Conectado com

José Luiz Tejon Megido

Crise do frango: um grande incômodo

Pois um, apenas um que não siga os padrões de conformidade estabelecidas, destrói a todos os outros que fazem corretamente

Publicado em

em

Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, conselheiro Fiscal do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e dirigente do Núcleo de Agronegócio da ESPM 

E lá vamos nós para mais uma crise da carne, agora do frango.

Algo chama a atenção: a crise ocorre na indústria e no frigorífico, e quem cuida da bronca é o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi. Enquanto Marcos Jorge de Lima, o Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços não aparece.

Então o avicultor vai pagar o pato, ou melhor, a salmonella do frango.

Não podemos alegar que a concorrência internacional nos quer mal, pois claro, óbvio, a concorrência nos odeia e sim, nos quer mal. Mas, vale a questão se o maior traidor ou concorrente não está aqui do lado de dentro, na gestão, e no não cumprimento dos exigentes rigores para ter um mercado como o europeu.

Nós aprendemos a produzir com qualidade e custo imbatíveis, mas, precisa ser olímpico, perfeito, impecável. Assim para sempre será. Cabe às organizações da sociedade civil organizada desenvolver autorregulamentação, código de ética, autovigilância e fiscalização.

Pois um, apenas um que não siga os padrões de conformidade estabelecidas, destrói a todos os outros que fazem corretamente.

Agora, na BRF, chamaram Pedro Parente para presidir o conselho. Saímos do Sul e vamos para a Amazônia. Estive no estado do Pará, e afirmo, existe um Pará ilegal. Com mais registros de terras do que terras físicas para entregar, e a insegurança jurídica gera um lado do Pará ilegal.

Mas há também um novo Pará, com cooperativas e empresas que trabalham dentro do mais alto rigor da lei. A logística vai pelo Pará, e o meio ambiente é uma das maiores preocupações do paraense. A pecuária, o cacau – hoje maior no Pará do que na Bahia –, as frutas, a palma, o dendê, onde a melhor do mundo hoje está no Pará.

O futuro do agronegócio brasileiro será do tamanho da inteligência dos seus líderes em serem éticos, sustentáveis, e agirem 100% dentro da lei. A legalidade e a conformidade com os clientes e os consumidores finais, e a justiça e as relações corretas de cada cadeia produtiva é o segredo deste nosso futuro.

Na Amazônia brasileira, precisamos da lei, da vitória de um Pará legal, acima do ilegal.

No agro como um todo, e no caso do frango, que entra numa nova crise, precisamos da responsabilidade dos líderes da cadeia produtiva. Cabe a quem comanda a cadeia, zelar por ela e a representar como ninguém.

Que os avicultores brasileiros não paguem mais esse pato. A culpa não é deles.

Fonte: Assessoria

Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

20 − um =

José Luiz Tejon Megido Opinião

Copo cheio ou copo vazio, quem fala em nome do agro do Brasil?

Quem fala ou deveria representar a voz crível do Brasil?

Publicado em

em

Divulgação

Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

Diferentes estudos apontam que não mais de 10% das propriedades agrícolas brasileiras atuam com ilegalidades ambientais. Estudo recém publicado na revista Science apontou que 2% das propriedades nos biomas do Cerrado e amazônico significam 62% do desmate ilegal.

Então, nessa guerra planetária com Covid-19, crise sanitária, e acirramento das questões ambientais, deixamos aqui a pergunta: no Brasil, copo cheio, 90% ou copo vazio,10%. Quem fala ou deveria representar a voz crível do Brasil?

Spoke person como dizem os americanos, uma representação com credibilidade para dizer ao mundo o que estamos fazendo e como vamos fazer para cuidar dos nossos 2% que desmatam ilegalmente e assegurar aos clientes do planeta inteiro que desde já os nossos 90% são sustentáveis e seguem a legislação mais rigorosa do mundo inteiro na questão florestal, o Código Florestal.

Mas aí vai a pergunta das perguntas: quem? Dize-me com quem andas e dir-te-ei quem és, ou para onde vais. O assunto de uma minoria ilegal é antigo e letal. Agora não dá para contemporizar, os 90 % limpos do copo precisam atuar. O assunto é sério sim. Um comitê de esclarecimento e de imagem do agro nacional deveria ser criado reunindo a Embrapa, governo e representantes da sociedade civil organizada, sob coordenação da ministra Tereza Cristina.

Vamos passar nossa imagem a limpo! Copo cheio ou copo vazio, quem fala em nome do agro do Brasil? Temos um copo cheio de saúde para dar e vender. Então é justiça em cima dos 2% ilegais. E liderança de credibilidade com comunicação.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo

José Luiz Tejon Megido Opinião

Agronegócio atenção, temos problemas

Grande drama é que não estamos conseguindo criar uma contenção no lado negativo da nossa imagem mundial

Publicado em

em

Divulgação

Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

Em paralelo a pandemia da Covid-19, em que as perspectivas apontam para o Brasil ter a retomada mais lenta, comparado com outros 90% dos países, teremos a crise da saúde ambiental. Acompanhamos as redes sociais do agro brasileiras e também as manifestações da mídia internacional. No The Economist uma matéria tratava de “how big beef and soya firms can stop deforestation”, sobre como as grandes corporações da carne e da soja podem parar com o desmatamento.

Agora, surgem abaixo assinados de consumidores europeus para não comprar do Brasil. E mesmo na China, o maior cliente do país, a mídia começa a trazer notícias negativas sobre a soja brasileira, como ocorreu no South China Morning Post, um jornal do Jack Ma, dono do big negócio de ecommerce Ali Baba.

Isso tudo fica agravado pelo corte e mudança de diálogo do Brasil com a China, o que preocupa a liderança das organizações privadas brasileiras, responsáveis pela agroindustrialização, logística e comércio internacional.

Assim como os astronautas da Apollo 13, em abril de 1970, que mandaram a mensagem para a Nasa na terra: “Houston we have had a problem”. Neste pós-Covid-19, que se inicia com a nova safra 2020 a ser colhida em 2021, podemos dizer: “agronegócio, nós temos um problema”.

Ações existem, como “Seja Legal com a Amazônia”; pecuarista legal não desmata quem desmata é o ilegal; temos a coalizão clima, floresta e agricultura; e mesmo o Conselho da Amazônia sob comando do vice-presidente Hamilton Mourão. Além de diversos movimentos como pecuária sustentável da Amazônia; núcleos de bem-estar animal; sustentabilidade e responsabilidade social; sem citar o código florestal, carecendo agora da implementação do PRA – Programa de Regularização Ambiental.

O grande drama é que não estamos conseguindo criar uma contenção no lado negativo da nossa imagem mundial. E, ao mesmo tempo, não estamos conseguindo eficácia na aplicação da lei, nos casos dos crimes ambientais. Precisamos de uma organização da comunicação brasileira do agronegócio numa coalizão das lideranças público e privadas, e precisamos parar com os auto-detratores e auto-predadores, numa Torre de Babel onde várias línguas se misturam e ninguém se acerta com ninguém.

E perante tudo isso, para não ficarmos na 171ª posição no mundo dos países mais lentos para a retomada econômica, nossa dependência do novo agronegócio é vital.

A Hora do Agronegócio, hora de uma equipe de crise público privada para dominar o tamanho do problema. Na percepção e na realidade.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo

José Luiz Tejon Megido Opinião

Saúde virou sinônimo de agronegócio

Nesta crise, novamente, do bom cooperativismo sairão as rotas da vitória sobre a Covid-19 e o novo planeta Terra

Publicado em

em

Divulgação

Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

A sociedade vai exigir confiança total nos alimentos. A originação passará a ter gigantesca importância no processo decisório dos consumidores finais e das redes supermercadistas. Dessa forma, a confiança de origem é item sagrado, no pós-Covid-19, mais do que já vinha sendo anteriormente.

O cooperativismo irá se expandir, tanto numa intercooperação nacional e internacional das cooperativas, quanto na busca pelo seu modelo em países emergentes. Dentro do Brasil iremos ver o desenvolvimento do cooperativismo também em áreas onde a pobreza precisa ser enfrentada, e em uma convocação imensa para o cooperativismo de crédito em todo o Norte e Nordeste.

A reinicialização econômica e a intensidade da luta antidesigualdade irá obrigar o capital mundial a investir no desenvolvimento internacional. O empreendedorismo significará o caminho obrigatório das sociedades humanas. Contudo, o empreendedorismo sem o cooperativismo fica um funil de boca larga, porém com boca estreitíssima de saída. Somente com o cooperativismo podemos alargar o sucesso para a grande maioria dos empreendedores.

Nunca tantos deveram tanto a tão poucos – seus fundadores. Nesta crise, novamente, do bom cooperativismo sairão as rotas da vitória sobre a Covid-19 e o novo planeta Terra.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo
Biochem site – lateral

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.