R$ 8,00. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis retrocedeu de R$ 6,10 para R$ 5,95. Já na integração do estado o quilo vivo mudou de R$ 5,60 para R$ 5,70.

Fonte: Agência SAFRAS
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