Suínos
Avanço tecnológico permite maior produtividade e incrementa rentabilidade de produtores de tilápias
A tilapicultura ainda é uma atividade recente em nível de escala industrial, o que faz com que o pacote tecnológico, baseado em genética, nutrição e estrutura precise ser mais desenvolvido.

Os 90 mil metros quadrados de lâmina d’água são a base para a excelente produção de piscicultura da Família Burin, de Palotina, PR, que produz 600 mil tilápias em ciclos de 10 a 12 meses. Integrados a C.Vale, a família aproveita os benefícios que a cooperativa oferece e amplia a produção de tilápias de forma sustentável, segura e com o auxílio de muitas tecnologias.

Rafael (ao lado da mãe), Inês, Edemar e o Renato num dos onze açudes da família em Palotina
Antes, sem a cooperativa, nada tinha segurança. “O início do trabalho não foi fácil. Mesmo que a nossa propriedade era abundante em água logo percebemos que a parte operacional era bastante difícil, pois a ração era fornecida manualmente, sendo uma atividade diária e cansativa. Outra dificuldade era a assistência técnica, pois tínhamos que nos virar para encontrar e também precisávamos tomar empréstimos bancários para comprar a ração. Depois de tudo isso, vinha a maior tarefa: conseguir vender a produção sem levar calotes”, relembra seu Edemar.
Depois, com a integração à C.Vale, o serviço foi ganhando maior profissionalização e também mais segurança, isso porque a cooperativa se responsabiliza com a entrega de alevinos, ração, retirada dos peixes e também oferece a assistência técnica de qualidade. “Não tinha como continuar trabalhando manualmente. Agora o tratador é automático, a gente sabe o dia que vai alojar e quando vai carregar (despesca). Mudou 100% a nossa forma de trabalhar e de ter mais eficiência nos produtos produzidos”, opina.
No interior de um barracão, um gerador de energia assegura que os aeradores funcionem em caso de queda no fornecimento de luz e assim evita prejuízos à atividade que garante 30% da renda da propriedade. Próximo ao enorme motor a diesel, está um painel de controle dos equipamentos e um monitor que mostra imagens de 17 câmeras instaladas nas margens dos tanques, que também podem ser vistas pelo celular. “Hoje precisa ter tecnologia para produzir”, avalia o filho Renato Burin. Ele revela que o alojamento dos peixes é escalonado para facilitar o controle de eventuais doenças e também para que a renda da comercialização entre em intervalos menores de tempo.

Gerente do Departamento de Peixes da C.Vale, Paulo Roberto Poggere
O gerente do Departamento de Peixes da C.Vale, Paulo Roberto Poggere, reforça que o avanço tecnológico tem contribuído significativamente para a produção de tilápias, trazendo aperfeiçoamento na produtividade e renda aos produtores. “As tecnologias aplicadas no dia-a-dia possibilitam melhorias na eficiência produtiva, tornando possível a otimização de recursos naturais disponíveis, bem como a mão-de-obra e insumos para a qualidade da água. Com esses avanços, é possível preservar os recursos naturais e insumos de produção, melhorando a eficiência do processo como um todo”, destaca o gerente.
Eficiência produtiva
Por outro lado, Paulo também enaltece as oportunidades que o mercado da piscicultura possui, pois apesar do avanço tecnológico, a tilapicultura ainda é uma atividade recente em nível de escala industrial, o que faz com que o pacote tecnológico, baseado em genética, nutrição e estrutura precise ser mais desenvolvido. “Acredito que hoje as tecnologias da parte estrutural e de nutrição estão mais desenvolvidas em relação à genética, existem empresas que já estão trabalhando em linhagens melhoradas e específicas para o cultivo de alta performance, o que é uma grande oportunidade de mercado”, indica.
A propriedade da família Burin é exemplo de produção eficiente, como explica o gerente Paulo Roberto Poggere, que é engenheiro de pesca. “A eficiência produtiva é otimizar ao máximo todos os recursos disponíveis, bem como a estrutura física, produzindo ao máximo, respeitando sempre as condições ambientais e o bem-estar animal. No caso da piscicultura ainda temos o pilar essencial de ser beneficiado dos recursos hídricos, mas sempre preservando a sua qualidade e o seu volume, pois esse é o meio de cultivo e sem a água a piscicultura não vive”, reforça.
Genética
O gerente da C.Vale defende que o melhoramento genético na tilapicultura é bastante recente e que atualmente existem algumas linhagens consolidadas que oferecem ganhos, mas que já estão defasadas. Entretanto, com o avanço exponencial da atividade estão surgindo empresas focadas no melhoramento, que ofertam linhagens melhoradas geneticamente com o foco em rendimento de carcaça, filé, crescimento e sanidade. “O que eu preciso chamar atenção é que ainda não é possível reunir todos os melhoramentos em apenas uma linhagem, desta maneira, o produtor necessita ter atenção na hora de escolher a sua linhagem para que a mesma consiga atender as especificidades de onde eles estão inseridos, tendo olhar nas estratégias de mercado, atrelando a escolha da genética para atender aos requisitos de produção e de custo”, recomenda.
O engenheiro de pesca reforça ainda as particularidades que os peixes, em especial a tilápia, possuem por conta do clima. “Ainda sobre as linhagens é importante frisar que as tilápias são muito influenciadas com o clima da região onde são produzidas, isso porque elas são pecilotérmicas, ou seja, elas não têm a capacidade de ajustar a temperatura corporal, mas dependem muito do meio ambiente ser propício para o desenvolvimento delas”, explica.
Segurança
A boa estrutura e o manejo cuidadoso dos peixes permitem que a família Burin entregue ao abatedouro da C.Vale tilápias com 950 a 1.000 gramas cada. Renato assegura que a piscicultura deixa uma boa margem de lucro ao integrado. O pai Edemar completa destacando a segurança de operar com a cooperativa. “Dois ou três dias depois que a gente entrega, o dinheiro está na conta”, um contraste com a situação da maioria dos produtores independentes. Além de tilápias a família produz grãos e aves. Edmar acrescenta que a diversificação de atividades viabilizou a permanência no campo. “Se não fosse a C.Vale não estaríamos todos aqui”, avalia. Além de gerar renda aos Burin, a diversificação é responsável por cinco empregos com carteira assinada na propriedade.
Boas práticas
Uma produção eficiente perpassa por um conjunto de medidas que visam garantir a qualidade e a sustentabilidade da produção, bem como a segurança alimentar dos consumidores e o bem-estar dos animais. Essas boas práticas estão relacionadas com o local de cultivo, o manejo alimentar, controle sanitário e o bem-estar animal. “É preciso evidenciar que essa metodologia precisa estar em consonância com a produção. Tendo foco na rentabilidade e produtividade, mas respeitando o bem-estar animal e os recursos naturais, as boas práticas fornecem condições favoráveis para que o peixe possa se desenvolver da melhor forma, preservando os recursos e evitando a poluição desnecessária do meio ambiente”, esclarece o engenheiro de pesca.
Segredo do sucesso
Quem conhece a família Burin enxerga que é por meio do amor ao trabalho dedicado e da preparação técnica que eles obtém o grande sucesso na propriedade. O gerente Paulo confirma que a tilapicultura tem segredo para ser bem sucedida. “Ter conhecimento técnico sobre a importância técnica da ambiência e trabalhar com seriedade e amor é o segredo para uma produção eficiente. Aqueles que trabalham neste ramo precisam estudar e conhecer as particularidades de cada espécie, para possibilitar que os animais tenham condições de expressar o seu melhor potencial de crescimento, pois isso vai possibilitar a preservação do meio ambiente e consequentemente a sustentabilidade de uma excelente produção”, finaliza o gerente Paulo.
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Suínos
Doença de Glässer desafia biosseguridade nas granjas de suínos
Enfermidade bacteriana afeta principalmente leitões na creche e exige diagnóstico preciso, vacinação estratégica e manejo sanitário rigoroso.

Artigo escrito por Daniela Bruna Ferrandin, Hipra Saúde Animal
A doença de Glässer é uma enfermidade bacteriana de relevância clínica em suínos jovens, manifestando-se predominantemente durante a fase de creche e, com menor frequência, na fase de terminação. É causada por Glaesserella parasuis, uma bactéria gram-negativa integrante da microbiota comensal do trato respiratório superior dos suínos. A colonização da microbiota respiratória ocorre precocemente, principalmente por meio do contato com a fêmea e com o ambiente nos primeiros dias de vida.
Em condições fisiológicas normais, esse microrganismo permanece restrito às mucosas respiratórias; entretanto, alterações no equilíbrio do hospedeiro — como o estresse do desmame, a mistura de leitões de diferentes origens, falhas de manejo, desafios sanitários concomitantes ou imaturidade da resposta imune — podem favorecer a translocação bacteriana e a disseminação sistêmica, culminando no desenvolvimento da doença clínica.
Os sinais mais frequentemente observados incluem febre, dispneia, apatia, claudicação e manifestações inflamatórias sistêmicas, como polisserosite, meningite e artrite. Em animais na fase de terminação, a infecção tende a apresentar curso subclínico, sendo frequentemente evidenciada ao abate pela maior ocorrência de pleurisias, com impacto negativo sobre o rendimento de carcaça.
Diagnóstico para tomada de decisão

O diagnóstico da doença de Glässer deve ser estabelecido de forma integrada, considerando o histórico sanitário do plantel, a idade dos animais acometidos, os sinais clínicos observados, achados macroscópicos de necropsia e as lesões histopatológicas compatíveis, associados à identificação do agente em tecidos normalmente estéreis. Para o diagnóstico laboratorial, amostras de pleura, peritônio, articulações e meninges, bem como lesões de polisserosite em pericárdio e cavidade abdominal, são consideradas de maior valor diagnóstico. Por se tratar de um microrganismo comensal do trato respiratório, amostras de pulmões e cavidade nasal não são recomendadas para confirmação da enfermidade, uma vez que resultados positivos nesses tecidos não permitem correlação direta com doença clínica. Além disso, G. parasuis é reconhecida como um agente de difícil isolamento, o que limita a confiabilidade de métodos bacteriológicos convencionais e reforça a aplicação da PCR como ferramenta diagnóstica complementar, quando interpretada em conjunto com os achados clínicos e anatomopatológicos.
A escolha do plano de vacinação
Do ponto de vista epidemiológico e imunológico, a bactéria apresenta elevada diversidade genética e antigênica, com múltiplos sorotipos descritos e ampla variação na expressão de fatores de virulência e imunogenicidade. Embora alguns sorotipos sejam mais frequentemente associados a quadros clínicos graves, a relação entre sorotipo, patogenicidade e capacidade de indução de resposta imune não é linear. Cepas pertencentes ao mesmo sorotipo podem apresentar comportamentos biológicos distintos e, adicionalmente, cepas isoladas de quadros clínicos importantes podem não manter adequada imunogenicidade após os processos de inativação, limitando sua utilização como antígenos vacinais. Assim, a patogenicidade observada em campo não deve ser utilizada como único critério para definição de estratégias de imunização.

Nesse contexto, o conhecimento atual indica que a composição antigênica da vacina representa um dos principais determinantes da eficácia vacinal. Vacinas mais efetivas são aquelas que incluem cepas capazes de induzir resposta imune ampla e funcional, independentemente de sua classificação como altamente patogênicas em condições naturais.
Entre os determinantes dessa resposta, destaca-se a presença das proteínas de membrana externa da família VtaA (virulence-associated trimeric autotransporters), reconhecidas como componentes-chave na indução de resposta humoral protetora. Cepas que expressam o fator VtaA estão associadas à produção de anticorpos funcionais capazes de promover opsonização eficiente e proteção heteróloga frente a diferentes sorotipos circulantes. Dessa forma, a presença de cepas portadoras de VtaA no antígeno vacinal constitui um requisito técnico relevante para garantir respostas imunes consistentes.
Embora a diversidade antigênica observada em campo tenha levado, historicamente, à inclusão de múltiplos sorotipos em uma mesma formulação vacinal, evidências científicas demonstram que a eficácia da vacinação está diretamente relacionada à concentração antigênica e não ao número de sorotipos presentes. A inclusão excessiva de componentes tende a diluir a concentração individual de cada antígeno, reduzindo a intensidade da resposta imune.
Assim, vacinas formuladas com um número limitado de sorotipos estrategicamente selecionados, associados a fatores relevantes de imunogenicidade, como VtaA, e apresentados em alta concentração antigênica, demonstram maior previsibilidade de resposta em condições de campo.
Posicionamento do protocolo vacinal

Em relação aos protocolos de imunização, a vacinação do plantel reprodutivo contribui para a transferência de imunidade passiva via colostro e para a modulação da colonização da microbiota respiratória dos leitões. No entanto, essa proteção é transitória e pode não ser suficiente em granjas com elevado desafio sanitário ou ocorrência precoce da doença. Além disso, protocolos posicionados após o período de instalação das lesões tendem a apresentar impacto limitado. Dessa forma, recomenda-se que os leitões sejam imunizados antes da idade crítica de aparecimento dos sinais clínicos, por meio de protocolos com duas doses, geralmente na primeira e na terceira semana de vida, garantindo o efeito booster e maior duração da imunidade ativa.
Pontos fundamentais
O controle eficiente da doença de Glässer não deve basear-se exclusivamente na identificação do sorotipo isolado em campo. A escolha da vacina deve considerar critérios técnicos consolidados, como imunogenicidade comprovada, proteção heteróloga, presença de cepas portadoras de VtaA, alta concentração antigênica e adequado posicionamento do protocolo vacinal. Adicionalmente, vacinas com histórico consistente de uso e resultados positivos ao longo de anos em condições de campo tendem a oferecer maior previsibilidade e segurança para o controle sustentável da enfermidade.
A referências bibliográficas estão disponíveis com a autora: [email protected]
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Suínos Eficiência reprodutiva
Granja registra nascimento de 46 leitões vivos em Minas Gerais
Resultado foi registrado no quarto parto da fêmea. Nos três ciclos anteriores, a matriz havia apresentado média de 18,5 leitões nascidos vivos por leitegada.

Um parto registrado na Granja Cotia, em Piedade de Ponte Nova (MG), chamou a atenção de técnicos e produtores pela quantidade de leitões nascidos vivos. Uma matriz da linhagem Camborough, da Agroceres PIC, deu à luz 46 leitões vivos em uma única parição, resultado considerado incomum mesmo para padrões atuais da suinocultura tecnificada.

Foto: Divulgação
A granja pertence ao produtor João Antônio Bordoni e trabalha com um plantel de aproximadamente 1,8 mil matrizes.
O resultado foi registrado no quarto parto da fêmea. Nos três ciclos anteriores, a matriz havia apresentado média de 18,5 leitões nascidos vivos por leitegada, número já considerado elevado para os padrões da atividade.
O nascimento de 46 leitões representa, portanto, mais que o dobro da média registrada anteriormente pela própria matriz.
Resultado evidencia evolução genética
A elevada prolificidade observada no parto está associada ao avanço dos programas de melhoramento genético desenvolvidos pela indústria suinícola nas últimas décadas.
A seleção genética tem buscado ampliar o número de leitões nascidos por fêmea ao mesmo tempo em que procura manter características relacionadas à viabilidade dos animais, eficiência produtiva e desempenho reprodutivo.
Embora casos como o registrado na Granja Cotia sejam considerados excepcionais, eles ilustram o potencial

Foto: Divulgação
alcançado pelas atuais linhagens hiperprolíficas utilizadas na produção comercial.
Genética sozinha não explica o resultado
Especialistas do setor destacam que índices reprodutivos elevados dependem de uma combinação de fatores.
Além da genética, aspectos relacionados ao manejo, à nutrição, à ambiência e ao acompanhamento técnico influenciam diretamente o desempenho das matrizes ao longo de sua vida produtiva.
A capacidade de expressar o potencial genético dos animais está ligada ao equilíbrio desses fatores dentro do sistema de produção.
Impacto na produtividade

Foto: Divulgação
Na suinocultura moderna, os resultados obtidos na maternidade têm influência direta sobre a eficiência econômica das granjas.
O aumento do número de leitões desmamados por fêmea ao ano é um dos principais indicadores utilizados para avaliar o desempenho reprodutivo dos plantéis.
Por isso, registros de alta prolificidade costumam ser acompanhados com atenção pelo setor, especialmente em um cenário de busca constante por ganhos de eficiência produtiva.
Embora o nascimento de 46 leitões vivos represente uma situação fora da curva, o caso registrado em Minas Gerais reforça a evolução dos índices reprodutivos observada nos sistemas tecnificados de produção e evidencia o papel da genética e do manejo na construção desses resultados.
Suínos
Ambiência, conectividade e eficiência energética estarão em pauta no SBSS 2026
Evento será realizado de 11 a 13 de agosto no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

A evolução dos sistemas produtivos e o uso crescente de tecnologias inteligentes nas granjas têm contribuído com a produção de suínos. O tema será abordado durante o 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS) com a palestra “Ambiência 4.0: Conectividade, Bem-Estar e Eficiência Energética na Suinocultura”, ministrada pelo médico-veterinário e consultor internacional Lederson Trindade de Lima, no dia 12 de agosto, às 16h45, durante o Painel Sanidade – Saúde Respiratória, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

Foto: Shutterstock
A apresentação discutirá como a conectividade, automação e o monitoramento dos ambientes produtivos têm contribuído para melhorar o bem-estar animal, otimizar o uso de recursos e aumentar a eficiência dos sistemas de produção. Lederson Trindade de Lima é técnico agrícola com aperfeiçoamento em Zootecnia pela Escola Agrotécnica Federal de São Vicente do Sul (RS) e médico-veterinário formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Iniciou sua trajetória profissional na C.Vale Cooperativa Agroindustrial, onde atuou por mais de uma década, passando pela extensão rural e assumindo posteriormente atividades voltadas à ambiência animal na avicultura.
A partir de sua experiência prática, tornou-se consultor independente, realizando trabalhos em diversos países da América do Sul nas áreas de suinocultura, avicultura e bovinocultura. Atualmente atua como consultor técnico da Corti Avioeste para a América Latina. Ao longo da carreira, participou como palestrante de importantes eventos internacionais no Brasil, Bolívia, Costa Rica e Panamá, além de conduzir treinamentos técnicos para integradoras e produtores em diferentes países.
A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que a transformação digital e a sustentabilidade estão cada vez mais presentes na realidade da produção animal. “A busca por eficiência produtiva passa necessariamente pelo uso inteligente da tecnologia. Hoje, ferramentas de monitoramento e conectividade auxiliam na tomada de decisão, promovem maior bem-estar aos animais e contribuem para sistemas produtivos mais sustentáveis. São temas que merecem espaço nas discussões técnicas da suinocultura moderna”, afirma. Para o presidente da comissão científica do SBSS, Lucas Piroca, a palestra representa uma oportunidade de discutir soluções práticas para desafios cada vez mais presentes nas granjas. “A ambiência deixou de ser apenas uma questão estrutural e passou a integrar estratégias de gestão, sanidade e produtividade. Entender como utilizar a tecnologia para monitorar o ambiente, reduzir desperdícios energéticos e melhorar as condições de criação é fundamental para a competitividade do setor”, ressalta.
As inscrições já estão disponíveis no site, acesse clicando aqui. O investimento do primeiro lote, até o dia 25 de junho, é de R$ 600 para profissionais e R$ 400 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.
TECNOLOGIA E NEGÓCIOS
Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.
O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.
Programação geral
• 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura
• 17ª Brasil Sul Pig Fair
TERÇA-FEIRA (11 de agosto)
13h30 – Abertura da Programação Científica
Painel Produção – A BASE
13h40 às 14h10 – Primíparas: Gestão Estratégica e Longevidade
Palestrante: Rafael Ulguim
14h15 às 14h45 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Sanidade)
Palestrante: Paulo Eduardo Bennemann.
14h50 às 15h20 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Nutrição)
Palestrante: Cesar Augusto Pospissil Garbossa
15h25 às 15h55 – Mesa Redonda
16h00 às 16h30 – Coffee break
16h30 às 17h10 – O Futuro da Proteína Suína
Palestrante: Luis Rua
17h10 às 17h30 – Perguntas
17h30 – Solenidade de Abertura Oficial do SBSS
18h30: Palestra de Abertura
20h00: Coquetel de Abertura na PIG FAIR
QUARTA-FEIRA (12 de agosto)
Painel Alimentação – Desafios e Oportunidades
08h00 às 8h40: Eixo Imuno-Nutricional: Programação Metabólica da Matriz ao leitão
Palestrante: José Soto (palestra em inglês)
08h45 às 09h15: Imunonutrição: Estratégias Não-Farmacológicas para a Resiliência Sanitária
Palestrante: Andres Gomez (palestra em espanhol)
09h20 às 09h50: Vigilância Analítica e Gestão de Micotoxinas: Estratégias para Blindar a Performance e a Sanidade
Palestrante: Ricardo Hauber.
09h55 às 10h25 – Mesa Redonda
10h30 às 11h00: Coffee Break
Painel Biovigilância – Gestão Integrada
11h00 às 11h30 – Biomanagement e Defesa Sanitária: Estratégias de Mitigação
Palestrante: à confirmar.
11h35 às 12h05 – Vigilância de Vetores: Roedores e Insetos como disseminadores de Patógenos
Palestrante: Alisson Mezalira.
12h10 às 12h30 – Mesa Redonda
12:30 às 14h00 – Intervalo para almoço
12h30 às 13h30 – Eventos Paralelos
Painel Sanidade – Saúde Respiratória
14h00 às 15h00 – Erradicação de M. hyopneumoniae: Protocolos de Exposição, Estabilização e Eliminação
Palestrantes: Gustavo Silva e Paul Yeske (palestra em inglês).
15h00 às 15:30 – Sincronia Sanitária: O Impacto da Aclimatização de Leitoas na estabilidade do plantel
Palestrante: Luciano Brandalise.
15h30 às 16h00: Coffee Break
16h00 às 16h40 – Influenza em foco: Impactos e alternativas de controle
Palestrante: Ricardo Yuti Nagae.
16h45 às 17h25 – Ambiência 4.0: Conectividade, Bem-Estar e Eficiência Energética na Suinocultura
Palestrante: Lederson Trindade de Lima.
17h35 às 18h00 – Mesa Redonda
18h30 às 19h30 – Evento Paralelo
20h00: Happy Hour na PIG FAIR
QUINTA-FEIRA (13 de agosto)
08h30 às 09h10 – Alimentação de Precisão: Sensores, Conectividade e Eficiência Nutricional
Palestrante: Bruno Silva.
09h10 às 09h30 – Perguntas
9h30 às 10h00 – Coffee Break
Painel Pessoas – Gestão e Performance
10h00 às 10h30 – Percepção vs. Realidade: Comunicação Estratégica para Mitigar Erros e Maximizar Resultados
Palestrante: Creici Lamonato.
10h35 às 11h05 – Capital Humano e Sucessão: Preparando a Próxima Geração e as Equipes de Alta Performance
Palestrante: Rogério Facin.
11h10 às 11h40 – O Apagão de Mão de Obra e o Desafio da Qualificação
Palestrante: Anderson Queirós.
11h45 às 12h15 – Mesa Redonda
12h15 – Sorteio de brindes e encerramento



