Suínos Entrevista
Aquicultura atende mais de 50% da demanda mundial por pescado
O Jornal O Presente Rural conversou com o presidente da PeixesBR, Francisco Medeiros, para saber das oportunidades de mercado nos primeiros meses do ano para os peixes de cultivo, das perspectivas do setor ao longo de 2022 no Brasil e no mundo. Confira.

Os peixes de cultivo estão cada vez mais conquistando espaço na mesa do brasileiro e pedindo espaço para adentrar em território internacional. Prova disso é que em 2021 a piscicultura nacional produziu 841.005 mil toneladas, desempenho que alcançou cerca de R$ 8 bilhões em receita. A atividade gera anualmente mais de três milhões de empregos diretos e indiretos, profissionais que contribuem diariamente para o Brasil avançar a passos largos no setor entre os principais produtores mundiais de peixes de cultivo.
A preferida do consumidor brasileiro é a tilápia, espécie que hoje coloca o país na 4ª posição entre os maiores produtores mundiais e representa 63,5% da produção nacional. Os peixes nativos, liderados pelo tambaqui, participam com 31,2% e outras espécies com 5,3%.
Segundo levantamento da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), nos últimos sete anos a produção de peixes saltou 45,4% no país, saindo de 578.800 toneladas produzidas por ano para mais de 841 mil toneladas.
O Jornal O Presente Rural conversou com o presidente da PeixesBR, Francisco Medeiros, para saber das oportunidades de mercado nos primeiros meses do ano para os peixes de cultivo, das perspectivas do setor ao longo de 2022 no Brasil e no mundo. Confira.
O Presente Rural – As estimativas previstas pela Peixes BR para 2022 estão se concretizando ou superando as projeções iniciais?
Francisco Medeiros – No primeiro semestre de 2022 o mercado de proteína de peixe de cultivo esteve mais retraído do que a expectativa, retração essa que aconteceu também para suínos, aves e bovinos, ocasionado principalmente pela perda do poder aquisitivo. Agora no segundo semestre espera-se uma recuperação do setor, que já acumula nas três primeiras semanas de agosto uma recuperação consecutiva de preços pagos ao produtor, tendência que deve permanecer até o fim deste ano. As expectativas são de crescimento, contudo o primeiro semestre de 2023 tende a ser bastante difícil. Esperamos compensar agora no segundo semestre as vendas para que possamos manter a taxa de crescimento e de comercialização dos nossos produtos.
O Presente Rural – Nos primeiros meses as exportações de produtos da piscicultura brasileira cresceram exponencialmente. Quais foram os principais produtos que impulsionaram esse crescimento?
Francisco Medeiros – O ano de 2021 já foi um ano com bastante resultado positivo para as exportações, com um crescimento em 78% (em receita) em relação a 2020, sendo os Estados Unidos o principal cliente do Brasil. No total foram exportadas 9,9 mil toneladas em 2021 contra 6,7 mil toneladas no ano anterior, crescimento de 49%, gerando uma receita de US$ 20,7 milhões diante de US$ 11,7 milhões em 2020. Esse ano os números já são ainda melhores do que foram no ano passado.
No primeiro semestre nós tivemos um crescimento nas exportações de 100% em relação a 2021, ou seja, apesar do mercado ter sido bastante retraído nos primeiros meses do ano a cadeia apresentou crescimento, reflexo da movimentação das empresas que aproveitaram sua disponibilidade de estoque para comercializar no mercado externo.
As exportações da piscicultura brasileira totalizaram no primeiro trimestre de 2022 um montante de US$ 7 milhões, apresentando aumento de 119% quando comparadas ao mesmo período de 2021. Quando analisado em peso, o aumento verificado no primeiro trimestre de 2022 foi de 46%, atingindo 2.509 mil toneladas (Figura 1).
As tilápias inteiras congeladas foram os produtos mais exportados, apresentando um crescimento de 475% nas vendas do primeiro trimestre de 2022, com US$ 3,8 milhões em exportações, e aumento de 1.265% comparado a 2021. Na segunda posição ficaram os filés frescos ou refrigerados, com US$ 1,6 milhão; e a terceira posição foi ocupada pelos filés congelados, atingindo US$ 843 mil.
A tilápia foi a principal espécie com maior volume embarcado no primeiro trimestre de 2022, com US$ 6,8 milhões, respondendo por 97% do total exportado. Esse valor representa um aumento de 166% comparado com o primeiro trimestre de 2021. O tambaqui ocupa o segundo lugar com US$ 153 mil, porém com queda de 24% em comparação com 2021.
Com exceção do filé congelado e dos subprodutos de tilápia impróprios para alimentação humana, todos os itens de exportação de tilápia apresentaram aumento nos seus preços médios. O maior aumento ocorreu na tilápia inteira congelada, que passou de US$ 1,96/kg para US$ 2,63/kg, ou seja, um incremento de 34%.
Entre os principais Estados exportadores de tilápia, o Paraná ocupa a primeira posição com crescimento de 330% comparado com 2021, ao alcançar nos três primeiros meses do ano US$ 3 milhões em exportação. Mato Grosso do Sul e Bahia vieram na sequência.
E os Estados Unidos continua sendo o principal cliente do Brasil, sozinho importou 78%, um aumento de 249% comparado com o primeiro trimestre de 2021. O Canadá foi o segundo principal destino, totalizando US$ 748 mil em importações, aumento de 675%. O Chile foi o terceiro principal destino, com US$ 176 mil, porém com queda de 44% comparado com 2021.
Os maiores volumes exportados foram em janeiro, que totalizaram US$ 2,5 milhões e 895 toneladas. Os dados referentes ao segundo trimestre de 2022 ainda estão sendo quantificados e analisados para posteriormente serem divulgados.
O Presente Rural – Quais outros fatores contribuíram para esse aumento significativo de embarques para o mercado externo?
Francisco Medeiros – Nós temos uma série de fatores que levam ao aumento das exportações, entre eles o dólar alto é um fator competitivo para a exportação da piscicultura brasileira; e o drawback, uma política implantada em 2019 de regime aduaneiro em que desonera de impostos federais os insumos utilizados na produção, o que traz uma vantagem competitiva ao produto brasileiro.
Nós tivemos em 2021 uma mudança dos tipos de produtos exportados, antes o nosso carro chefe era o filé fresco, hoje é a tilápia inteira e o filé congelado, são produtos de menor margem, mas se faz mais volume, tanto é que hoje se considerar toda a indústria de pescado, tanto peixe de cultivo quanto a pesca, a tilápia é o produto mais exportado, ou seja, os resultados que nós estamos colhendo hoje são reflexos de decisões tomadas lá atrás, inclusive de participações em feiras internacionais, com apoio da Apex-Brasil, em que os resultados começam agora a serem colhidos.
No entanto, o mais importante é que o produtor e a indústria melhoraram de forma significativa os seus índices de competitividade, esse é um trabalho também de colheita de alguns anos em busca de aperfeiçoar todos os processos em busca de melhores os resultados na cadeia produtiva.
O Presente Rural – A cadeia da produção de peixes cultivados no Brasil cresce ano após ano. Em 2021 apresentou um crescimento de 4,7%, com os Estados do Sul assumindo a dianteira como a maior região produtora do país, esse cenário vem se mantendo em 2022?
Francisco Medeiros – A produção brasileira de peixes de cultivo, em 2021 foi de 841.005 toneladas, um crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior, com a tilápia liderando esse crescimento. A espécie já representa 65,3% da produção de peixes de cultivo no Brasil, sendo no ano passado produzidas 534.005 toneladas no país, aumento de 9,8% sobre o desempenho de 2020, que havia sido de 486.155 toneladas.
Já a coleta de dados sistemáticos da produção em 2022 é feita durante todo ano e disponibilizada no início do ano seguinte. Essas informações parciais nós já temos, mas ainda não estão disponíveis para serem apresentadas. O que posso dizer é que tivemos um primeiro semestre retraído, no entanto começamos o segundo semestre com um cenário mais promissor, tanto no mercado interno quanto no mercado externo.
Não tivemos uma mudança significativa de Estados produtores, a região Sul continua disparada na frente, com o Paraná sendo o grande responsável hoje pela produção de peixes de cultivo, especificamente a tilápia para o mercado externo. O Estado nos primeiros meses do ano também já assumiu a liderança nas exportações, que até 2021 era do Mato Grosso do Sul.
O Presente Rural – A piscicultura de cultivo está avançando para a região Norte do país, onde predomina a criação de peixes nativos, tendo apresentado em 2021 um crescimento de quase 40%. O Sudeste é outra região que vem crescendo principalmente na produção de tilápia. Qual o modelo de produção que tem impulsionado esse desenvolvimento?
Francisco Medeiros – A piscicultura brasileira cresce a passos largos nos últimos anos e deve continuar crescendo nessa década. Especificamente esse está sendo um ano em que nós vamos terminar sem mudanças significativa dos principais players.
O mais importante é que temos observado a entrada de novas empresas, que tradicionalmente são produtoras de frango, entrando na produção de tilápia e no sistema integrado, aliás, o sistema de integração hoje é o que mais cresce no Brasil, acompanhado do sistema de verticalização.
Já os produtores independentes estão com um crescimento bastante tímido, inclusive apresentando uma redução em alguns Estados em razão da perda de competitividade ocasionada principalmente pelo aumento dos custos de produção e pelo preço do produto, que não acompanhou o mesmo ritmo de elevação do custo de produção, então hoje nós verificamos que está tendo mais investimentos pelas empresas integradoras.
O Presente Rural – Qual o atual cenário da piscicultura mundial?
Francisco Medeiros – A aquicultura e a piscicultura mundial crescem a um volume bem superior à pesca, que hoje está estabilizada, com muitas regiões do planeta reduzindo a atividade pesqueira. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura fez recentemente uma projeção de que quem efetivamente está atendendo mais de 50% da demanda mundial de pescado é a aquicultura, demanda essa que vai continuar sendo atendida cada dia mais pela aquicultura, haja vista que há problemas de estoques pesqueiros no mundo inteiro, com sobrepesca.
As condições climáticas estão impactando diretamente na produção primária dos oceanos, situação que abre portas para a aquicultura, que hoje já é quem mais fornece produtos para o mercado, quando se compara com a pesca, e essa tendência não tem retorno mais, porque não é uma tendência de década, é uma tendência para o futuro, ou seja, cada vez mais o que nós vamos consumir vão ser produtos da aquicultura.
Agora produzir para atender uma demanda cada vez mais crescente é um desafio muito grande, por que diferente da pesca os insumos para a produção de ração para peixes de cultivo são limitados no mundo, uma vez que a piscicultura precisa disputar o mesmo produto com outras cadeias de proteína animal e ainda com os seres humanos, principalmente produtos como soja, milho e trigo.
O Presente Rural – Quais as perspectivas e tendências do setor para os próximos seis meses?
Francisco Medeiros – Já estamos na terceira semana de recuperação de preços da tilápia nos principais mercados brasileiros (entrevista feita no início de agosto) e nós deveremos ter um segundo semestre com melhor preço pago ao produtor. Essa é a tendência até o fim deste ano. Nos primeiros dois meses de 2023 ainda deve continuar essa tendência, com estimativa para esse cenário mudar um pouco a partir de março.
O mercado de peixe de cultivo, como da tilápia e do tambaqui, é promissor, é um setor que deve cada dia mais ter uma participação maior no prato do consumidor brasileiro, seja em função de estarmos ofertando nosso produto em mais pontos de vendas ou pela variedade e diferenciação maior de produtos, mas principalmente pelo aspecto relacionado à saudabilidade, ou seja, o consumidor hoje quer um alimento saudável, além de saciar o seu desejo por um produto saboroso que lhe traga benefícios para a saúde. E é isso que nós, produtores de peixes de cultivo, entregamos ao mercado.
Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo na aquicultura brasileira acesse gratuitamente a versão digital 2ª edição Especial Aquicultura.

Suínos
Atualização constante é requisito para permanecer competitivo na suinocultura, afirma presidente da Frimesa
Elias Zydek destaca que o Congresso de Suinocultores do Paraná vai ofeercer aos produtores acesso a informações estratégicas para decisões mais assertivas dentro e fora da granja.

A atualização constante de informações técnicas e de mercado tornou-se um dos principais fatores para a competitividade da suinocultura. Em um setor que convive com desafios sanitários, oscilações cambiais, custos elevados de produção e exigências crescentes dos consumidores, a capacidade de tomar decisões rápidas e bem fundamentadas pode definir os resultados da atividade.

Presidente executivo da Frimesa, Elias José Zydek: “Os eventos técnicos trazem informações atualizadas que orientam decisões mais assertivas em toda a cadeia produtiva e proporcionam uma importante troca de experiências entre seus integrantes”
Esse será um dos focos do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, promovido pelo Jornal O Presente Rural em parceria com a Frimesa. O evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados em Marechal Cândido Rondon (PR) e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube de O Presente Rural. Ative o lembrete clicando aqui.
Para o presidente executivo da Frimesa, Elias José Zydek, o principal diferencial do Congresso está justamente na proximidade entre quem produz, quem industrializa e quem acompanha diariamente as transformações do mercado. “É um evento diferente por duas grandes razões. Primeiro porque procura ter contato direto com o produtor e com toda a cadeia produtiva, discutindo os problemas e desafios nas áreas de tecnologia, sanidade, manejo e, principalmente, mercado. O produtor precisa estar próximo do que o mercado está querendo”, ressalta.
Segundo Zydek, o segundo diferencial está relacionado à qualidade e à atualidade das informações compartilhadas. “A informação é hoje o maior insumo de qualquer gestão e de qualquer negócio. Como ela muda rapidamente, é preciso estar sempre atualizado. É uma oportunidade que ninguém deveria perder. É o momento de debater, dar opinião, ouvir e participar”, salienta.
Competitividade depende de eficiência e ambiente econômico

Foto: Shutterstock
Ao analisar os principais desafios enfrentados atualmente pela suinocultura, Zydek destaca que os gargalos estão distribuídos dentro e fora da propriedade rural. “Dentro da porteira, o principal desafio está na eficiência produtiva associada ao bem-estar animal e à biosseguridade. O produtor precisa de escala e modernização tecnológica para diluir custos, mas enfrenta dificuldades relacionadas à sucessão familiar e aos altos investimentos exigidos pela atividade”, explica.
Fora da granja, os desafios passam principalmente pela logística e pelos custos de produção. “A infraestrutura logística e a dependência do milho e da soja são fatores importantes para a competitividade da cadeia. Além disso, as barreiras sanitárias internacionais exigem que o Paraná mantenha seu status sanitário com extremo rigor”, enfatiza.
Câmbio influencia diretamente o setor

Foto: Ari Dias/AEN
Na avaliação do executivo, uma das decisões mais críticas para a competitividade da cadeia está ligada ao comportamento do mercado internacional.
Hoje, aproximadamente um quarto de toda a produção brasileira de carne suína depende das exportações para equilibrar oferta e demanda. “O Brasil precisa exportar cerca de 25% da sua produção. Nessa situação, o câmbio é determinante. Quando o dólar fica abaixo de R$ 5,20, a exportação torna-se inviável, aumenta a oferta no mercado interno e os preços acabam caindo”, afirma.
De acordo com Zydek, compreender essa dinâmica é fundamental para que produtores e empresas consigam planejar seus investimentos e suas estratégias de produção.
Cooperativas impulsionam melhorias contínuas
O presidente executivo da Frimesa também destaca o papel das cooperativas na evolução técnica da atividade. Para ele, a sanidade permanece como a base de toda a cadeia produtiva. “A sanidade é sempre determinante. Sem ela não se alcança produtividade, padronização e nem mercado”, observa.
Além disso, Zydek avalia que ainda existe espaço para avanços importantes em áreas estratégicas da produção. “A busca por melhorias na conversão alimentar, prolificidade e redução da mortalidade deve ser contínua. Esse processo de melhoria permanente é um dos papéis mais importantes das cooperativas”, afirma.
Mercado exige planejamento e controle da oferta
Quando o assunto é mercado, Zydek acredita que os produtores precisam ampliar a compreensão sobre os fatores que influenciam os preços e a rentabilidade da atividade. “O resultado da cadeia de produção de suínos está no equilíbrio entre oferta e demanda. O mais importante é organizar a produção para controlar a oferta. Isso exige informações precisas, ações consistentes e acompanhamento permanente da demanda mundial”, destaca.
Segundo ele, eventos técnicos como o Congresso de Suinocultores do Paraná ajudam justamente a aproximar os produtores dessas informações e permitem a troca de experiências entre todos os elos da cadeia. “Os eventos técnicos trazem informações atualizadas que orientam decisões mais assertivas em toda a cadeia produtiva e proporcionam uma importante troca de experiências entre seus integrantes”, evidencia.
Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná
08h – Café de boas-vindas Sicredi
08h30 – Abertura
09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira
- Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa
09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026
- Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)
10h10 – Coffee break
10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva
- Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar
11h10 – Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade
- Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR
11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias
- Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale
12h10 – Almoço
13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras
- Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep
14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo
- Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios
14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura
- Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL
15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor
- Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural
15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios
- Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
- Moderação: Eliana Panty
16h20 – Encerramento
Somando forças com O Presente Rural
Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.
O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.
Suínos
Atualização técnica é fundamental para produzir suínos com mais segurança e rentabilidade, ressalta presidente da Copacol
Valter Pitol destaca que o Congresso de Suinocultores do Paraná oferece acesso a conhecimento, tecnologias e informações estratégicas para fortalecer os resultados das granjas.

A busca por maior eficiência e rentabilidade na produção de suínos passa, cada vez mais, pelo acesso à informação e à atualização técnica. Em um setor marcado pela rápida evolução das tecnologias, exigências sanitárias e oscilações de mercado, acompanhar as transformações da atividade tornou-se um fator decisivo para a competitividade das granjas.

Presidente da Copacol, Valter Pitol: ““Nós da Copacol temos a suinocultura, que é importante para nossos associados. A participação deles nesse Congresso é importante pelo conhecimento disseminado, pela informação e atualização técnica”
Com esse objetivo, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná reunirá produtores, técnicos, cooperativas, agroindústrias e especialistas no dia 09 de junho, em Marechal Cândido Rondon (PR). A Copacol está entre as cooperativas que apoiam a realização do evento, promovido pelo Jornal O Presente Rural em parceria com a Frimesa.
Para o presidente da Copacol, Valter Pitol, o Congresso representa uma oportunidade importante para que os produtores tenham acesso às informações mais recentes sobre a atividade. “Nós acreditamos que o Congresso é uma oportunidade para o suinocultor estar participando, tendo informações, acesso a tecnologias e informações completas da suinocultura”, afirma.
Segundo Pitol, o conhecimento compartilhado durante o evento contribui diretamente para a evolução técnica das propriedades e para a tomada de decisões mais assertivas dentro das granjas.
Conhecimento aplicado à produção

Fotos: Schutterstock
A suinocultura ocupa papel estratégico dentro das atividades desenvolvidas pela Copacol e por seus cooperados. Por isso, iniciativas voltadas à disseminação de conhecimento são consideradas fundamentais para fortalecer a cadeia produtiva. “Nós da Copacol temos a suinocultura, que é importante para nossos associados. A participação deles nesse Congresso é importante pelo conhecimento disseminado, pela informação e atualização técnica”, ressalta o presidente.
A programação do evento abordará temas ligados à sanidade, biosseguridade, nutrição, mercado, sucessão familiar, gestão de pessoas e regularização ambiental, assuntos que impactam diretamente o desempenho das propriedades.
Produção segura e rentável
De acordo com Pitol, o principal objetivo de toda a cadeia produtiva é garantir que o produtor tenha condições de produzir com eficiência e obter resultados econômicos sustentáveis. “Precisamos produzir suínos com mais segurança, mas acima de tudo garantir que a atividade tenha resultado econômico para o produtor”, enfatiza.

A expectativa é que o Congresso proporcione um ambiente de troca de experiências entre os diferentes elos da cadeia, aproximando produtores, cooperativas, agroindústrias e especialistas em torno dos principais desafios e oportunidades da suinocultura.
Ao concentrar em um único dia debates técnicos e estratégicos, o evento busca levar aos participantes informações práticas e aplicáveis à realidade das granjas, contribuindo para o fortalecimento de uma das atividades mais importantes do agronegócio paranaense.
Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná
08h – Café de boas-vindas Sicredi
08h30 – Abertura
09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira
- Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa
09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026
- Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)
10h10 – Coffee break
10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva
- Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar
11h10 – Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade
- Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR
11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias
- Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale
12h10 – Almoço
13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras
- Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep
14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo
- Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios
14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura
- Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL
15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor
- Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural
15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios
- Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
- Moderação: Eliana Panty
16h20 – Encerramento
Somando forças com O Presente Rural
Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.
O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.
Suínos
Congresso de Suinocultores do Paraná coloca biosseguridade no centro dos debates da atividade
Coordenador de Suinocultura da Lar afirma que falhas na proteção sanitária podem comprometer toda a produção e defende maior alinhamento entre produtores e assistência técnica.

A biosseguridade continua sendo um dos maiores desafios da suinocultura moderna e será um dos temas centrais do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que acontece no dia 09 de junho, em Marechal Cândido Rondon (PR). O evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados em Marechal Cândido Rondon (PR) e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube de O Presente Rural. Ative o lembrete clicando aqui.

Técnico em Agropecuária e coordenador de suinocultura na Cooperativa Lar, Evandro Cezar Beraldin: “É fundamental colocar o produtor como protagonista do evento, porque é lá na propriedade, onde ele trabalha todos os dias, que a suinocultura realmente acontece”
Em uma região que concentra uma das maiores densidades de produção de suínos do país, o técnico em Agropecuária e coordenador de Suinocultura da Cooperativa Lar, Evandro Cezar Beraldin, ressalta que prevenir a entrada e disseminação de doenças é uma condição indispensável para garantir a sustentabilidade da atividade.
O profissional destaca que os avanços em gestão, treinamento e qualificação profissional podem ser conquistados com investimentos e capacitação. Já a biosseguridade exige vigilância permanente. “O principal gargalo que nós temos hoje é a biosseguridade. Outros pontos relacionados à gestão técnica podem ser trabalhados com treinamento, qualificação e especialização das equipes. Porém, quando a biosseguridade da granja é comprometida, não existe mais como remediar”, afirma.
Segundo Beraldin, o desafio se torna ainda maior em regiões com elevada concentração de granjas e intensa movimentação de pessoas e veículos. “Estamos numa região muito adensada, com instalações mais antigas, propriedades muito próximas umas das outras, rodovias passando perto das granjas e diferentes integradoras atuando no mesmo território. Tudo isso aumenta a complexidade do controle sanitário”, ressalta.
Uniformidade das carcaças segue como desafio
Além das questões sanitárias, Beraldin aponta que a busca por uniformidade dos lotes continua sendo uma das principais dificuldades enfrentadas dentro das granjas.

De acordo com ele, mesmo com os avanços genéticos e nutricionais registrados nas últimas décadas, ainda existem diferenças significativas de desempenho entre os animais. “O principal ponto de desalinhamento entre o que a indústria exige e a realidade da granja está relacionado à uniformidade das carcaças. Esse é um desafio que atravessa décadas e continua presente. O peso de nascimento é naturalmente diferente entre os indivíduos e, ao longo das fases de crescimento e terminação, essas diferenças acabam reaparecendo”, explica.
O coordenador destaca que o agrupamento dos animais por tamanho ajuda a reduzir essa variabilidade, mas exige manejo constante e nem sempre é suficiente para manter a uniformidade desejada até o abate.
Outro fator apontado por ele envolve as exigências relacionadas à conformação das carcaças. “Qualquer hérnia ou problema semelhante pode levar à classificação daquele animal como não conforme. Muitas vezes isso resulta na condenação da carcaça. É uma exigência que não parte diretamente da indústria, mas dos órgãos fiscalizadores, e que acaba gerando perdas importantes ao longo da cadeia”, observa.
Produtor e técnico devem atuar lado a lado

Para Beraldin, a velocidade na identificação dos problemas dentro da granja é um dos fatores que mais influenciam os resultados produtivos. Por isso, ele defende uma relação próxima entre produtores e equipes técnicas. “O principal conhecimento que o produtor pode ter na tomada de decisão é entender a dinâmica do mercado e manter uma relação muito próxima com o técnico. No primeiro sinal de qualquer anormalidade dos animais, a assistência técnica deve ser acionada”, enfatiza.
Segundo ele, a experiência acumulada pelos profissionais que acompanham diferentes granjas permite respostas mais rápidas e eficientes diante de possíveis problemas sanitários ou produtivos. “Aquele lote é único para o produtor, mas o técnico observa diversos lotes ao longo da semana. Isso permite agir rapidamente e tomar decisões com mais segurança. O principal é que o produtor conheça bem seu plantel e esteja alinhado com a assistência técnica”, ressalta.
Congresso reforça protagonismo do produtor
Na avaliação de Beraldin, um dos diferenciais do Congresso de Suinocultores do Paraná é justamente manter o foco no produtor e na realidade das propriedades rurais. “É fundamental colocar o produtor como protagonista do evento, porque é lá na propriedade, onde ele trabalha todos os dias, que a suinocultura realmente acontece”, destaca.
Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná
08h – Café de boas-vindas Sicredi
08h30 – Abertura
09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira
- Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa
09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026
- Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)
10h10 – Coffee break
10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva
- Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar
11h10 – Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade
- Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR
11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias
- Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale
12h10 – Almoço
13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras
- Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep
14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo
- Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios
14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura
- Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL
15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor
- Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural
15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios
- Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
- Moderação: Eliana Panty
16h20 – Encerramento
Somando forças com O Presente Rural
Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.
O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.





