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Suínos e Peixes – Maio

Bovinos / Grãos / Máquinas

Cenários ajudam a entender melhor hora para comprar ou vender milho

país vive um cenário econômico volátil e incerto, em função dos últimos eventos internos e externos; entender a lógica do mercado de grãos é uma questão de sobrevivência

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As incertezas do mercado internacional e a volatilidade da política brasileira são alguns dos principais fatores que estão contribuindo para que a compra/venda futura de milho esteja estacionada no Brasil. Problema para agroindústrias produtoras de proteína animal e para o produtor. Ambos podem negociar o cereal – ou não – em momento inadequado, comprometendo suas margens de lucro. Riscos externos e internos tornam o mercado do milho nos próximos meses extremamente volátil. Esse foi o tom da palestra que o engenheiro agrônomo e doutor em Economia Aplicada pela Esalq/USP, especialista em agronegócio brasileiro, Alexandre Mendonça de Barros, no seminário sobre a nova dinâmica do mercado de grãos e o desafio da sustentabilidade econômica da suinocultura.

O evento, proposto pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) e outras entidades do setor, debateu o cenário desafiador da suinocultura brasileira integrando a programação da PorkExpo 2018, que aconteceu dias 26 e 27 de setembro, em Foz do Iguaçu, PR.

A ação reuniu cerca de 350 participantes, entre suinocultores, especialistas, estudantes e representantes de entidades do setor para discutir o mercado de grãos, importante tema que influencia diretamente nos custos de produção do suinocultor e reflete na sustentabilidade da atividade.

De acordo com Mendonça de Barros, o país vive um cenário econômico volátil e incerto, em função dos últimos eventos internos e externos. E entender a lógica do mercado de grãos é uma questão de sobrevivência. “A suinocultura sofreu inúmeros reverses, primeiro, a alta nos custos de produção ao mesmo tempo em que perdeu um mercado importante, que é a Rússia, até então o nosso maior parceiro comercial. Além disso, os eventos internacionais também influenciaram bastante este cenário, principalmente com a guerra comercial travada entre Estados Unidos e China, que elevou o preço dos grãos brasileiros contra o mercado internacional. Como complicação, nós não sabemos até quando isso vai durar. Aqui no país, nós tivemos o tabelamento de fretes, reprecificou as cargas no Brasil, principalmente dos grãos, fora a incerteza do cenário político. Então, a combinação desses fatores gerou muitas incertezas em relação ao futuro do milho, farelo de soja que, por consequência, redefine o jogo para os suinocultores. Assim, é de vital importância para os suinocultores se atentarem à inteligência do mercado de grãos”, destacou o especialista.

O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, pontua a importância de o suinocultor estar sempre atento a informações sobre grãos para ser estratégico em seu planejamento. “Nosso objetivo é sensibilizar da importância de se estar atento ao mercado de grãos, sua influência e impacto na produção suinícola, para que possamos trazer sempre melhores resultados para a nossa cadeia. Para isso, a ABCS investe continuamente na capacitação dos suinocultores”.

Cenários internos

Alexandre Mendonça de Barros abordou em sua apresentação as perspectivas do mercado de grãos e carnes em 2019, que, em sua avaliação, dependem de alguns fatores, especialmente o que ele categoriza como trágica tabela de fretes. Ele alerta para os custos que o agronegócio pode encontrar caso esse tabelamento seja mantido.

“A tabela de fretes está distorcendo a formação de preços no Brasil. O tabelamento do frete é uma aberração. Em algumas regiões, tem ajudado a represar as exportações (de milho). Se não consegue rentabilidade para exportar porque o frete está caro, está dando vantagem para quem é comprador de milho”, avalia. No entanto, para o produtor do grão é um mal negócio. “A greve dos caminhoneiros foi um horror. Com a tabela ficou muito caro transportar, mas mais caro ainda quando a distância é maior que 500 quilômetros”, exemplificou. De acordo com ele, o mercado estima ter R$ 36 bilhões a mais de custo. “Vai encarecer a produção agrícola brasileira”, frisa.

No entanto, com o passar das eleições, o especialista entende que o tabelamento possa ser derrubado. “Espero que a tabela do frete possa cair entre novembro e dezembro. Seria um sonho”, expõe Mendonça de Barros.

De acordo com o palestrante, as eleições brasileiras, no entanto, devem ter o maior impacto sobre os preços das commodities nos próximos meses. Isso porque o resultado das urnas, em sua opinião, vai interferir drasticamente na cotação da moeda americana – palestra feita em setembro e esta edição fechada em 24 de outubro, antes do segundo turno das eleições. “Se (Jair) Bolsonaro foi eleito, o mercado sinaliza que o dólar fica próximo a R$ 3,80. Se (Fernando) Haddad eleito, pode chegar a R$ 5”. “Tudo vai depender do câmbio e sua volatilidade”, amplia.

Índices econômicos

Para Mendonça de Barros, o Brasil goza de um cenário econômico propício para o crescimento. “Temos um cenário de inflação que deve fechar o ano em 4% e manter em 6,5% taxa de juros. É raro na história termos os dois índices baixos. E isso é maravilhoso, é uma oportunidade de crescimento espetacular”, acentuou. “Outro ponto: o Brasil está muito bem nas contas externas, acumulou US$ 380 bilhões em reservas. As empresas brasileiras têm saldo de US$ 50 bilhões (diferença entre o que devem e o que recebem)”, aponta.

No entanto, cita a redução dos gastos públicos como preponderante para o crescimento econômico. “O difícil é resolver o rombo das contas públicas. Esse é o foco. De 2003 a 2013 o Brasil tinha superávit nas contas públicas. No entanto, o Estado foi crescendo, a dívida começou a subir. Em 2014 tinha 3% de déficit. Em 2015 o governo soltou preço da gasolina, a inflação foi a 11%, os bancos puxaram o juro para 14,5%, o déficit ampliou para 5%. Hoje a dívida está chegando a 85% do PIB”.

Aspectos exteriores

De acordo com o palestrante, o mundo tem produzido mais milho, no entanto, tem consumido mais em virtude do aumento da produção de proteína animal. “Primeiro aspecto que precisamos entender é que estamos vindo de safra excepcional. Aliás, nos últimos quatro anos o mundo todo foi bem (produção de milho), o que gerou expansão da oferta. Entretanto, houve muita expansão de carne. Os Estados unidos tiveram a maior produção da história de suínos, bovinos e aves”, aponta. De acordo com ele, “o bom momento econômico americano engatou com um ciclo favorável de produção agrícola nos Estados Unidos”, calibrando o mercado.

De acordo com ele, esse crescimento na produção e consumo vem da política econômica proposta pelo presidente norte-americano. “(Donald) Trump foi eleito prometendo emprego, porque diversas companhias americanas foram para a China. Primeiro ele cortou impostos de grandes companhias (10%), que acabaram tendo maior lucro e voltaram a investir nos EUA. Hoje os Estados unidos estão com 4% de desempregados, o que é muito pouco. O PIB do último trimestre cresceu 4%, o que isso é muito para países desenvolvidos”, mencionou. “Com a economia americana muito forte, com juros mais altos, todo mundo voltou a investir lá”, apontou.

Duas medidas tomadas por Donald Trump, mencionou o palestrante, foram decisivas para a retomada do crescimento. “Limitação de acesso de estrangeiros para tornar a concorrência de trabalho mais acirrada e aumentar o salário das pessoas, limitação das importações, principalmente chinesa”, pontuou. Assim, sugere, “o produtor de carne americano está mais competitivo”.

China tem fome de milho

Se por um lado as super safras foram demandadas pelo aumento da produção de proteína, por outro um dos maiores consumidores do planeta está com escassez do cereal. Pela primeira vez na história, aponta Mendonça de Barros, a China pode importar milho em grandes quantidades de outros países, oportunidade para quem vende o grão e preocupação para quem produz suínos, aves, bovinos, ovos e leite. “Os chineses estão com o menor estoque de milho em uma década. Eles nunca importaram milho, mas em 2019 pode ser que tenham que importar. Então, se o milho americano estiver sobretaxado pela guerra comercial, o mercado vai pagar prêmio para o milho brasileiro”. Ou seja: nesse cenário, o milho vai ficar caro. “É um alerta pra quem compra”, apontou.

Carnes

O especialista em agronegócio também falou sobre as oportunidades que a carne bovina, suína e de aves tem no mercado internacional e seu turbulento cenário. “O Preço do boi está elevando, e isso é bom para a precificação de suínos e aves. Tivemos boas exportações de carne de gado para China e Hong Kong. Há também uma melhora no mercado interno, o que deve sustentar os preços”, destacou.

De acordo com ele, a Rússia, autossuficiente em frango, também deve se tornar independe do mercado suíno de outros países. No entanto, os surtos de Peste Suína Africana no Leste Europeu e Ásia pode ser um fator positivo para a carne suína brasileira. “A PSA pode ser a grande oportunidade brasileira no mercado mundial de carne suína, além de guerra comercial entre Estados Unidos e China”, citou. “É uma oportunidade interessante para compensar o protecionismo russo. Temos que encontrar novos parceiros comerciais que substituam a Rússia”, sugeriu o palestrante.

Mais informações você encontra na edição de Nutrição e Saúde Animal de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Bovinos / Grãos / Máquinas Para o produtor

Não tratamento de ferrugem da soja pode resultar em perda de quase R$ 12 bi

Ausência de controle das pragas e doenças nos cultivos agrícolas teria como impacto direto o comprometimento das safras

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Divulgação/Aprosoja

Pragas e doenças na agricultura podem resultar em queda no volume de produção, em prejuízos à qualidade dos produtos, e, conforme a situação, podem levar à morte as plantas e até dizimar cultivos inteiros. A decadência do cacau no sul da Bahia, devido à vassoura-de-bruxa, é uma ilustração emblemática deste risco.

Nesse sentido, a ausência de controle das pragas e doenças nos cultivos agrícolas teria como impacto direto o comprometimento das safras. Portanto, para o produtor, ao se defrontar com a presença desses organismos em suas culturas, é necessário adotar algum tipo de controle de modo a preservar seus investimentos e recursos alocados no cultivo, suas margens de lucro e a própria viabilidade socioeconômica de sua atividade produtiva. Além dos métodos de controle químico, há possibilidades de complementar ou substituir, em algumas situações, por métodos mecânicos, controle biológico, gestão da nutrição de plantas, uso de variedades resistentes às pragas, entre outros.

Nesse contexto, o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a Andef (Associação Nacional de Defesa Vegetal), monitorou a evolução da ocorrência das principais pragas e doenças que atingiram as culturas de soja, milho e algodão nas safras 2014/15, 2015/16 e 2016/17 e os respectivos impactos econômicos para produtores e para o país. Para isso, o Cepea desenvolveu uma metodologia de avaliação econômica da incidência das principais pragas, baseada em dados obtidos nos levantamentos anuais de campo nas principais regiões produtoras.

MENSURAÇÃO ECONÔMICA

Nesta primeira parte do estudo, disponibilizado nesta quarta-feira (22) no site do Cepea, pesquisadores mostram que, na safra 2016/17, o custo dos produtores de soja com fungicidas foi de R$ 8,3 bilhões (96% para controle da ferrugem), de R$ 6,2 bilhões em inseticidas e de R$ 4,8 bilhões em herbicidas, totalizando R$ 19,3 bilhões. Este valor correspondeu a 16,5% do Custo Total (CT) com a produção de soja no Brasil naquela safra. O montante total para cultivar uma área de 33,9 milhões de hectares e produzir 114 milhões de toneladas de soja foi de R$ 117 bilhões na safra 2016/17.

No caso da ferrugem da soja, especificamente, para avaliar a implicação econômica do controle da doença, pesquisadores do Cepea simularam uma situação em que os produtores não utilizassem fungicidas. Com isto, economizariam R$ 5,75 bilhões, mas a queda na sua oferta de soja é estimada em 30%. Supondo que os produtores pudessem compensar essa perda em produtividade, expandindo a área cultivada, gastariam R$ 33 bilhões em recursos adicionais para custear um aumento de quase 1/3 na área produtiva nacional. Esses custos referem-se apenas aos recursos terra, trabalho e capital privados dos produtores; não incluem custos de abertura de novas áreas e infraestrutura produtiva e logística etc.

No cenário sem essa compensação da queda de produtividade pelo aumento da área cultivada, o modelo econômico estima um aumento de 22,9% no preço no mercado interno. Assim, nesse contexto, embora os produtores reduzissem os custos (sem o controle da ferrugem), a elevação dos preços não seria suficiente para evitar a queda da Receita Bruta, de 13,9%. Diante disso, o resultado econômico com o plantio de soja passaria de um lucro de R$ 8,32 bilhões para um prejuízo de R$ 3,37 bilhões para o segmento produtivo nacional. Logo, os produtores incorreriam em uma perda de R$ 11,7 bilhões.

Para o país, em termos macroeconômicos, isto implicaria na queda de 30% em volume exportado, equivalente a perdas de US$ 4,5 bilhões em faturamento externo para os produtos do complexo da soja. Pesquisadores do Cepea estimam, ainda, que o aumento de 22,9% nos preços da soja, devido à perda na produção, teria um impacto de 0,57 ponto percentual no IPCA geral de 2017. Ou seja, o IPCA passaria de 2,95% para 3,52%. Este mesmo raciocínio aplicado ao IPCA de alimentos, implicaria em variação de 1,03 ponto percentual no índice, ou seja, saltaria de -1,87% para também negativos -0,84% no ano de 2017.

Fonte: Cepea
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Bovinos / Grãos / Máquinas Em segundos

Aplicativo calcula necessidades nutricionais da lavoura de soja

Tecnologia traz rapidez, economia e precisão na gestão da lavoura de soja, já que a cultura necessita de muitos insumos cotados em dólar

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Vinicius Braga

Alguns toques na tela de um smartphone ou tablet, e em segundos o agricultor obtém um balanço nutricional de sua plantação de soja, com as quantidades de nutrientes e corretivos de que a lavoura necessita. É o que oferece o aplicativo Nutri Meio-Norte, módulo soja, o primeiro do gênero desenvolvido pela Embrapa. A tecnologia traz rapidez, economia e precisão na gestão de uma lavoura de soja, já que a cultura necessita de muitos insumos cotados em dólar.

Desenvolvido no ano passado pelo então estagiário de tecnologia da informação Filipe Ribeiro Chaves, da Associação de Ensino Superior do Piauí (Aespi-FAPI), da equipe vencedora da maratona Hackathon Acadêmico Embrapa 2017, no Piauí, o aplicativo foi construído para ser uma plataforma digital ampla. Nesse primeiro módulo, o Nutri Meio-Norte permite, a partir da análise foliar, conhecer a fertilização adequada para o cultivo da soja, mostrando os dados nutricionais das plantas, como os nutrientes em excesso e outros com deficiência, gerando o desequilíbrio nutricional.

A dinâmica do aplicativo

É simples operar a tecnologia. Primeiramente, o produtor terá de realizar a análise foliar da lavoura, feita por um laboratório especializado. Após abrir o aplicativo, o agricultor deverá inserir na página “análise foliar” dados obtidos na análise laboratorial das amostras de sua lavoura, como as quantidades dos macro e micronutrientes encontrados. Depois, ele deve escolher o método de análise (DRIS ou CND, veja quadro abaixo) e clicar no botão “enviar”. Em seguida, aparecerão os índices nutricionais em formato de gráficos de barra e radar. Ele deve clicar, então, em “gerar relatório” para abrir um formulário a ser preenchido sobre dados da propriedade, em talhão ou lavoura, como área plantada, data da coleta da folha diagnóstica e algum manejo realizado na área. Finalmente, ao clicar em “baixar”, os resultados gerados são armazenados no dispositivo em forma de relatório que poderá ser compartilhado por e-mail ou programas de mensagens, como o WhatsApp. 

A ferramenta, disponível gratuitamente na internet para sistema Android (Play Store) e em breve para iOS (App Store), é indicada para o Maranhão e o Piauí, por analisar apenas amostras de folhas coletadas nesses dois estados. O uso do aplicativo poderá ser ampliado para Bahia e Tocantins, alcançando assim toda a área de produção de grãos da região Matopiba, quando o banco de dados receber informações desses estados.

“Com o resultado, o produtor pode adequar a adubação e ter eficiência no uso de nutrientes”, garante o pesquisador Henrique Antunes, que gerencia a plataforma e é, com o professor Danilo Eduardo Rozane, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), responsável pelas informações técnicas. Segundo ele, a ferramenta traz mais segurança ao produtor na aquisição e uso de fertilizantes e corretivos, ao recomendar a adequada nutrição das plantas.

A avaliação final do balanço nutricional da planta, por meio da ferramenta, sempre dependerá de uma análise de tecido vegetal feita em laboratório especializado. “É uma inovação tecnológica de fácil acesso ao banco de dados criado pela Embrapa Meio-Norte (PI), que gerou os sistemas Integrado de Recomendação e Dianóstico (DRIS) e o Diagnose da Composição Nutricional (CND)”, destaca Antunes. 

A ideia de construção dessa plataforma, segundo o pesquisador, surgiu da necessidade de se ter um banco de dados regional, já que as cultivares plantadas no Nordeste são diferentes das semeadas no centro-sul, por exemplo. “As condições de clima e solo também são diferentes das encontradas nos demais estados da região do Matopiba. O manejo das lavouras foi outro ponto determinante para a necessidade de criação dessa ferramenta”, conta o cientista.

Examinando as folhas

A análise de tecido vegetal, também conhecida como análise foliar, tem como princípio básico de amostragem a seleção de partes da planta, como as folhas. No estudo dessa parte da planta, a folha diagnóstica (usada para análise dos nutrientes) é a que melhor representa o estado nutricional da lavoura. Após a coleta de amostras em lavouras de soja e análise de macro (nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e enxofre) e micronutrientes (boro, cobre, ferro, manganês e zinco), os resultados são usados para fazer o balanço de nutrientes, obtido pelos métodos Diagnose da Composição Nutricional (CND) e Sistema Integrado de Diagnose e Recomendação (DRIS), que comparam os teores encontrados com um banco de dados de alta produtividade.

Economia e segurança no cultivo

Os primeiros testes com o Nutri Meio-Norte foram positivos e animaram grandes produtores. A observação do gaúcho Fernando Devicari, gerente da Fazenda Barbosa (com 680 hectares), grande produtora de soja no município de Brejo, no leste do Maranhão, é o retrato do otimismo: “Os resultados obtidos com o aplicativo mostram com melhor exatidão, comparando com os do DRIS, o estado nutricional da planta. Com esse diagnóstico mais apurado, esperamos conseguir resultados de produtividade cada vez melhores, visto que o programa foi desenvolvido especificamente para nossa região”, relata.

Do município de Uruçuí, a 453 quilômetros ao sudoeste de Teresina, onde o cultivo de soja é o carro-chefe da produção agrícola, vem mais expectativa de ganho com o Nutri Meio-Norte. O produtor Altair Domingos Fianco, que deixou a cidade de Pato Branco, no Paraná, há 22 anos, aposta alto no aplicativo: “Essa plataforma possibilita ao agricultor conhecer seu solo exatamente como ele se encontra, proporcionando a aplicação de fertilizantes de uma maneira equilibrada, com economia e segurança”.

Dono de 7.232 hectares na fazenda Condomínio União 2000, Fianco, que já foi presidente da Associação dos Produtores de Soja do estado (Aprosoja-Piauí), entidade que reúne 245 membros, acredita no aplicativo como ferramenta de gerenciamento: “Ele facilita na tomada de decisões. Com a tecnologia, podemos comprar os insumos certos, na quantidade correta, exatamente do que a planta precisa”, conclui.

Fonte: Embrapa Meio Norte
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Bovinos / Grãos / Máquinas Segundo Cepea

PIB do agronegócio apresenta leve alta em fevereiro

Apesar disso, ainda acumula queda de 0,46% no primeiro bimestre deste ano

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O PIB do Agronegócio brasileiro, calculado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), registrou leve alta de 0,07% em fevereiro de 2019. Apesar disso, ainda acumula queda de 0,46% no primeiro bimestre deste ano.

Entre os ramos, o agrícola teve elevação de 0,19% em fevereiro, mas acumula baixa de 0,32% de no ano. Já o pecuário teve queda tanto no resultado mensal (-0,27%) quanto no acumulado de 2019 (-0,87%). Pesquisadores do Cepea ressaltam que estes resultados ainda não contemplam dados relativos ao volume de produção de atividades importantes do ramo pecuário, indisponíveis até o fechamento do relatório.

Insumos

O segmento de insumos agrícolas registrou alta tanto no mês quanto no ano, impulsionado por indústrias de fertilizantes e de defensivos. No primeiro caso, os maiores preços de janeiro a fevereiro de 2019 favoreceram a estimativa de faturamento para o ano e, no segundo, a produção esperada significativamente maior levou ao resultado estimado. No caso dos insumos pecuários, o aumento do PIB em janeiro refletiu principalmente o comportamento da indústria de rações.

Primário

No segmento primário, ainda se verifica pressão relacionada ao crescimento dos custos de produção, porém, tanto no primário agrícola quanto no pecuário observam-se elevações médias de preços e de quantidade produzida. Entre os produtos agropecuários, destacaram-se com maiores preços neste primeiro bimestre de 2019: batata, arroz, cacau, feijão, laranja, milho, soja, algodão, trigo, uva, frango e leite.

Agroindústria 

Para a de base agrícola, a menor produção esperada para o ano pressionou os resultados de fevereiro. Já no caso da indústria de base pecuária, a renda do segmento esperada para o ano tem sido pressionada pelo aumento previsto dos custos de produção, embora os preços dos produtos pecuários industriais tenham, em média, se elevado no primeiro bimestre deste ano (em comparação com o mesmo período do ano passado).

Serviços

Verificam-se baixas no mês e no acumulado do ano. Porém, a alta registrada em fevereiro para serviços do ramo agrícola e indicadores de mercado mostrando crescimento de vendas do grupo de produtos alimentícios e bebidas, além da elevação das exportações do agronegócio relativamente ao mesmo período do ano passado, devem impactar em uma reação no segmento para os próximos meses.

Fonte: Cepea
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Sindiavipar- maio 2019
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