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Sustentabilidade com iminência da Influenza aviária é cuidar da saúde dos planteis, destaca diretora da ABPA

Boas práticas de manejo sanitário asseguram a produtividade das aves de postura nas granjas brasileiras.

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Foto: Giuliano De Luca/OP Rural

A sustentabilidade aplicada ao setor de ovos é um pilar importante para garantir a continuidade e o desenvolvimento da avicultura de postura a longo prazo, por meio da adoção de práticas sustentáveis e da garantia da saúde e do bem-estar das aves. Isso contribui para a produção de ovos de qualidade, com menor impacto ambiental e maior segurança alimentar para os consumidores.

Boas práticas de manejo sanitário para prevenir e controlar doenças, programa rígido de biosseguridade, alimentação equilibrada, o acesso a água limpa e fresca, espaço suficiente para que elas possam se movimentar e se alimentar adequadamente, além de condições ambientais adequadas, como temperatura, umidade, luminosidade e ventilação asseguram a produtividade das aves de postura nas granjas brasileiras.

Assim como a sustentabilidade na avicultura de postura também envolve a adoção de práticas que visem à redução do impacto ambiental da produção de ovos, que pode ser feito por meio da redução do uso de recursos naturais, como água e energia, e da minimização da geração de resíduos e poluentes.

Diretora técnica da Associação Brasileira de Nutrição Animal (ABPA), Sula Alve – Foto: Mario Castello

Sobre a sustentabilidade aplicada ao setor de ovos, a saúde animal como pilar primordial para a sustentação do setor e a iminência da Influenza aviária, a diretora técnica da Associação Brasileira de Nutrição Animal (ABPA), Sula Alves, concedeu uma entrevista exclusiva ao Jornal O Presente Rural, que você confere abaixo.

O Presente Rural – Qual a importância da sustentabilidade e da ambiência na produção de ovos de consumo?

Sula Alves – A ambiência, assim como a sustentabilidade, vai muito além do conforto térmico em si, diz respeito a um aspecto social e também econômico. Quando pensamos em ambiente, na questão de sustentabilidade para produção de ovos de consumo, nos remete ao bem-estar animal e na forma como a produção é vista pelo consumidor, inclusive a avicultura de postura foi, de certo modo, uma vanguardista das instruções acerca de bem-estar animal ao trazer para dentro do setor a importância da cadeia avícola se atentar para o bem-estar das aves, adotando uma nova abordagem nos processos produtivos.

A avicultura quando comparada com outras atividades agropecuárias é uma atividade de baixo impacto ambiental em decorrência da sua eficiência produtiva, uma vez que adota maior controle sanitário sobre a produção, realiza o monitoramento da qualidade da água, a iluminação e a ventilação das granjas, adota programas de biosseguridade e automação dos processos, o que tem contribuído para o aumento dos coeficientes de produção da atividade avícola.

Outra questão está relacionada há uma necessidade de modernização dos galpões, que muitas vezes é impulsionada pelo mercado consumidor, porém a modernização para a eficácia da produção não necessariamente passa pela demanda do consumidor, mas, sim, diz respeito a tecnificação para o aumento dos coeficientes de produção, que, por sua vez, também melhoram a sustentabilidade do negócio e contribuem para a própria evolução da avicultura ao aprimorar índices zootécnicos e aumentar sua eficiência produtiva, o que demonstra o caráter de sustentabilidade do avanço tecnológico da nossa atividade, porque se hoje se produz mais ovos por poedeira/ano é em função de uma eficiência zootécnica da produção.

E muitas vezes pensamos em tecnificação e na mecanização de processos, na adoção de sistemas modernos, mas não podemos esquecer que a modernização começa pela própria genética avícola, que tem evoluído cada vez mais ao longo das últimas décadas, com índices zootécnicos mais eficientes, resultando em maior produtividade, isso também é pensar em sustentabilidade, em como eu consigo produzir alimentos com menor necessidade de recursos, menor quantidade de input para produzir um produto cada vez mais acessível, que mantém a sua qualidade nutricional. O ovo é um dos mais completos alimentos em termos nutricionais e também um dos produtos mais democráticos.

O Presente Rural – Como a adoção de práticas sustentáveis impacta a produção de ovos de consumo no Brasil?

Sula Alves – Já temos alguns benchmarks de empresas que adotam práticas ambientais e produtivas em questões relacionadas ao bem-estar animal, independente de obrigações legais. A indústria tem avançado muito com seu compromisso em ser mais sustentável e isso logicamente tem impulsionado uma indústria que antes tinha um nicho muito pequeno e agora cada vez mais está alcançando espaço de mercado, ao passo que o consumidor também percebe o valor agregado destes produtos.

Existem muitos ganhos quando uma empresa tem melhoria nos processos, redução de perdas ou desperdício na produção e utilização de uma cadeia de ciclo fechado, uma vez que por estarem tecnificando a sua produção, por exemplo, conseguem ter mais eficiência no aproveitamento de resíduos e geram renda com isso. A exemplo de uma produção de ovos em que a empresa utiliza o esterco das galinhas para fertilização do solo e isso é uma prática altamente sustentável. Qual indústria consegue praticamente fechar sua cadeia com aproveitamento de tudo como a gente constata na avicultura de postura? Então isso impacta muito positivamente a escala de um produto, por ter uma simplicidade e uma acessibilidade tão grande como é o caso do ovo em todos os aspectos.

O Presente Rural – Quais são os principais aspectos ambientais que devem ser considerados na avicultura de postura?

Sula Alves – Devem ser considerados aspectos desde da ambiência de produção – uma vez que só consegue ter eficiência produtiva quando se oferece o mínimo de conforto para o animal -, que incluem ventilação, temperatura e iluminação, assim como os aspectos ambientais da estrutura do galpão também exigem atenção, deve ser todo vedado e telado para evitar a entrada de outros animais. Então não tem como você desconsiderar o cuidado, embora não esteja diretamente ligado à eficiência produtiva vai trazer retorno.

A ambiência, conforto térmico e bem-estar dos animais tem se evoluído muito nos últimos anos. Outro ponto muito importante gira em torno de eficiência energética, que não deixa de ser importante também na cadeia produtiva. Hoje têm muitas granjas evoluindo não só na parte de produção, mas na parte estrutural como sala de ovos, com sistema de luz através da geração de energia limpa, gerada por painéis solares, o que contribui na redução do consumo energético da propriedade. Não se consegue produzir de forma eficiente se tem perdas e desperdícios e isso vai permear por toda a cadeia.

O Presente Rural – Quais são os sistemas de produção que garantem melhor eficiência produtiva na avicultura de postura?

Sula Alves – O animal responde diretamente pelo conforto térmico e ambiental, então não há como o avicultor investir em sistemas produtivos que vão zelar pelo conforto e o bem-estar dos animais e não ter retorno produtivo. Contudo, caso o produtor verifique baixa eficiência produtiva do seu plantel possivelmente os índices zootécnicos das aves devem ter sido afetados pela qualidade do ambiente em que elas estão. Ao longo dos últimos anos, a ambiência evoluiu muito, tanto na qualidade do meio quanto da criação animal até a arquitetura da instalação, o tipo de material que é utilizado e o atendimento das necessidades fisiológicas das aves, fatores esses que, com a modernização do sistema produtivo, tem tido cada vez mais atenção.

Modelos de gaiolas mais modernos, ou mesmo em outros sistemas de criação livre de gaiolas, tem se priorizado esse ambiente mais social atrelado ao conforto dos animais, no entanto é preciso destacar que quando falamos de sustentabilidade não podemos deixar de pensar na parte da sanidade, principalmente no atual momento que a nossa avicultura vive, na iminência da Influenza aviária (IA), com vários países vizinhos enfrentando uma crise em decorrência da doença, percebemos o quanto tem se buscado priorizar as questões sanitárias confinando as aves.

Em relação aos animais criados soltos, que muitas vezes se entende terem melhor condição de bem-estar, não necessariamente, porque o risco da criação de aves soltas no atual momento é muito maior, então é preciso priorizar a saúde dessas aves evitando sua exposição, o que também está ligado ao bem-estar do animal.

A criação de sistemas alternativos merece uma atenção nestes momentos. Então, o que você vai priorizar para o animal, ainda mais neste contexto de IA, há uma necessidade de colocar em escala de priorização o que é preciso oferecer para este animal em função do ambiente em que ele vive, para que possa ter um retorno o mais positivo possível.
Neste momento de iminência da IA é preciso pensar que o risco para a saúde animal também é aspecto do bem-estar, sendo que as galinhas criadas em ambiente aberto correm um risco mais alto de contágio, por isso, é necessário cuidar dessa parte, pois a parte da ambiência também envolve você avaliar a exposição do animal e as necessidades que ele tem naquele momento.

O Presente Rural – Quais são os principais desafios enfrentados na busca pela sustentabilidade na produção de aves de postura?

Sula Alves – A criação de aves em sistemas com acesso ao ar livre é considerada mais sustentável, entretanto, o que muitas vezes existe hoje é uma avaliação um tanto limitada sobre o que de fato é sustentável para aquela produção. Logicamente que têm alguns nichos de mercado, com produtos diferenciados, que têm essa pegada de maior sustentabilidade, no sentido amplo de dizer que se tem preocupação com a parte ambiental e também o entendimento de que é uma exigência do consumidor, mas existe uma barreira que talvez seja aquilo que hoje ainda é colocado como de interesse do consumidor e a forma como isso é traduzido em atitude de compra.

Muitos produtores, não só de ovos, colocam que muitas vezes não há um retorno sobre o que tem sido investido para entregar as práticas sustentáveis de produção e que são colocadas como prioridades ou como de valor agregado para aquela produção, o que encarece o sistema produtivo, situação que desencoraja o produtor a adotar porque o retorno é mais demorado e muitas vezes acaba que o consumidor não entende o valor daquele produto, do porque tem um custo mais alto, então o que precisa ter é além de conscientização que o consumidor tenha condições de pagar por aquele produto que, com certeza, tem um valor de mercado maior porque ele exigiu um investimento maior.

Então, talvez isso seja um dos empecilhos para se adotar práticas mais sustentáveis na produção, e isso não é uma particularidade do produtor brasileiro.

De maneira geral, o relato das indústrias é que não há uma clareza ou um retorno imediato do investimento e isso gera um empecilho, porque é preciso pensar no custo-benefício do sistema produtivo mais sustentável. Por outro lado, têm empresas avançando bastante com produtos de mercado, existe alguns nichos, mas ainda não é a realidade de todos os consumidores, então acaba não sendo uma realidade também de todos os produtores.

O Presente Rural – E como a utilização de tecnologias sustentáveis pode reduzir os impactos ambientais na produção de ovos?

Sula Alves – Assim como para qualquer outra atividade a eficiência energética é um dos fatores que pode reduzir o impacto ambiental da atividade, porque a energia é um dos custos que mais impactam a atividade, além de que a adoção de tecnologias mais sustentáveis também reduz custos ao evitar perdas e desperdícios dos insumos usados na produção, dentre outras medidas sanitárias e de biossegurança que vão trazer um maior retorno econômico e uma maior eficiência na produção. Não tem como pontuar exatamente quais aspectos em sustentabilidade e os retornos que isso traria, porque varia muito dentro da valorização de cada produto.

O Presente Rural – Quais são os benefícios econômicos que se tem a partir do momento que se adota práticas sustentáveis na produção de aves de postura?

Sula Alves – Está muito atrelado à valorização que o consumidor vai dar àquele produto com valor agregado e uma produção diferenciada. Desde que o produtor consiga vender o produto com esse valor agregado, mostrando sua diferenciação ao mercado, o que justifica seu valor, é que de fato vai ter um retorno financeiro sobre o emprego sustentável da atividade e é o que vai definir realmente o investimento que vai fazer para manter esse produto diferenciado no mercado, ou seja, os benefícios econômicos serão proporcionais aquilo que se consegue transferir para esse produto.

O que vejo que ainda falta é esclarecer a diferenciação de cada produto para que o consumidor tenha clareza para fazer uma melhor escolha na hora da compra. E isso é um processo de educação do consumidor, a exemplo da trajetória de países europeus que começaram com práticas e sistemas mais alternativos e tiveram as mesmas dificuldades que estamos enfrentando hoje. É preciso informar melhor o consumidor para que ele compreenda essa diferenciação de produto e passe a entender o seu valor agregado, do porquê está pagando mais por determinado produto.

O Presente Rural – Como a comunicação pode influenciar a percepção do consumidor em relação ao consumo de ovos?

Sula Alves – A ampla comunicação associada ao sistema produtivo mais sustentável deve ser o nosso grande diferencial, porque quando tivermos consumidores conscientes sobre a forma de produção e os benefícios de determinado produto vamos estar estimulando o consumo de produtos que ‘conversam’ mais com aquilo que os consumidores valorizam, essa seria uma boa forma de melhoria para todo o processo. O ovo é um produto que saiu da condição de vilão para hoje ser um grande aliado da nutrição humana e isso demorou a acontecer porque justamente havia mito e a falta de conhecimento. Então o ovo é um grande case nosso sobre a necessidade de se trabalhar a educação do consumidor, para que ele não acredite em crendices ou em questões mal informadas, até porque a informação é e sempre será a nossa maior aliada para desmitificar mitos.

É preciso se avaliar muito bem quais melhores meios para se chegar aos consumidores, para que eles entendam o valor de um produto e possam, com este entendimento, privilegiar aqueles produtos que estão investindo em melhores produções e em boas práticas de bem-estar animal.

Tanto a ABPA quanto o Instituto Ovos Brasil têm feito um trabalho de comunicação importante sobre a qualidade do ovo, tirando o estigma sobre o que é o ovo e transformando-o em um produto como ele de fato deve ser visto e valorizado, para então se gerar um senso crítico sobre o produto e, quem sabe, trazer à mesa um equilíbrio para a percepção dos consumidores.

O Presente Rural – Mesmo com tantas notificações em países vizinhos, o Brasil segue livre da Influenza aviária. Até quando isso será possível controlar?

Sula Alves – Não temos como evitar a entrada da Influenza aviária por meio de aves silvestres, que é um dos principais vetores da doença e justamente onde permeia a nossa vulnerabilidade, uma vez que não conseguimos deter a entrada de aves silvestres no país, ou seja, é uma questão que não está necessariamente sob o nosso controle. Entretanto, o que podemos controlar para evitar a entrada da doença em uma criação de subsistência está sendo adotado, com intensificação dos programas de biosseguridade e protocolos rigorosos de sanidade nas unidades de produção e em seu entorno.

Uma vez que a doença entrar no país por aves silvestres sem atingir lotes comerciais não haveria um impacto tão grande para a cadeia produtiva brasileira em relação ao comércio internacional e ao abastecimento interno, cenário diferente se considerarmos em uma escala de produção de subsistência geraria um impacto comercial enorme. Então a gente não tem como garantir, mas é lógico que a biosseguridade é uma ferramenta importante que a gente tem o compromisso de cuidar, não elimina o risco de uma ocorrência, mas mitiga bastante.

Existem medidas de biosseguridade que são muito simples como a higienização de equipamentos, veículos e das instalações, isolamento das granjas e uso de telas para evitar entrada de animais e pessoas estranhas acessando o plantel, medidas mínimas que já adotamos há muito tempo visando qualquer outro tipo de doença visível ou invisível. A questão de trânsito de caminhões, temos tido bastante cuidado. Para onde exportamos aves tomamos o cuidado de não importar animais vivos e nem de países que foram atingidos pela Influenza aviária, bem como existe todo um controle sobre entrada e saída do Brasil de animais. Nós exportamos material genético para a Bolívia, por exemplo, mas existe um protocolo que vem sendo aplicado pelas empresas que circulam com esses caminhões para que esses veículos sejam higienizados em seu retorno, minimizando desta forma o risco de trazer contaminação por essa via.

O Presente Rural – Você tem mais alguma contribuição para fazer referente essa importância sustentabilidade aplicada ao setor de ovos e a saúde animal como pilar primordial pra sustentação do setor?

Sula Alves – Estamos vivendo um momento muito complexo com a iminência da Influenza aviária, por isso é preciso lembrar que a sustentabilidade ela passa primeiro pela saúde animal, é preciso cada vez mais termos uma abordagem multisetorial, integrada e unificadora do conceito de saúde única na cadeia produtiva brasileira, para que possamos equilibrar e otimizar de forma sustentável a saúde de pessoas, animais e do sistema produtivo e seu entorno. Por sua vez, o conceito de sustentabilidade é uma base que depende de um tripé, que envolve fatores sociais, econômicos e ambientais, que estão atrelados à saúde única.

Este momento de crise sanitária, como estamos vendo em diversos países, tem nos mostrado a importância de termos em nossa cadeia esse equilíbrio. Esse é um recado importante para pensarmos em quais são as prioridades de cada momento, porque é isso que vai dar o caráter sustentável de uma atividade e vai mostrar o quão preparados estamos para enfrentar os desafios que nos são impostos.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor avícola acesse gratuitamente a edição digital Avicultura Corte e Postura. Boa leitura!

 

Fonte: O Presente Rural

Avicultura Editorial

O Nordeste avícola já não cabe no rodapé

Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.

Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.

O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.

A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.

Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
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Avicultura

Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura

Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

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A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock

A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock

A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.

A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.

Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock

que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.

Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura No Noroeste do Estado

Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência

Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

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Foto: Divulgação/Ilustração

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação

A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.

De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.

A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.

Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi

A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.

A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.

Fonte: O Presente Rural
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