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José Luiz Tejon Megido

Alimentos saudáveis, questão de ciência e educação

Sem dúvida, e que fique claro, não basta ser do quintal ou natural para ser seguro e legal

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Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e Dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM 

O que são os alimentos saudáveis? Essa a nova palavra mágica do agronegócio do futuro. Saudável, fresco, natural.

E para saber o que é seguro, legal e natural, é importante recorrer, por exemplo, ao ITAL – Instituto de Tecnologia dos Alimentos – de Campinas. Uma instituição de pesquisa oficial, ligada à Secretaria de Agricultura do estado de São Paulo.

Muitos mitos são lançados nessa luta pelas percepções dos consumidores, como a associação de produtos processados como maléficos, por princípio, e até serem batizados de ultraprocessados. Por outro lado, uma tabuleta de natural e frescos, passarem uma percepção de serem, ao contrário, saudáveis e seguros.

Os indicadores da indústria revelam a queda no consumo de refrigerantes, chicletes e doces, por exemplo, na casa de 20% até 2022, segundo o estudo da consultoria Euromonitor. Analistas atribuem ao excesso dos industrializados o aumento do sobrepeso, onde as estatísticas revelam que até 2022 teremos 22% dos brasileiros com sobrepeso.

Mas, adoramos perseguir soluções fáceis para problemas complexos e, principalmente, problemas de educação dos consumidores, muito acima da origem dos produtos em que hoje, a própria indústria oferece dietas seguras e saudáveis com menos açúcar, sal, gorduras, e os excessos ocorrem dentro das nossas casas.

Os supermercados brasileiros têm atualmente o RAMA – Programa de Rastreamento e Monitoramento de Alimentos, assegurando a saúde dos vegetais desde a origem.

Sem dúvida, e que fique claro, não basta ser do quintal ou natural para ser seguro e legal. É hora de consciência para separar realidade de ilusão, e assim, alimento será cada vez mais educação. 

Fonte: Assessoria

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José Luiz Tejon Megido Opinião

Quem será o melhor ministro do agro brasileiro?

São muitos nomes, mas quem seria o melhor ministro do agro para os desafios globais que enfrentaremos?

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Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e presidente da TCA International 

O Brasil é um país privilegiado. Temos pessoas de elevadíssima competência e acima de tudo, com qualidades fundamentais de liderança. Um sábio como Alysson Paolinelli, uma mulher de qualidade como Ana Amélia. Uma experiência de cadeias produtivas e visão estratégica internacional como Luiz Carlos Corrêa Carvalho, da ABAG.

Um saber técnico especial como de Ivan Wedekin, que recebe no próximo dia 7 de novembro a medalha Ruy Miller Paiva do IEA. Um doutor professor agrônomo do ano, fundador do Pensa na Universidade de São Paulo, como Décio Zylbersztajn. Conhecedores profundos como Pedro de Camargo, Francisco Turra, Eumar Novacki, atual secretário executivo do ministério. O próprio ministro Roberto Rodrigues, com bagagem mundial, e competência em negociação, a deputada Teresa Cristina.

São muitos nomes, mas quem seria o melhor ministro do agro para os desafios globais que enfrentaremos? Precisa ter uma fortíssima legitimidade de representação que fale em nome da imensa maioria dos produtores rurais do país, incluindo a agricultura familiar. Precisa saber de verdade o que é uma agroindústria, a relação com o comércio varejista.

Precisa conhecer a difícil gestão da logística e da infraestrutura brasileira e dos mercados. Tem que ser um símbolo de uma liderança moderna e de fortes raízes democráticas, mas que sabe fazer acontecer.

Precisa dominar os fundamentos dos mercados futuros, dos bancos, serviços, viver mesmo cadeias produtivas. A segurança alimentar e a inovação com sustentabilidade intensiva. E idealmente pertencer a uma gigantesca rede mundial de relacionamentos que aumentarão exponencialmente.

Esse ser humano com essa bagagem existe? Sim. E onde está, onde atua?

Está no cooperativismo brasileiro. As cooperativas do Brasil lideradas por brasileiros com essa formação e bagagem superaram as incertezas do tempo, reúnem mais de um milhão de produtores rurais de todos os tamanhos movimentando mais de R$150 bilhões de reais, que significa quase 50% de tudo o que produzimos no país, e o que quer dizer: é o maior negócio dentro do agronegócio.

Muitos me perguntam: “Tejon, quem você indicaria?” A resposta final para mim, é esta: temos excelentes pessoas preparadas, e você deve ter aí uma lista ótima com os seus nomes. Porém, eu agora indico um líder cooperativista, capacidades como Galassini, da Coamo, Lanznaster, do sistema Aurora, Lang, da C.Vale, Mânica, da Cotrijal, Chavaglia, da Comigo, Jaime Basso, do Sicredi, Márcio Freitas, da OCB, dentre tantos e ótimos nomes de líderes do cooperativismo brasileiro.

São incontáveis, muitos: Baggio, da Bom Jesus, Dilvo, da Coopavel; Zé Vicente, da Coopercitrus, Carlos Alberto, da Cooxupé, Coopeavi – Espírito Santo, Luiz Lourenço, da Cocamar, e grandes brasileiros; me perdoem os não mencionados, pois precisaria de um jornal exclusivo só para registrar todos. Brasileiros íntegros com legítima experiência democrática e de liderança para realizar, com todos, e não apenas com alguns.

Para a melhor imagem e representação do agro brasileiro no mundo, eu indico um líder cooperativista que tenha liderado e provado a possibilidade da superação humana ao lado de milhões de produtores e suas famílias nos últimos 30 anos deste país. Este líder sabe fazer acontecer com todos, e não somente com alguns. E sabe dirigir um negócio gigantesco no porte de uma multinacional, uma grande cooperativa. Um grande ministério. Para ministro um líder cooperativista.

Fonte: Assessoria

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José Luiz Tejon Megido Opinião

Sem a agricultura de precisão, ninguém irá ao futuro no agro

Chegou a hora do regresso da extensão rural e da pesquisa no microbioma nos campos brasileiros com parcerias público-privadas, acima de tudo

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José Luiz Tejon Megido

Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e dirigente do Núcleo de Agronegócio da ESPM 

Será possível levar seres humanos ao futuro sem um gigantesco esforço de educação na agricultura de precisão?

Não basta somente a educação passiva. Precisamos de educação persuasiva, ativa, entusiasmada e motivacional, pois o drama do aprendizado não está nos 20% que têm vontade e partem à frente; o drama da educação está nos outros 80%. Isso exige educadores persistentes e apaixonados para não deixarem seres humanos para trás.

Mas, o que isso tem a ver com o agronegócio?

Respondo sem pensar duas vezes: tem tudo a ver, pois quatro milhões de produtores rurais no Brasil, sendo que cerca de 70% respondem por menos do que 4% da renda bruta da produção da agropecuária brasileira.

Agora não venham com chororô, de que falta isso ou aquilo. Tudo falta, mas o que mais falta é o retorno forte e muito bem liderado da extensão rural brasileira.

Técnicos no campo ensinando a fazer e legítimos agentes do entusiasmo e da motivação dos produtores, principalmente os pequenos, que se não estiverem associados e cooperativados, poucas chances terão de ir ao mercado e ao futuro.

O Congresso Brasileiro de Agricultura de Precisão (ConBAP) 2018 foi realizado entre os dias 1 a 4 de outubro em Curitiba/PR. Ali se discutiu o estado mais sofisticado da arte tecnológica.

Há muito para ser feito na agricultura de precisão, já que a tecnologia do passado, conhecida há 40 anos, é muito mal usada. Para isso, precisa de extensão rural, técnicos no campo educando e motivando. Sem a agricultura de precisão, ninguém irá ao futuro no agro.

Precisamos urgente resgatar os extensionistas brasileiros, usando novas mídias e muita educação.

Por exemplo: em Mato Grosso, a Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer) quer inaugurar uma nova era, buscando parcerias com empresas privadas e ONGs para resgatar a dignidade de mais de 140 mil produtores familiares do Mato Grosso, seu alvo essencial.

Chegou a hora do regresso da extensão rural e da pesquisa no microbioma nos campos brasileiros com parcerias público-privadas, acima de tudo.

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José Luiz Tejon Megido

Sem a agricultura de precisão, ninguém irá ao futuro no agro

Chegou a hora do regresso da extensão rural e da pesquisa no microbioma nos campos brasileiros com parcerias público-privadas, acima de tudo

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Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e dirigente do Núcleo de Agronegócio da ESPM 

Será possível levar seres humanos ao futuro sem um gigantesco esforço de educação na agricultura de precisão?

Não basta somente a educação passiva. Precisamos de educação persuasiva, ativa, entusiasmada e motivacional, pois o drama do aprendizado não está nos 20% que têm vontade e partem à frente; o drama da educação está nos outros 80%. Isso exige educadores persistentes e apaixonados para não deixarem seres humanos para trás.

Mas, o que isso tem a ver com o agronegócio?

Respondo sem pensar duas vezes: tem tudo a ver, pois quatro milhões de produtores rurais no Brasil, sendo que cerca de 70% respondem por menos do que 4% da renda bruta da produção da agropecuária brasileira.

Agora não venham com chororô, de que falta isso ou aquilo. Tudo falta, mas o que mais falta é o retorno forte e muito bem liderado da extensão rural brasileira.

Técnicos no campo ensinando a fazer e legítimos agentes do entusiasmo e da motivação dos produtores, principalmente os pequenos, que se não estiverem associados e cooperativados, poucas chances terão de ir ao mercado e ao futuro.

O Congresso Brasileiro de Agricultura de Precisão (ConBAP) 2018 foi realizado entre os dias 1 a 4 de outubro em Curitiba/PR. Ali se discutiu o estado mais sofisticado da arte tecnológica.

Há muito para ser feito na agricultura de precisão, já que a tecnologia do passado, conhecida há 40 anos, é muito mal usada. Para isso, precisa de extensão rural, técnicos no campo educando e motivando. Sem a agricultura de precisão, ninguém irá ao futuro no agro.

Precisamos urgente resgatar os extensionistas brasileiros, usando novas mídias e muita educação.

Por exemplo: em Mato Grosso, a Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer) quer inaugurar uma nova era, buscando parcerias com empresas privadas e ONGs para resgatar a dignidade de mais de 140 mil produtores familiares do Mato Grosso, seu alvo essencial.

Chegou a hora do regresso da extensão rural e da pesquisa no microbioma nos campos brasileiros com parcerias público-privadas, acima de tudo.

Fonte: Assessoria

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