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Debates, provas, campeonatos e julgamentos na programação da Expointer Digital 2020 nesta semana

Neste ano, a Feira ocorre em formato híbrido, ou seja, misturando o ambiente presencial no Parque Assis Brasil e virtual

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Fernando Dias/Seapdr

A Expointer Digital 2020 tem intensa programação até o próximo domingo (04), último dia do evento. Neste ano, a Feira ocorre em formato híbrido, ou seja, misturando o ambiente presencial (respeitando os protocolos de segurança e o distanciamento social) no Parque Assis Brasil, e virtual, por meio de cinco canais da plataforma digital Expointer 2020.

Nesta terça (29) ocorre a  transmissão, às 14h30, pelo Canal Agro da plataforma digital, da webinar Pecanicultura Gaúcha, que vai mostrar as potencialidades da noz pecã no Rio Grande do Sul. A organização é da Emater em parceria com a Seapdr.

No mesmo canal, às 16 horas, o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) participará do painel “O agronegócio brasileiro e o pós-pandemia: perspectivas para 2021″, com o Diretor Técnico Ivo Mello. Segundo ele, apesar dos desafios causados pela pandemia, o Irga continua trabalhando para promover a sustentabilidade e garantir a rentabilidade do produtor gaúcho. “Estamos em pleno plantio da safra 2020/2021 e com uma perspectiva muito boa. Mais do que nunca, vamos trabalhar para estarmos alinhados com os desafios do milênio, de forma a manter essa sustentabilidade, principalmente econômica, para o produtor”.

Os julgamentos de ovinos e as provas do cavalo árabe do Campeonato Domados do Pampa, seguem durante todo o dia.

Na quarta-feira (30), bem cedinho, às 6h da manhã, começa o 1º Concurso de Gado Holandês. Ao meio-dia, tem a entrega do Prêmio Vencedores do Agronegócio da Federasul. E às 15h a reunião da Câmara Setorial dos Equinos.

Na quinta-feira (01) começa o Congresso Brasileiro do Laço Comprido da Associação Brasileira do Quarto de Milha e as provas de morfologia do cavalo crioulo, A premiação está prevista para domingo às 12h com a presença do governador e autoridades na ABCC.

Ministra no parque

A solenidade de abertura e o Desfile dos Campeões serão na sexta-feira (02), às 11h, na Tribuna de Honra da Pista Central, com a presença da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, do governador Eduardo Leite, do secretário da Agricultura, Covatti Filho, e de autoridades organizadoras do evento, além de convidados.

Após a cerimônia, a Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), fará a entrega a Medalha Paulo Brossard a lideranças que se dedicaram ao agronegócio. Os agraciados de 2020 serão a ministra Tereza Cristina, o presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Gedeão Pereira, o ex-secretário da Agricultura Odacir Klein e os pecuaristas Eduardo Macedo Linhares e Antonio Martins Bastos Filho.

Último final de semana da Feira

No sábado (03) serão realizadas duas transmissões pelo Canal Agro da Expointer Digital 2020. A primeira, às 14h30, sobre a “Rastreabilidade de produtos vegetais frescos, E ”às 16h a pauta da live será Bioinsumos. No mês de maio de 2020, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou o Programa Nacional de Bioinsumos, cujo foco é aproveitar o potencial da biodiversidade brasileira para reduzir a dependência dos produtores rurais em relação aos insumos importados e ampliar oferta de matéria-prima para o setor. O evento “Bioinsumos” tem por objetivo apresentar para técnicos e agricultores novidades em termos de tecnologias e registro de bioinsumos no Mapa, como alternativa viável e segura no manejo nutricional e fitossanitário, em consonância com a legislação e com o Programa Nacional.

Homenagem aos 50 anos do Parque

No sábado (03) ocorre a divulgação do resultado do Concurso Artístico de Pintura e Escultura em homenagem aos 50 anos do Parque. E no domingo (04), às 13h, o descerramento da placa alusiva ao cinquentenário na Praça Central, com a presença do governador do Estado, Eduardo Leite, secretário Covatti Filho, organizadores da feira e demais autoridades.

O Parque, inaugurado no dia 29 de agosto de 1970, em Esteio, sediando em 1972 a Primeira Exposição Internacional de Animais e passando a se chamar Expointer. Ao longo do tempo, foi se adaptando, se modernizando e hoje é uma referência quando se fala em feiras.

Fonte: Assessoria

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Fertilizantes sobem em março com impacto de conflitos e gargalos logísticos

Tensões no Oriente Médio elevam custos de energia e frete, pressionando nitrogenados e fosfatados no mercado global.

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Fotos: Claudio Neves

O mercado de fertilizantes registrou alta nos preços ao longo de março, influenciado por tensões geopolíticas e limitações logísticas no cenário internacional. O conflito no Oriente Médio impactou diretamente a produção e o transporte de insumos, especialmente em países do Golfo Pérsico, pressionando custos de energia e frete.

Os fertilizantes nitrogenados seguiram em trajetória de valorização entre março e o início de abril. A ureia acumulou forte alta no período, alcançando cerca de US$ 760 por tonelada CFR em 10 de abril, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA. A combinação de oferta restrita, petróleo e gás natural em níveis elevados e maior incerteza global mantém o mercado volátil no curto prazo.

No segmento de fosfatados, o cenário também foi de pressão. Além do impacto do conflito, a alta do enxofre, insumo essencial para a produção, elevou os custos. No Brasil, os preços subiram cerca de 7% nas últimas semanas, com o MAP atingindo aproximadamente US$ 890 por tonelada CFR. Mesmo com a demanda agrícola avançando de forma gradual, os preços seguem sustentados.

Já os fertilizantes potássicos apresentaram comportamento mais estável em comparação aos demais. A oferta internacional permanece equilibrada, com Rússia e Belarus mantendo volumes relevantes no mercado global. Apesar da menor volatilidade, os preços seguem firmes, acompanhando o aumento dos custos logísticos e o ambiente de incerteza.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Brasil exporta 23,5 milhões de toneladas de soja no início do ano

Ritmo acelerado de embarques mantém país à frente no mercado internacional e amplia vantagem sobre concorrentes.

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Foto: Divulgação

A soja registrou alta na Bolsa de Chicago ao longo de março, em um cenário marcado por forte volatilidade no mercado internacional. Apesar da ampla oferta global, os contratos futuros chegaram a se aproximar dos maiores níveis em quase dois anos no início do mês, impulsionados pela valorização do complexo de óleos vegetais, pelo avanço do petróleo e pela expectativa de maior demanda da China.

Foto: Divulgação/Aprosoja MT

Com o passar das semanas, porém, o movimento perdeu força diante da confirmação de uma safra recorde no Brasil, estimada em cerca de 180 milhões de toneladas. Ainda assim, a cotação da soja em Chicago encerrou março com valorização de 4,3%, a US$ 11,72 por bushel, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA.

Nos primeiros dez dias de abril, o mercado seguiu volátil, mas com tendência mais pressionada. O cenário refletiu a ampla oferta global e o enfraquecimento das exportações dos Estados Unidos, que enfrentam forte concorrência do Brasil no mercado internacional.

No Brasil, os preços acompanharam o movimento de alta observado em Chicago, mas de forma mais moderada. Em Sorriso (MT), a soja teve valorização de 1,8% em março, chegando a R$ 101,40 por saca. Chuvas em algumas regiões atrasaram o ritmo da colheita, sem impacto relevante sobre a produção.

Foto: Divulgação/Governo da Bahia

No início de abril, os preços registraram leve alta, sustentados pela melhora dos prêmios de exportação. Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar limitou ganhos mais expressivos no mercado interno.

As exportações brasileiras seguiram em ritmo acelerado. Em março, os embarques somaram 14,5 milhões de toneladas, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). No acumulado do ano até março, o país exportou 23,5 milhões de toneladas de soja, volume 6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Itaipu compra mais uma área para assentar indígenas no Paraná

Nova fazenda de 107 hectares deve substituir área de 9 hectares ocupada por 27 famílias. Aquisição integra acordo de R$ 240 milhões para compensar impactos da formação do reservatório da usina.

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Foto: Anderson Gibathe/Itaipu Binacional

Com recursos da Itaipu Binacional, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) adquiriram mais uma área para assentamento da comunidade Avá Guarani, na região Oeste do Paraná.

O imóvel, com 107 hectares, está localizado entre os municípios de São José das Palmeiras e Santa Helena, a cerca de 120 quilômetros (km) de Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira, entre Brasil, Paraguai e Argentina.

A Fazenda América, que passará a se chamar Tekoha Pyahu, é dez vezes maior do que o espaço ocupado hoje pelas 27 famílias, cerca de 90 pessoas, que serão agora transferidas, segundo a Itaipu. Atualmente, elas vivem em situação precária em um terreno de apenas 9 hectares, localizado na faixa de proteção do reservatório da usina. A expectativa é que a mudança ocorra em até dois meses. “A mudança será importante para nossa comunidade, especialmente para as crianças. Teremos um local adequado para viver, ter escola, posto de saúde, entre outros direitos que iremos conquistar lá”, afirmou o cacique Dioner, líder da aldeia Pyahu.

Para ele, o processo de reparação de danos que a Itaipu está fazendo é o “mínimo que se pode fazer para os Avá Guarani”.

A compra de terras faz parte do acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em março de 2025, e firmado por Itaipu com comunidades indígenas, Ministério Público Federal (MPF), Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Incra, Funai e Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O objetivo é assegurar reparação histórica pela violação a direitos humanos dos Avá-Guarani. Isso porque, na década de 1970, quando a usina começou a ser construída, em plena ditadura militar brasileira, a etnia Avá-Guarani sofreu o impacto do alagamento de suas terras tradicionais com a criação do reservatório do empreendimento, a partir do represamento do rio Paraná, na divisa com o Paraguai, que compartilha a gestão da usina com o Brasil.

O acordo estabelece medidas para assegurar a territorialização das comunidades locais e prevê a destinação aos indígenas de pelo menos 3 mil hectares de terra que serão adquiridos pelo consórcio Itaipu Binacional, ao custo inicial de R$ 240 milhões. “Trata-se de respeito, de reparação histórica e de promoção de condições de vida digna para essa população”, destacou o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri.

Ele lembrou ainda que a solução foi construída de forma articulada com as instituições parceiras e as próprias comunidades.

No acordo homologado pelo STF, a Itaipu Binacional se comprometeu a implementar ações de restauração ambiental nas áreas adquiridas e a financiar serviços essenciais, como fornecimento de água, energia elétrica, saneamento, saúde e educação. Caberá à Funai o procedimento de destinação final da posse permanente e usufruto exclusivo às comunidades indígenas. O processo de obtenção dos imóveis rurais passa por análise fundiária e técnica tanto da Funai quanto do Incra.

Itaipu ainda informou que, por meio de convênios com associações de pais e mestres de escolas e do projeto Opaná – Chão Indígena, estão sendo promovidas iniciativas voltadas ao fortalecimento da cultura, do idioma e do modo de vida dos Avá Guarani, além de ações de assistência técnica em agroecologia e de educação antirracista.

Balanço do acordo
Até o momento, o valor total investido pela Itaipu para a compra de terras para as comunidades indígenas afetadas na construção da usina está em R$ 84,7 milhões. O valor já inclui o pagamento pela fazenda América, que custou R$ 17,6 milhões.

Também foram adquiridas a Fazenda Brilhante, de 215 hectares, em Terra Roxa, onde foram alocadas três comunidades que, juntas, têm 68 famílias; a Fazenda Amorim, de 209 hectares, em Missal, para onde serão transferidas 36 famílias que ocupam uma área na Faixa de Proteção do Reservatório da Itaipu; parte do Haras Mantovani, de 68 hectares, em Terra Roxa; e uma área de 9,8 hectares para a comunidade Arapy, de Foz do Iguaçu. A meta é chegar a 3 mil hectares, com investimento total de R$ 240 milhões.

A área total obtida até agora supera os 700 hectares, o equivalente a 700 de futebol padrão Fifa.

Fonte: Agência Brasil
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