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Agroconsult vê produção de soja 2020/21 do Brasil em 133,2 mi t com viés de baixa

Diversas regiões do país estão com as lavouras em situação de desenvolvimento inferior à registrada no mesmo período da última temporada

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Divulgação/MAPA

A produção brasileira de soja deve alcançar 133,2 milhões de toneladas na safra 2020/21, estimou a Agroconsult na quinta-feira (26), embora não estejam descartadas revisões para baixo na projeção da consultoria, em decorrência da seca que atrasou o plantio e pode afetar o rendimento da oleaginosa.

A expectativa de colheita indica um volume inferior às 135 milhões de toneladas esperadas pelo governo federal, conforme dados mais recentes da estatal Conab.

Segundo o sócio-diretor da Agroconsult, André Pessôa, diversas regiões do país –maior produtor e exportador global de soja– estão com as lavouras em situação de desenvolvimento inferior à registrada no mesmo período da última temporada20.

“Ainda é cedo para definir, mas faltam chuvas e há problemas nos principais Estados produtores –Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul”, afirmou o especialista durante evento promovido pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

“Em Mato Grosso, somente as lavouras da região leste estão dentro do esperado. Em todas as demais regiões (mato-grossenses) o desempenho é pior que o esperado e pior que o do ano passado”, acrescentou. Também foram vistos episódios de replantio em quase todo o Estado.

Especialmente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, ele disse que a iminente ocorrência do fenômeno La Niña põe em risco também a produção da região.

A falta de chuvas no início desta safra levou grande parte dos produtores a postergar a largada da semeadura. Como consequência, a oferta vai demorar mais para somar volumes significativos, podendo também gerar dificuldades para o cumprimento de contratos de venda já fechados.

“Cerca de 4,5 milhões de toneladas de soja vão entrar no mercado (colhidas) de Mato Grosso até 31 de janeiro de 2021. Um ano antes, foram quase 11 milhões de toneladas (10,9 milhões)”, ressaltou Pessôa.

Ele ainda disse que, caso ocorra, o não cumprimento de contratos de venda antecipada cria uma complicação para toda a cadeia.

Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) indicam que, até o fim de outubro, 64,38% da produção de soja esperada para a safra 2020/21 do Estado estava comercializada, contra 43,78% no mesmo período do ciclo anterior e 40,33% na média dos últimos cinco anos.

Quanto às exportações, a Agroconsult projeta 82,3 milhões de toneladas para este ano e 83,2 milhões para o ano vem.

Considerando as adversidades climáticas que podem reduzir a oferta e a forte demanda externa, o cenário indica preços firmes para a oleaginosa.

Outras culturas

Para o milho, a produção total estimada pela Agroconsult ficou em 108,8 milhões de toneladas em 2020/21, ante 104,891 milhões de toneladas na previsão da Conab.

Pessôa disse que uma parcela dos produtores que apostaria no algodão durante a segunda safra perdeu a janela de plantio e pode migrar para o milho “safrinha”, após a colheita da soja.

O clima predominantemente seco prejudicou o potencial das lavouras no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina do cereal de verão.

“Após revisões negativas realizadas nas últimas semanas, a estimativa atual para a produção brasileira (da 1ª safra) é de 25,4 milhões de toneladas, em área de 5 milhões de hectares.”

No algodão, a produção estimada para esta safra é de 2,6 milhões de toneladas de pluma, ante 2,738 milhões na projeção da Conab.

Fonte: Reuters
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Notícias

BRF tem novo gerente na unidade de Francisco Beltrão

Com 22 anos de carreira na empresa, Cláudio Ferreira Jaime, de 45 anos, assumiu o cargo em janeiro.

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Cláudio Jaime está na companhia há 22 anos - Foto: Divulgação

A BRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, tem novo gerente em sua unidade industrial de Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná. Com 22 anos de carreira na empresa, Cláudio Ferreira Jaime, de 45 anos, assumiu o cargo em janeiro.

Formado em Administração de Empresas, Jaime iniciou na BRF em 1999, como técnico de manutençãoem Marau (RS). Foi supervisor e gerente de manutenção da unidade e, em 2017, assumiu a gerência de processo do frigorifico de aves em Marau, cargo que ocupava até chegar à gerência em Francisco Beltrão.

Fonte: Assessoria
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Notícias Segundo Cepea

Preços internos do milho renovam máximas nominais

Movimento de alta nas cotações do milho segue firme no Brasil

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O movimento de alta nas cotações do milho segue firme no Brasil. Segundo pesquisadores do Cepea, o impulso vem dos baixos estoques internos de milho, da queda na produção da safra de verão e dos preços elevados nos portos. Diante disso, em muitas regiões consultadas pelo Cepea, os valores atingem novos patamares recordes nominais.

As cotações externas também avançam, influenciadas por estimativas indicando safra e estoques de passagem menores que os previstos anteriormente. Quanto aos negócios no spot nacional, pesquisadores ressaltam que ainda ocorrem apenas quando há maior necessidade.

Enquanto vendedores, atentos à queda na produção, estão à espera de novas valorizações, compradores têm expectativa de que o início da colheita possa pressionar as cotações.

Fonte: Cepea
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Notícias Mercado

Elevação externa e baixo excedente doméstico mantêm preço da soja em alta no Brasil

Preços internos da soja estão em alta, influenciados pela valorização externa e pelo baixo excedente doméstico

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Divulgação/MAPA

Os preços internos da soja estão em alta, influenciados pela valorização externa e pelo baixo excedente doméstico. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa Paranaguá (PR) subiu 2,45% entre 8 e 15 de janeiro, a R$ 169,66/sc na sexta-feira (15).

O Indicador CEPEA/ESALQ Paraná avançou 3,75% no mesmo comparativo, a R$ 166,97/sc de 60 kg na sexta. No campo, o cultivo de soja está praticamente finalizado no Brasil, e a Conab estima produção nacional em 133,69 milhões de toneladas, pouco acima da esperada pelo USDA, de 133 milhões de toneladas. Agora, as atenções de agentes se voltam à colheita, que já foi iniciada em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Minas Gerais.

Entretanto, o ritmo das atividades ainda é lento, tendo em vista o cultivo tardio. A expectativa é de que os trabalhos de campo se intensifiquem entre o final de janeiro e o começo de fevereiro. As áreas de cultivo precoce têm registrado baixa produtividade, diante das chuvas tardias.

Fonte: Cepea
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CONBRASUL/ASGAV

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