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Notícias Opinião

Conservação do solo e reservação de água são estratégias para enfrentar estiagens

Novamente os temas falta de água, poucas chuvas, cisternas, poços artesianos, recursos hídricos e estiagem estão frequentes

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Artigo escrito por Clístenes Antônio Guadagninengenheiro-agrônomo, doutor em agronomia, agente de extensão rural da Epagri, líder do Programa Desenvolvimento e Sustentabilidade Ambiental da Epagri no Extremo Oeste Catarinense

Novamente os temas falta de água, poucas chuvas, cisternas, poços artesianos, recursos hídricos e estiagem estão frequentes. Sabemos que o Extremo Oeste é a região de Santa Catarina com o maior histórico de estiagens registradas nos últimos 30 anos. Para os próximos meses, as previsões são de chuvas abaixo da média, com distribuição irregular e chance de estiagens regionalizadas entre o fim da primavera e decorrer do verão. Quem afirma é o Instituto Americano de Meteorologia e Oceanografia (NOAA), que manteve o cenário de La Niña em andamento, o que significa conviver com pouca chuva no Sul do Brasil. Diante deste cenário, a Epagri orienta práticas para conservar e aumentar a disponibilidade hídrica na agropecuária, como medida de prevenção contra os efeitos de possíveis estiagens, visto que convivemos frequentemente com elas e devemos lidar adequadamente com essa questão.

A reservação de água é a medida mais importante na agropecuária do Extremo Oeste, pois o histórico de chuvas da região está entre 1800 a 2200 milímetros por ano, o que significa em média, 2000 litros de água por metro quadrado de área que podem ser coletados a cada 12 meses. Portanto, guardar água da chuva em cisternas e principalmente no solo – que é o maior reservatório de água do planeta – é a prática mais eficiente, barata e inteligente, aplicada pela humanidade desde a antiguidade.

Porém, ainda vemos essa enorme quantidade de chuvas sendo desperdiçada. Na maioria das vezes, isso acontece em decorrência do manejo inadequado do solo, com grades e arados. A falta de consciência com a conservação do solo, com a presença da temida camada compactada de solo que impede a infiltração e o armazenamento da água, o pouco enraizamento das plantas, a ganância e falta de planejamento e gestão significam prejuízos, com sérias consequências para todos.

Cultivar seguindo os fundamentos da agricultura conservacionista, cuidar do solo, armazenar água da chuva e preservar o meio ambiente e as matas nativas, são práticas que fazem toda a diferença para minimizar efeitos de adversidades climáticas sobre a produção agropecuária. Importante seguir os três princípios da agricultura conservacionista: 1) reduzir ou eliminar as operações de movimentação de solo; 2) manter os resíduos culturais na superfície do solo; e 3) diversificar espécies, em rotação, consorciação e/ou sucessão de culturas. Estes são os diferenciais de quem deseja obter alta rentabilidade com menos riscos.

Praticar a gestão dos recursos hídricos significa cuidar da quantidade e qualidade das águas, especialmente superficiais, que existem em abundância no Extremo Oeste, mas estão sob grande risco de redução do volume e de contaminações diversas. Conservar e recuperar as matas ciliares; praticar a adequação ambiental e recuperar áreas degradadas das propriedades de acordo com a legislação ambiental; diversificar e manter o solo com plantas vivas e mortas o ano todo visando aumentar a matéria orgânica; resgatar os terraços agrícolas; realizar cultivos em contorno e, acima de tudo, reservar água para períodos de escassez, são práticas muito conhecidas da grande maioria das famílias agricultoras de Santa Catarina para minimizar riscos e garantir qualidade de vida.

Os extensionistas e pesquisadores da Epagri estão à disposição para orientar sobre as melhores práticas de manejo e conservação do solo e da água, bem como auxiliar no planejamento e gestão para a tomada de decisão em busca da sustentabilidade.

Fonte: Assessoria
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Notícias Safra 20/21

Mapa publica novo zoneamento agrícola do trigo

O zoneamento indica o melhor período para o plantio

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Divulgação/AENPr

Foram publicadas no Diário Oficial da União de quinta-feira (14) as portarias 1 a 17, com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ano-safra 2020/2021, para o cultura do trigo. O zoneamento indica o melhor período para o plantio.

Nas regiões tradicionais de cultivo comercial de trigo no Brasil, os maiores riscos de perda de produção são: geada no espigamento (região temperada); excesso de chuva/umidade elevada, que, na fase inicial de enchimento de grãos, pode causar doenças de espiga de difícil controle (giberela na região temperada e brusone na região tropical) ou acarretar, no período de colheita, a perda de qualidade tecnológica dos grãos; e deficiência hídrica e temperatura elevada (região tropical).

A atualização do Zarc de trigo, ano-safra 2020/2021, levou em consideração algumas demandas propostas pelo setor produtivo ao longo do ano de 2020 e envolveram, basicamente, a inclusão dos solos tipo 1 e a reanálise dos períodos de semeadura de alguns munícipios do norte do Paraná e sul do estado de São Paulo, além de prospecção de novas áreas com aptidão tritícola na região tropical, especialmente nos estados de Minas Gerais, Goiás e Bahia, que vêm se configurando como um novo polo de expansão da triticultura.

Estão contempladas no Zarc de Trigo, ano-safra 2020/2021, dez unidades da Federação: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais, para o sistema de sequeiros; e São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, Mato Grosso e Bahia, para o sistema irrigado.

Maiores produtores de trigo no BR

Os maiores produtores de trigo do país são Rio Grande do Sul e Paraná, responsáveis em torno de 85,8% da produção nacional, conforme dados da Conab, divulgados em dezembro de 2020. Com a finalização da colheita do trigo nos principais estados produtores, a produção nacional estimada é de 6,183 milhões de toneladas. Nas principais regiões produtoras, a nova safra 2020/21 tem plantio começando em abril ou maio, com a colheita ocorrendo no decorrer do segundo semestre de 2021.

Zarc

Os agricultores que seguem as recomendações do Zarc estão menos sujeitos aos riscos climáticos e poderão ser beneficiados pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e pelo Programa de Subvenção ao prêmio do Seguro Rural (PSR). Muitos agentes financeiros só permitem o acesso ao crédito rural para cultivos em áreas zoneadas e para o plantio de cultivares indicadas nas portarias de zoneamento.

Fonte: ClimaTempo
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Notícias Política Agrícola

Mais de 197 mil agricultores familiares vão receber benefício do Garantia-Safra de 2019/20

O benefício será pago em parcela única de R$ 850 para agricultores de 249 municípios em oito estados

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Divulgação/MAPA

Mais de 197 mil agricultores familiares, de oito estados, irão receber pagamento do Garantia-Safra referente à safra 2019/20. A Portaria SPA/MAPA Nº 2, que determina o pagamento, foi publicada nesta segunda-feira (18) pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Neste mês, receberão o pagamento agricultores de Alagoas, da Bahia, do Ceará, Maranhão, de Minas Gerais, da Paraíba, de Pernambuco e do Piauí. O montante autorizado chegará a mais de R$ 168 milhões.

Diante do cenário imposto em relação a pandemia do Covid-19, será mantida, de forma excepcional, a antecipação do pagamento das parcelas do benefício Garantia-Safra, na safra 2019/2020. O pagamento será feito integralmente em parcela única de R$ 850.

O Garantia-Safra tem como objetivo garantir a segurança alimentar de agricultores familiares que vivem em regiões sistematicamente com estiagem ou enchente levando à perda da safra. Têm direito a receber o benefício os agricultores com renda mensal de até um salário mínimo e meio, quando tiverem perdas de produção em seus municípios igual ou superior a 50%. O Garantia-Safra é disponibilizado obedecendo o calendário de pagamento dos benefícios sociais.

Notificação de agricultores com benefício bloqueado

Com a disponibilização do serviço “Solicitar Requerimento de Defesa após Bloqueio do Benefício Garantia-Safra”, na plataforma gov.br, os agricultores que tiveram a concessão do benefício bloqueado nos municípios autorizados a efetuar o pagamento em janeiro deste ano, devem cumprir as orientações dispostas na Portaria Nº 25, de 8 de julho de 2020 para regularização do benefício. 

Caso o benefício esteja bloqueado, o agricultor deve acessar o seu perfil no Sistema de Gerenciamento do Garantia-Safra, neste link e verificar o motivo do bloqueio por meio da notificação que consta no perfil. O agricultor terá até 30 dias, após a publicação da Portaria que autoriza o pagamento do benefício, para se manifestar quanto o bloqueio.

A relação dos agricultores com benefício bloqueado, de forma cautelar, será encaminhada pelas coordenações estaduais aos gestores municipais.

Fonte: MAPA
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Notícias

BRF tem novo gerente na unidade de Francisco Beltrão

Com 22 anos de carreira na empresa, Cláudio Ferreira Jaime, de 45 anos, assumiu o cargo em janeiro.

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Cláudio Jaime está na companhia há 22 anos - Foto: Divulgação

A BRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, tem novo gerente em sua unidade industrial de Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná. Com 22 anos de carreira na empresa, Cláudio Ferreira Jaime, de 45 anos, assumiu o cargo em janeiro.

Formado em Administração de Empresas, Jaime iniciou na BRF em 1999, como técnico de manutençãoem Marau (RS). Foi supervisor e gerente de manutenção da unidade e, em 2017, assumiu a gerência de processo do frigorifico de aves em Marau, cargo que ocupava até chegar à gerência em Francisco Beltrão.

Fonte: Assessoria
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CONBRASUL/ASGAV

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