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Avicultura Coronavírus

Aurora Alimentos informa que não irá parar atividades por conta de coronavírus

Adotando todas as providências recomendadas, a Cooperativa continuará operando normalmente para geração das matérias-primas essenciais, como aves, suínos, leite e grãos

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Arquivo/OP Rural

A Cooperativa Central Aurora Alimentos encaminhou uma nota nesta quinta-feira (19) informando que aliando-se aos esforços da sociedade brasileira no combate à pandemia de Coronavírus e atendendo orientações do Ministério da Saúde e das autoridades sanitárias, adotou todas as providências para assegurar a saúde, a segurança e o bem-estar de seus mais de 31 mil empregados diretos, bem como o universo de parceiros e terceirizados.

“Nesse momento particularmente preocupante da vida nacional, a Aurora manifesta seu inarredável compromisso de continuar produzindo alimentos de qualidade para o Brasil e o mundo. Essa postura é essencial, pois a eventual falta ou escassez de comida na mesa dos brasileiros tornaria caótico e imprevisível – sob o aspecto de segurança alimentar – um quadro que já é delicado e preocupante sob o aspecto de saúde pública. Aliás, as normas editadas nesse período ressaltam o caráter de serviço essencial da indústria de alimentos”, afirma a nota.

A Cooperativa informa que a base produtiva no campo – com o apoio das 11 cooperativas agropecuárias filiadas – está operando normalmente para geração das matérias-primas essenciais, como aves, suínos, leite e grãos. Além disso, ainda diz que todas as reuniões, cursos e treinamentos foram suspensos. Já a assistência técnica aos produtores rurais foi mantida, não apenas para dar suporte à produção, mas, especialmente para levar orientações sobre medidas e condutas de proteção da família rural em relação ao Covid-19.

“Nas plantas industriais da Aurora foram intensificadas as medidas rotineiras de profilaxia e higiene, como medição de temperatura corporal, uso de máscaras e paramentos de trabalho com a presença e acompanhamento de médico e outros profissionais da saúde. As pessoas integrantes de grupos de risco foram preventivamente dispensadas para que aguardem, em casa, a superação dessa fase e somente depois retornem ao trabalho”, continua a nota.

A Aurora conta que o acesso dos trabalhadores às fábricas está garantido com transporte privado mediante a contratação de ônibus diretamente pela empresa, em face da suspensão do transporte coletivo público urbano por Decreto do Governo do Estado. “Esses ônibus destinam-se exclusivamente ao pessoal da Aurora e passam por intenso processo de desinfecção e limpeza”, garante.

Nas áreas administrativas e comerciais, parte da força de trabalho já atua em regime de home office. As visitas a clientes foram substituídas pelo contato remoto via telefone, e-mail, redes sociais etc. As reuniões presenciais cederam lugar a telerreuniões ou videoconferências.

“Todas as ações e medidas protagonizadas pela Aurora estão harmonizadas com a diretrizes dos governos federal, estadual e municipal, com o regime de calamidade pública em que vive o País e com a necessidade de atender, simultaneamente, aos clamores da segurança alimentar e da saúde pública”, conclui.

Fonte: O Presente Rural com informações da Assessoria
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1 Comentário

1 Comentário

  1. Jair

    21 de março de 2020 em 13:21

    Ganância, nessas empresas que tem mais aglomeração de pessoas, viajando de ônibus e voltando para suas famílias, quem deve fechar não são os donos , mas sim o governador ou a polícia…

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Avicultura Segundo IBGE

Produção de ovos e abate de frangos cresce em 2019

Dados são da Estatística da Produção Pecuária, pesquisa do IBGE

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O ano de 2019 do setor pecuário foi marcado por na produção de ovos, impulsionados pela demanda da China, que sofre efeitos da peste suína africana. A produção de ovos chegou a 3,83 bilhões de dúzias em 2019, aumento de 6,3% em relação ao ano anterior, com crescimento em 21 dos 26 Estados.

Os dados são da Estatística da Produção Pecuária, que o IBGE divulgou na quinta-feira (19). A pesquisa mostra também que o abate de frangos cresceu 1,9% para 5,81 bilhões de cabeças, após dois anos consecutivos de queda na comparação anual. As altas no abate de frangos foram registradas em 15 dos 25 Estados pesquisados.

“Foram registrados aumentos nas exportações de suínos por conta da peste suína africana incidente na China. A China não importou apenas suínos, mas também mais bovinos e frangos. No mercado interno, com o aumento dos preços das carnes bovinas, devido ao crescimento das exportações, houve a procura por outras proteínas, como os ovos, que registraram novo recorde”, analisa o supervisor das pesquisas de pecuária do IBGE, Bernardo Viscardi.

Dados trimestrais

No 4º trimestre de 2019, o abate frangos subiu 3,8% no último trimestre, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Já em relação ao terceiro trimestre de 2019, o abate de frangos variou -0,1%.

Frangos e ovos

O abate de frangos chegou a 1,47 bilhão de cabeças, aumento de 3,8% no 4º trimestre de 2019, em relação ao mesmo período de 2018 e situação de estabilidade (-0,1) na comparação com o 3º trimestre de 2019. Em uma comparação mensal dentro da série histórica, foi registrado o melhor resultado para o mês de outubro. O peso acumulado das carcaças foi de 3,40 milhões de toneladas no 4º trimestre de 2019, aumento de 1,9% em relação ao mesmo período de 2019 e queda de 1,5% na comparação com o 3º trimestre do ano passado.

Já a produção de ovos de galinha foi a maior já alcançada, atingindo 985,69 milhões de dúzias no 4º trimestre de 2019. Esse número foi 1,4% maior que o registrado no trimestre imediatamente anterior e 4,7% superior ao apurado no 4º trimestre de 2018.

Fonte: Agência IBGE
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Avicultura Estresse, Síndrome de Burnout e suicídio

Professor mostra como evitar doenças emocionais inerentes à Medicina Veterinária

Para o profissional, médicos veterinários não estão livres de doenças como estresse, Síndrome de Burnout e até mesmo o suicídio

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O professor Italmar Teodorico Navarro possui graduação em Medicina Veterinária, mestrado em Ciências de Alimentos e doutorado em Epidemiologia Experimental Aplicada às Zoonoses. Atualmente é professor associado da Universidade Estadual de Londrina, atuando principalmente em áreas como Toxoplasma gondii, toxoplasmose, zoonoses, protozoologia, saúde pública, controle da Toxoplasmose, Febre Amarela, Leishmaniose e sorologia. Parece tão técnico e acadêmico, mas por trás desse gabaritado profissional há uma de suas maiores virtudes: a simpatia pelas pessoas. Navarro gosta das pessoas.

Com essa característica tão importante – e rara – nos dias de hoje, o professor fez palestra no 19º Congresso Nacional e 1º Congresso Internacional Abraves (Associação de Veterinários Especialistas em Suínos), sobre a importância da qualidade de vida no desempenho e produtividade dos profissionais da suinocultura. Em 50 minutos, deu atenção às doenças emocionais hoje comuns nos ambientes de trabalho e mostrou caminhos para tentar ficar o mais longe delas possível.

“Médicos-veterinários são vistos como profissionais benevolentes, que cuidam de animais doentes e oferecem suporte aos clientes. Há o risco de não se perceber a necessidade que tais profissionais têm de suporte emocional”, sustentou, citando Kahn; Nutter, 2005; Mellanby, 2005. Os trabalhos indicam que estatísticas mostram que cirurgiões veterinários têm altos índices de suicídio, o que merece atenção da classe.

Navarro deu destaque para a Síndrome de Burnout, também conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional e que tem sido diagnosticada em veterinários com mais frequência nos últimos anos. De acordo com o Ministério da Saúde, trata-se de “um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastante, que demandam muita competitividade ou responsabilidade”. “A principal causa da doença é justamente o excesso de trabalho. A Síndrome de Burnout também pode acontecer quando o profissional planeja ou é pautado para objetivos de trabalho muito difíceis, situações em que a pessoa possa achar, por algum motivo, não ter capacidades suficientes para os cumprir. Essa síndrome pode resultar em estado de depressão profunda”.

“A gente sabe que tem que cuidar do plantel porque se não os animais morrem. E a saúde do rebanho humano? Estamos cuidando”, provocou. Para ele, é preciso se ater à saúde mental dos profissionais e para isso é preciso ter “bom nível de vida, qualidade de vida e estilo de vida”.

Nível, qualidade e estilo de vida

“O nível de vida é o indicador que tem a ver com coisas como habitação, escolaridade, renda, saúde, etc. Já a qualidade de vida é o indicador comportamental, que traduz o quanto o indivíduo usufrui dos recursos que possui”, destacou, ampliando que a qualidade de vida tem relação direta ainda com “bem-estar físico, equilíbrio nas relações consigo mesmo, com familiares, com colegas de trabalho e com a sociedade”.

Já o estilo de vida, salientou, trata-se do comportamento do dia a dia, resultado de suas escolhas em questões envolvendo nível e qualidade de vida. “Não adianta fazer todas as avaliações médicas se seu estilo de vida é péssimo”, destacou.

“O ser humano está adoecendo, por incrível que pareça. São as doenças do século 21, por escolhas malfeitas. Já dizia Pablo Neruda: Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências”, mencionou Navarro, destacando que hoje os profissionais precisam reaprender “a conectar razão e emoção”. “Hoje é difícil conectar razão e emoção. Temos metas e mais metas. O equilíbrio está nas formas de relações, no mundo social, na família, no trabalho e na espiritual – não religiosa”, sustentou.

Doenças do século 21

Ansiedade, estresse e medo. São três sintomas cada vez mais presentes na suinocultura – e nas pessoas de modo geral. “Doenças emocionais, ambiente em desequilíbrio e doenças espirituais (não à toa apareceu tanta igreja). São três doenças do século 21: ansiedade, estresse e medo”, apontou. “O que você não resolve em sua mente, seu corpo transforma em doença. Isso reflete na saúde ocupacional, com estresse laboral, ou assedio no trabalho, síndrome da fadiga crônica, dores”, exemplificou. “Estudos mostram que veterinários têm o dobro da chance de suicídio que outros profissionais da saúde e mais de quatro vezes do que pessoas em geral. Tomem cuidado com a Síndrome de Burnout”, reforçou.

Estresse e eustresse

O estresse é um dos principais fatores que desencadeiam as doenças, segundo o palestrante. Navarro destaca que o estresse pode ser atribuído a “sucesso a qualquer preço, dificuldades financeiras, casamento e separação, mudanças, mortes de familiares, sentimentos desgastantes, como ódio, rancor, culpa, ciúmes, inveja e mágoa, carência afetiva, conflitos existenciais, vida familiar (pais e filhos), situação no trabalho, autobloqueio, vida sedentária, hábitos prejudiciais, como uso de tabaco, álcool e drogas, excesso de informações, dúvida, incertezas e preocupações”.

Para combater o estresse, Navarro indica atitudes positivas, como o bom relacionamento entre as pessoas. “Temos que combater o estresse com eustresse”. “O eustresse, ou “estresse bom”, de acordo com algumas teorias, “ajuda a pessoa a reagir de forma positiva às situações de mudança e desafio porque o organismo produz adrenalina, que dá ânimo e energia para tornar a pessoa criativa e produtiva”. Para o professor, o eustresse pode ser alcançado tendo “alimentação saudável, exercícios físicos e esporte, prática de arte, como música, artesanato, repouso, ser útil e sentir-se útil (faça caridade), oração e meditação, orgasmo, amizades saudáveis e por, último, socialização, ter bons relacionamentos nos faz felizes e saudáveis, com família, amigos e comunidade”, enfatizou o sábio palestrante.

Outras notícias você encontra na edição de Aves de janeiro/fevereiro de 2020 ou online

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Nutrição

Manejo da dieta ameniza efeitos do calor nas aves, diz especialista

Uma das técnicas de manejo nutricional sugeridas pelo especialista é o adensamento da ração, concentrando os nutrientes necessários, para que a diminuição do consumo não afete tanto o desempenho do animal

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As altas temperaturas durante o verão, sem o manejo adequado, podem acarretar em menor produtividade nas granjas, elevando as taxas de mortalidade das aves neste período do ano. Mais do que cuidados com a climatização dos aviários, o cuidado com a nutrição exige atenção especial. Assim, soluções nutricionais surgem como grandes aliadas na manutenção do bem-estar e imunidade dos animais, contribuindo para que os efeitos térmicos excessivos não alcancem níveis críticos.

O gerente de vendas para avicultura da Alltech, Flavio Mello, explica que a queda na produtividade é normal para o período, mas pode ser amenizada com uma gestão eficiente da nutrição dos animais na granja. “Aves expostas a estresse térmico apresentam baixo consumo de ração, reduzindo o aporte de nutrientes, levando a perda de peso, baixa produção e piora na conversão alimentar: o que a ave consome se converte em menos quilos de carne ou menos massa de ovos do que o desejado”, detalha.

Uma das técnicas de manejo nutricional sugeridas pelo especialista é o adensamento da ração, concentrando os nutrientes necessários, para que a diminuição do consumo não afete tanto o desempenho do animal. “Na avicultura em especial, devido ao sistema intensivo de criação e com a nutrição baseada exclusivamente na ração fornecida diariamente às aves, o estudo de seus componentes e a interação entre eles têm fundamental importância no desempenho das aves. Aumentamos o adensamento da energia metabolizável e dos nutrientes da ração, sejam aminoácidos, minerais e vitaminas. Além disso, a utilização de enzimas auxilia neste manejo nutricional, uma vez que auxilia na digestão e absorção dos alimentos fornecidos, podendo até reduzir custos na dieta”, sugere.

Hidratação

No que se refere à hidratação, o especialista ainda ressalta que é possível adicionar soluções à água dos bebedouros, que diminuam a perda de nutrientes e melhorem a hidratação. “As aves expostas ao calor consomem mais água e menos alimentos, com frequente perda de eletrólitos e menor eficiência produtiva”, justifica.

É possível trabalhar o equilíbrio eletrolítico do organismo da ave. O balanço dos eletrólitos pode influenciar o crescimento do animal, o apetite das aves, o desenvolvimento ósseo, o nível da resposta ao estresse térmico e o metabolismo de nutrientes, tais como, aminoácidos, minerais e vitaminas.

Uma nutrição adequada diminui os impactos observados no período do verão, aumentando a imunidade e capacidade de absorção de nutrientes do animal, como explica Mello. “Ferramentas nutricionais como a adição de probióticos e prebióticos na ração também auxiliam neste desafio. Ao trabalhar a ave para que ela tenha mais imunidade e resiliência, além de maior absorção dos nutrientes da ração, ela ficará mais forte e adaptada para quando forem submetidas ao estresse térmico, permitindo que passe por ele com menores impactos”, cita o especialista.

Outras notícias você encontra na edição de Aves de janeiro/fevereiro de 2020 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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