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Altos preços do trigo favorecem maior área plantada no Brasil

Valorização do dólar em relação ao real segue favorecendo a alta do trigo no Brasil e dificultando sua comercialização

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Arquivo/OP Rural

A valorização do dólar em relação ao real segue favorecendo a alta do trigo no Brasil e dificultando sua comercialização. Os derivados do trigo apresentam altas entre 15 e 20% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, a tendência ainda é de alta, pelo menos até o ingresso da nova safra. Os trabalhos de plantio no Brasil já foram iniciados em algumas regiões. A produção na próxima safra pode ser maior em virtude dos preços mais atrativos, além da quebra no ano passado.

Paraná

A semeadura de trigo chegava a 2% na área de abrangência da Cooperativa Coopavel, que atua em 17 municípios do oeste e sudoeste do Paraná, de acordo com relatório do dia 20 de abril. Conforme fonte da cooperativa, que concedeu entrevista exclusiva à Agência SAFRAS, a área a ser semeada está estimada em 99,5 mil hectares, ante cerca de 96 mil hectares na temporada passada.

Como estão previstas chuvas para a quinta-feira da próxima semana, os trabalhos de plantio devem acelerar bastante na segunda (27) e na terça-feira (28). “Os produtores devem aproveitar e plantar bastante antes da chuva”, explica. A produtividade média está estimada em 3.500 quilos por hectare.

Argentina

A Argentina deve produzir 20,2 milhões de toneladas de trigo em 2020/21. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), na temporada anterior, foram 19,3 milhões. Com os estoques iniciais em 1,441 milhão toneladas, a oferta do país deve ficar em 21,645 milhões de toneladas.

As exportações de trigo da Argentina devem totalizar 13,4 milhões de toneladas. O consumo interno é projetado em 6,2 milhões de toneladas. Os estoques do país ao final de 20/21 devem ficar em 2,045 milhões de toneladas.

Fonte: Agência SAFRAS

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Missão técnica aos EUA busca tecnologias para impulsionar inovação no agro paranaense

Grupo percorrerá centros de pesquisa, empresas e propriedades rurais com foco em inteligência artificial, agricultura de precisão e automação.

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Foto: Divulgação/Sistema Faep

A segunda delegação do Sistema Faep, formada presidentes e diretores de sindicatos rurais, representantes de órgãos do setor e técnicos da entidade, está nos Estados Unidos, desde o dia 21 de julho, para conhecer o uso de Inteligência Artificial (IA) e outras tecnologias aplicadas a agropecuária. Formado por 40 integrantes, o grupo desembarcou em São Francisco, no Estado da Califórnia, e passará, até 31 de julho, pelo Nebraska, Iowa, Illinois e Missouri. Essa viagem técnica é a segunda de cinco que acontecem ao longo do ano, todas aos EUA, com o mesmo propósito. O primeiro grupo esteve no país norte-americano em maio, enquanto os próximos três realizarão as viagens em agosto, setembro e outubro.

“Depois de conhecer essas tecnologias que ajudam a aumentar a produtividade no campo e reduzir custos operacionais, os nossos líderes rurais retornam ao Paraná com o papel de disseminar o conhecimento em suas regiões. É um ponto de partida para fomentar a inovação tecnológica no agro paranaense”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “Depois de conhecer essas tecnologias que ajudam a aumentar a produtividade no campo e reduzir custos operacionais, os nossos líderes rurais retornam ao Paraná com o papel de disseminar o conhecimento em suas regiões” – Foto: Divulgação/Sistema Faep

O itinerário contempla visitas a universidades, agtechs (startups e empresas focadas em inovação para o agronegócio) e fazendas, onde será possível observar a tecnologia sendo colocada em prática.

Na Califórnia, haverá apresentação do ecossistema do Vale do Silício, incluindo uma visão geral das principais empresas e tendências tecnológicas que impactam os negócios e a sociedade. Depois, acontecem visitas a empresas que empregam recursos como IA, visão computacional e análise de dados para mapear o solo, identificar problemas de sanidade em plantas e realizar operações de forma automatizada.

Já no Nebraska, o grupo visitará a Valley Irrigation, líder global em sistemas de irrigação mecanizada com pivôs de alta eficiência e monitoramento remoto. Também está prevista agenda no Lincoln Agricultural Research & Development Center (Centro de Desenvolvimento e Pesquisa em Agricultura de Lincoln, em tradução livre), onde será possível conhecer o uso de IA e visão computacional para o monitoramento comportamental de gado em confinamento.

O roteiro inclui também ida à Universidade de Iowa, referência em pesquisa agropecuária, e à John Deere, para demonstração de tecnologias embarcadas (sistemas computacionais integrados a máquina ou veículo), automação, telemetria (coleta automatizada de dados de sensores ou equipamentos remotos) e IA em máquinas agrícolas.

Em Illinois, a parada será no Ashlyn Farm Bureau, entidade que representa produtores rurais, defendendo políticas públicas alinhadas aos interesses do setor.

A visita técnica se encerra em Missouri, onde acontece visita à Bayer, multinacional dos setores de saúde e agroquímica. Lá, a delegação do Sistema Faep vai entender o uso de IA no avanço de pesquisas voltadas ao controle de pragas e doenças em lavouras.

Histórico

As viagens técnicas internacionais já fazem parte do trabalho do Sistema Faep de fomentar o conhecimento no meio rural e promover a qualificação das lideranças, agricultores e pecuaristas paranaenses. No histórico, a entidade já promoveu viagem aos Estados Unidos, Canadá, Argentina, Alemanha, Itália, Áustria e Israel.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Mapa abre credenciamento de laboratórios para reforçar análises na defesa agropecuária

Editais contemplam áreas de alimentos, produtos de origem animal e vegetal, qualidade do leite, vinhos, bebidas e resíduos em alimentos.

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Foto: Patryck Madeira Sedest

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou os Editais SDA/Mapa nº 16/2026 e nº 17/2026, que abrem o processo de credenciamento de laboratórios para atuação em diferentes áreas analíticas da defesa agropecuária. A iniciativa busca ampliar a rede de laboratórios habilitados a realizar análises que dão suporte às ações de inspeção, fiscalização e controle sanitário.

O Edital SDA/Mapa nº 16/2026 contempla o credenciamento de laboratórios para as áreas de Físico-Química de Produtos de Origem Animal, Físico-Química de Produtos de Origem Vegetal, Microbiologia de Alimentos e Água, Resíduos e Contaminantes em Alimentos, Físico-Química de Alimentos para Animais e Físico-Química de Vinhos, Bebidas e Fermentados Acéticos.

Foto: Pixabay

Já o Edital SDA/Mapa nº 17/2026 é voltado exclusivamente ao credenciamento de laboratórios especializados em análises de Qualidade do Leite.

O processo de credenciamento seguirá as normas previstas na Lei nº 14.515/2022, na Lei nº 8.171/1991, no Decreto nº 5.741/2006, na Portaria Mapa nº 747/2024 e na legislação complementar aplicável.

Os editais estabelecem os critérios de participação, a documentação exigida, o cronograma, os prazos para inscrição e envio dos documentos, além das orientações para apresentação das propostas e dos canais disponíveis para esclarecimento de dúvidas.

O Mapa orienta que as instituições interessadas consultem integralmente o edital correspondente antes de iniciar o processo de inscrição, a fim de verificar todos os requisitos para o credenciamento.

Fonte: O Presente Rural com Mapa
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Plantas de cobertura fortalecem resiliência das lavouras às mudanças climáticas

Pesquisas mostram que prática melhora a fertilidade do solo, sequestra carbono, reduz emissões e amplia a retenção de água.

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Foto: Divulgação

As plantas de cobertura, consideradas um dos principais componentes do Sistema Plantio Direto (SPD), vêm se consolidando como uma ferramenta estratégica para tornar a agricultura brasileira mais resiliente às mudanças climáticas. Além de protegerem o solo contra erosão e degradação, elas contribuem para o sequestro de carbono, reduzem a emissão de gases de efeito estufa (GEEs), melhoram a fertilidade e favorecem o armazenamento de água no solo.

Os resultados foram apresentados pela pesquisadora Arminda Moreira de Carvalho, da Embrapa Cerrados, durante visita técnica realizada como parte da programação do 20º Encontro Nacional do Sistema Plantio Direto (ENSPD) e do 3º Encontro Mundial do Sistema Plantio Direto, em Brasília. O trabalho reúne dados de um experimento iniciado em 2005, que acompanha o desempenho de diferentes espécies de plantas de cobertura cultivadas em sucessão ao milho e, posteriormente, à soja.

Segundo a pesquisadora, o papel das plantas de cobertura ganhou ainda mais relevância diante da necessidade de conciliar aumento da produção agrícola com sustentabilidade ambiental.

Mais fertilidade e menor dependência de fertilizantes

Pesquisadora Arminda Moreira de Carvalho, da Embrapa Cerrados – Fotos: Febrapdp

Além da conservação física do solo, as plantas de cobertura exercem funções importantes no funcionamento dos sistemas produtivos. Espécies leguminosas favorecem a fixação biológica de nitrogênio, enquanto diferentes culturas estimulam a atividade de microrganismos, intensificam a ciclagem de nutrientes e aumentam a infiltração e a retenção de água.

De acordo com Arminda Carvalho, esses processos reduzem a dependência de fertilizantes minerais e tornam as lavouras mais resistentes aos efeitos de períodos de estiagem e outras adversidades climáticas.

Cobertura vegetal ajuda a armazenar carbono

Entre os principais resultados apresentados está a capacidade das plantas de cobertura de manter e ampliar os estoques de carbono no solo. As avaliações realizadas ao longo de quase duas décadas demonstram que algumas espécies conseguem reduzir as perdas de carbono observadas após a introdução da soja na sucessão de culturas.

As gramíneas, como sorgo e trigo, apresentaram melhor desempenho devido à elevada produção de biomassa e à decomposição mais lenta de seus resíduos, favorecendo o acúmulo de matéria orgânica no solo.

Outro destaque é o uso de misturas de espécies, conhecidas como mix de plantas de cobertura. A combinação de culturas com diferentes velocidades de decomposição melhora a ciclagem de nutrientes e contribui para estabilizar os estoques de carbono ao longo do tempo.

Redução nas emissões de gases de efeito estufa

A pesquisa também apontou benefícios na redução das emissões de óxido nitroso (N₂O), um dos gases de efeito estufa de maior impacto climático, com potencial de aquecimento cerca de 300 vezes superior ao do dióxido de carbono.

Durante quatro anos, pesquisadores monitoraram áreas cultivadas com milho utilizando diferentes plantas de cobertura. Entre as espécies avaliadas, o guandu apresentou os melhores resultados na mitigação das emissões, em razão das características químicas de seus resíduos, que influenciam a decomposição da matéria orgânica.

Para realizar esse monitoramento, a Embrapa Cerrados desenvolveu um sistema de câmaras estáticas de baixo custo, capaz de medir diretamente no solo as emissões de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso, ampliando a produção de dados nacionais sobre emissões da agropecuária.

Outro resultado do estudo mostrou que a maior parte do nitrogênio absorvido pelo milho é proveniente da decomposição da palhada das plantas de cobertura, e não dos fertilizantes aplicados. Nesse aspecto, a braquiária foi apontada como uma das espécies mais eficientes na reciclagem do nutriente.

Adoção do Sistema Plantio Direto ainda é desafio

Os pesquisadores destacam que os benefícios ambientais e produtivos dependem da adoção completa do Sistema Plantio Direto, baseado em três princípios: ausência de revolvimento do solo, cobertura permanente e rotação de culturas.

Segundo o diretor da Federação Brasileira do Sistema Plantio Direto (FEBRAPDP), Rafael Fuentes, aproximadamente 45 milhões dos 70 milhões de hectares destinados às culturas temporárias utilizam a semeadura direta no Brasil. No entanto, apenas 6,4 milhões de hectares adotam efetivamente os três pilares do sistema.

Na avaliação do dirigente, a principal dificuldade está na transformação do conhecimento científico em prática no campo. Ele ressalta que muitos produtores permanecem no plantio direto simplificado devido ao aumento da complexidade do manejo e à ausência de incentivos econômicos.

Para Fuentes, mecanismos de remuneração por serviços ambientais, como o pagamento pelo carbono sequestrado e pelos benefícios ecossistêmicos proporcionados pelas propriedades rurais, podem estimular uma maior adoção do sistema.

Zarc pode impulsionar adoção

Durante o evento, o pesquisador Fernando Macena destacou que a incorporação de diferentes níveis de manejo ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), contemplando a rotação de culturas e o uso de plantas de cobertura, tende a incentivar a adoção mais ampla do Sistema Plantio Direto em sua forma completa.

Fuentes também ressaltou que pesquisas desenvolvidas pela Embrapa são fundamentais para demonstrar, com base científica, os ganhos produtivos e ambientais proporcionados pelas plantas de cobertura.

Reconhecimento a pesquisadores

Além da apresentação de Arminda Carvalho, outros pesquisadores da Embrapa Cerrados participaram da programação técnica do evento. Ieda Mendes abordou estudos sobre enzimas do solo e regeneração biológica, enquanto Lourival Vilela apresentou pesquisas relacionadas à integração entre solo, plantas e animais no Sistema Plantio Direto nos trópicos.

Vilela, Ieda Mendes e Luiz Adriano receberam o certificado de mérito “O Conservacionista”, concedido pela Federação Brasileira do Sistema Plantio Direto, em reconhecimento às contribuições para o avanço da agricultura sustentável no Brasil.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados
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