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2ª Agroshow Caparaó Capixaba reúne mais de 170 animais de excelência em exposição
São 174 inscritos na 1ª Exposição Regional Capixaba do Gir Leiteiro e no Concurso Leiteiro com animais da raça, sendo que a maioria irá a julgamento pelo ranking da Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro.

A segunda edição da Agroshow Caparaó Capixaba promete um espetáculo agropecuário de grande envergadura, de 17 a 26 de novembro, no Parque de Exposições Dyrcêo Santos, em Muniz Freire (ES). Com 174 animais inscritos na 1ª Exposição Regional Capixaba do Gir Leiteiro e no Concurso Leiteiro da raça, os eventos contam com criadores de diferentes Estados do país, numa competição acirrada e com qualidade genética bovina com início na próxima terça-feira (21).
Os eventos são ranqueados pela Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro (ABCGIL) e vão contabilizar pontos na disputa nacional. Do total de animais inscritos, 150 vão para julgamento na pista e os outros 24 disputarão o torneio leiteiro por categoria. Nesta sexta (17), sábado (18) e domingo (19) ocorrem somente a recepção e a admissão de animais no local da Feira.
E para abrilhantar a competição, está confirmada a presença de Euclides Prata, um dos juízes mais renomados do Brasil. A grandiosidade dessa participação e dos animais inscritos evidencia a importância do evento em nível nacional, destaca Weverton Machado Bastos, o “Veto”, diretor social da Associação de Criadores e Produtores de Gado de Leite do Espírito Santo (ACPGLES) e produtor associado da ABCGIL. “O número de animais participantes está no mesmo patamar de grandes exposições realizadas no país”, diz.
De acordo com o criador, o Gir Leiteiro, protagonista do Agroshow, exerce influência significativa na raça Girolando, reconhecida por sua aptidão leiteira e resistência. A evolução do Gir, alcançada através do acasalamento entre o Touro Holandês e a Vaca Gir para produção da novilha meio-sangue Girolando trouxe uma genética mais robusta para a raça, o que o público poderá conferir durante os sete dias de programação da Agroshow Caparaó Capixaba.
“O título de animal campeão automaticamente confere valorização no competitivo mercado de genética”, destaca Weverton Bastos que, com sua expertise, oferece valiosa perspectiva sobre o potencial do evento para impulsionar não apenas a produção regional, mas também a reputação dos animais no mercado nacional.
A Agroshow é organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Iúna e Irupi, com apoio da Prefeitura de Muniz Freire, Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes), Governo do Estado, ABCGIL e institutos Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf).
Além do Concurso Leiteiro, palestras e seminários abordarão temas desde o bem-estar animal até estratégias para a alta produtividade, com a participação de especialistas renomados. Ainda na programação, acontecem o 1º Leilão GIR Leiteiro, em benefício da Casa Lar de Muniz Freire, e a entrega de equipamentos da agricultura. (*Confira na programação abaixo).
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Iúna e Irupi, Jasseir Alves Fernandes, a oportunidade da etapa do Concurso Leiteiro da Raça Gir na Agroshow Caparaó Capixaba agrega ao evento, pois mostra uma alternativa de renda no meio rural além do café, cultura predominante na região. “A ideia é criar oportunidades, com a exposição e o torneio leiteiro agregando ao conjunto das atividades agrícolas da nossa região. Isso cria expectativa e motiva os produtores rurais a pensarem em novas alternativas para promoverem um mundo mais sustentável”.
Descubra a diversidade do evento: sabores locais, inovações agropecuárias e entretenimento
O Agroshow Caparaó Capixaba também será palco de shows, eventos culturais, negócios, ações, debates, palestras e intercâmbio de informações, sendo o espaço perfeito para os produtores rurais, lideranças, técnicos e empresários se encontrarem e discutirem temas relacionados ao agronegócio. Os organizadores estimam a presença de mais de 10 mil pessoas, movimentando o Parque de Exposições de Muniz Freire e prospectando negócios.
A Praça de Alimentação e os estandes oferecerão uma experiência gastronômica local única, juntamente com exposições com inovações e soluções para o setor agropecuário. A Tarde Cultural, a apresentação do Boi Azulão e shows com artistas como João Felipe e Raphael e Marcos e Willian garantirão momentos de descontração e entretenimento na 2ª Agroshow Caparaó Capixaba (*Veja mais na programação abaixo).
O seminário dedicado à Juventude Rural também destaca o compromisso com o futuro da agricultura, abordando temas de resistência, inovação e criatividade. O encerramento será marcado pela Santa Missa Sertaneja em Ação de Graças, seguida pela Folia de Reis. A Agroshow Caparaó Capixaba não é apenas uma Feira, é uma celebração da diversidade do agro capixaba e do desenvolvimento sustentável.
“A Feira foi concebida para o desenvolvimento da região do Caparaó Capixaba em acordo com os demais sindicatos de trabalhadores. O objetivo principal é gerar oportunidades de negócios e difundir novas tecnologias e oportunidades, em especial para agricultores familiares, buscando potencializar a geração de emprego e renda e melhoria da qualidade de vida”, ressalta Jasseir Fernandes.
O secretário Municipal de Desenvolvimento Agropecuário de Muniz Freire, Renato Bueno, afirma que a expectativa é maior com o pós-evento, já pensando na safra de 2024 e também nos negócios a serem fechados para a melhoria da genética da bacia leiteira local. A 2ª Agroshow Caparaó Capixaba é uma vitrine de excelência genética e um catalisador para o desenvolvimento do setor agropecuário no Espírito Santo.
“É também uma grande oportunidade para que nossos empreendedores rurais apresentem seus produtos para um público maior, ganhando espaço no mercado a curto e médio prazo”, finaliza Bueno, para quem duas rodovias federais (BR-101 e BR-262), além de obras de estradas em construção pelo Governo do Estado para interligar diversos municípios da região, tornam Muniz Freire polo estratégico de negócios no Caparaó.
Confira a programação 2ª Agroshow Caparaó Capixaba
20/11 – Segunda-feira
08h às 20h – Alojamento e Identificação de Animais
21/11 – Terça-feira
13h – Abertura Oficial do Torneio Leiteiro
14h – Início do Torneio Leiteiro
19h – Palestra “Conectando mulheres ao seu máximo potencial” do Programa Potencializa Elas da Cresol com Carol Veloso na Câmara Municipal de Muniz Freire
22h – 1ª Ordenha do Concurso Leiteiro da Raça Gir
22/11 – Quarta-feira
6h – 2ª Ordenha do Concurso Leiteiro da Raça Gir
08h às 14h30 – Seminário Municipal do Projeto: Arranjos Produtivos “Semeando Desenvolvimento com Sustentabilidade” – Câmara Municipal de Muniz Freire
14h – 3ª Ordenha do Concurso Leiteiro da Raça Gir
22h – 4ª Ordenha do Concurso Leiteiro da Raça Gir
23/11 – Quinta-feira
06h – 5ª Ordenha do Concurso Leiteiro da Raça Gir
10h – Abertura da Praça de Alimentação
14h – 6ª Ordenha do Concurso Leiteiro da Raça Gir
15h – Abertura dos Stands
16h – Palestra “Piscicultura: Uma atividade de Oportunidades” com Fabiano Giori (Consultor Técnico do Senar-ES)
18h – Aula Show “Gastronomia da Tilápia”
19h30 – Abertura Oficial do Agroshow
21h – Show com Legião Sertaneja – Campo Comercial
22h – 7ª Ordenha do Concurso Leiteiro da Raça Gir
24/11 – Sexta-feira
06h – 8ª Ordenha do Concurso Leiteiro da Raça Gir
09h – Início do Julgamento da Raça Gir Leiteiro – Machos e Fêmeas Jovens
09h – Palestra “Bem Estar e Resfriamento Animal – Implicância do Pré e Pós Parto” com Joedson Silva Scherrer (Departamento Técnico ACPGLES)
10h – Abertura da Praça de Alimentação
10h30 – Palestra “Trypanossoma – Um Prejuízo Oculto na Pecuária Leiteira” com Jorge Tadeu Zanchetta Filho – MSD
14h – Término do Torneio Leiteiro da Raça Gir
14h30 – Entrega de Equipamentos da Agricultura
15h – Abertura dos Stands
15h – Palestra “O Agro do Caparaó” com Enio Bergoli (Secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca)
16h – Palestra “Estratégias para a Alta Produtividade” com Gustavo Rennó (Canal No Pé do Café).
18h – Show com Viola Dourada (Campo Comercial)
20h – 1º Leilão GIR Leiteiro (1º Lote em prol a Casa Lar)
23h – Show com João Felipe e Raphael
25/11 – Sábado
09h – Seminário da Juventude Rural com o tema “Juventude – Resistência, Inovação e Criatividade na Agricultura Familiar” com Mônica Bufon, Prof Márcio Bolzan e Júlio
César Mendel
09h – Reinício do Julgamento da Raça Gir Leiteiro – Fêmeas Adultas
10h – Abertura da Praça de Alimentação e Stands
15h – Tarde Cultural
18h – Apresentação do Boi Azulão (Concentração: Casa da Cultura)
19h – Show com Amizade do Samba
22h – Show com Hugo e Tiago
00h – Show com Marcos e Willian
26/11 – Domingo
10h – Santa Missa Sertaneja em Ação de Graças com Pe. Antonio
12h – Abertura da Praça de Alimentação e Stands
14h – Encerramento do Agro Show

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Agro paranaense participa de manifesto por modernização da jornada de trabalho
Documento assinado pelo Sistema Faep reforça necessidade de diálogo social, dados e respeito às especificidades de cada setor.

O Sistema Faep assinou, ao lado de outras 93 entidades de diversos setores produtivos do agronegócio, indústria, combustíveis, construção, comércio, serviços e transportes, o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”. O documento propõe um debate amplo e técnico sobre eventuais mudanças na carga horária semanal. O texto destaca a necessidade de conciliar qualidade de vida com a manutenção do emprego formal, da competitividade e da produtividade da economia brasileira.
Leia o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”

Foto: SEAB
“É fundamental olharmos para esse debate com atenção e responsabilidade. Antes da tomada de qualquer decisão, é preciso promover um amplo debate envolvendo as entidades representativas dos setores produtivos e, principalmente, o aprofundamento dos detalhes fora do âmbito político”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Essa discussão precisa ser técnica, e não usada como ferramenta política para angariar votos em ano de eleição”, complementa.
O manifesto defende que mudanças estruturais envolvendo a jornada de trabalho sejam conduzidas com base em dados, diálogo social e diferenciação por setor, respeitando as particularidades das atividades econômicas. O Sistema FAEP reforça que o objetivo é garantir avanços sociais sem comprometer a sustentabilidade do emprego formal e a oferta de alimentos, preservando o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e bem-estar dos trabalhadores.
Estudo elaborado pelo Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP aponta que a redução da jornada de trabalho no modelo 6×1, com diminuição de 44 horas para 36 horas semanais, vai gerar um acréscimo anual de R$ 4,1 bilhões à agropecuária do Paraná. O levantamento considera 645 mil postos de trabalho no agro paranaense e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões. Com a mudança, seria necessária uma reposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, o que pode resultar na contratação de aproximadamente 107 mil novos trabalhadores para manter o atual nível de produção.
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Trigo safrinha ganha espaço no Cerrado e começa a ser semeado após a soja
Cultivo de sequeiro ajuda a diversificar a produção e pode render até 85 sacas por hectare em anos favoráveis.

O plantio do trigo de segunda safra, conhecido como trigo safrinha ou de sequeiro, começa neste início de março no Cerrado do Brasil Central. A cultura costuma ser semeada logo após a colheita da soja e aproveita as últimas chuvas da estação para se desenvolver sem necessidade de irrigação.
O sistema tem sido adotado por produtores da região por exigir investimento relativamente baixo e permitir o aproveitamento de áreas que ficariam em pousio. Além disso, o trigo ajuda a diversificar a produção e a quebrar o ciclo de pragas e doenças nas lavouras.
Mesmo com previsão de redução da área de trigo no país, conforme o Boletim da Safra de Grãos de fevereiro de 2026 da Companhia Nacional de Abastecimento, produtores do Cerrado demonstram otimismo com a cultura após os bons resultados registrados no último ano. A expectativa é de manutenção da área plantada ou até leve aumento.
Em 2025, cerca de 290 mil hectares foram cultivados com trigo nos estados de Minas Gerais, Bahia, Goiás, Mato Grosso e no Distrito Federal, sendo mais de 80% da área com trigo de sequeiro. Em Goiás, a estimativa para este ano é de plantio entre 80 mil e 90 mil hectares.

Foto: Fábio Carvalho
Na região, o cultivo geralmente ocorre em sistema de plantio direto, em sucessão à soja e em rotação com milho e sorgo. A prática contribui para a diversificação das lavouras e para o manejo de plantas daninhas resistentes, além de deixar palhada no solo para a próxima safra de verão.
Outra característica da produção no Cerrado é o calendário. Como a semeadura ocorre antes das demais regiões tritícolas do país, o trigo cultivado no Brasil Central costuma ser o primeiro a ser colhido no ciclo nacional. A colheita acontece entre junho e julho, período seco que favorece a qualidade dos grãos.
Os rendimentos nas lavouras da região variam, em média, de 35 a 85 sacas por hectare em anos com chuvas dentro da média. Esse desempenho tem estimulado produtores a manter ou ampliar o cultivo.
Para o plantio do trigo de sequeiro, recomenda-se que as áreas tenham altitude igual ou superior a 800 metros. Também é importante realizar análise e correção do solo, além de evitar compactação para favorecer o desenvolvimento das raízes.
A semeadura pode ser feita ao longo de março, de acordo com o regime de chuvas. Em áreas onde as precipitações terminam mais cedo, a orientação é antecipar o plantio para o início do mês. O escalonamento da semeadura e o uso de cultivares com ciclos diferentes são estratégias utilizadas para reduzir riscos climáticos.
Entre as opções disponíveis para o cultivo na região estão cultivares desenvolvidas pela Embrapa, como a BRS Savana, lançada no final de 2025, e a BRS 404, ambas adaptadas ao sistema de sequeiro em ambiente tropical. Essas variedades apresentam ciclo precoce e potencial de rendimento que pode chegar a cerca de 80 sacas por hectare em condições favoráveis.
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Seu contrato de arrendamento pode ser extinto
Decisão recente do Superior Tribunal de Justiça estabelece que a perda judicial da propriedade pode encerrar o contrato de arrendamento rural e obrigar o arrendatário a desocupar o imóvel, mesmo com direitos de preferência previstos no Estatuto da Terra.

O arrendamento de imóvel rural é regulado pelo Estatuto da Terra (Lei n. 4.504/64) e por seu Regulamento (Decreto n. 59.566/66).
Como se sabe, o arrendatário (aquele que explora o imóvel mediante pagamento de aluguel/renda) tem direito de preferência em caso de alienação, em igualdade de condições com terceiros.
Além disso, o arrendatário tem direito de preferência na renovação do contrato de arrendamento, nas mesmas condições ofertadas a terceiros.

Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.
Se o arrendatário não for notificado (por meio de Cartório de Títulos e Documentos) no prazo de seis meses que antecedem o vencimento do contrato, o instrumento será renovado automaticamente por igual período e condições.
Contudo, tais direitos podem não prevalecem em determinadas situações.
Em decisão recente do Superior Tribunal de Justiça – STJ (REsp n. 2187412), entendeu-se que, em caso de perda do imóvel por decisão judicial, o arrendatário perde o direito de continuar a explorar o imóvel.
A justificativa está na redação do Decreto que regulamenta o Estatuto que traz disposição de que o contrato de arrendamento se extingue (dentre outras situações) “pela perda do imóvel rural”.
Nesse sentido é que, em caso de decisão judicial cuja consequência leve à mudança de titularidade do imóvel rural, os direitos do arrendatário não prevalecerão.
Basta uma notificação do novo proprietário informando o arrendatário de que não há interesse na continuidade do contrato de exploração para que o imóvel seja desocupado.
E quanto aos investimentos realizados no imóvel por parte do arrendatário? Neste caso, restará a possibilidade de propositura de uma ação judicial para buscar eventual indenização junto ao proprietário anterior, então arrendante.
Assim, diante dos riscos envolvidos nas relações entre arrendante e arrendatário, bem como diante de possíveis desdobramentos e ações que possam vir a ocorrer a impactar o negócio, os contratos precisam prever tais situações extraordinárias, se possível com constituição de garantias, a fim de evitar surpresas e minimizar prejuízos aos envolvidos.



