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Villa Germania conta com a expertise de Copagri e De Heus para alcançar seus principais objetivos
De Heus vem trabalhando em parceria com a empresa catarinense, líder nacional no segmento de carnes de aves especiais e maior exportadora de carne de pato da América Latina, que tem optado por uma nutrição livre de antibióticos e promotores de crescimento

O Brasil é o maior exportador de frango do mundo e o terceiro maior produtor mundial. Tudo indica que o país em breve vai ocupar posição de igual destaque no mercado de aves especiais. No que depender da avícola catarinense Villa Germania, este é um caminho certo. Líder em exportação de carne de pato na América Latina, a empresa também é a maior unidade de produção desta, participando ativamente de todas as fases, desde a incubação de ovos até o abate e comercialização das carnes, sendo presente com seus produtos em todas as regiões do Brasil.”
Com um abate atual de 21.000 aves por dia, a Villa Germania Alimentos pretende triplicar sua produção em 10 anos e se tornar referência mundial em carnes gourmets. Além da industrialização de patos, a empresa atua ainda na produção de frangos caipira e orgânicos, galinha d’angola, codorna e outros.
O vice-presidente de Operações da Villa Germania, Marcondes Aurélio Moser, revela que para alcançar seu objetivo, a empresa investe pesado para ter um diferencial, que se tornou o seu maior bem: a qualidade dos produtos. A grande aposta é a produção de aves e suínos livres de antibióticos e promotores de crescimento – tópico em que a De Heus contribui, oferecendo todo o seu suporte técnico e know-how em avicultura, com base em seu programa global de sustentabilidade, o Responsible Feeding, que tem como uma de suas premissas incentivar a adoção de sistemas de produção “antibiotic free” gradativamente – ao que tudo indica, a medida está dando certo.
Projeção
Segundo Moser, a Villa Germania está focada na produção de aves gourmets, cujo carro-chefe é a carne de pato, mas estão surgindo oportunidades relacionadas a outras proteínas que contribuem para o seu crescimento. É o caso do suíno orgânico – que tem mercados promissores em países como Canadá e China. Conquistar o mercado europeu com suas aves gourmets é outro objetivo da empresa. Na avaliação de Moser, o maior desafio atual para a empresa alçar novos voos no mercado externo é no campo sanitário extremamente exigente.
A intenção é garantir a produção de proteína animal livre de antibióticos e promotores de crescimento. Para atingir esta finalidade, a empresa conta com importantes parceiros, especialmente na área de nutrição animal. Toda a nutrição das aves e suínos da Villa Germania é fornecida pela Copagri, com o apoio técnico e personalizado da De Heus, empresa de origem holandesa, prestes a completar dez anos de atuação no mercado brasileiro. “Nosso grande objetivo no momento é iniciar as atividades no mercado de exportação de frango orgânico para a Europa, onde há espaço também para pato, frango caipira e galinha d’angola”, expõe Moser.
Com esse princípio de trabalho, a Villa Germania pretende, em dez anos, triplicar seu volume de produção de carne de pato. Para isso, já se prevê a necessidade de mais uma unidade industrial.
Importação
Além de ser uma grande exportadora de aves gourmet, a Villa Germania agora também tem um braço para importação de produtos premium de proteína gourmet. Marcondes Moser destaca que entre os produtos importados estão suínos e coelhos ibéricos vindos da Espanha, bacalhau trazido de Portugal e até mesmo alguns itens de pato da França para atender aos chefs que precisam da carne para pratos específicos e, também, estão sendo importados cortes bovinos da Nova Zelândia, entre outros. “Então, como se vê, estamos com bastante desafios para atingir nosso objetivo de ser referência mundial em proteína gourmet”, explica Moser.
Trajetória
Alcançar o status atual nunca foi o objetivo inicial dos fundadores da Villa Germania, que em 1996 identificaram um nicho de mercado para atender restaurantes, festas e mercados regionais na região do Vale do Itajaí, em Santa Catarina. De lá para cá, a empresa tem crescido e se confirmado como uma das melhores do ramo no mundo. Com sede em Indaial, a empresa atualmente gera cerca de 300 postos de trabalho e possui cadeia de produção completa, abatendo em torno de 21.000 aves por dia, mas nem sempre foi assim. De acordo com o vice-presidente de Operações Marcondes Aurélio Moser, a princípio eram compradas aves de colégios agrícolas da região para o abate. Como sempre teve como princípio a garantia da qualidade das aves colocadas no mercado, não demorou para a demanda da Villa Germania crescer. Dois anos depois da sua fundação, em 1998, a empresa importava seu primeiro lote de matrizes da França e na sequência implantou o incubatório e uma fábrica de ração. “Essa mudança permitiu pensarmos em um mercado maior porque até então a produção era na forma de integração com a piscicultura”, conta o executivo.
Em 2002, quando Moser passou a fazer parte do Grupo Villa Germania, a empresa já abatia em torno de 600 aves por dia e a direção vislumbrava o mercado externo para seus produtos. Um ano depois, em setembro de 2003, foi conquistada a primeira habilitação para exportação e meses depois, foi exportado o primeiro lote para o Japão. Esse novo cenário possibilitou, inclusive, a formação de parcerias importantes, contribuindo para consolidação da vocação exportadora da empresa.
A partir daí, a avícola catarinense só ganhou força no mercado nacional e internacional, o que, segundo Marcondes, deve-se principalmente à qualidade dos produtos, o que sempre foi sua maior prioridade. Crises? É claro que houve, destaca o empresário, porém foram superadas com muito trabalho. Atualmente, além do mercado nacional, os produtos da empresa são distribuídos para a Ásia (Japão e Hong Kong), África e Oriente Médio, onde é considerada líder de mercado, sendo responsável por cerca de 70% do consumo de pato da região.
Na contramão de um mercado brasileiro que vinha se retraindo, em 2019, com uma nova visão, a Villa Germania abriu seu leque de produtos, investindo em frango orgânico, frango caipira, galinha d’angola e na produção de codorna. Em pouco tempo, tornou-se a maior produtora de frango orgânico do Brasil e da América Latina. “E, assim, a empresa migrou de especialização, do pato para as proteínas gourmet, saindo de um mercado regional para um mercado internacional”, detalha Moser.
Parcerias fundamentam a qualidade dos produtos
Desde que passou a produzir patos exclusivamente, a empresa tem optado por uma nutrição livre de antibióticos e promotores de crescimento. A medida é a mesma adotada com as demais espécies, inclusive com o suíno orgânico, informa o gerente agropecuário da Villa Germania, Roderjan Souza. “Estamos trabalhando cada vez mais para fortalecer essa premissa”, afirma.
Souza ressalta a importância da nutrição para a alta qualidade dos produtos da Villa Germania. Ele destaca que o carro-chefe da agroindústria ainda é o pato e que no Brasil ainda não há material técnico substancial para embasar esta produção. “Nesse contexto, é importante o papel da De Heus para o atendimento técnico por meio de seus profissionais altamente capacitados e produtos”, menciona o gerente agropecuário.
Souza menciona também a parceria com a Copagri, cujo atendimento dinâmico e personalizado dedicado à Villa Germania também colabora para o melhor desempenho da empresa. Essas parcerias, acrescenta Moser, garantem confiança e conforto técnico, detalhes considerados importantes quando se pensa no dia a dia da produção animal.
Copagri
No mercado desde 2001, como uma empresa familiar, abrangendo 20 produtores, a Copagri tem crescido a olhos vistos. Segundo Airton Farinella, presidente da Empresa, as metas são ambiciosas e a Copagri deve crescer acompanhando o mercado, mas sempre com os pés no chão. Hoje são 196 produtores associados criadores de suínos. Além da suinocultura, a empresa atua com fábrica de ração, o que lhe rendeu importantes parcerias, sendo uma das principais a Villa Germania e a De Heus, desde 2017.
Na linha de rações, a Copagri produz 9.500 toneladas de ração por mês dividida em duas linhas de produção, uma para monogástrico e outra para ruminantes. O número só cresce e a empresa já planeja investimentos em expedição e armazenagem de grãos. A intenção é priorizar o controle de qualidade.
“Temos foco no controle de qualidade da matéria-prima que começa ainda no campo. Só entra na empresa grãos com qualidade garantida, depois temos um sistema rígido de rastreio interno”, garante Airton Farinella Filho, Veterinário RT.
Parceria
A produção de ração da Copagri para atendimento de seus próprios produtores é de cerca de 4.500 toneladas/mês. Também são produzidas cerca de 3.000 toneladas da ração Supagri para terceiros. Para atender as aves da Villa Germania, são cerca de 2.500 toneladas/mês. O próximo passo é abastecer a empresa com ração para produção de suíno orgânico.
As parcerias da Copagri são garantidas por meio de importantes certificações relacionadas ao controle de qualidade, inclusive de produção orgânica. Maristela Farinella, Gerente Administrativa, da Copagri, menciona ainda o trabalho em conjunto com a De Heus para o atendimento de campo, oferecendo qualidade técnica às ações. Segundo ele, a empresa deseja acompanhar a evolução do mercado e que parcerias como a De Heus e a Villa Germania tem papel fundamental para isso.”A linha de atuação em um mercado gourmet vem agregar muito a esse cenário de crescimento que estamos planejando”, comenta Maristela.
O Gerente de Negócios Aves da De Heus Brasil, Renato Klu, afirma que o diferencial da empresa holandesa se deve à rede internacional de apoio que possui, o que favorece a conexão e compartilhamento de experiências, conhecimentos e soluções entre os mais de 75 países em que atua. “Toda a estrutura que temos, além de todo o amplo know-how disponível nesses mais de 100 anos de atuação, nos torna aptos e prontos para atender aos mercados mais exigentes, com máxima qualidade e eficiência. Tudo isso, aliado ao nosso programa de sustentabilidade, o Responsible Feeding, que tem como objetivo reduzir os impactos ambientais”, ressalta Renato.
Ivonei Farinella, Gerente Agropecuário, cita ainda que as empresas têm valores muito alinhados como a transparência, ajuda mútua e dedicação para evolução. “Teremos grandes conquistas pela frente, baseadas em um trabalho sólido”, conclui.

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Frimesa aposta em kits corporativos para presentes de fim de ano
Linha reúne oito opções para empresas presentearem colaboradores, clientes e parceiros, com foco em praticidade e logística nacional.

Para equipes de RH e Gestão de Pessoas, o planejamento e organização logística das ações de endomarketing para o fim de ano começam bem antes de dezembro. Pensando nisso, a Frimesa, uma das maiores cooperativas de alimentos do país e quarta maior indústria de carne suína do Brasil, lança sua primeira linha de Kits Corporativos Natalinos. O movimento faz parte da estratégia de expansão da marca em território nacional.
Após consolidar seu recente rebranding e inaugurar um escritório corporativo em São Paulo, a empresa ingressa no segmento de presentes empresariais para simplificar o endomarketing por meio de soluções prontas e de alto valor percebido. Com foco exclusivo em vendas diretas B2B (Business to Business), a iniciativa atende departamentos de RH, compras e gestores que buscam opções práticas e sofisticadas para homenagear equipes, parceiros e clientes. Os kits resolvem os principais gargalos dessas áreas ao centralizar o atendimento, unificar a distribuição e entregar uma solução de reconhecimento pronta para entrega.
“Com o lançamento dos Kits corporativos para o final do ano buscamos atender a uma demanda que sempre recebemos. Estudamos, entendemos o mercado e as necessidades do público e agora, depois de estruturar, trazemos ao mercado praticidade sem perder a qualidade dos produtos“, explicou Rodrigo Fossalussa, superintendente comercial da Frimesa.
Com oito opções diferentes de kits, os preços variam de R$ 150,00 a R$ 320,00, para se adaptar a diferentes orçamentos de benefícios e também perfis distintos de consumo. O grande destaque do catálogo é a versão premium “Kit MasterChef”, desenvolvida em uma parceria oficial e licenciada com a franquia gastronômica de TV. Todos os itens são acompanhados por bolsas térmicas exclusivas, funcionais e reutilizáveis, que garantem a conservação ideal de carnes e queijos finos durante o transporte.
As vendas dos kits são realizadas diretamente pelas equipes comerciais da Frimesa, que cuidam das negociações de volume e do agendamento logístico para todo o país. Para conhecer o catálogo completo, solicitar cotações ou realizar pedidos, acesse o site oficial, clicando aqui.
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A pecuária que não pode mais crescer para os lados
Soja e eucalipto forçam produtores de Mato Grosso do Sul a produzir mais por hectare. Movimento atrai operação de gigante da nutrição, que projeta adicionar até R$ 100 milhões à receita anual até 2032

Mato Grosso do Sul encerrou 2025 com 17,96 milhões de bovídeos, 799 mil a menos que no ano anterior. No mesmo período, a área agrícola colhida avançou de 7,16 milhões para 7,61 milhões de hectares. São 450 mil hectares adicionais em apenas um ano, movimento que expõe a nova conta da pecuária estadual: produzir mais carne em menor espaço relativo, reduzir o tempo de permanência dos animais e elevar o retorno obtido por hectare.
Foi essa mudança no uso da terra que levou a Nutripura, empresa mato-grossense de nutrição animal, manejo de pastagens e gestão pecuária, a escolher Mato Grosso do Sul como primeira frente de seu novo plano de expansão. A companhia pretende inaugurar em novembro um escritório em Campo Grande, com uma equipe inicial de oito profissionais liderada pelo diretor Lainer Leite, que trabalha há mais de 20 anos na empresa.

Lainer Leite: “O Mato Grosso do Sul será o primeiro vetor para sustentar esse crescimento projetado. É um estado que tem o perfil dos nossos clientes e oferece um enorme potencial para ampliar nossa atuação”
A operação integra uma estratégia de crescimento orgânico aprovada pelo Conselho de Administração. A meta é dobrar o tamanho da Nutripura nos próximos seis anos e acrescentar até R$ 100 milhões à receita anual da empresa até 2032.
“O Mato Grosso do Sul será o primeiro vetor para sustentar esse crescimento projetado. É um estado que tem o perfil dos nossos clientes e oferece um enorme potencial para ampliar nossa atuação”, afirma Lainer.
Embora a estrutura comercial seja nova, a presença da empresa no estado começou há aproximadamente 15 anos. Atualmente, a Nutripura atende 33 propriedades sul-mato-grossenses. Dez delas são consideradas estratégicas para aprofundar projetos de aumento da produtividade e de preparação das fazendas para a sucessão familiar.
Soja quase dobra de área em dez anos
A escolha de Mato Grosso do Sul foi precedida pela avaliação de diferentes mercados. Além da proximidade com Rondonópolis (MT), sede da empresa, pesaram a escala da bovinocultura, a expansão agrícola, os investimentos na cadeia de celulose e a adoção crescente de confinamentos e sistemas integrados.
Na safra 2015/16, a soja ocupava aproximadamente 2,4 milhões de hectares no estado. A área chegou a 4,52 milhões de hectares em 2024/25, crescimento de 88% em uma década, e pode alcançar 4,79 milhões de hectares em 2025/26. Os dados são da Semadesc, elaborados com informações da Conab e do Siga/MS.

Sede da Nutripura no estado do Mato Grosso
A silvicultura também ampliou a disputa pela terra. Mato Grosso do Sul contabilizava 1,5 milhão de hectares de florestas plantadas em 2024, a segunda maior extensão estadual do país. Desse total, 98% eram ocupados por eucalipto. Somente entre 2023 e 2024, a atividade incorporou aproximadamente 275 mil hectares, alta de 15%, segundo a Semadesc.
Nem toda expansão agrícola ou florestal ocorre diretamente sobre pastagens. O governo estadual estima, porém, que aproximadamente 4 milhões de hectares de áreas pecuárias degradadas foram convertidos, desde 1999, para lavouras, cana-de-açúcar, silvicultura e outros usos.
O Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas identificou 4,7 milhões de hectares passíveis de recuperação no estado em 2023. Outra análise da Semadesc, baseada em dados do MapBiomas, mostra que as pastagens de baixo vigor diminuíram de 6,2 milhões de hectares em 2010 para 2,9 milhões em 2024. Parte foi recuperada para continuar na pecuária, outra parcela recebeu lavouras ou florestas. A área estadual com integração lavoura-pecuária-floresta já supera 3,6 milhões de hectares. Os dados foram divulgados pela Semadesc em fevereiro de 2026.
Rebanho menor, abate maior
A redução da disponibilidade relativa de terra não interrompeu o crescimento da produção. Em 2024, mesmo com retração das pastagens e do rebanho, Mato Grosso do Sul abateu mais de 3,5 milhões de bovinos, aumento de 13,8% sobre 2023.
O avanço foi acompanhado por uma mudança na idade dos animais. O abate de novilhos precoces passou de 722,2 mil cabeças em 2018 para 1,53 milhão em 2024, alta de 112%, segundo dados do programa Precoce MS. O resultado indica maior giro do rebanho, uso de suplementação e terminação mais rápida. Os números foram apresentados pela Semadesc em 2025.
A pecuária respondeu por R$ 28,24 bilhões do Valor Bruto da Produção Agropecuária estadual em 2025, crescimento de 20,91% sobre o ano anterior. A bovinocultura, sozinha, representou mais de um quarto do VBP de Mato Grosso do Sul.
Para a Nutripura, esses indicadores mostram que o pecuarista passou a competir não apenas com outros produtores de carne, mas com atividades capazes de gerar receitas elevadas por hectare. Confinamento, suplementação nas águas e na seca, correção do solo, recuperação de pastagens e controle dos índices zootécnicos deixam de ser intervenções isoladas e passam a compor o planejamento econômico da fazenda.
Nutrição entra em um pacote mais amplo
A Nutripura pretende explorar esse mercado com um modelo que ultrapassa a comercialização de suplementos. A empresa oferece programas de manejo de pastagens, monitoramento por drones, recuperação de solos, planejamento nutricional e acompanhamento técnico das propriedades.
Também fazem parte da estrutura o Conselho Técnico, o Centro de Pesquisa Nutripura e o programa Canivete, direcionado à gestão e à intensificação dos sistemas pecuários. O trabalho começa pela identificação dos objetivos do produtor e pelo diagnóstico dos limites produtivos da fazenda.
“Nossa proposta é entender os objetivos de cada cliente e caminhar ao lado dele na construção de fazendas cada vez mais produtivas, sustentáveis e lucrativas”, afirma Lainer.
O Centro de Pesquisa Nutripura foi criado em 2015. Segundo a empresa, possui capacidade para realizar experimentos com 1,7 mil bovinos em 44 baias de confinamento. A estrutura inclui ainda 12 piquetes de terminação, com capacidade para 1,8 mil animais por ano, e 20 divisões de pastagens para pesquisas com até 300 bovinos. As linhas de estudo abrangem aditivos, coprodutos agroindustriais, dietas de confinamento, suplementação a pasto, bem-estar e impactos ambientais.
180 arrobas por hectare
A Agropecuária Palmares, localizada em São Gabriel do Oeste, é um dos casos utilizados pela Nutripura para demonstrar seu modelo de atuação. Cliente desde 2018, o grupo tem origem na agricultura e passou a investir na bovinocultura como estratégia de diversificação.
A propriedade mantém um confinamento com capacidade estática para 6,6 mil animais e adotou o Canivete Intensificação, programa voltado ao aumento da produtividade das pastagens por meio de manejo, monitoramento, nutrição e suplementação.
“Começamos o projeto com mil bois e, no fim do primeiro ano, já estávamos com dois mil animais. Desde então seguimos crescendo. É uma relação de confiança. Os técnicos da Nutripura nos apresentam novas tecnologias e, quando colocamos em prática, vemos os resultados. Eles estiveram conosco desde o início da implantação do confinamento”, afirma Mauricio Castilho, líder da área de pecuária da Agropecuária Palmares.
Segundo informações da propriedade e da Nutripura, a produção se aproxima de 180 arrobas por hectare ao ano. O resultado equivale a mais de 30 vezes a produtividade média nacional, estimada em pouco menos de cinco arrobas por hectare ao ano pelo Beef Report 2025, da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). A Embrapa trabalha com referência nacional de 4,4 arrobas.
O indicador da Palmares, contudo, deve ser interpretado como resultado de um sistema específico, com confinamento e elevada concentração de animais. Comparações com fazendas exclusivamente a pasto dependem da metodologia empregada, da área considerada, da origem dos alimentos e do período contabilizado.
A propriedade também informa ter registrado, na última safra, intensidade de emissões de 11,9 quilos de dióxido de carbono equivalente por quilo de carcaça produzida. De acordo com a Nutripura, o índice é cerca de cinco vezes inferior à referência nacional adotada no levantamento. A comparação exige que os inventários utilizem a mesma metodologia e incluam as mesmas fontes de emissão, como produção de alimentos, fertilizantes, combustíveis e eventuais mudanças no uso da terra. Com esse sistema, a Palmares estima produzir carne suficiente para atender ao consumo anual de aproximadamente 30 mil pessoas.
Produtividade não elimina a conta dos custos
A intensificação permite aumentar a produção por hectare e reduzir a emissão de gases de efeito estufa por quilo de carne, mas não assegura rentabilidade por si só. Correção e adubação do solo, divisão de pastos, estruturas de alimentação, compra de insumos, mão de obra especializada e capital de giro elevam o custo e a complexidade operacional.
O resultado depende da relação entre o investimento, o ganho adicional de peso, o preço da arroba e a capacidade da fazenda de manter o sistema durante todo o ciclo. Produzir mais por hectare só amplia a margem quando o custo da arroba adicional permanece abaixo da receita gerada.
É justamente nesse ponto que a Nutripura pretende posicionar a nova operação: combinar nutrição, produção de forragem e gestão para transformar o aumento da produtividade física em resultado econômico. A meta de adicionar até R$ 100 milhões à receita anual indica o tamanho do mercado que a empresa identifica nessa reorganização da pecuária sul-mato-grossense.
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Maria Eduarda Lucion aposta em inovação para dar continuidade ao legado da Nutribras
Integrante da diretoria da empresa participou de talk show no GAFFFF e defendeu a sucessão familiar baseada em tecnologia, aprendizado e valorização das pessoas.

A sucessão no agronegócio passa, cada vez mais, pelas mãos de uma geração que cresceu dentro das propriedades e empresas familiares, mas chega à gestão com uma visão voltada para inovação, tecnologia e profissionalização. Aos 26 anos, Maria Eduarda Lucion representa esse movimento. Integrante da diretoria da Nutribras Alimentos, ela participou na sexta-feira (24) do talk show “Jovens que cultivam o futuro no agro”, realizado no estande do Sebrae durante o Global Agribusiness Forum & Festival (GAFFFF), o maior de cultura agro do mundo, em Sorriso.
Nascida em Xanxerê (SC), Maria Eduarda chegou a Sorriso ainda com nove meses de idade, acompanhando a mudança da família para Mato Grosso. Apesar de ter crescido em meio ao agronegócio, afirma que a decisão de seguir na empresa não foi imediata.
O sonho inicial era cursar Medicina. Depois de vivenciar a rotina da área da saúde durante a época de cursinho preparatório, decidiu mudar de caminho e ingressou em Administração no Insper, em São Paulo. Foi durante a graduação, especialmente na elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso sobre a Nutribras, que passou a enxergar o negócio da família sob uma nova perspectiva.
“Quando voltei para Sorriso, percebi o impacto e a importância do que a gente faz. Passei a olhar a empresa não apenas como uma construção dos meus pais, mas também como um projeto de vida meu”.
Hoje, como integrante da diretoria, ela acompanha diferentes áreas da empresa para conhecer toda a operação. Segundo Maria Eduarda, a formação de um sucessor exige entender o funcionamento do negócio como um todo e aprender diariamente com quem construiu a empresa.
“Eu escolhi não ter uma sala. Quero estar perto dos meus pais e do meu irmão porque são eles que me ensinam todos os dias. Cada dia é uma oportunidade de aprender um pouco mais sobre a empresa”, disse.
Durante a entrevista, a jovem executiva defendeu que a sucessão não deve significar ruptura, mas evolução. Para ela, cabe à nova geração incorporar ferramentas de inovação e tecnologia sem perder os valores que sustentaram o crescimento das empresas familiares.
“Precisamos honrar o legado de quem veio antes da gente. A nossa geração chega com novas ideias e mais inovação, mas o agro continuará sendo feito por pessoas. A tecnologia é fundamental, mas nunca vai substituir quem faz o setor acontecer”.
Ao falar sobre os próximos anos, Maria Eduarda afirmou que o principal desafio será lidar com um ambiente cada vez mais imprevisível. Para ela, fatores como clima e economia estão fora do controle dos produtores, o que torna indispensáveis características como disposição para aprender, capacidade de adaptação e dedicação.
“O que a gente controla é a vontade de acordar todos os dias e fazer acontecer. É isso, junto com a busca por conhecimento, que prepara os jovens para os desafios do agro”.

