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Tereza Cristina diz que ministério vai manter bom relacionamento com países árabes

“Vamos conversar, ouvir, e continuar com essa abertura de diálogo que o Ministério da Agricultura sempre teve com esses países, que são compradores da produção brasileira”

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Mapa/Guilherme Martimon

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) disse na terça-feira (02) que o Brasil é amigo de todos os países árabes e muçulmanos, e que vai continuar se esforçando para manter este bom relacionamento. Segundo ela, a intenção é fazer com que a cooperação comercial com esses países cresça e seja cada vez mais robusta. A ministra informou que tem reunião marcada para a próxima semana com 51 embaixadores de países árabes e explicou que o Ministério da Agricultura vai manter o diálogo com esses países, que são grandes compradores da produção brasileira de alimentos.

“Na agricultura, temos um país que produz muito, o Brasil, e um mercado em que existe uma confiança entre a agricultura brasileira e os consumidores dos países islâmicos. E nós vamos continuar perseguindo esse bom entendimento, esse bom relacionamento com os árabes, com os muçulmanos, com quem gostamos muito de ter relações comerciais, no Ministério da Agricultura e com os produtos da agropecuária brasileira”, disse Tereza Cristina.

Ela afirmou que a instalação de um escritório de negócios em Jerusalém é um meio-termo, em vez de uma embaixada, como inicialmente noticiado. Ela admitiu que há um descontentamento dos países árabes em relação a este assunto, mas disse que o Ministério da Agricultura tem de continuar trabalhando para manter os canais de diálogo.

“A gente tem de estar preparado para tudo. Acho que o escritório de negócios é um meio-termo, não é a embaixada lá. A gente sabe do ânimo que existe na região, mas o Brasil é um país amigo de todos os países, e na área comercial temos um peso muito grande no mundo árabe, no mundo islâmico. Temos de continuar conversando. É claro que há um descontentamento, Mas, nós da Agricultura, temos de trabalhar pela agricultura. Esses problemas de geopolítica são para o presidente da República, para o chanceler”, disse ela. “Vamos conversar, ouvir, e continuar com essa abertura de diálogo que o Ministério da Agricultura sempre teve com esses países, que são compradores da produção brasileira”.

Tereza Cristina disse que já conversou com muita gente e que, apesar do desconforto, as coisas estão calmas. Ela disse que as relações do Mapa com esses países vão continuar. “No que depender de mim como ministra e do setor produtivo, que apoia o relacionamento, vamos continuar fazendo com que cresça essa cooperação comercial entre os países do mundo árabe e o Brasil e fique cada vez mais robusta”.

Fonte: MAPA

Notícias

Balança comercial registra superávit de US$ 878 milhões na 3ª semana de abril

Resultado foi impulsionado por exportações de US$ 6,4 bilhões frente a importações de US$ 5,6 bilhões.

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Fotos: Claudio Neves

Na 3ª semana de abril de 2026, a balança comercial registrou superávit de US$ 0,878 bilhão e corrente de comércio de US$ 12 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 6,4 bilhões e importações de US$ 5,6 bilhões.

No mês, as exportações somam US$ 21,2 bilhões e as importações, US$ 13,7 bilhões, com saldo positivo de US$ 7,5 bilhões e corrente de comércio de US$ 34,9 bilhões.

No ano, as exportações totalizam US$ 103,6 bilhões e as importações, US$ 81,86 bilhões, com saldo positivo de US$ 21,7 bilhões e corrente de comércio de US$ 185,4 bilhões. Esses e outros resultados foram divulgados nesta quarta-feira (22), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Nas exportações, comparadas as médias até a 3ª semana de abril/2026 (US$ 1,770 bilhão) com a de abril/2025 (US$ 1,494 bilhão), houve crescimento de 18,5%. Em relação às importações houve crescimento de 2,7% na comparação entre as médias até a 3ª semana de abril/2026 (US$ 1,141 bilhão) com a do mês de abril/2025 (US$ 1,111 bilhão).

Assim, até a 3ª semana de abril/2026, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.911,46 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 628,67 milhões. Comparando-se este período com a média de abril/2025, houve crescimento de 11,7% na corrente de comércio.

Exportações e importações por Setor

No acumulado até a 3ª semana do mês de abril/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 63,95 milhões (16,1%) em Agropecuária; de US$ 105,12 milhões (29,9%) em Indústria Extrativa e de US$ 106,11 milhões (14,4%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado até a 3ª semana do mês de abril/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 11,88 milhões (21,8%) em Indústria Extrativa e de US$ 30,47 milhões (3,0%) em produtos da Indústria de Transformação; houve queda de US$ 9,06 milhões (32,0%) em Agropecuária.

Fonte: Assessoria MDIC
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Cooperativismo ganha destaque em meio a incertezas políticas

Modelo é apontado como alternativa para gerar renda fortalecer cadeias produtivas e promover desenvolvimento.

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Foto: Shutterstock

O cenário eleitoral brasileiro, em especial no atual ciclo, revela um ambiente de incerteza que ultrapassa o natural dinamismo da democracia e adentra um terreno de inquietação institucional e econômica. A ausência de propostas consistentes, aliada à superficialidade dos debates, fragiliza a capacidade do eleitor de exercer uma escolha plenamente consciente. Em meio a narrativas muitas vezes desconectadas da realidade fiscal do País, temas estruturantes, como as reformas administrativa, tributária e previdenciária, permanecem relegados a um plano secundário, quando deveriam ocupar posição central no debate público.

A condução responsável da gestão pública exige coragem para enfrentar questões impopulares, porém indispensáveis. O Estado brasileiro, marcado por elevado custo e baixa eficiência, tornou-se insustentável diante das demandas da sociedade. A racionalização da máquina pública, o controle rigoroso dos gastos e a avaliação de desempenho no setor público são medidas inadiáveis para conter a trajetória crescente das despesas e restabelecer o equilíbrio fiscal. Sem isso, compromete-se não apenas o presente, mas sobretudo as perspectivas de desenvolvimento das futuras gerações.

Artigo escrito por Vanir Zanatta, presidente do Sistema Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC).

Paralelamente, a necessidade de uma reforma administrativa, política e previdenciária ampla e racional se impõe como condição essencial para estimular o ambiente produtivo. A reforma tributária que está em fase de implementação não equacionou nem a carga excessiva, nem a complexidade, inibindo a geração de empregos e reduzindo a competitividade da economia brasileira. A defesa do setor produtivo passa, inevitavelmente, pela simplificação tributária e pela rejeição de qualquer tentativa de ampliação de impostos, medida que apenas agravaria o já oneroso cenário enfrentado por trabalhadores e empreendedores.

Nesse contexto, o cooperativismo brasileiro reafirma sua relevância como modelo econômico e social capaz de promover desenvolvimento com inclusão. Fundamentado na gestão democrática, na participação coletiva e na distribuição equitativa de resultados, o cooperativismo oferece uma alternativa sólida frente às instabilidades do ambiente político e econômico. Ao fortalecer cadeias produtivas, nos meios rural e urbano, contribui diretamente para a geração de renda, a fixação do homem no campo e o desenvolvimento regional sustentável.

O setor primário, em particular, depende de políticas públicas consistentes e de investimentos em infraestrutura para alcançar seu pleno potencial. As deficiências logísticas, localizadas fora da porteira, comprometem a competitividade do agronegócio brasileiro e reduzem a eficiência de um dos segmentos mais dinâmicos da economia nacional. Nesse sentido, é fundamental que os candidatos assumam compromissos claros com o fortalecimento da agricultura e com a melhoria das condições estruturais do País.

Além dos desafios econômicos, o processo eleitoral exige maturidade democrática. O respeito às instituições, às regras do jogo e à diversidade de opiniões é condição indispensável para a estabilidade social. O enfraquecimento dos partidos políticos, a infidelidade partidária e a prevalência de interesses circunstanciais evidenciam fragilidades históricas da democracia brasileira que precisam ser enfrentadas com responsabilidade e compromisso ético.

Superado o período eleitoral, a realidade se impõe de forma incontornável. O futuro governante terá diante de si a necessidade de abandonar discursos e enfrentar, com pragmatismo, a complexa situação fiscal do País. As reformas estruturais deixarão de ser uma opção e passarão a ser uma exigência para garantir a governabilidade e a retomada do crescimento econômico.

Diante desse cenário, o cooperativismo segue como um pilar de equilíbrio, capaz de contribuir para a construção de um Brasil mais justo, eficiente e sustentável. Ao promover a união de esforços em torno de objetivos comuns, reafirma valores essenciais para o fortalecimento da democracia e para o desenvolvimento econômico e social do País.

Fonte: Artigo escrito por Vanir Zanatta, presidente do Sistema Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC).
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Notícias

Mapa define regras para credenciamento de empresas em monitoramento de grãos

Instituições devem apresentar metodologia detalhada com uso de inteligência artificial para participar dos testes.

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Foto: Geraldo Bubniak/AEN

As instituições que prestam serviços em sistemas de verificação agrícola, monitoramento e conformidade de grãos, e que desejam se credenciar conforme a Portaria SDI/MAPA nº 739, devem submeter, previamente, a metodologia detalhada a ser utilizada no teste de bancada para a classificação de culturas e cálculo de produtividade. A metodologia será analisada pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Foto: Secom

A metodologia, que deve ser enviada por e-mail em língua portuguesa, precisa incluir uma descrição com todos os passos de processamento nos quais os arquivos passarão, desde a entrada até a saída com os resultados. Além disso, deverão ser adicionados diagramas que ilustrem detalhadamente o fluxo de infraestrutura do ambiente utilizado, bem como um relatório de acurácia dos modelos de inteligência artificial, com os seguintes indicadores: R² (coeficiente de determinação) e Score CV (pontuação de validação cruzada).

O documento cadastrado deverá ser assinado pelo responsável legal da empresa, acompanhado de uma declaração de responsabilidade, referente a utilização do mesmo processo detalhado durante o teste de bancada. Vale ressaltar que não serão permitidas alterações na metodologia após a sua submissão.

Os testes poderão ser agendados para ocorrerem no período de 22 de abril a 22 de maio de 2026. A documentação necessária para os testes de prova de conceito e dúvidas deverão ser enviadas para o e-mail infraestrutura.VMG@agro.gov.br até o dia 15 de maio de 2026.

Fonte: Assessoria Mapa
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