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Notícias Safra de inverno

Área de trigo deve aumentar de olho na rentabilidade

Segundo analistas, cálculo de resultado da safra deve considerar a relação entre o custo levantado e a quantidade de sacas necessária para pagar esse custo

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Divulgação/AENPr

A safra de inverno 2021 começa com boas vantagens aos produtores, de acordo com projeção de analistas e representantes do setor. O custo menor em sacas de trigo; a valorização do valor pelo trigo acima da média histórica; a segurança genética das cultivares; a oferta adequada de sementes no mercado e a estratégia de rateio dos custos fixos da lavoura com a soja estão entre os fatores que estão motivando os produtores a aumentar a área plantada.

Segundo o pesquisador do setor de Economia Rural da Fundação ABC, Cláudio Kapp Júnior, uma vantagem importante para o produtor neste ano é que a média de cotação da cultura está com preços superiores no momento da formação do orçamento. “Na safra de 2021 o agricultor vai economizar em média 390 kg de trigo grão por hectare para pagar o custo. Além disso, há uma expectativa de comercialização com bons preços, o que faz com que a perspectiva de resultado suba de aproximadamente R$ 527 para R$ 1.240 ou seja, R$ 713 a mais por hectare”, explica.

Cláudio ressalta que o saldo é positivo para o produtor nesse ano mesmo com o aumento de aproximadamente 30% na composição dos custos variáveis do trigo. O valor dos custos variáveis passou de R$ 2.461 em 2020 para R$ 3.204 em 2021 para a região de atuação da Fundação ABC, mas a cotação do preço pago aumentou 60% no período.

O cálculo para prever os preços realizado pela Fundação ABC é baseado na relação entre o custo levantado e a quantidade de sacas necessária para o custeio, considerando o ambiente de preços do momento em que o produtor está realizando a cotação de compra dos insumos. “É preciso considerar que esse valor pode variar, dependendo da estratégia de comercialização. Diferente das expectativas no momento das cotações de custo, se o produtor deixou para vender a safra de 2020 entre os meses de novembro e fevereiro de 2021 ele obteve um resultado maior do que o esperado. Da mesma forma, para a safra de 2021, as possibilidades de preço realmente praticadas para quem comercializar na sequência podem ser superiores ou inferiores”, destaca Cláudio. O levantamento da Fundação ABC considerou uma perspectiva de custos e resultados em 1 hectare da cultura do trigo nas safras de 2020 e 2021, utilizando referência de preço de mercado apresentados de setembro de 2019 a fevereiro de 2020 para a safra 2020 e, setembro de 2020 a fevereiro de 2021 para a safra de 2021.

Perspectiva otimista no Paraná

O Paraná também projeta uma boa safra mesmo com aumento em custos em reais por saca, diante dos dados remuneradores e dos custos menores da saca de trigo nesse ano. A estimativa do Departamento de Economia Rural (Deral) do Paraná deve ser divulgada no final de março, mas segundo o coordenador da divisão de Estatística do Departamento de Economia Rural (Deral) do Estado, Carlos Hugo Godinho, estima-se que a área de 2021 deve ser maior que a da safra 2020, ultrapassando novamente 1,1 milhão ha. “Esperamos até uma área maior e, especialmente, um aumento de produção porque em 2020 a safra foi bastante prejudicada pela seca. A estimativa inicial prevê uma produção acima de 3,5 milhões de toneladas”, disse.

Para Marcelo Sumiya, gerente de Assistência Técnica da Coamo, mesmo com um aumento de 31,5% nos custos em reais por saca em relação à 2020, considerando uma produtividade estimada de 3,5 kg/ha, a conversão em sacas em 2021 mostra uma redução de aproximadamente 17% do custo em sacas de trigo a menos do que no ano passado. Em 2020, a saca de trigo em Campo Mourão/PR era comercializada a R$ 48 e agora a cotação é de R$ 77. “É um cenário de custo em sacas por hectare menor em relação a 2020 e também a menor a relação de troca entre o preço do dia e o custo desde a safra de 2015.”, avalia.

Área deve superar a 1,1 milhão de hectares no RS

Com previsões otimistas, a tendência é de que a área semeada também aumente. “Tendo oferta de sementes, conforme o mercado sinaliza que temos, podemos chegar a 1,1 milhão de hectares em 2020”, projeta o diretor vice-presidente da Farsul, Hamilton Jardim, que coordena a comissão de trigo e demais culturas de inverno da Farsul e é presidente da Câmara setorial da cadeia produtiva das culturas de inverno do Ministério da Agricultura. Analisando as perspectivas de oferta e preços pagos, Hamilton diz que a safra atual tem sido negociada pelos produtores de trigo com uma margem de lucro acima da média histórica. “Se analisarmos o preço praticado no trigo no ano passado e comparar com o presente e o futuro, essa alta é muito maior do que o aumento no custo de produção. Então a relação de troca fica muito mais favorável ao produtor. Por isso o cenário é altamente positivo”, explica. A realidade atual também é de maior segurança, bem diferente de anos atrás quando o produtor trabalhava com valores incertos. “O produtor já consegue fechar neste momento em várias praças do Rio Grande do Sul preços para a entrega em novembro, dezembro, janeiro ou fevereiro. O cenário é muito bom”, projeta.

Hamilton comenta os custos de produção de trigo divulgados pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), que indicam uma alta de 21,77% em comparação a 2020. “A composição dos custos precisa levar em consideração a herança deixada pelos cuidados com a terra para as próximas culturas. O custo fixo, que é aquele relacionado aos cuidados com o solo e depreciação das máquinas, é diluído pelo que se colhe a mais após a lavoura de trigo, nos mesmos talhões que receberam atenção e manejo especial do produtor no inverno”. Em termos de custo, para Hamilton, a alta do dólar foi responsável pela elevação dos custos. “O óleo diesel subiu, os insumos subiram, consequentemente essa chuva de custos de produção, na nossa visão, foi em torno de 25%”. Hamilton reitera que na relação do custo baseado em grãos, moeda do agricultor, a relação está muito em favor do produtor, o que deve explicar um possível o aumento da área no estado.

Fonte: Assessoria
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Notícias Previsão do Tempo

Sistema Nacional de Meteorologia prevê frio intenso em partes do país nos próximos dias

Com a entrada de uma nova e intensa onda de frio, as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e sul da região Norte devem ter queda de temperatura entre os dias 28 de julho e 1° de agosto. Também há previsão de geadas amplas

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Com as atualizações dos principais modelos numéricos de previsão do tempo de na segunda-feira (26) e as análises dos Meteorologistas do Sistema Nacional de Meteorologia (SNM), persiste a previsão de que a partir desta terça-feira (27) as temperaturas entrem em declínio acentuado no Rio Grande do Sul. Com o deslocamento da frente fria, a chuva ainda está prevista para os três estados da Região Sul até amanhã e também deverá atingir o sul do Mato Grosso do Sul; posteriormente no dia 28 (quarta-feira), deverá ocorrer no Sudeste (leste de São Paulo com maiores volumes), sul de Minas Gerais, e na sequência, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Ainda no dia 28, a presença de um ciclone extratropical no Oceano Atlântico, intensificará os ventos no litoral da Região Sul e também favorecerá a incursão de umidade nas serras gaúcha e catarinense. A combinação de umidade com o ar frio poderá favorecer à ocorrência de chuva congelada e/ou queda de neve nas áreas de maior altitude.

Além da Região Sul, o ar frio predominará por toda a Região Sudeste, Centro-Oeste e sudoeste da Amazônia Legal entre os dias 28 e 31/07, ocasionando mais um episódio de Friagem. Já no período de 30/07 a 01/08, o ar frio deverá avançar também pelo sul da Bahia e partes do interior da Região Nordeste (declínios de temperaturas entre 6ºC e 4°C, especialmente nas áreas de maior altitude).

Geadas

Já há indícios de ocorrências pontuais na região da Campanha Gaúcha, na fronteira com o Uruguai, na madrugada do dia 27 (terça-feira). Já na madrugada do dia 28 (quarta-feira), há previsão de geadas amplas, que podem chegar à forte intensidade em algumas áreas, em todo interior do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, além do sul e sudoeste do Paraná e, com menores chances, de forma mais pontual e de menor intensidade, entre o noroeste do Paraná e o extremo sul do Mato Grosso do Sul.

No dia 29/07, há previsão de geada ampla em praticamente toda a Região Sul, sul do Mato Grosso do Sul e sudeste de São Paulo (com intensidade variando de moderada a forte). Também não se descarta episódio pontual de chuva congelada nas áreas de maior altitude da Serra da Mantiqueira (divisa entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro – região de Itatiaia);

Já no dia 30/07 a previsão de geada se entende para todo o estado de São Paulo, sul, Campo das Vertentes, oeste, Triângulo e Alto Paranaíba em Minas Gerais (área de divisa com São Paulo – Serra da Mantiqueira, poderão ter intensidade moderada a forte). Também poderá ocorrer de forma mais isolada no sul de Goiás.

A previsão de geadas pode ser consultada na Plataforma de Monitoramento de possíveis Geadas no Brasil

Fonte: Mapa
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Notícias

Central de resíduos de Campos Novos é modelo para as demais unidades da BRF

Localizada no Meio-Oeste de SC, a unidade conta com duas áreas para armazenagem temporária de descartes da fábrica e de setores administrativos

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Foto: Assessoria

Uma das maiores companhias de alimentos do mundo, a BRF investe em ações de sustentabilidade conectadas à Visão 2030 da empresa por meio dos seus 22 compromissos globais e transversais aos aspectos ESG (Ambiental, Social e de Governança). Próxima de completar 10 anos, a unidade de Campos Novos está conectada com essa agenda de sustentabilidade e conta com uma central de resíduos que se transformou em modelo para as demais plantas. A unidade possui duas centrais para armazenamento temporário de resíduos Classe I e II. O projeto em linha com as ambições do plano de sustentabilidade são: atuar em sinergia com os nossos parceiros e impactar positivamente as comunidades, inovar e obter soluções sustentáveis para desafios globais, promover o bem-estar animal, ser inclusivo, plural e diverso, preservar o meio ambiente e ser ecoeficiente.

A diretora de Sustentabilidade da BRF, Mariana Modesto, afirma que a Companhia busca evolução constante nos patamares de gestão ambiental. “Como empresa global, a inclusão de critérios de sustentabilidade à gestão e à estratégia é uma jornada permanente que visa antecipar transformações de mercado e mitigar os riscos e seus impactos”, destaca. “Buscamos ser cada vez mais ecoeficientes através da gestão sustentável da nossa cadeia”.

Colocada em operação há pouco mais de um ano, a central II recebe os resíduos gerados pela fábrica, como papel, plástico, resíduos não recicláveis e orgânicos, bombonas de produtos de higienização e de óleo sintético, sucatas metálicas, que vão para uma área impermeabilizada, com cobertura, contenção e acesso restrito. Depois de prensados, os materiais são destinados para terceiros homologados e licenciados com controle ambiental adequado para a destinação final. O prédio da central conta com baias identificadas de acordo com a coleta seletiva e o armazenamento é realizado em contêineres. O projeto da central de resíduos atende as NBRs 12.235 e 11.174 (normas técnicas e possuem inúmeras aplicações para padronização de documentos, processos produtivos e procedimentos).

“A central de resíduos de Campos Novos conta com um mapa de processos e também um padrão técnico onde estão descritos os procedimentos a serem executados no local”, ressalta o gerente da unidade, Vitório Almeida. “Esse documento, registrado com um padrão simples e prático, está fixado dentro da própria central”. A planta conta com outra área, também adequada chamada de Central de Resíduos I, que recebe os resíduos exclusivamente de setores externos e administrativos, banheiros e restaurante.

Fonte: Assessoria
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Notícias Suinocultura

Associações Mineiras se unem para capacitar os produtores do Estado

ASEMG, ASSUVAP e ASTAP realizam o 2° Fórum Estadual da Suinocultura

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Foto: O Presente Rural

O Fórum Estadual da Suinocultura surgiu da união das três associações mineiras –  (Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (ASEMG), Associação dos Suinocultores do Vale do Piranga (ASSUVAP) e Associação dos Suinocultores do Triângulo e Alto Paranaíba (ASTAP) – com o objetivo de levar ao produtor informações relevantes, que impactem diretamente no dia a dia do negócio da suinocultura. 

No dia 27 de julho terá início a segunda edição do Fórum Estadual da Suinocultura, que acontecerá de forma on-line, devido às medidas de isolamento social que ainda se fazem necessárias.

Durante três dias a ASEMG, ASSUVAP E ASTAP oferecerão aos suinocultores mineiros, bem como aos demais participantes da cadeia suinícola, três palestras com temas previamente escolhidos pelos mesmos. Duas das conferências serão transmitidas  por meio da plataforma ZOOM, mediante inscrições prévias e a última de forma aberta via canal do Youtube da ASEMG.

O evento iniciará no dia 27/07 (terça-feira) às 16h00, com a palestra: Gestão de Pessoas , como transformar sua equipe em um time, que será ministrada pela psicóloga, doutora pela Universidade do Minho, em Portugal na Investigação da Excelência Humana Mestre em Administração, pós‐graduada em Gestão de Negócios e Gestão de Recursos Humanos Virgínia Gherard.

No dia 28/07 (quarta-feira) das 17h00 às 18h00, será a vez da discussão sobre  IN65 e como colocá-la em prática, que será comandada por Ana Paula Liboreiro Brustolini, Dra. em nutrição de não ruminantes, Nutricionista do Premix Coosuiponte e a Tamires Gomes Cordeiro, Médica Veterinária e Responsável Técnica – Coosuiponte.

As atividades do Fórum Estadual da Suinocultura se encerrarão no dia 29/07 (quinta-feira), a partir das 19h00, com uma palestra  via canal do Youtube da ASEMG que discutirá   o cenário do mercado da carne em 2021. A exposição será capitaneada  pelo produtor rural e editor da Carta Pecuária,  Rogério Goulart e terá a mediação do médico veterinário e consultor de mercado da ASEMG, Alvimar Jalles.

O II Fórum Estadual da Suinocultura tem a realização da ASEMG, ASSUVAP e ASTAP. Conta com o patrocínio das empresas: Agroceres PIC, DSM- Bright Science. Brighter Living, e Vaccinar Nutrição  Animal.  e o apoio da ABCS, Cogran, Cooperoeste, Coosuiponte e Suinco.

 

Programação:

27/07 (terça-feira) :

Gestão de Pessoas: Transforme seus colaboradores em um time!

Palestrante: Virgínia Gerard

Horário: 16h às 17h

Local:  ZOOM: Faça sua inscrição clicando aqui.

Observação: Esta palestra não estará disponível posteriormente

 

28/07 (quarta-feira):

  IN65, como colocá-la em prática

Palestrantes: Ana Paula Liboreiro Brustolini e Tamires Gomes Cordeiro

Horário: 17h às 18h

Local: ZOOM: Faça sua inscrição clicando aqui.

 

29/07 (quinta -feira) :

 O cenário do mercado de carnes em 2021

Palestrantes: Rogério Goulart

Horário: 19h

Local: Youtube

Clique e ative o lembrete. 

 

Serviço:

2° Fórum Estadual da Suinocultura.

Data: 27 de julho a 29 de julho.

Telefone: (31)99649-2968/ (31)99648-8191

Email: comunicacao@asemg.com.br

Fonte: Assessoria
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Simp. Brasil Sul de Suínos 2021

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