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Com exportação e demanda por carne, estoque de milho do Brasil será justo no início de 2020

Atrasos no plantio da segunda safra e na safra de verão também podem resultar em menor oferta no início do ano

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Arquivo/OP Rural

Os estoques de milho do Brasil serão ajustados ou possivelmente insuficientes para atender à demanda doméstica no início de 2020, uma vez que as amplas exportações durante a maior parte de 2019 e as elevadas compras do grão por produtores locais de carnes têm consumido as reservas do país, disseram analistas.

A quantidade de milho disponível no centro-sul brasileiro deve atingir uma mínima de três anos, de acordo com dados da consultoria agrícola Agroconsult. O indicador que mede a proporção entre estoques e uso de milho, por sua vez, deve recuar para 23% até maio de 2020, seu menor nível desde 2017, afirmou a empresa.

Espera-se que as exportações de milho do Brasil atinjam um recorde de 41 milhões de toneladas em 2019, alta de 80% ante o ano anterior, em meio a problemas com a safra dos Estados Unidos e impulsionadas pelo real enfraquecido, o que favorece exportadores locais.

Atrasos no plantio da segunda safra, a principal colheita do grão no país, e na safra de verão também podem resultar em menor oferta no início do ano, além de importações do cereal no começo de 2020, segundo os analistas. “A possível falta de milho no mercado em maio (pré-safrinha) é corrigida automaticamente pela elevação dos preços e a busca da paridade de importação”, disse o sócio-diretor da Agroconsult, André Pessôa. “Se isso ocorrer, algum milho importado poderá entrar nos mercados do Sul e do Nordeste.”

Os baixos estoques de milho no Brasil refletem a intensificação das compras por frigoríficos locais, que visam garantir ração para os animais na esteira de um aumento das exportações de carnes para a China, cujas aquisições aceleraram após um mortal surto de peste suína africana dizimar plantéis de porcos do país.

A demanda advinda dos produtores locais de etanol também está aquecida, à medida que novas usinas de etanol de milho entram em operação no Brasil, afirmaram analistas.

Paulo Molinari, consultor da Safras & Mercado, estima o estoque de passagem do Brasil em 11 milhões de toneladas. “O grande problema do milho é o primeiro semestre, não o segundo. Vai sobrar de 10 milhões a 11 milhões de toneladas de estoque, e a safra de verão é pequena, de 25 milhões. Com mais 11 (milhões) de estoque, isso dá 36 milhões. O nosso consumo do primeiro semestre será de 37 (milhões), é um quadro muito ajustado”, disse.

Ainda assim, os agricultores brasileiros devem produzir mais uma grande safra de milho, apesar dos atrasos no plantio de soja —a segunda safra do milho, também chamada de “safrinha”, é plantada logo após a colheita da soja.

Produtores semearam 87% da área estimada para a soja do Brasil até 28 de novembro, valor abaixo dos 93% vistos no ano passado, mas em linha com a média histórica de cinco anos, de acordo com a consultoria AgRural.

Considerando o atraso no plantio de soja neste ano, a semeadura da segunda safra de milho se estenderá até março de 2020. “Plantar milho segunda safra em março não é algo fora do normal… Mas plantio em março normalmente significa mais risco, porque esse milho irá polinizar sob condições potencialmente menos favoráveis, que incluem menos chuva, dias mais curtos e, eventualmente, geadas nas áreas mais ao sul”, disse a AgRural em relação à “safrinha”, que representa 75% da produção brasileira.

Apesar dos riscos, a área total de milho do Brasil em 2019/20 crescerá 3,9%, enquanto a produção deve atingir 102,4 milhões de toneladas nesta temporada, segundo dados da Agroconsult.

Fonte: Reuters
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Notícias Cooperativismo

Cocamar antecipa sobras do exercício aos cooperados

A distribuição de sobras é um dos diferenciais do sistema cooperativista que, ao término de cada exercício, retorna os resultados de suas atividades aos cooperados

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Foto: Divulgação

Retorno de resultados da cooperativa aos produtores associados é uma prática comum e também um dos diferenciais do sistema cooperativista, distribuídos na medida da participação de cada um. Cheques estarão disponíveis aos agricultores a partir de segunda-feira (16) em todas as unidades operacionais

Na próxima segunda-feira (dia 16), a Cocamar Cooperativa Agroindustrial antecipa a entrega de um esperado presente de Natal aos seus produtores cooperados: começa a fazer a distribuição de recursos financeiros a título de sobras do exercício 2019.

Os valores a serem pagos correspondem a uma complementação de preços dos produtos agrícolas entregues pelos cooperados na cooperativa e incluem um percentual, também, sobre a aquisição de insumos agropecuários, sendo proporcionais à participação de cada um. O montante vai ser oficializado na sexta-feira (13) após uma reunião do Conselho de Administração na sede da cooperativa em Maringá (PR).

Assim, quanto mais produtos o agricultor associado deposita na cooperativa e mais concentra nela as suas compras de insumos, maior é o valor do cheque a que tem direito no Natal.

A previsão da Cocamar é que a partir das 8h de segunda-feira e durante todo o horário comercial, as suas 87 unidades operacionais localizadas no norte e noroeste do Paraná, oeste de São Paulo e sul do Mato Grosso do Sul, recebam um grande fluxo de cooperados em busca de seus numerários. São cerca de 15 mil produtores associados e o movimento deve estar concluído em três dias.

A distribuição de sobras é um dos diferenciais do sistema cooperativista que, ao término de cada exercício, retorna os resultados de suas atividades aos cooperados. Na Cocamar, essa é uma prática comum que ocorre geralmente no início da segunda quinzena de dezembro, a tempo de os produtores utilizarem os recursos para suas compras de Natal ou destiná-los a outros fins.

Além de beneficiar os cooperados, a sobra entregue pela cooperativa tem outro efeito positivo: acaba irrigando o comércio em geral, em especial o das pequenas cidades onde eles residem, ajudando a aquecer a economia.

Fonte: Assessoria da Cocamar
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Notícias Postura

Ovos RS apresenta balanço das atividades e prestação de contas 2019

Na ocasião foi feita a prestação de contas do Programa Ovos RS e um balanço das promoção, marketing e atividades de suporte técnico

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Na última quinta-feira (05) aconteceu o encontro de encerramento das atividades do Programa Ovos RS, exercício 2019. A atividade foi realizada no espaço de eventos Garden Santorini no Vale dos Vinhedos em Garibaldi, RS. O evento contou com a participação de estabelecimentos produtores de ovos, representantes dos Órgãos Oficiais SEAPDR e MAPA/RS, parceiros e apoiadores do Programa Ovos RS e outros convidados.

A programação teve início com a apresentação da prestação de contas do Programa Ovos RS e um balanço das atividades de promoção, marketing, atividades de suporte técnico, serviços e parcerias da ASGAV com instituições e Universidades. Estas apresentações ficaram à cargo do diretor Executivo da ASGAV/SIPARGS e coordenador do Programa Ovos RS, Eduardo Santos e da consultora Técnica do Programa Ovos RS, doutora Raquel Melchior. “Estamos cumprindo nossa agenda de responsabilidades que consiste a cada final de ano apresentar nossos investimentos, atividades e evolução do Programa Ovos RS”, comentou Santos.

Em seguida foi realizada apresentação especial sobre a tecnologia em favor da gestão integrada na postura comercial, proferida pelo CEO da BR Start Tecnologia para o Agronegócio, Gustavo Cynowice dos Anjos.

Foi feita ainda a entrega de certificados de participação na 6ª edição do Programa de Inovação e Capacitação Ovos RS realizado em abril de 2019, direcionado aos estabelecimentos participantes e aos parceiros do Programa Ovos RS.

Parceria com SENAI-RS

Após sete anos do selo de referência Ovos RS, que registra evolução técnica e de qualidade dos estabelecimentos produtores de ovos que fazem parte do programa, foi realizado ainda na quinta-feira a assinatura do termo de intensões da parceria ASGAV, OVOS RS e o Instituto de Alimentos do SENAI-RS para dar início, em janeiro de 2020, o programa de certificação que tem por objetivo o desenvolvimento e aprimoramento do setor de produção de ovos.

O programa de certificação será aberto para estabelecimentos produtores de ovos que buscam diferenciais, mais credibilidade e mais qualidade na produção de ovos. “Agora iremos desenvolver uma certificação que buscará reconhecimento no INMETRO, viabilizará certificar sistemas de produção alternativas e trará diferenciais que irão valorizar os estabelecimentos certificados no presente e a médio e longo prazo”, informou Santos.

Fonte: O Presente Rural com informações da Assessoria
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Notícias Segundo IBGE

Safra 2020 deve bater recorde de 240,9 milhões de toneladas

Estimativas preveem um crescimento 6,7% na produção de soja e uma redução de 7,5% na produção de milho

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Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias

A safra nacional de grãos de 2020 deve bater o recorde de 240,9 milhões de toneladas, superando em 33,6 mil toneladas o resultado esperado para 2019. Com essa previsão, as safras 2019 e 2020 devem se tornar as maiores da série histórica iniciada em 1975, ficando à frente do atual recorde de 2017, de 238,4 milhões de toneladas. As informações são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado nesta terça-feira (10), pelo IBGE.

As estimativas preveem um crescimento 6,7% na produção de soja e uma redução de 7,5% na produção de milho. O feijão em grão primeira safra também deve ter produção menor (-0,3%). As estimativas apontam perspectivas melhores para o algodão (2,0%) e o arroz (1,0%).

O pesquisador do IBGE, Carlos Barradas, estima uma produção de 92,7 milhões de toneladas de milho no próximo ano, declínio de 7,5% em relação à safra 2019, o que representa uma redução de 7,5 milhões de toneladas. “Mantém-se a tendência de um maior volume de produção do milho em segunda safra, devendo essa safra participar com 72,3% da produção nacional para 2020, contra 27,7% de participação da primeira safra de milho”, disse.

Já a produção de soja deve crescer 6,7%, chegando 120,8 milhões de toneladas em 2020. Dentre os maiores produtores, Mato Grosso estima colher 33 milhões de toneladas, um crescimento de 2,2% em relação a 2019. O Paraná, segundo maior produtor, espera produzir 19,8 milhões de toneladas, aumento de 22,5%, recuperando-se de um 2019 em que teve sua safra comprometida pelas severas restrições de chuvas e o excesso de calor durante o ciclo da cultura.

Safra de 2019 deve crescer 6,4%

A safra nacional também deve atingir 240,9 milhões de toneladas em 2019, sendo maior que o recorde de 2017, com 2,4 milhões de toneladas a mais produzidas. O resultado representa uma alta de 6,4% em relação à produção de 2018 (226,5 milhões de toneladas), e um crescimento de 60,6 mil toneladas na comparação com outubro passado.

O aumento foi puxado pelo milho, que deve ter uma produção recorde de 100,2 milhões em 2019 (25,9 milhões de toneladas de milho na primeira safra e 74,3 milhões de toneladas de milho na segunda safra), o que representa um aumento de 23,2% frente a 2018. Segundo Barradas, houve uma conjuntura de preços que incentivou o plantio do milho de segunda safra. “O clima também se comportou de forma favorável”, comentou.

O algodão também deve bater um recorde da série história do IBGE. Na safra deste ano, a produção deve chegar a 6,9 toneladas, um aumento de 39,8% na relação com o ano anterior. O aumento no plantio do grão ocorre em função da melhora nos preços, explicou o Carlos Barradas.

A produção de soja e o arroz, porém, diminuiu. A estimativa aponta para uma colheita de 113,2 milhões de toneladas de soja em 2019, o que representa uma retração de 4% em relação ao ano passado. Já o arroz teve queda na produção por consequência da redução de 9,5% na área plantada e de 12% na área a ser colhida. Estima-se produção de 10,3 milhões de toneladas do grão, um recuo de 12% em relação ao ano passado.

Em 2019, a área a ser colhida deve ser de 63,2 milhões de hectares, um crescimento de 3,7% frente à área colhida em 2018, aumento de 2,2 milhões de hectares. Em relação a outubro deste ano, a estimativa da área a ser colhida apresentou crescimento de 71,3 mil hectares (0,1%). O recorde anterior da produção foi registrado em 2017, quando foram produzidas 238,4 milhões de toneladas.

Fonte: IBGE
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