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Congresso de ensino agrícola aborda empreendedorismo e perfil dos profissionais

Encontro promovido pela Agptea e Fenea em Canela também tratou do tema do cooperativismo de crédito e da formação do conselho dos técnicos agrícolas

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O segundo e último dia de palestras do 33º Encontro Estadual de Professores e 6º Congresso Estadual de Ensino Agrícola ocorrido na última sexta-feira (26), em Canela, na Serra Gaúcha, tratou de temas como empreendedorismo, perfil profissional, cooperativismo  e as implicações para o ensino do novo Conselho Profissional dos Técnicos Agrícolas. No sábado (27), visitas ao Escultura Parque Pedra dos Silêncios e à Escola Bom Pastor, em Nova Petrópolis (RS), encerraram o evento.

Na palestra sobre o “Perfil profissional perante o mundo do trabalho”, o professor Cláudio Fioreze, do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), falou sobre as dificuldades enfrentadas pelas escolas agrícolas estaduais e a necessidade de ocorrer uma parceria com os institutos federais que hoje somam 643 unidades em todo o país. “A missão do IFRS é promover a educação profissional, científica e tecnológica, gratuita e de excelência através da articulação entre ensino, pesquisa e extensão, em consonância com as demandas dos arranjos produtivos locais”, enfatizou.

Conforme Fioreze, ainda existe um enorme contingente no Rio Grande do Sul para ter a sua escolaridade elevada. Disse que entre os desafios para o ensino agrícola está o de formar, além de bons técnicos, cidadãos capazes de fazer coisas diferentes para ajudar a mudar a realidade das suas comunidades. “O professor  precisa ter formação aplicada. As escolas agrícolas devem identificar as tendências, os ativos dos municípios onde se inserem, construir uma visão de futuro compartilhada, mobilizar parceiros”, afirmou.

No painel “Sucessão e Empreendedorismo Rural”, o secretário da Agricultura de Gramado (RS), Alexandre Meneguzzo, colocou que hoje para empreender é necessário criar curiosidade e a escola agrícola pode oferecer isso. Salientou que o progresso não pode ignorar a procedência do que é produzido, quais são os pontos fortes da comunidade. “Empreender é decidir trabalhar com as várias opções que podem ser oferecidas como as feiras de produtores, merenda escolar, formas associativas, ocupação do espaço rural”, observou, salientando que empreender é gerar felicidade, é olhar para dentro da propriedade e entender os valores que ela tem. 

Com relação à sucessão rural, Meneguzzo informou que em Gramado hoje 103 jovens vivem da agricultura e os agricultores do município são empreendedores,  estão inseridos em 12 agroindústrias e em sete roteiros turísticos no meio rural. “É preciso buscar nichos, conquistar espaços, e o agricultor tem bagagem cultural, diversidade, aptidão e carisma. E as escolas agrícolas devem se envolver também nessas conquistas para o desenvolvimento rural”, concluiu. 

À tarde, o representante do Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob), Gilmar Cappellari, falou aos presentes sobre o tema do cooperativismo de crédito, em espaço da Educredi, Cooperativa de Crédito dos Professores da Região Metropolitana de Porto Alegre. Com mais de 20 anos no mercado financeiro, abordou as vantagens deste sistema em relação aos bancos tradicionais. Conforme o especialista, hoje são 967 cooperativas de crédito no Brasil, que movimentam R$ 178 bilhões em ativos e R$ 110 bilhões em depósitos, com mais de 10 milhões de associados. No entanto, isto é apenas 3% do mercado financeiro no país. "O cooperativismo de crédito é uma inovação, mas não no sentido de algo novo, e sim como uma forma de criar uma nova relação no mercado", afirmou.

Cappellari salientou que as cooperativas de crédito são reguladas pelo Banco Central, o que garante a confiabilidade do sistema. Entretanto, de acordo com o representante do Sicoob, ainda existem desafios para o crescimento do cooperativismo de crédito no Brasil, como a fidelização do associado e ampliação da base de associados, especialmente nos grandes centros urbanos do país. "No interior as pessoas têm uma cultura cooperativista e o convívio, principalmente, com as organizações de produção, mas nos centros maiores, nosso desafio é fazer a educação cooperativa e passar esta mensagem para as pessoas", analisou.

Finalizando as palestras, o presidente da Federação dos Técnicos Agrícolas do Brasil (Finta) e do Sindicato dos Técnicos Agrícolas de Santa Catarina (Sintagri), Antônio Tiago da Silva, abordou a construção do Conselho dos Técnicos Agrícolas, instituído pela lei 13.639/2018. O dirigente contou o histórico da busca da criação do projeto que levou seis anos até a sua conclusão, e a luta das entidades do setor, de forma a dar as atribuições à atividade dos técnicos de nível médio. "Tivemos reuniões em 2014 com o Ministério do Trabalho onde foi instituído um grupo de trabalho para o tema. Depois foi encaminhado ao Congresso Nacional onde tivemos apoio de diversos parlamentares",observou.

O Conselho da categoria foi formado. No entanto ainda sofre restrições de grupos políticos dentro do setor. As entidades estaduais com o apoio da Finta estão buscando soluções para que o órgão possa trabalhar em prol dos profissionais de forma a dar apoio às pautas dos técnicos agrícolas.

Fonte: Assessoria

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Coops Day 2026 mobiliza Santa Catarina com ações em 12 municípios

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O cooperativismo será celebrado em Santa Catarina com uma programação que combina eventos presenciais, ações de rua e atividades de comunicação em diferentes regiões do Estado. As iniciativas marcam o Dia Internacional do Cooperativismo, o Coops Day 2026, celebrado mundialmente no primeiro sábado de julho.

Foto: Shutterstock

Neste ano, a mobilização tem como tema “Cooperativas por um mundo pacífico”, definido pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), e orienta as ações do movimento em diversos países. A proposta relaciona o cooperativismo à construção de sociedades mais inclusivas e sustentáveis, com base em inclusão econômica, participação social e fortalecimento das comunidades.

No Estado, a programação envolve tanto eventos abertos ao público quanto ações simultâneas de divulgação em municípios catarinenses.

Programação cultural

Em Chapecó, o Coops Day 2026 foi realizado na última quinta-feira (02), no Teatro do Centro de

Foto: Divulgação

Cultura e Eventos Plínio Arlindo De Nes. O encontro reúne cooperados, colaboradores, autoridades e comunidade em uma programação aberta ao público.

O evento contou com abertura oficial, apresentações culturais e interação com os Mascotes do Cooperativismo. O destaque foi o espetáculo do Grupo Sou Arte, de Campo Mourão (PR), inspirado no tema mundial do cooperativismo em 2026.

Ações de rua

Além da programação em Chapecó, o Sistema Ocesc promove no sábado (04) uma série de blitzes em parceria com emissoras de rádio em 11 municípios de Santa Catarina.

As ações serão realizadas em espaços públicos, praças e parques, com transmissões ao vivo, interação com o público, distribuição de brindes e participação de cooperativas locais.

Foto: Shutterstock

As atividades integram a celebração do Coops Day, data reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) e promovida pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), que destaca a contribuição das cooperativas para o desenvolvimento econômico e social.

Segundo o coordenador de comunicação da Ocesc, Paulo Henrique Santhias, a proposta é ampliar o alcance do tema no cotidiano da população. “Queremos levar a mensagem do cooperativismo para onde as pessoas estão, mostrando de forma leve e interativa como esse modelo de negócios gera desenvolvimento, oportunidades e qualidade de vida”, afirma.

Municípios participantes

As ações ocorrerão em Florianópolis, Joinville, Blumenau, Lages, Tubarão, Concórdia, Chapecó, São Miguel do Oeste, Caçador, Criciúma e Canoinhas (local a confirmar).

Em Chapecó, também estão previstas atividades na Praça do Loteamento Vederti I e em frente ao Boca Sport Bar.

Fonte: Assessoria Sistema Ocesc
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Copagril recebe honraria da Assembleia de Mato Grosso do Sul por atuação no cooperativismo

Cooperativa foi uma das seis representantes do ramo agropecuário reconhecidas pela contribuição ao desenvolvimento econômico e social sul-mato-grossense.

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Copagril foi uma das seis cooperativas agropecuárias homenageadas pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul - Foto: Divulgação/Copagril

A Copagril foi uma das cooperativas homenageadas com a Medalha e o Diploma de Honra ao Mérito Legislativo em Homenagem ao Cooperativismo Sul-Mato-Grossense, durante sessão solene realizada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), na última quarta-feira (1º) , em Campo Grande (MS). A homenagem integrou a programação da Semana do Cooperativismo e reconheceu pessoas, instituições e cooperativas que contribuem para o fortalecimento do movimento cooperativista e para o desenvolvimento econômico e social do Estado.

Homenagem reconheceu a contribuição da Copagril para o cooperativismo sul-mato-grossense – Foto: Divulgação/Copagril

A solenidade foi proposta pelo deputado estadual Professor Rinaldo Modesto, presidente da Frente Parlamentar de Defesa do Cooperativismo (Frencoop/MS), que destacou a importância do setor para Mato Grosso do Sul. Atualmente, o cooperativismo representa cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, reunindo mais de 138 cooperativas, aproximadamente 668 mil cooperados e cerca de 15,5 mil empregos diretos.

Entre as cooperativas do ramo agropecuário, apenas seis receberam a honraria, evidenciando o protagonismo da Copagril no desenvolvimento do cooperativismo sul-mato-grossense. A cooperativa foi representada na cerimônia pelo diretor vice-presidente, Cesar Luiz Petri, e pelo diretor-secretário, Ademir Luis Griep.

O reconhecimento reforça a trajetória construída pela Copagril no Estado, onde atua desde a década

de 1980. Nos últimos anos, a cooperativa intensificou seu plano de expansão, ampliando sua presença em diferentes regiões do Mato Grosso do Sul. De 2025 a 2026, foram inauguradas seis novas unidades, consolidando a estratégia de crescimento e de proximidade com os produtores rurais.

Para o diretor vice-presidente, Cesar Luiz Petri, a homenagem demonstra que o trabalho

Diretor-secretário da Copagril, Ademir Luis Griep, com o diretor vice-presidente Cesar Luiz Petri representaram a Copagril na cerimônia realizada em Campo Grande (MS) – Foto: Divulgação/Copagril

desenvolvido pela cooperativa vem gerando resultados concretos para o desenvolvimento regional. “Receber esta homenagem é motivo de muito orgulho para a Copagril. É o reconhecimento de uma trajetória construída com seriedade, compromisso com os cooperados e investimentos constantes no Mato Grosso do Sul. Seguiremos trabalhando para fortalecer o agronegócio e levar cada vez mais oportunidades aos produtores da região”, destaca Petri.

O diretor-secretário, Ademir Luis Griep, ressalta que a expansão da cooperativa no Estado está diretamente ligada aos princípios do cooperativismo. “Esse reconhecimento pertence a todos que fazem parte da Copagril. Nossa missão é estar cada vez mais próximos do produtor, oferecendo soluções, assistência técnica e segurança para que ele possa produzir com eficiência. É gratificante ver esse trabalho sendo valorizado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul”, afirma Griep.

Para a Copagril, a homenagem representa o reconhecimento de um trabalho pautado nos princípios do cooperativismo, na geração de oportunidades para os cooperados e no compromisso com o desenvolvimento regional. A expansão da cooperativa no Mato Grosso do Sul reafirma esse propósito, levando soluções, tecnologia, assistência técnica e fortalecendo o agronegócio em um dos estados mais promissores do país.

A Medalha e o Diploma de Honra ao Mérito Legislativo foram instituídos pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul para reconhecer pessoas e instituições que contribuem de forma significativa para o fortalecimento do cooperativismo, um modelo de negócio que segue impulsionando o desenvolvimento econômico, social e sustentável do Estado.

 

Fonte: Assessoria Copagril
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Veto ao Projeto dos Safristas mantém impasse sobre contratação de temporários no campo

Texto aprovado pelo Congresso previa preservar o acesso a programas sociais para trabalhadores contratados durante a safra. Cooperativas e setor produtivo defendem derrubada do veto.

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Foto: Gilson Abreu/AEN

Ampliar a oferta de mão de obra formal durante os períodos de safra sem comprometer a proteção social dos trabalhadores é um dos principais desafios enfrentados pela agropecuária brasileira. Como forma de oferecer uma solução para essa questão, o Projeto de Lei (PL) 715/2023, conhecido como Projeto dos Safristas, apoiado pelo cooperativismo, foi aprovado no Congresso Nacional. Apesar de sua importância para o setor, a proposta foi integralmente vetada pela Presidência da República e, por isso, a expectativa agora é de que a decisão seja revertida no Parlamento.

Foto: Gilson Abreu

De autoria do deputado Zé Vitor (MG), membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), o projeto prevê que a renda obtida em contratos temporários de safra não seja considerada para a exclusão imediata de programas sociais. A medida busca reduzir a informalidade, ampliar as oportunidades de trabalho no campo e atender à demanda de produtores rurais e cooperativas que enfrentam dificuldades para contratar trabalhadores durante os períodos de colheita.

Relator da matéria, o deputado Evair de Melo (ES), também membro da Frencoop, defende que a iniciativa responde a uma demanda histórica do setor produtivo e cria condições para ampliar a formalização das relações de trabalho. “A ideia é fomentar a formalização do trabalho em diversas culturas agrícolas. As regras dos programas sociais e a remuneração por produtividade acabam criando um cenário que incentiva a informalidade. Precisamos oferecer segurança para quem quer trabalhar e para quem precisa contratar”, afirma.

Cooperativas defendem mudança

O Projeto dos Safristas conta com apoio do Sistema OCB e de cooperativas agropecuárias, que afirmam enfrentar dificuldades recorrentes para formar equipes durante os períodos de colheita.

Segundo a entidade, a escassez de mão de obra formal afeta diferentes cadeias produtivas e tem levado produtores e cooperativas a buscar alternativas para atender à demanda sazonal de trabalhadores.

Foto: Divulgação

Dados do Sistema OCB indicam que o ramo agropecuário reúne 1.172 cooperativas, movimenta R$ 438,2 bilhões por ano e responde por mais de 257 mil empregos diretos no país.

Para a presidente-executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, a proposta cria um mecanismo para aproximar políticas de assistência social e de geração de emprego. “O desafio da mão de obra no campo só será resolvido com regras que estimulem a formalização. O Projeto dos Safristas representa um avanço porque aproxima políticas sociais e políticas de emprego, beneficiando trabalhadores, cooperativas e toda a cadeia agropecuária”, afirma.

Próximo passo depende do Congresso

Com o veto presidencial, o projeto retorna ao Congresso Nacional, que decidirá, em sessão conjunta de deputados e senadores, se mantém ou derruba a decisão do Executivo. Caso o veto seja rejeitado, o texto poderá ser promulgado e entrar em vigor.

A discussão ocorre em um momento em que produtores rurais e cooperativas relatam dificuldades para preencher vagas temporárias durante as safras, especialmente em atividades que exigem grande número de trabalhadores em períodos concentrados. O Projeto dos Safristas foi apresentado como uma tentativa de reduzir esse gargalo por meio de incentivos à contratação formal, sem impacto imediato sobre os benefícios sociais recebidos pelos trabalhadores.

Fonte: O Presente Rural com OCB
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