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SNCS inova e amplia sua atuação no varejo brasileiro em prol dos suinocultores

Edição de 2018 da maior vitrine da carne suína no setor varejista traz novos diferenciais e atende público de diversas faixas de renda

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A Semana Nacional da Carne Suína (SNCS) estreia no dia 13 de setembro com a missão de surpreender mais uma vez com a diversidade de cortes e as vantagens da carne suína e de incentivar o seu consumo entre os brasileiros. A iniciativa de sucesso da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS), e com o apoio do Sebrae Nacional, tem como um dos seus pilares uma atuação sistêmica, trazendo benefícios para produtores, indústria, varejo e consumidores. Neste ano, a edição expande para sete bandeiras e chega a 624 lojas em 17 estados brasileiros.

A SNCS de 2018 traz como diferencial o atendimento ao público de A a D, o aumento da sua presença em Guarulhos, região metropolitana da maior cidade do país, e também no estado do Rio de Janeiro, um dos grandes centros de consumo do Brasil. Tudo isso porque deu as boas-vindas às redes Lopes Supermercados e Hortifruti – Natural da Terra, que se juntam às bandeiras Extra, Pão de Açúcar, Oba Hortifruti e St. Marche para formar a maior vitrine da carne suína no varejo brasileiro, presente em cerca de 10% do faturamento do setor alimentício nacional. 

O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, explica que o histórico de seis anos da campanha, que começou apenas nas redes GPA, em 2012, foi muito importante para a criação e aperfeiçoamento da estratégia de treinamentos que hoje se adequa a diferentes perfis de varejo. “Começamos com o maior grupo de varejo do Brasil com uma experiência bem-sucedida e trazemos essa realidade para outras redes com diferentes especificidades e perfis, ampliando as oportunidades da carne suína de forma contínua para produtores, indústria e varejo”, pontua. 

 

Conheça as redes participantes 

Participando pela sexta vez, o GPA investe durante o mês de agosto em treinamentos para colaboradores de açougue com foco em qualidade nutricional e potencial gastronômico da carne suína, além de palestra motivacional com foco em estratégia de vendas para engajar a equipe durante a realização da campanha nas lojas.

Marcada por sua variedade, qualidade e promoções, a bandeira Extra levará a SNCS para 300 lojas distribuídas em 17 estados, apostando na diversidade da carne suína e na tradição do produto nas suas gôndolas. A rede premium do grupo, a bandeira Pão de Açúcar, participa com 187 lojas em 12 estados, encantando os clientes com seu atendimento diferenciado e aumentando a procura da proteína.

O gerente comercial de aves, suínos e peixaria do GPA, Rafael Guinutzman, acredita no potencial da SNCS e aposta no crescimento de vendas nesta edição. “A carne suína está entre as proteínas mais saudáveis e menos consumidas entre os brasileiros. O incentivo do consumo se dá pela praticidade de preparo, sabor e preço acessível. A expectativa das redes Extra e Pão de Açúcar é crescer 20% na comparação com a Semana realizada no ano passado”. 

Participante da SNCS pelo segundo ano, o Oba Hortifruti levará para suas 36 lojas em São Paulo e Distrito Federal a diversidade de cortes de carne suína com a excelência em qualidade que já é marca registrada da rede. Este ano, os treinamentos serão motivacionais para incentivar a equipe de açougueiros, promotores de vendas e gerentes a se engajarem ainda mais com a campanha. 

A rede comemorou o crescimento de 80% nas vendas no ano passado e mira mais uma vez nos bons resultados. De acordo com a gerente de produto do Oba Hortifruti, Renata Vieira Conde e Melo, a rede acredita no potencial da proteína para alcançarem um aumento de 20% sobre o resultado anterior. “Apostamos muito nesta proteína, não só por entendermos o tamanho desta oportunidade de negócio, mas também por enxergarmos na carne suína total sinergia com o nosso posicionamento de marca, ao representar uma aliança perfeita entre saudabilidade e muito sabor”, afirma. 

Dando continuidade ao trabalho iniciado em 2017, que elevou em 143% as vendas de carne suína durante a SNCS, a maior rede de supermercado premium de São Paulo, o St. Marche, se prepara para levar a campanha mais uma vez para suas 18 lojas localizadas na cidade. Conhecida pela sua curadoria e pelo serviço de personal shopper que auxiliam os clientes nas compras, a rede quer superar os resultados positivos mantidos durante o período pós-campanha.  

“Crescemos na SNCS e mantivemos os patamares alcançados nos meses consecutivos. Isso significa que os clientes reconhecem o Marche como referência de venda de carne suína. Nesta edição, queremos consolidar nosso posicionamento, oferecendo o melhor que a proteína pode oferecer ao mercado consumidor”, se posiciona a coordenadora de perecíveis, Fabiana Farrah.

Estreante na SNCS, a Rede Hortifruti – Natural da Terra amplia a penetração da campanha no Rio de Janeiro e no Espirito Santo, além de intensificar a presença em São Paulo. Ao todo, são 45 lojas que se diferenciam como especialistas em alimentos frescos e tem no DNA o incentivo a educação do cliente por meio de campanhas e conteúdos especiais, o que vem em consonância com as diretrizes da SNCS.  

Além dos treinamentos voltados aos açougueiros para o incremento de novos cortes de carne suína nas gôndolas, o Hortifruti – Natural da Terra também investe em capacitação de gerentes, promotores de vendas e nutricionistas da rede. "A expectativa da Hortifruti é ter acesso à informação de qualidade sobre a carne suína, o que eu considero ser muito valioso para nossas operações. Esperamos imprimir outro ritmo de venda da proteína em nossas lojas e que o ponto de venda transpareça esse trabalho. Queremos reconhecer a carne suína como um diferencial competitivo na nossa empresa", explica o diretor comercial, Leonardo Miyao. 

Com presença forte na 2ª maior cidade em população do estado de São Paulo – Guarulhos, a rede Lopes Supermercados também vê na SNCS uma oportunidade para capacitar sua equipe e ampliar as vendas da carne suína com novo sortimento e porcionamento dos cortes suínos em suas 30 lojas. Com previsão de crescimento de 40%, a rede acredita que o engajamento e o treinamento da equipe serão diferenciais no período.  

“Teremos ganhos juntos aos nossos clientes dos benefícios e reforço da cultura do consumo da carne suína. A parceria com a ABCS ajuda nesta construção e demonstra quão evoluídos e preparados a cadeia de suínos se encontra. E demonstram isto através da parceria com o varejo”, pontua o comprador comercial de açougue do Lopes, Claudio Alves dos Santos.

A SNCS chega ao varejo brasileiro no período de 13 a 27 de setembro com diversidade de cortes e campanhas educativas sobre o sabor, saudabilidade e versatilidade da carne suína. 

Fonte: Ass. de Imprensa

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Notícias Mercado

Preço pago ao produtor de leite chega a R$ 2,13/litro, segundo Cepea

Preço médio deste mês está 51,4% superior ao registrado em setembro do ano passado

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Divulgação/Embrapa

O preço do leite captado em agosto e pago ao produtor em setembro aumentou 9,7% frente ao mês anterior (ou 18 centavos) e chegou a R$ 2,1319/litro na “Média Brasil” líquida, renovando, portanto, o recorde real da série histórica do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Assim, o preço médio deste mês está 51,4% superior ao registrado em setembro do ano passado, em termos reais (dados deflacionados pelo IPCA de agosto/20).

De acordo com pesquisas do Cepea, o preço do leite no campo registra alta acumulada de 56,4% desde o início deste ano. Essa expressiva valorização é explicada pela maior concorrência das indústrias de laticínios pela compra de matéria-prima, já que a produção de leite segue limitada.  Mesmo com os preços do leite elevados, a produção tem crescido pouco em relação à demanda e o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L) registrou avanço de 3,9% de julho para agosto.

O aumento das cotações ao produtor entre março e agosto é um fator sazonal, já que a captação de leite é prejudicada pela baixa disponibilidade de pastagens, em decorrência da diminuição das chuvas no Sudeste e no Centro-Oeste. Mas, neste ano, a situação foi agravada.

Do lado da produção, deve-se destacar que as condições climáticas estiveram mais severas em 2020, com destaque para a estiagem no Sul do País, que impactou negativamente sobre a atividade leiteira. Também é preciso dizer que o aumento nos custos de produção em relação ao ano anterior tem dificultado os investimentos na produção. Somado a isso, a atípica queda de preços ao produtor em maio (diante das incertezas no mercado início da pandemia) deixou os pecuaristas mais cautelosos – muitos secaram as vacas ou diminuíram os investimentos. Essas ações no passado dificultaram a retomada do crescimento da produção, já que a atividade leiteira é diária e seu planejamento tem efeitos tanto imediatos quanto nos meses posteriores.

Outro motivo é a redução considerável dos estoques de derivados lácteos. Isso está atrelado à recuperação do consumo, ancorado nos programas de auxílio emergencial. Há, também, que se destacar que, no primeiro semestre, o volume de importações de lácteos foi enxuto, devido à desvalorização do Real frente a moedas estrangerias – o que contribuiu para a demanda superar a oferta e para a concorrência acirrada das indústrias de laticínios na compra de matéria-prima.

Expectativa

De acordo com agentes de mercado, o movimento de alta no campo deve perder força nos próximos meses. Isso porque o final da entressafra se aproxima com o início da primavera e com condições climáticas mais favoráveis para a produção leiteira. Além disso, a indústria tem aumentado as importações de lácteos, visando diminuir a disputa pela compra de matéria-prima. Como consequência dessa expectativa de maior disponibilidade de leite e derivados, pesquisas do Cepea mostram que o preço médio do leite spot em Minas Gerais se elevou apenas 0,2% na primeira quinzena de setembro e recuou 5,5% na segunda quinzena do mês, chegando a R$ 2,61/litro.

O acompanhamento diário das negociações de derivados durante a primeira quinzena de setembro também indicou desaceleração dos preços, devido à pressão dos canais de distribuição e ao endurecimento das negociações. Na parcial de setembro (considerando-se preços até o dia 29), as quedas nos valores médios da muçarela e do leite UHT negociados no estado de São Paulo foram de respectivos 1,5% e de 3,3%. Assim, existe uma tendência de estabilidade-queda para o preço do leite captado em setembro e a ser pago em outubro.

Fonte: Cepea
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Notícias Mercado

Mais de 30% do milho e da soja já são exportados por portos do Arco Norte

Ao mesmo tempo em que as rotas pelo Arco Norte ganham importância para o escoamento de grãos, cai a representatividade dos portos do Centro-Sul do país

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Claudio Neves

O Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostra que, de janeiro a agosto deste ano, cerca de 34% da soja vendida ao mercado externo foi embarcada pelos portos do Arco Norte; do total de milho exportado, 31% saíram principalmente pelos portos de Barcarena/PA, Miritituba (Santarém)/PA, Itacoatiara/AM e Itaqui/MA. Esses percentuais são semelhantes aos registrados no Porto de Santos, segundo indicam dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Ao mesmo tempo em que as rotas pelo Arco Norte ganham importância para o escoamento de grãos, cai a representatividade dos portos do Centro-Sul do país – especificamente para grãos. A equipe da Conab destaca que a diminuição tem acontecido anualmente e, em 2019, atingiu os menores patamares dos últimos 10 anos.

Em 2010, os portos da região Norte responderam por 14,4% das exportações agregadas de soja e milho; já em 2019, a participação atingiu 31,9%, como indicam dados da Antaq. Esse aumento pode ser explicado pela melhoria da infraestrutura na região, em particular pelo final da pavimentação da BR-163, que diminuiu o tempo e o custo de fretes até o porto de Miritituba, no Pará.

“É muito importante para as exportações brasileiras a oferta de rotas alternativas que diminuem o tempo gasto nas operações e os custos. As rotas para os portos do Arco Norte são bem mais atraentes para o escoamento da produção dos estados centrais brasileiros”, reforça o superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth.

Desafios

Apesar da maior participação dos portos do Arco Norte, a matriz de transporte do país ainda é desbalanceada, com o modelo rodoviário se mantendo como principal. Neste sentido, o governo encaminhou para apreciação do Congresso o programa BR no Mar, que visa estimular a aplicação do modal de cabotagem no país.

“Com o aumento da produção, especialmente de milho em Mato Grosso, é importante que haja competição intermodal, de modo que melhore a eficácia e diminua o custo do transporte. A evolução do desempenho logístico é muito importante para que o Brasil se mantenha competitivo no mercado internacional”, reforça o superintendente.

Segundo estudo divulgado pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL), que busca mostrar a importância de sistemas multimodais para o transporte de cargas agrícolas em longas distâncias, a redução nos custos pode chegar a 58% dependendo da rota de escoamento e dos modais utilizados. “Existe espaço para a utilização da cabotagem em operações de ‘porta a porta’, complementando a movimentação com o rodoviário para menores distâncias. A combinação de modais é importante para a redução de custos de frete Mas, para isso, é necessário que alguns obstáculos sejam superados, como questões de tripulação nacional, sistema trabalhista e custo de combustíveis”, destaca Guth.

Entre os produtos agrícolas, café, arroz e trigo já são transportados no Brasil por cabotagem.

Cenário atual de preços

As cotações de fretes rodoviários devem se manter em patamares mais baixos que os praticados em agosto, tendo em vista que a maior parte da colheita da segunda safra de milho, principalmente em Mato Grosso, foi realizada em julho. Até janeiro de 2021, não haverá grandes volumes de safras a serem colhidos, de maneira a impactar o serviço.

Por outro lado, as exportações aquecidas impedem que as cotações de frete caiam nesta entressafra. O ritmo mais cadenciado a partir deste mês leva a relativo equilíbrio entre oferta e demanda por transporte.

Fonte: Conab
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Preços ao produtor no Brasil renovam maior alta histórica em agosto, diz IBGE

Índice de Preços ao Produtor (IPP) subiu 3,28% em agosto após alta de 3,22% em julho

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Divulgação

Os preços ao produtor no Brasil renovaram a maior alta da série histórica em agosto, em um resultado que se deve principalmente à elevação no custo dos alimentos e das atividades relacionadas ao refino de petróleo e biocombustíveis, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira (29).

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) subiu 3,28% em agosto após alta de 3,22% em julho, quando já havia atingido o maior nível da série histórica iniciada em janeiro de 2014. O IPP mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação.

Os dados mostram que, pela primeira vez, todas as 24 atividades pesquisadas apresentaram alta nos preços, segundo o IBGE. Após o 13º aumento mensal consecutivo, o IPP acumula avanço de 10,80% no ano e a inflação em 12 meses chegou a 13,74%.

A atividade de alimentos, que tem o principal peso no índice geral, passou a subir 4,07% em agosto, registrando a maior variação desde março (4,23%). “Foram quatro produtos que mais impactaram o resultado da indústria alimentar: farelo de soja, óleo de soja, arroz descascado branqueado e leite esterilizado UHT longa vida”, explicou o gerente do IPP, Manuel Campos Souza Neto, em comunicado. “O arroz e os produtos de soja são também influenciados pelos preços do mercado externo, pois também são exportados”, completou.

A alta de 6,24% do preço do refino de petróleo e produtos do álcool na comparação com julho também se destacou no mês, no terceiro mês consecutivo de alta. O fato da inflação ao produtor ter disparado nas últimas leituras acendeu o alerta quanto a repasses para os consumidores.

O Banco Central reconheceu um descolamento grande entre a inflação ao produtor (IPA), mais alta, e ao consumidor (IPCA), mais baixa, com a diferença observada em agosto tendo sido a maior desde 2003 considerando variações em trimestres móveis, e indicou que deverá haver algum repasse ao IPCA à frente.

Mas o presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, afirmou que o BC tem posição de absoluta tranquilidade em relação à inflação, reconhecendo que há pressão no curto prazo, mas sem perspectiva de que transborde para os anos à frente.

Fonte: Reuters
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