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Uma abordagem nutricional sobre o poder dos ovos na prevenção do câncer de mama e próstata

Prevenção do câncer é um dos maiores desafios de saúde pública no Brasil e a alimentação desempenha um papel crucial nesse contexto.

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Nutricionista do Instituto Ovos Brasil, Lucia Endriukaite - Foto: Divulgação/IOB

O câncer é uma realidade dolorosa que afeta milhares de brasileiros todos os anos. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), essa doença se caracteriza pelo crescimento desordenado de células, com potencial para invadir órgãos distantes de sua origem. A prevenção do câncer é um dos maiores desafios de saúde pública no Brasil e a alimentação desempenha um papel crucial nesse contexto.

No Brasil, o câncer de mama é um problema significativo, representando cerca de 10,5% de todos os tumores diagnosticados. De acordo com a “Estimativa 2023 – Incidência de Câncer no Brasil”, estima-se que haverá cerca de 74 mil novos casos anualmente até 2025, com maior incidência nas regiões Sudeste e Sul. A prevenção é a chave para reduzir esse número alarmante.

Fotos: Divulgação/Arquivo OPR

A prevenção do câncer de mama envolve cuidados como a realização regular de exames preventivos, bem como a adoção de mudanças no estilo de vida, incluindo exercícios regulares, manutenção de um peso saudável e, crucialmente, uma dieta equilibrada.

Alimentação saudável para prevenção do câncer

Uma alimentação saudável e preventiva é baseada no aumento do consumo de verduras, legumes, frutas e alimentos integrais. Nesse contexto, os ovos se destacam como um componente vital de uma dieta natural e equilibrada. Eles são ricos em compostos bioativos com propriedades protetoras e nutrientes antioxidantes, incluindo vitaminas e minerais essenciais.

Dentre esses nutrientes, destacam-se a vitamina D, a luteína, a zeaxantina, a colina, o cálcio, o ácido fólico e o selênio, todos com ações protetoras no organismo. Estudos in vitro sugerem que a luteína e a zeaxantina têm um papel quimioprotetor em células tumorais, apontando para um potencial na prevenção do câncer de mama. Da mesma forma, a vitamina D, quando presente em níveis adequados no corpo, também desempenha um papel importante na proteção contra o câncer de mama.

Benefícios nutricionais dos ovos

A ingestão adequada de colina está associada à redução do risco de câncer de mama, enquanto o selênio, além de sua ação protetora contra o câncer, também é eficaz na prevenção do câncer de próstata. A composição nutritiva dos ovos abrange vitaminas do complexo B, com a colina se destacando, apresentando uma concentração expressiva de 250 mg a cada 100g de ovos. Além disso, o ovo é uma das poucas fontes naturais de vitamina D.

Os carotenoides luteína e zeaxantina, encontrados na gema, estão envoltos nos acidos graxos presentes na gema que os torna altamente biodisponiveis. O selênio, também abundantemente presente nos ovos, oferece uma função antioxidante, que protege contra o câncer de próstata.

Além de seus compostos bioativos, os ovos são uma fonte importante de proteínas e gorduras mono e poli-insaturadas benéficas, exercendo uma ação preventiva no organismo. Sua alta digestibilidade, excelente aceitação e contribuição para a recuperação os tornam um alimento valioso, inclusive no tratamento do câncer.

Ovo na prevenção do câncer

Em resumo, a inclusão dos ovos em uma alimentação equilibrada desempenha um papel significativo na prevenção do câncer de mama e próstata. Os nutrientes e compostos bioativos presentes nos ovos, como a vitamina D, luteína, zeaxantina, colina e selênio, oferecem uma proteção valiosa contra essas formas de câncer.

Portanto, ao adotar uma alimentação rica em ovos, você está fazendo uma escolha saudável que pode contribuir para a redução do risco de câncer. Essa é uma mensagem importante a ser compartilhada, lembrando-nos de que nossas escolhas alimentares desempenham um papel crucial em nossa saúde e bem-estar.

Fonte: Por Lucia Endriukaite, nutricionista do Instituto Ovos Brasil.

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O Brasil da insegurança jurídica

Invasões, seja por demarcações injustas ou por atos de grupos como o MST, desencadeiam um efeito dominó de consequências prejudiciais.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Enfrentamos um momento crucial em que a segurança jurídica no meio rural tornou-se vital para a sustentabilidade de nosso país. O risco iminente de demarcações indevidas de terras produtivas e invasões, promovidas por diferentes frentes, ameaça não apenas os produtores rurais, mas reverbera negativamente em toda a sociedade.

Ao permitir demarcações em áreas que têm sido fonte de sustento para gerações de agricultores, corremos o sério risco de desmantelar não apenas propriedades, mas o cerne da produção de alimentos que sustenta nossa nação. A história e os esforços incansáveis dos produtores, que adquiriram legalmente essas terras, estão em perigo.

Invasões, seja por demarcações injustas ou por atos de grupos como o MST, desencadeiam um efeito dominó de consequências prejudiciais. Afetam a produção agrícola, ameaçam o abastecimento de alimentos e geram instabilidade econômica em um momento em que precisamos mais do que nunca de segurança e tranquilidade.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo na suinocultura acesse a versão digital de Suínos clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Editor-chefe do Jornal O Presente Rural, jornalista Giuliano De Luca
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Agricultura digital promove uma revolução tecnológica nos campos

Com o avanço contínuo da tecnologia e a crescente conscientização sobre a importância da sustentabilidade, é apenas uma questão de tempo antes que a agricultura digital se torne a norma em todo o mundo.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Agricultura digital, também conhecida como agri-tech ou agtech, tem emergido como uma revolução nos campos agrícolas, impulsionada pela aplicação de tecnologia e ferramentas digitais. Este avanço abrange uma ampla gama de tecnologias, desde automação até biotecnologia, monitoramento de informações e análise de dados. A crescente demanda por alimentos e a ameaça das mudanças climáticas têm impulsionado a adoção dessas tecnologias nos últimos anos, e os resultados são notáveis.

De acordo com o relatório “Feeding the Economy” de 2023, a agricultura digital está transformando as indústrias agrícola e de cultivo nos Estados Unidos. Os números são impressionantes: mais de 8,6 bilhões de dólares em atividade econômica, o que representa quase 20% do total do país, e o apoio direto a quase 23 milhões de empregos. Esses dados refletem não apenas um avanço econômico, mas também uma mudança fundamental na forma como a agricultura é conduzida.

Uma das grandes vantagens da agricultura digital é sua capacidade de melhorar a eficiência e aumentar a produtividade. Tecnologias como monitoramento de precisão, automação de equipamentos e estufas inteligentes estão possibilitando aos agricultores otimizar seus processos de produção. Imagens de satélite e drones, juntamente com sensores IoT, permitem o monitoramento preciso da saúde das culturas e das condições do solo, contribuindo para uma gestão mais eficiente dos recursos hídricos e uma melhor previsão de padrões climáticos. Além disso, a automatização de equipamentos, como tratores autônomos e robôs agrícolas, reduz a dependência de mão de obra humana e aumenta a eficiência operacional.

A sustentabilidade também é um aspecto crucial da agricultura digital. Práticas agrícolas de precisão possibilitadas por essas tecnologias permitem aos agricultores implementar métodos sustentáveis que reduzem suas pegadas de carbono, enquanto aumentam os lucros. Com uma população global prevista para chegar a quase 10 bilhões até 2050, de acordo com as Perspectivas da População Mundial de 2022 da ONU, a agricultura digital se torna não apenas uma opção viável, mas uma necessidade urgente para atender às crescentes demandas alimentares.

Além dos benefícios econômicos e ambientais, a agricultura digital também promove uma maior transparência e conscientização na cadeia de suprimentos alimentar. A gestão eficiente da cadeia de suprimentos, com tecnologias como blockchain e análise de big data, permite uma rastreabilidade eficaz dos alimentos, garantindo a origem e a qualidade dos produtos alimentícios desde a fazenda até o consumidor final.

No entanto, apesar de todos esses benefícios, a agricultura digital enfrenta desafios significativos. Os altos custos iniciais e de manutenção, a vulnerabilidade a ataques cibernéticos e a falta de padronização são apenas alguns dos obstáculos que os agricultores enfrentam ao adotar essas tecnologias. Superar esses desafios é essencial para aproveitar todo o potencial da agricultura digital e garantir um futuro sustentável para a produção de alimentos.

Com o avanço contínuo da tecnologia e a crescente conscientização sobre a importância da sustentabilidade, é apenas uma questão de tempo antes que a agricultura digital se torne a norma em todo o mundo. Os agricultores que abraçarem essas tecnologias estarão à frente de uma nova era na produção de alimentos, impulsionando a inovação e garantindo um futuro próspero para a agricultura.

Fonte: Por Ricardo Martins, especialista em comunicação e tecnologia
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2023 foi marcado por grande desafios para a piscicultura brasileira

Terminamos 2023 com novos regulamentos do Ministério da Pesca e Aquicultura e do Ibama que podem impactar a produção em 2024.

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Presidente executivo da Peixe BR, Francisco Medeiros - Foto: Divulgação/Peixe BR

O ano de 2023 começou com a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura em um momento em que a piscicultura convivia com uma das melho­res taxas de crescimento anual de sua história. O modelo enfrentava dificuldades, mas crescia a taxas robustas. O Ministério leva a ativi­dade a subir a régua das expectativas positivas. O ano foi marcado pela aproximação com essa nova estrutura de governo.

Em relação às principais espécies, os peixes nativos – uma das pro­messas da piscicultura nacional – enfrentou em 2023 os mesmos pro­blemas dos anos anteriores: baixo nível de industrialização e ainda nível indesejado de comercialização irregular, mas com uma vontade imensurável dos produtores e empresários em fazer acontecer. Afinal, o mercado gosta do produto. Um exemplo é o prêmio da costelinha de tambaqui na Seafood Expo North America, em Boston.

Já a tilápia cresceu, mas pouco em comparação aos últimos nove anos. Isso se deveu, basicamente, a problemas sanitários, responsá­veis pela redução da produção de alevinos e aumento da mortalidade no campo, principalmente no cultivo em tanques-rede. Mas o setor reagiu e novas unidades de produção, com sistemas mais rigorosos de biossegurança, além de programas de vacinação mais robustos, proporcionaram já no último trimestre do ano passado uma oferta regular de alevinos. Os juvenis, porém, essenciais para quem produz em tanques-rede, não atenderam à demanda.

O mercado interno não se importou com a oscilação da oferta e man­teve-se aquecido o ano todo, o que impactou diretamente as expor­tações com taxa reduzida de crescimento (4%) quando comparada aos anos anteriores.

Aliás, o levantamento exclusivo da Peixe BR mostra que a tilápia é a pro­teína animal cujo consumo mais cresceu na última década, passando de 1.47 kg/hab/ano para 2.84 kg/hab/ano. Crescimento de 93%!

Os preços de insumos para ração foram mais amigáveis do que em 2022, o que contribuiu para melhor gestão dos custos de produção.

Os principais projetos de expansão da piscicultura, principalmente de ti­lápia, continuaram, principalmente nos estados do Paraná, Santa Cata­rina, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo e Minas Gerais. Juntos, eles representam o grande grupo de produção de tilápia no Brasil. Nada mais natural – afinal, estão próximos dos insumos e do consumo.

Terminamos 2023 com novos regulamentos do Ministério da Pesca e Aquicultura e do Ibama que podem impactar a produção em 2024, além – é claro – da chegada de um contêiner de filé de tilápia do Vietnã. Foi um dezembro cheio de preocupação.

Mas, bem-vindo 2024! A confiança da piscicultura brasileira continua e vamos em busca de maior safra de peixes de cultivo da história.

Fonte: Por Francisco Medeiros, presidente executivo da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR)
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