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Conexão e inovação: ABCS lidera Missão de Negócios aos EUA em busca de mais conhecimento para fortalecer a suinocultura brasileira

A comitiva visitou granjas modelo, associação de produtores e varejos de referência nos Estados Unidos.

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Foto: Divulgação/ABCS

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) organizou uma missão de negócios aos Estados Unidos para conhecer inovações e práticas de referência na cadeia produtiva da suinocultura do terceiro maior produtor de carne suína do mundo. A viagem começou em 13 de setembro, passando por diversos pólos estratégicos da produção suinícola norte-americana, oferecendo aos participantes uma visão aprofundada do setor.

Liderada por representantes da ABCS e com a participação da Agroceres Pic, uma empresa de genética parceira da ABCS e Empresa Amiga da Suinocultura, a missão incluiu a participação da presidência e diretoria da associação, além de conselheiros da ABCS. A missão de negócios representou uma oportunidade única para os produtores brasileiros conhecerem as melhores práticas e inovações do setor em um dos maiores mercados globais de carne suína. O objetivo foi conhecer o processo produtivo dos suinocultores americanos, a comunicação com o consumidor, o trabalho do varejo e também da Associação local para buscar tendências que possam ser utilizadas para inovar ainda mais a cadeia de suínos no Brasil, e continuar a missão de tornar o país um dos top 3 protagonistas mundiais do setor.

Ao longo da viagem, os participantes puderam analisar como a proteína é produzida e ofertada em um mercado altamente competitivo, além de estabelecer contatos estratégicos com organizações que lideram a cadeia produtiva.

Agenda da Missão

A missão teve início no estado de Indiana, onde os participantes conheceram a  Fair Oaks Farm, uma das maiores operações agrícolas do país, dedicada à produção sustentável e à educação sobre produção de alimentos. A fazenda funciona como um “museu vivo” da agricultura, oferecendo aos visitantes uma experiência imersiva nas práticas sustentáveis da produção de leite e carne suína. Também foi realizada uma apresentação da Belstra Milling, empresa referência na produção de rações de alta qualidade para animais, incluindo suínos.

Após a passagem por Indiana, o grupo seguiu para Chicago, Illinois, um dos principais centros financeiros dos Estados Unidos. Na cidade, os participantes conheceram redes de varejo como Whole Foods, Trader Joe’s, Walgreens, Walmart e Best Buy, para entender como a carne suína é disponibilizada e comunicada ao consumidor americano. Outro destino conhecido foi Macomb, Illinois, onde os participantes visitaram a Carthage System, uma operação que controla cerca de 180 mil matrizes, sendo uma das maiores concentrações de suínos dos Estados Unidos, visitando instalações produtivas e tecnológicas que contribuem para a economia local.

A missão também passou por Coralville e Des Moines, no estado de Iowa, para encontros com representantes do National Pork Producers Council (NPPC), uma associação de produtores americanos, que trabalha com a promoção, pesquisa e educação no setor suinícola. Lá eles entenderam como funciona o modelo de gestão utilizado para atender os produtores americanos e a arrecadação do Pork Checkoff, o “Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS) americano”. Na ocasião a ABCS apresentou o trabalho feito pela associação, especialmente no incentivo ao consumo, que foi bastante elogiado.

Marcelo Lopes, presidente da ABCS, explica que durante a viagem conseguiram compreender mais sobre a produção americana, que é um grande exemplo mundial. “Observamos aspectos muito positivos, como a infraestrutura, as instalações, o escoamento da produção e a produção de grãos, mas também identificamos alguns desafios, como as dificuldades sanitárias e a estagnação do consumo. Esse intercâmbio é de extrema importância, pois queremos compartilhar esse conhecimento com as demais lideranças da suinocultura, permitindo que todos conheçam a realidade de outros países. Também tivemos a oportunidade de conhecer a Associação Americana, que reforçou que estamos no caminho certo, mas que precisamos intensificar nossa arrecadação. Vimos uma suinocultura de nível mundial e levaremos conosco informações valiosas para todo o Sistema ABCS. Estamos voltando com dados cruciais para dar continuidade ao excelente trabalho que tem sido realizado,” conta.

E para Alexandre Rosa, Diretor Presidente da Agroceres PIC, a viagem foi extremamente produtiva. “Iniciamos nossa jornada visitando a Fair Oaks, um projeto incrível que traz transparência e visibilidade para a produção de suínos perante a sociedade. Achei sensacional, pois desmistifica a produção e nos mostra que a suinocultura, em escala mundial, é conduzida com grande cuidado e responsabilidade no trato com os animais. Observamos também alguns desafios sanitários que, felizmente, não enfrentamos no Brasil. Ainda assim, eles mantêm índices de produtividade muito interessantes, o que é admirável. Finalizamos a visita na NPPC, e foi extremamente positivo. Percebemos que os desafios enfrentados por eles são muito semelhantes aos nossos, assim como as oportunidades. O modelo de arrecadação deles, composto por uma parte compulsória e outra voluntária, resulta em uma receita significativamente maior. Isso nos faz refletir sobre como, no Brasil, conseguimos fazer muito com menos recursos. Contudo, fica a mensagem de que seria muito interessante se mais empresas se juntassem ao FNDS, pois todo o investimento realizado retorna com muito sucesso”, conclui.

Fonte: Assessoria ABCS

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Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo

Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

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Foto: Shutterstock

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação

A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.

“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.

Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Como acessar

O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.

“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.

Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.

“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.

A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras

Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

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Fotos: Claudio Neves

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.

“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.

Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay. 

Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.

“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.

Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.

O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.

Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.

Fonte: Agência Brasil
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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil

Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

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Foto: Allan Santos/PR

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação

A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.

Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.

Brasil entre os países com maior alíquota proposta

Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.

A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação

dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.

Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.

Instrumento de pressão comercial

A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.

A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.

Consulta pública antes da decisão final

As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.

As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.

Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.

Fonte: O Presente Rural
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