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Transformação na gestão e comercialização nas propriedades rurais
O curso é totalmente gratuíto tem duração de dois anos com carga horária de 1.230 horas, sendo 20% de aulas presenciais
Formar profissionais habilitados na aplicação dos procedimentos de gestão e de comercialização do agronegócio, visando os diferentes segmentos e cadeias produtivas da agropecuária brasileira. Esse é o principal objetivo do curso técnico de nível médio em Agronegócio da rede e-Tec, o primeiro oferecido na modalidade a distância pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Em Santa Catarina é desenvolvido por meio do Sistema Faesc/Senar-SC em seis polos de apoio presencial: São Joaquim, São José, Fraiburgo, Braço do Norte, Seara e Campo Alegre.
O curso é totalmente gratuíto tem duração de dois anos com carga horária de 1.230 horas, sendo 20% de aulas presenciais. Os polos contam com espaço para o desenvolvimento de atividades presenciais e por meio de parcerias com propriedades rurais, empresas agropecuárias e agroindústrias realizam atividades práticas. A coordenadora do curso em Santa Catarina, Katia Zanela, expôs que os alunos têm encontros quinzenais nos polos, além de visitas técnicas. Para ingressar o aluno precisa apenas passar por um processo seletivo”.
Em 2016 encerram as primeiras turmas de Santa Catarina, e serão formados 75 técnicos em Agronegócio. As solenidades de colação de grau ocorrerão em fevereiro de 2017 nos polos de São José, São Joaquim e Fraiburgo.
De acordo com o presidente do Sistema Faesc/Senar-SC, José Zeferino Pedrozo, o curso possibilita o reconhecimento da realidade do meio rural e as peculiaridades das atividades produtivas do agronegócio brasileiro. “O profissional conclui o curso apto para identificar as principais potencialidades, limitações e desafios futuros das cadeias produtivas do agronegócio brasileiro”, avalia Pedrozo.
O superintendente do Senar/SC, Gilmar Antônio Zanluchi, observa que o Técnico em Agronegócio analisa problemas em sistemas e processos de gestão e de produção agropecuária e reconhece quais as melhorias na qualidade dos produtos e serviços necessárias em cada propriedade rural. “A partir disso, é possível empregar técnicas de organização e distribuição eficiente do trabalho e dos recursos produtivos, visando a racionalização de processos, economia de custos e a maximização dos resultados”, complementa.
O Técnico em Agronegócio
Após a conclusão do curso o profissional torna-se especializado na execução de procedimentos de gestão do agronegócio. “O Técnico em Agronegócio está apto a trabalhar em empresas comerciais, estabelecimentos agroindustriais, serviços de assistência técnica, extensão rural e pesquisa”, salienta Katia Zanela.
“Esses profissionais cumprem um importante papel como agentes de transformação por meio de técnicas inovadoras e sustentáveis, na conquista da produtividade e lucratividade, com visão empreendedora para a melhoria da qualidade de vida no meio rural”, enfatiza Pedrozo.
Zanluchi ressalta que a formação no curso Técnico em Agronegócio do Senar facilita o acesso a um mercado que não para de crescer. “O meio rural está aberto a novos profissionais que estejam preparados com conhecimentos técnicos e que auxiliem no desenvolvimento das propriedades catarinenses”.
Profissionalização
Marciana Pressi tem 22 anos, é engenheira agrônoma e foi a partir do trabalho dos avós como produtores rurais que surgiu o interesse pelo meio rural. A jovem está no segundo semestre do curso Técnico em Agronegócio no polo de Seara. “É um curso que complementa o que aprendi durante a graduação. Os assuntos trabalhados estão diretamente ligados com o dia a dia do setor”, avalia. Segundo ela, o conhecimento adquirido traz noções fundamentais para uma boa gestão das propriedades e auxilia na negociação com o mercado.
Foi bem longe do meio rural que o administrador de empresas Alexander Creuz, de 41 anos, iniciou sua vida profissional. Especialista em marketing, trabalhava no mercado financeiro em São Paulo (SP). Mas o coração falava mais alto quando o assunto era agronegócio. Atuar na área sempre foi um sonho. Em 2014 conheceu o curso Técnico em Agronegócio do Senar e foi então que decidiu mudar de vida. Fez o processo seletivo para o polo de São José. “De lá para cá as expectativas foram todas superadas. Foi a partir das visitas técnicas que vi de perto a realidade do meio rural. Passei a enxergar as dificuldades do campo e a entender melhor esse elo da cadeira produtiva, o que favorece muito a aprendizagem e a troca de informações”, relata.
A formação profissional de Robson Cristiano Niering, de 36 anos, foi em marketing. Mas a vontade de atuar no meio rural foi maior e, há um ano e meio, tornou-se produtor rural no cultivo de hortaliças em sistema hidropônico. Niering está finalizando o primeiro semestre do curso no polo presencial de Campo Alegre. “Foi com o curso Técnico em Agronegócio que o desejo de atuar nessa área começou a se concretizar”, relata. Segundo o produtor, quando montou a estufa e resolveu fazer o curso e, a partir disso, a situação mudou para melhor. “Consegui planejar a produção, definir custos e consolidar minhas vendas. Hoje tenho uma visão mais abrangente do meu negócio, estou ampliando e quintupliquei a produção de alface hidropônica, tudo graças aos aprendizados que obtive”, comemora.
Carolina Rohling, de 18 anos, concluiu o ensino médio e iniciou o curso Técnico em Agronegócio no polo presencial de Braço do Norte. A jovem auxilia os pais na propriedade rural e está cursando o primeiro semestre. Ela, resolveu, fazer o curso para expandir os conhecimentos na área de atuação. “O mais interessante são as aulas práticas. Elas facilitam o entendimento de alguns processos e possibilita o contato direto com a realidade do trabalho no campo”, observa. Carolina afirma que o curso é ótimo e o indica para outras pessoas. “A estrutura do curso é focada na nossa realidade e isso auxilia muito na gestão das propriedades”.
O técnico em Química e estudante de Administração Arthur Oliveira Souza, de 27 anos, está no último semestre do curso Técnico em Agronegócio no polo de São Joaquim. Souza decidiu se inscrever porque considera o Senar/SC uma instituição de altíssima qualidade. “O agronegócio é uma das melhores áreas para investir e quanto mais preparado eu estiver maior são as chances de alcançar sucesso na profissão”, considera. Para ele, o método de estudo ofertado pelo curso é atrativo uma vez que alia aulas à distância e presenciais com visitas técnicas.
Mariana Bortoloso de 27 anos, está concluindo o curso no polo de Fraiburgo. Graduada em Administração e pós-graduada em Desenvolvimento Rural e Agronegócios, ela é filha e irmã de produtores rurais. “Decidi fazer o curso porque vejo que o agronegócio é muito importante em nossa região. O Técnico em Agronegócio me possibilitou o aprofundamento de conhecimentos. As visitas mostraram na prática a importância desse trabalho nas empresas e propriedades rurais”, avalia. A jovem trabalha em uma Cooperativa de Crédito em que a grande maioria dos associados são produtores rurais. “O curso também facilita no entendimento das propriedades rurais e as necessidades perante o crédito rural e as políticas de crédito. Sem dúvidas é uma excelente oportunidade a qual indico para todos”, finaliza.
Fonte: Assessoria

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Comitês de bacias do Paraná cobrem 94 mil km² e reúnem 255 municípios em agenda sobre gestão da água
Reuniões entre os dias 06 e 15 de abril discutem planos de bacia, cobrança pelo uso da água, resposta ao Ministério Público e impactos do El Niño nas regiões do Piquiri, Iguaçu, Tibagi e Ivaí.

Quatro Comitês de Bacias Hidrográficas (CBHs) do Paraná se reúnem nos próximos dias para discutir temas pertinentes à gestão da água no Estado. Os encontros se iniciam nesta segunda-feira (06), com o evento do CBH do Rio Piquiri e Paraná 2, seguido de ações do comitê dos Afluentes do Baixo Iguaçu, na terça-feira (07), e do comitê do Rio Tibagi, na quarta-feira (08). O CBH dos Rios Baixo Ivaí e Paraná 1 fecha a programação com reunião no dia 15 de abril. Com exceção do evento do Rio Tibagi, que ocorre presencialmente em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, as demais assembleias serão realizadas de forma remota, com transmissão pelo YouTube.

Foto: Jheniffer Valeria/IAT
As atividades integram o plano de trabalho da Diretoria de Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos do Instituto Água e Terra (IAT), órgão gestor do Sistema Estadual de Recursos Hídricos, que atua como Secretaria Executiva e oferece suporte técnico e financeiro aos comitês.
Para mais informações sobre os CBHs e suas agendas, acesse www.iat.pr.gov.br na aba “Gestão das Águas”.
Piquiri e Paraná 2
A programação começa na segunda-feira (06), às 09 horas, com a 13ª Reunião Ordinária do CBH do Rio Piquiri e Paraná 2. Entre os destaques da pauta estão previstos a apresentação e aprovação da moção em resposta ao Ministério Público do Paraná sobre os ofícios envolvendo parcelamento de solo em Assis Chateaubriand; a apresentação de projetos do IAT em parceria com as cooperativas C. Vale e Copacol; e a atualização sobre o andamento dos planos de bacia. Para participar, clique aqui.
O escopo de atuação do Comitê abrange toda a extensão das bacias do Rio Piquiri e do Paraná 2, totalizando uma

Foto: Gustavo Curcio
área de 27.229,41 km², que engloba total ou parcialmente 73 municípios.
Afluentes do Baixo Iguaçu
Na terça-feira (07), às 09h30, acontece a 12ª Reunião Ordinária do CBH dos Afluentes do Baixo Iguaçu. Na agenda está prevista a palestra “Panorama do EL Niño no Paraná” e atividades da Câmara Técnica de Instrumentos de Gestão (CTINS) para 2026. Para participar, clique aqui.
Criado pelo Decreto Estadual nº 8.923/2013, o Comitê da Bacia dos Afluentes do Baixo Iguaçu abrange total ou parcialmente 72 municípios do Paraná e desempenha um papel estratégico na governança dos recursos hídricos da região.

Foto: Gustavo Curcio
Tibagi
A 45ª Reunião Ordinária do CBH do Rio Tibagi ocorre de forma presencial na quarta-feira (08), às 13h30, no Centro de Educação Ambiental Vereador Delmar José Pimentel, no Parque Municipal Lago de Olarias, em Ponta Grossa. Na pauta, itens importantes como o início da criação da Câmara Técnica de Integração (CTINS), a composição das Câmaras Técnicas de Produtos para o plano de bacias e a revisão do regimento interno e do grupo de trabalho para cobrança por recursos hídricos.
O escopo de atuação do Comitê abrange toda a extensão da bacia do Rio Tibagi, totalizando uma área de 24.711 km², que engloba total ou parcialmente 57 municípios.
Baixo Ivaí e Paraná 1
Fechando a programação, a 17ª Reunião Ordinária do CBH do Baixo Ivaí e Paraná 1 está prevista para a quarta-feira,

Foto: Gustavo Curcio
dia 15 de abril, às 9h30. O foco principal da assembleia será uma apresentação sobre o Rio Ivaí e atualizações relacionadas ao andamento da contratação de empresa responsável pelos planos de bacia. A população pode acompanhar as deliberações clicando aqui.
O escopo de atuação do Comitê abrange toda a extensão da Bacia do Paraná 1, bem como parte da Bacia do Rio Ivaí, totalizando uma área de 14.937 km², que engloba total ou parcialmente 53 municípios.
Gestão da água
Os CBHs são órgãos colegiados com atribuições normativas, deliberativas e consultivas, vinculados ao Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH/PR), e têm o objetivo de contribuir para a aplicação da Política Estadual de Recursos Hídricos na sua área de atuação a fim de garantir o controle social da gestão das águas, conforme estabelecido pela Lei Estadual 12.726/1999 e Decreto Estadual nº 9.130/2010.
Eles são constituídos por representantes do Poder Público, setores usuários de águas e sociedade civil, os quais compartilham responsabilidades na gestão dos recursos hídricos.
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Congresso do agro expõe entraves legais que travam financiamento e elevam risco ao produtor
Debate reuniu 450 participantes presenciais e três mil on-line em São Paulo. Crédito, segurança jurídica, CPR, RJ e seguro rural concentraram as críticas.

A crise de crédito no campo, a necessidade de maior segurança jurídica e os desafios de financiamento dominaram os debates do 6º Congresso Brasileiro de Direito do Agronegócio (CBDA), realizado em São Paulo nesta semana. O evento reuniu representantes dos três Poderes, especialistas e lideranças do setor privado, somando mais de 450 participantes presenciais e três mil online, em uma agenda que também abordou temas como regulamentação e transição tributária, reforma do Estatuto da Terra, Marco Temporal, seguro rural, transição tributária e relações de trabalho no campo.
O presidente do IBDA, Renato Buranello, destacou que o evento buscou construir uma agenda positiva para o agronegócio, em meio a uma crise que expõe lacunas estruturais. “A ideia é deslocar de uma agenda negativa para uma positiva. Somente uma gestão alinhada ao novo ambiente regulatório permitirá garantir segurança jurídica, preservar a competitividade e dar sustentabilidade ao desenvolvimento econômico-social do agronegócio”, frisou.

Renato Buranello, presidente do IBDA, durante o CBDA 2026 – Foto: Gerardo Lazzari
Na palestra inaugural, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, reforçou a necessidade de previsibilidade institucional como condição para o crescimento econômico. “Sem previsibilidade, não há segurança nem desenvolvimento social”, afirmou, destacando que o empresário trabalha com a lógica de risco e retorno, por isso, o investidor precisa ter segurança jurídica. “Esse ambiente de previsibilidade é o que garante confiança para investir”, ressaltou.
Durante o painel “Reforma do Estatuto da Terra e Aplicação do Marco Temporal”, o ex-advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, disse que a indefinição sobre o Marco Temporal não decorre da falta de previsão constitucional, mas da falta de regulamentação de um dispositivo já existente.
Segundo Adams, a Constituição admite exceções à nulidade de títulos em terras indígenas em casos de relevante interesse público da União, mas o Congresso nunca avançou na definição de critérios e procedimentos para aplicar essas exceções. “Essa lei complementar cabe ao Congresso Nacional e deveria ter sido implementada desde o início da Constituição”, salientou.
Para ele, a superação dos conflitos fundiários no país passa por uma abordagem mais ampla e estruturada, com a devida regulamentação dessas regras.
Pressão sobre produtores

Ministro do STF, Luiz Fux, durante palestra no CBDA – Foto: Gerardo Lazzari
Entre os temas centrais, o seguro rural ganhou destaque. O assessor especial do Ministério da Agricultura, Carlos Augustin, defendeu a reformulação do modelo brasileiro, citando o sistema norte-americano como referência, além da criação de um fundo garantidor. Ele ressaltou os avanços obtidos no crédito rural privado, lembrando que o Ministério da Agricultura, em conjunto com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e outras entidades, conduz negociações para modernizar a legislação do setor e corrigir distorções acumuladas ao longo dos anos.
A especialista em Finanças e Gestão Estratégica, Fabiana Alves, apontou que a situação financeira dos produtores está pressionada por juros altos e pela guerra no Oriente Médio, que encarece insumos como fertilizantes e combustíveis. Para ela, a saída passa pela profissionalização da gestão rural e pela adoção de práticas de segurança climática, já exigidas pelo sistema financeiro. “A resolução nº 5267 do Banco Central criou um arcabouço para rastrear riscos no crédito rural, conectando financiamento ao uso do solo e ao risco climático via georreferenciamento. O tema deixou de ser voluntário e passou a integrar a gestão prudencial para o sistema financeiro”, avaliou.
Abusos da recuperação judicial
No campo jurídico, o advogado Marcelo Fraga e o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Ricardo Villas Boas Cueva, apontaram abusos no uso da recuperação judicial (RJ) por produtores, o que ameaça a fluidez do crédito rural. Alterações recentes na legislação da Cédula de Produto Rural (CPR) foram vistas como avanços, ao proteger garantias contra as manobras em processos de RJ.
No painel sobre “Regulamentação e Transição da Reforma Tributária”, o advogado Paulo Vaz afirmou que a indefinição da alíquota do novo sistema tributário, com estimativas entre cerca de 28% e 36%, ainda gera insegurança e dificulta o planejamento no agronegócio. Segundo ele, embora o setor não seja contrário à reforma, a mudança rompe com um modelo ao qual os produtores estavam adaptados, baseado em mecanismos como isenções, diferimentos e créditos presumidos.
Vaz reconheceu avanços, como a manutenção da desoneração das exportações, a redução de até 60% para alimentos e insumos e o fim da cumulatividade, mas alertou para o aumento da complexidade. “O principal impacto deve recair sobre produtores pessoa física com faturamento acima de R$ 3,6 milhões, que terão de se adaptar a um sistema mais exigente”, evidenciou, ressaltando que a tributação do arrendamento rural pelos novos impostos, ampliando os efeitos da reforma no campo.
Apesar das dificuldades, especialistas enxergam sinais de amadurecimento no setor, com maior segurança jurídica e instrumentos alternativos de renegociação. Para Buranello, a RJ deve ser evitada ao máximo, privilegiando soluções como o Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) e acordos extrajudiciais. “Devemos melhorar o modelo de crédito, o seguro rural, que talvez seja o principal instrumento, além de dar maior racionalidade à recuperação judicial. Nós não precisamos, de fato, entrar com a recuperação, a gente precisa recuperar o produtor rural. São duas situações diferentes”, pontuou.
O Congresso encerrou com a mesa redonda “Desafios das relações de trabalho no campo e o estatuto do trabalhador rural – importância da negociação coletiva” contou com a participação da ministra do Tribunal Superior do Trabalho, Maria Cristina Peduzzi, que deu ênfase à negociação coletiva como instrumento não só de prevenção, como de solução de conflitos, compondo as relações de trabalho. Participaram também da mesa o professor de Direito do Trabalho do IBDA, Antonio Galvão Peres; além do professor e cientista político Christian Lohbauer.
Homenagem
O engenheiro agrônomo Luiz Carlos Corrêa Carvalho (Caio Carvalho) recebeu do IBDA, durante o Congresso, uma homenagem por sua contribuição ao desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro. “Caio Carvalho dirigiu o olhar para o negócio agrícola, um olhar sistêmico, uma visão transversal e verticalizada que levou o Brasil a pensar num sistema, um produto agrícola no âmbito de um mercado global”, enfatizou o presidente do IBDA.
Já o vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Arnaldo Jardim, destacou que Carvalho tem a curiosidade que instiga, a profundidade na análise dos mais diversos temas e a ponderação que aproxima pessoas. “Vivemos num período em que o debate exacerbado parece dar o tom, e vi várias vezes Caio pedindo que analisássemos as possibilidades e buscássemos a convergência. E o vi dizendo que não adianta uma vitória de curto prazo se ela não significa uma maioria que se constitui como base de uma política pública que adquire perenidade”, enalteceu.
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Feaper libera bônus de até 80% para renegociar R$ 20 milhões em dívidas no Rio Grande do Sul
Medida atende agricultores familiares e inclui articulação de R$ 24,5 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para 26 cooperativas, com tentativa de incluir outras 42 que ficaram na suplência do Edital 01/2026.

O Conselho do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper) aprovou, em reunião realizada nesta semana, a retomada do bônus de adimplência para agricultores familiares com contratos em atraso no Rio Grande do Sul.

Foto: Guilherme Granez
A decisão permite que produtores e entidades inadimplentes quitem débitos nas condições originais, com aplicação retroativa do benefício à data do vencimento. Em muitos casos, o bônus alcança 80% do valor devido. O conjunto das operações envolvidas supera R$ 20 milhões.
Na mesma reunião, o colegiado tratou da articulação de recursos do Programa Camponês para cooperativas gaúchas, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
A proposta prevê investimento de R$ 24,5 milhões para atender 26 cooperativas do Estado por meio do Programa de Apoio à Agricultura Familiar e Camponesa. A Secretaria de Desenvolvimento Rural também irá solicitar a ampliação do volume de recursos para incluir outras 42 cooperativas que ficaram na suplência do Edital 01/2026.
O secretário de Desenvolvimento Rural do Estado, Gustavo Paim, que preside o Conselho do Feaper, afirmou que as medidas têm como objetivo restabelecer a capacidade financeira dos produtores e ampliar o alcance das políticas públicas voltadas ao meio rural. “As iniciativas buscam dar um respiro aos produtores e alavancar a produtividade no Estado. Primeiro, com o bônus de adimplência, que retoma benefícios relacionados aos contratos. Em um segundo momento, estamos ampliando a parceria com o governo federal para captar mais recursos, com o objetivo de beneficiar as cooperativas que estão na suplência do edital”, declarou.
