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Notícias Safra de inverno

Área de trigo deve aumentar de olho na rentabilidade

Segundo analistas, cálculo de resultado da safra deve considerar a relação entre o custo levantado e a quantidade de sacas necessária para pagar esse custo

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Divulgação/AENPr

A safra de inverno 2021 começa com boas vantagens aos produtores, de acordo com projeção de analistas e representantes do setor. O custo menor em sacas de trigo; a valorização do valor pelo trigo acima da média histórica; a segurança genética das cultivares; a oferta adequada de sementes no mercado e a estratégia de rateio dos custos fixos da lavoura com a soja estão entre os fatores que estão motivando os produtores a aumentar a área plantada.

Segundo o pesquisador do setor de Economia Rural da Fundação ABC, Cláudio Kapp Júnior, uma vantagem importante para o produtor neste ano é que a média de cotação da cultura está com preços superiores no momento da formação do orçamento. “Na safra de 2021 o agricultor vai economizar em média 390 kg de trigo grão por hectare para pagar o custo. Além disso, há uma expectativa de comercialização com bons preços, o que faz com que a perspectiva de resultado suba de aproximadamente R$ 527 para R$ 1.240 ou seja, R$ 713 a mais por hectare”, explica.

Cláudio ressalta que o saldo é positivo para o produtor nesse ano mesmo com o aumento de aproximadamente 30% na composição dos custos variáveis do trigo. O valor dos custos variáveis passou de R$ 2.461 em 2020 para R$ 3.204 em 2021 para a região de atuação da Fundação ABC, mas a cotação do preço pago aumentou 60% no período.

O cálculo para prever os preços realizado pela Fundação ABC é baseado na relação entre o custo levantado e a quantidade de sacas necessária para o custeio, considerando o ambiente de preços do momento em que o produtor está realizando a cotação de compra dos insumos. “É preciso considerar que esse valor pode variar, dependendo da estratégia de comercialização. Diferente das expectativas no momento das cotações de custo, se o produtor deixou para vender a safra de 2020 entre os meses de novembro e fevereiro de 2021 ele obteve um resultado maior do que o esperado. Da mesma forma, para a safra de 2021, as possibilidades de preço realmente praticadas para quem comercializar na sequência podem ser superiores ou inferiores”, destaca Cláudio. O levantamento da Fundação ABC considerou uma perspectiva de custos e resultados em 1 hectare da cultura do trigo nas safras de 2020 e 2021, utilizando referência de preço de mercado apresentados de setembro de 2019 a fevereiro de 2020 para a safra 2020 e, setembro de 2020 a fevereiro de 2021 para a safra de 2021.

Perspectiva otimista no Paraná

O Paraná também projeta uma boa safra mesmo com aumento em custos em reais por saca, diante dos dados remuneradores e dos custos menores da saca de trigo nesse ano. A estimativa do Departamento de Economia Rural (Deral) do Paraná deve ser divulgada no final de março, mas segundo o coordenador da divisão de Estatística do Departamento de Economia Rural (Deral) do Estado, Carlos Hugo Godinho, estima-se que a área de 2021 deve ser maior que a da safra 2020, ultrapassando novamente 1,1 milhão ha. “Esperamos até uma área maior e, especialmente, um aumento de produção porque em 2020 a safra foi bastante prejudicada pela seca. A estimativa inicial prevê uma produção acima de 3,5 milhões de toneladas”, disse.

Para Marcelo Sumiya, gerente de Assistência Técnica da Coamo, mesmo com um aumento de 31,5% nos custos em reais por saca em relação à 2020, considerando uma produtividade estimada de 3,5 kg/ha, a conversão em sacas em 2021 mostra uma redução de aproximadamente 17% do custo em sacas de trigo a menos do que no ano passado. Em 2020, a saca de trigo em Campo Mourão/PR era comercializada a R$ 48 e agora a cotação é de R$ 77. “É um cenário de custo em sacas por hectare menor em relação a 2020 e também a menor a relação de troca entre o preço do dia e o custo desde a safra de 2015.”, avalia.

Área deve superar a 1,1 milhão de hectares no RS

Com previsões otimistas, a tendência é de que a área semeada também aumente. “Tendo oferta de sementes, conforme o mercado sinaliza que temos, podemos chegar a 1,1 milhão de hectares em 2020”, projeta o diretor vice-presidente da Farsul, Hamilton Jardim, que coordena a comissão de trigo e demais culturas de inverno da Farsul e é presidente da Câmara setorial da cadeia produtiva das culturas de inverno do Ministério da Agricultura. Analisando as perspectivas de oferta e preços pagos, Hamilton diz que a safra atual tem sido negociada pelos produtores de trigo com uma margem de lucro acima da média histórica. “Se analisarmos o preço praticado no trigo no ano passado e comparar com o presente e o futuro, essa alta é muito maior do que o aumento no custo de produção. Então a relação de troca fica muito mais favorável ao produtor. Por isso o cenário é altamente positivo”, explica. A realidade atual também é de maior segurança, bem diferente de anos atrás quando o produtor trabalhava com valores incertos. “O produtor já consegue fechar neste momento em várias praças do Rio Grande do Sul preços para a entrega em novembro, dezembro, janeiro ou fevereiro. O cenário é muito bom”, projeta.

Hamilton comenta os custos de produção de trigo divulgados pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), que indicam uma alta de 21,77% em comparação a 2020. “A composição dos custos precisa levar em consideração a herança deixada pelos cuidados com a terra para as próximas culturas. O custo fixo, que é aquele relacionado aos cuidados com o solo e depreciação das máquinas, é diluído pelo que se colhe a mais após a lavoura de trigo, nos mesmos talhões que receberam atenção e manejo especial do produtor no inverno”. Em termos de custo, para Hamilton, a alta do dólar foi responsável pela elevação dos custos. “O óleo diesel subiu, os insumos subiram, consequentemente essa chuva de custos de produção, na nossa visão, foi em torno de 25%”. Hamilton reitera que na relação do custo baseado em grãos, moeda do agricultor, a relação está muito em favor do produtor, o que deve explicar um possível o aumento da área no estado.

Fonte: Assessoria
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Notícias Comemoração

Aos 48 anos, Embrapa contabiliza entregas e investe em garantir o protagonismo

Na próxima segunda-feira (26), a Embrapa completa 48 anos

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Na próxima segunda-feira (26), a Embrapa completa 48 anos, construindo a ciência que se reinventa para estar à frente e alinhada aos desafios, especialmente durante um dos episódios mais desafiadores da história, com a pandemia da covid-19.

Na busca pela superação que a pesquisa tem provado ser capaz em todas as áreas e a produtividade de alimentos de qualidade e com sustentabilidade, a Empresa tem direcionado os investimentos no dia a dia, norteada pelos recursos da inteligência estratégica, prospecção, observação de sinais e tendências e avaliação de riscos e oportunidades.

É a agricultura movida a ciência, que usa cérebros e não tratores, como diz o pesquisador Eliseu Alves, um dos fundadores e ex-presidente da Embrapa. Entre dezenas de indicadores, é a responsável por dobrar a produção de café nos últimos vinte anos, e nos últimos quarenta anos: aumento de 509% na produção de grãos com elevação de duas vezes na área plantada; sete vezes a produção de leite; 60 vezes a produção de carne de frango; 100% o rebanho bovino (com diminuição relativa da área de pastagem); 140% a produtividade do setor florestal; 240% a produção de trigo e milho; e 315% a produção de arroz.

Esses números mostram por que o Brasil é referência em ciência, tecnologia e inovação e um dos líderes mundiais na produção de alimentos, com exportações para cerca de 170 países. Mais de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) tem origem no esforço que vem da pesquisa e do campo.

Live para o público externo

Em decorrência da pandemia, os 48 anos  da Embrapa serão lembrados de forma virtual, com transmissão pelo canal da Empresa no YouTube.

Na quarta-feira (28), às 10h, a live “Embrapa 48 anos” será aberta ao público externo. Na ocasião serão lançados o Balanço Social 2020 e diversas soluções tecnológicas, publicações e cursos. Também será anunciada a assinatura de algumas parcerias.

Parlamentares, parceiros e a ministra Tereza Cristina falarão sobre a importância da Embrapa. Além disso, a Empresa entregará homenagens a seis atores relevantes do setor produtivo, do poder público e do universo da pesquisa.

Manter foco nas metas

No momento em que a trajetória de quase cinco décadas de ciência agropecuária é marcada por um cenário incerto, o presidente Celso Moretti reforça a importância do foco nas metas. “Será necessário investir mais do que nunca em estratégias sustentáveis que contribuam com a garantia de produção de mais alimentos, usando menos energia e água, para alimentar 8,5 bilhões de pessoas no planeta”, diz.

“No mundo pós-pandemia, para que haja saúde e segurança alimentar para a população dos países, serão necessários novos conceitos na produção de alimentos, baseados na sanidade animal, na saúde humana, na segurança dos alimentos e na sustentabilidade”, destaca. “Estaremos diante de uma realidade nova em termos populacionais, de urbanização, de longevidade e de padrões de consumo – a Embrapa precisa estar pronta para fazer sua parte. Os últimos 48 anos a prepararam para esse protagonismo”, afirma Moretti.

Referindo-se ao VII Plano Diretor da Embrapa (PDE), pela primeira vez definido em metas quantificáveis, o presidente lembra as oito áreas prioritárias da pesquisa e as três na gestão organizacional e estratégica. “Serão ampliados os esforços nas áreas de bioeconomia, inteligência territorial, agricultura digital, mudança do clima, sanidade agropecuária, desenvolvimento territorial com inclusão produtiva, sustentabilidade com competitividade, consumo e agregação de valor aos produtos do agronegócio”, cita. “Na gestão organizacional, nosso foco será ainda mais a modernização, com o aumento da eficiência e a racionalização de custos”.

Entre os compromissos do PDE estão:

  • a ampliação em mais de 10 milhões de hectares das áreas com plantios de sistemas integrados até 2025 (hoje a área estimada com ILPF é de 17 milhões);
  • o aumento em 1 milhão de hectares da área de florestas plantadas com sistemas de produção até 2030;
  • e o aumento em 10% dos benefícios econômicos de produtores que utilizam o Zoneamento de Risco Climático (Zarc) para o plantio.

“Até 2025, queremos dobrar o número de usuários dos aplicativos da Embrapa, e em 20% o benefício econômico gerado por práticas agropecuárias e tecnologias sustentáveis capazes de reduzir os custos de produção”, completa.

Para Moretti, o que pode ser considerado “ousadia” é, na verdade, o reflexo da maturidade alcançada pela Empresa e que justifica os marcos científicos comemorados a cada ano. “São tempos de dificuldades, perdas e adaptações, mas que, ao mesmo tempo, provam o quanto a Empresa se preparou e busca estar cada vez mais apta a promover as entregas que a sociedade demanda da ciência”, completa.

Diversidade de conquistas

Desde a tecnologia que transformou os solos ácidos do Cerrado em uma das regiões mais produtivas do País, a ciência da Embrapa e parceiros acumula uma sucessão de marcos para a agropecuária. O mesmo bioma um dia considerado infértil, graças à pesquisa, hoje tem o potencial de dobrar a área cultivada com trigo no Brasil.  “Temos desenvolvido variedades adaptadas ao Cerrado, com teor de proteína quase duas vezes maior do que o do trigo produzido em outras regiões”, diz Moretti. O Brasil tem 2 milhões de hectares cultivados com o cereal, dos quais 200 mil hectares no Cerrado.

“Às vésperas de completar cinco décadas de pesquisa, outras contribuições merecem destaque, como a economia de base biológica, que representa o futuro e a garantia de sustentabilidade aliada ao desenvolvimento e à geração de emprego e renda”, comenta o presidente. “A fixação biológica de nitrogênio, o Biomaphos (primeiro inoculante nacional para fósforo), o Aprinza (inoculante para fixação biológica de nitrogênio na cana-de-açúcar), o controle biológico da vespa-da-madeira, o óleo essencial de manjericão-de-folha-larga para o controle de pragas, além dos bioinsumos desenvolvidos a partir de resíduos da cadeia de biocombustíveis, fazem parte desse rol de resultados que já chama a atenção de outros países, interessados em compartilhar o conhecimento brasileiro”.

Impactos continuam significativos

Segundo Moretti, a trajetória da pesquisa agropecuária vai além da lista de soluções tecnológicas. “A contabilização dos impactos também é alta”, diz. Um exemplo: em 2020, a fixação biológica de nitrogênio (FBN) foi a responsável por uma economia de R$ 22 bilhões em adubos nitrogenados não gastos. “Sem contar que deixaram de ser emitidas cerca de 150 milhões de toneladas de CO2 equivalente”, resume.

Na área dos sistemas integrados, a pesquisa da Embrapa também se consolidou como referência para os novos rumos do agro, com a adoção da ILPF. “Para compreender o impacto, basta considerar que, se a ILPF for implantada em apenas 15% da área de produção, já seria o suficiente para compensar as emissões de gases de efeito estufa produzidos pelos animais e pela pastagem”, comenta.

Na evolução do agro, a Empresa também vem contribuindo fortemente com a necessidade de modernização dos recursos para os produtores. A agricultura digital, a rastreabilidade e a logística, associadas aos sistemas produtivos agrícolas, estão entre os temas prioritários da programação. “O universo de inovações e soluções tecnológicas é vasto, mas não há como prescindir da urgência da conectividade à disposição dos produtores rurais”, destaca o presidente.

“Quase todos os centros de pesquisa têm se dedicado ao desenvolvimento de tecnologias digitais, como sensores que medem a temperatura do animal e avaliam o conforto térmico nos sistemas ILPF, detecção de doenças, recontagem de frutos, medição de características em animais, simulação de fenômenos, previsão de safras, monitoramento de logística e transporte, rastreabilidade e suporte à tomada de decisão nas propriedades, mas o produtor precisa ter condições de acesso”, diz Moretti.

Ano difícil e muitos avanços

Passados mais de 13 meses desde a declaração de pandemia no País, a Embrapa permanece com mais da metade dos empregados trabalhando remotamente. Para que projetos não fossem inviabilizados, pesquisadores e suas equipes, mesmo com o isolamento social e a necessidade de implantação das escalas de revezamento, criaram formas de preservar o trabalho no campo e nos laboratórios. Experimentos necessitavam de acompanhamento muitas vezes diário, sob o risco de serem perdidos anos de dedicação.

“Graças à solidez da Empresa, o desafio tem sido enfrentado com serenidade neste momento tão novo e incerto”, afirma o presidente. Ele lembra que as pesquisas no campo e nos laboratórios não foram paralisadas. “A pandemia funcionou como um acelerador de futuro, nos obrigando a antecipar iniciativas que estavam sendo estudadas ou iniciadas, como o teletrabalho, o investimento maior em capacitações on-line, as transmissões por internet para conversar com técnicos e produtores, o desenvolvimento de sistemas de planejamento e o monitoramento de safras por satélite”, explica. Foram realizados mais de 40 cursos a distância, oferecidos por 25 UDs, que registraram mais de 400 mil inscrições.

Integração de esforços 

No balanço dos 48 anos, cada área da Embrapa também precisou se adaptar em seu planejamento. “Nosso maior desafio tem sido preparar a Empresa para manter seu protagonismo nos próximos anos, o que implica em ganhos de eficiência operacional, maior transparência e redução da dependência do Tesouro Nacional”, avalia o diretor-executivo de Gestão Institucional, Tiago Ferreira, ressaltando a consolidação fiscal e a pandemia como os dois principais condicionantes.

Segundo ele, a Embrapa será convocada a contribuir com o ajuste das contas públicas e precisará racionalizar o uso de recursos e obter ganhos de eficiência para preservar suas operações. “A transformação digital e os centros de serviços compartilhados são as principais frentes de ação, mas precisamos também explorar as vantagens associadas ao ERP-SAP, uma plataforma organizacional robusta, que contribui com a integração e o compartilhamento de processos administrativos”, explica.

Sobre a pandemia, o diretor diz acreditar no efeito transformador das relações, inclusive de trabalho. “Estão sendo estudadas alternativas para a organização do trabalho, sendo importante ressaltar nossas restrições, em especial a financeira”, comenta. “O fato é que não devemos temer a mudança, porque as transformações trazem desafios que, se encarados adequadamente, representam grandes oportunidades – o Brasil precisa da Embrapa”, conclui.

Dinamismo

Já a diretora-executiva de Inovação e Tecnologia, Adriana Regina Martin, destaca como prioridades a aproximação com o setor produtivo e o maior dinamismo na busca por novos modelos de financiamento de projetos de PD&I para incrementar o orçamento. “Diretoria e Unidades Centrais e Descentralizadas estão engajadas em melhorar esse cenário”, diz.

De acordo com a gestora, no ano passado, dos R$ 168,1 milhões investidos em projetos de PD&I, mais de R$ 32 milhões vieram da iniciativa privada, o que significa um salto de 11,2% em 2019 para 17,3% em 2020. Nesse sentido, Adriana Martin destaca os esforços para que seja atingida a meta de mais 40% dos projetos com parceiros até 2023, em alinhamento aos temas do VII PDE e às megatendências da agricultura brasileira.

Quanto às alternativas de financiamento, ela dá como exemplo a estruturação de fundos privados com grandes players do agronegócio. Cita ainda o trabalho da Secretaria de Inovação e Negócios (SIN), como Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), na busca de novos modelos de negócio para transferir as tecnologias ao setor produtivo e à sociedade, gerando maior valor agregado. “Estão sendo fundamentadas as bases para que a Embrapa seja sócia de empreendimentos para o desenvolvimento de produtos, processos e serviços inovadores e o lançamento de ativos, com melhor posicionamento de mercado e visibilidade”, completa.

Aumentar a visibilidade da Empresa no ecossistema de inovação nacional é outra linha de ação relevante para a agenda institucional, como forma de promover o desenvolvimento de novos mercados e o fortalecimento do empreendedorismo. “Quase todos os centros de pesquisa da Embrapa têm parcerias com empresas de base tecnológica digital e iniciativas para impulsionar o mercado de startups”, diz. “São oportunidades para embarcar ativos tecnológicos e pré-tecnológicos da Empresa em soluções digitais, de biotecnologia e de nanotecnologia, dentre outros segmentos possíveis”, conclui.

Entregas mais direcionadas

Ajustes na programação e nos programas, tornando-os mais focados e com entregas claras e escalonadas estão entre as principais metas da área de P&D, uma das mais estratégicas e essenciais da Empresa. De acordo com o diretor Guy de Capdeville, as dificuldades devido às restrições orçamentárias exigem que a Embrapa continue se adaptando para seguir entregando à sociedade as soluções que precisa, em especial aos agricultores.

“Precisamos fortalecer nossa atuação em redes regionais e nacionais, atuando cada vez mais transversalmente e multidisciplinarmente para acelerar nossa capacidade de produzir, entregar e subsidiar o Estado brasileiro no estabelecimento das políticas públicas que farão o País avançar”, diz.

Destacando o papel da Empresa no contexto do agro, o diretor lembra as cobranças constantes por entregas mais direcionadas pelo setor produtivo. “Detemos um volume de informações e ferramentas que orienta e ajuda nossas UDs a direcionar o avanço científico para atender as inovações que precisamos produzir”, comenta. “E não se trata de obliteração da criatividade, mas sim de dar orientação e pragmatismo. Ciência pode e deve ser lucrativa, principalmente em uma empresa como a Embrapa”.

Fonte: Assessoria
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Notícias Aquicultura e Pesca

Brasil adere à Blue Justice, iniciativa internacional de combate a crimes organizados na indústria pesqueira

País é o 34º integrante da ação global, liderada pelo governo da Noruega e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (UNDP)

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Guilherme Martimon/Mapa

O Brasil é o mais novo membro da iniciativa Blue Justice. Ao assinar a Declaração de Copenhague na quinta-feira (22), o país passa a cooperar com uma política global de combate ao crime organizado na indústria pesqueira. O documento foi assinado pelo secretário de Aquicultura e Pesca do Mapa, Jorge Seif Júnior, que representou o governo brasileiro na cerimônia de assinatura on-line, realizada pelo governo da Noruega e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (UNDP, sigla em inglês), que lideram a iniciativa.

No mundo, as águas cobrem mais de dois terços da superfície da Terra, contribuindo diretamente com cerca de US$ 1,5 trilhão para a economia, sendo que apenas o setor de alimentos gera em torno de 237 milhões de empregos. A carne de peixe responde por aproximadamente 17% do consumo mundial de proteína animal. Em países menos desenvolvidos, esse número pode chegar a 50%.

“Sabemos que a pesca, além de sua extrema importância social e nutricional para as populações do mundo, é um negócio internacional multibilionário. Nós, gestores e tomadores de decisão, devemos empregar as melhores práticas de governança e gestão da pesca. Práticas inteligentes, estratégicas, coordenadas e baseadas em evidências científicas e informações qualificadas”, iniciou o secretário Seif Júnior em seu discurso.

O Brasil tem o maior litoral do Oceano Atlântico Sul, com um total de 8,5 mil quilômetros de extensão, sendo a pesca importante atividade comercial praticada ao longo de todo o litoral do país. Essa vasta área litorânea é chamada de Amazônia Azul, que, junto com a Zona Econômica Exclusiva, soma aproximadamente 5,7 milhões km2.

O secretário destacou a importância de o país endossar a iniciativa Blue Justice num contexto em que a demanda por produtos pesqueiros é grande e continuará a crescer, o que gera pressão sobre os recursos naturais, podendo criar brechas para comportamentos gananciosos que “pegam carona” na indústria pesqueira.

Jorge Seif citou ações em andamento no país, como processo de ratificação do Acordo da FAO sobre medidas nos Estados do Porto (PSMA); modernização e ampliação do sistema de rastreamento de embarcações, por meio da parceria com a Global Fisching Watch, o que trará mais agilidade de transparência na gestão; reestruturação do sistema de cadastramento dos pescadores artesanais e industriais no combate à fraudes, além da criação e atualização dos sistemas de distribuição de cotas e revisão de atos normativos.

Os países signatários da Declaração de Copenhague reconhecem a importância da cadeia da pesca para o mundo e buscam combater a prática de crimes como pesca ilegal, corrupção, fraudes tarifárias, lavagem de dinheiro, tráfico moderno nas atividades dessa indústria. É o que pontuou Odd Emil Ingebrigtsen, ministro da Pesca e Frutos do Mar da Noruega.

Por ser uma atividade que ultrapassa os limites continentais e avança mar adentro, a cooperação deve se dar em um contexto global com a participação de agências governamentais em nível nacional, regional e internacional, a fim de prevenir, combater e erradicar o crime organizado transnacional na indústria pesqueira.

A participação da UNDP nesta iniciativa destaca a força da cooperação com o apoio para sua efetiva implementação: “É um problema que existe e é global, no qual temos que atuar encorajando os países a desenvolver uma solução conjunta”, destacou Emma Witbooi, representante do organismo internacional.

Participaram da cerimônia a o secretário do Ministério das Relações Exteriores da Noruega e representante da primeira-ministra para o Painel de Alto Nível para uma Economia do Mar Sustentável, Jens Frolich Holte; o ministro-conselheiro da Embaixada do Brasil na Noruega, Paulo Roberto Ribeiro Guimarães; e o embaixador da Noruega no Brasil, Nils Martin Gunneng.

Blue Justice 

A Blue Justice contribui para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, particularmente em relação ao ODS 14 “Vida na água” e ao ODS 16 “Paz, Justiça e Instituições Eficazes”. Além do Brasil, outros 33 países são signatários da Declaração de Copenhague.

Fonte: MAPA
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Notícias Pecuária

Associação Capixaba dos Criadores de Nelore elege virtualmente nova diretoria para o biênio 2021/2023

Carlos Tadeu Bastos da Rosa foi reeleito para a presidência do próximo período

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A Associação Capixaba dos Criadores de Nelore (ACCN), elegeu no dia 15 de março, de forma virtual, a nova diretoria para o biênio 2021/2023. Carlos Tadeu Bastos da Rosa foi reeleito para a presidência do próximo período, tendo como vice presidente, Carlos Alberto Macedo.

“O nosso foco será fortalecer cada vez mais os pequenos, médios e grandes criadores da raça. Estaremos sempre envolvidos com a finalidade de melhorar o intercâmbio entre os criadores, para que o melhoramento genético da raça permaneça sempre como prioridade, desta forma, continuaremos contribuindo com a evolução do Nelore no estado do Espirito Santo”, ressalta Carlos Tadeu Bastos da Rosa, presidente da ACCN.

A formação da diretoria para o próximo mandato será composta por 1 presidente, 1 vice-presidente, 8 diretores e 4 conselheiros. O presidente da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), Dr. Nabih Amin El Aouar, assumiu a diretoria técnica.

“A ACCN é uma das associações regionais mais proativas entre as organizações dos criadores de nelore do país, e realiza ações fundamentais para o fomento da raça e para o crescimento e valorização do nelorista no estado do Espirito Santo e no Brasil. A ACNB espera que nessa gestão atual, a Nelore Capixaba mantenha a mesma proatividade de sempre, colocando a ACCN no mais alto ponto de representatividade da raça nelore e do setor pecuário no estado”, afirma Nabih Amin El Aouar, presidente da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB).

Confira a nova composição:

  • Presidente: Carlos Tadeu Bastos da Rosa
  • Vice presidente: Carlos Alberto Macedo
  • Diretor administrativo: José Wallace de Tassis
  • Diretor financeiro: Eduardo Lima Bortolini
  • Diretor técnico: Nabih Amin El Aouar
  • Diretor comercial: Dailson Laranja
  • Diretor patrimonial: José Canal
  • Diretor social e marketing: Victor Paulo Silva Miranda
  • Diretores científicos: Diogo Vivacqua de Lima e Humberto Luiz Wernesbach Filho
  • Conselheiros consultivos: Rivelino Rovetta e Eduardo Antônio Santos Sampaio
  • Conselheiros fiscais: Wendius Henrique Lucas e Celcino Junior Martins Barros

Fonte: Assessoria
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