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Sistemas híbridos para galpões: energia solar + grupo gerador

Neste artigo você pode conferir 5 inovações do sistema  híbrido.

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Foto: Arquivo/OP Rural

Um dizer muito comum no nosso cotidiano é o de que “a energia solar e a energia gerada através dos geradores diesel são concorrentes”. Vamos mostrar neste artigo que a frase acima não só é errônea, como os dois sistemas podem atuar em conjunto.

A partir de tecnologias já existentes, é possível criar um sistema de integração entre os painéis solares e os geradores de energia, o chamado Sistema Híbrido – grupo gerador + energia solar. Este sistema pode operar on grid (conectado à rede elétrica) ou off grid (sistema isolado, onde não há rede elétrica disponível), e possui o seguinte funcionamento:

Figura 1: Modelo simplificado de funcionamento da integração entre energia solar e gerador

1) Quando é necessário potência para alimentar o sistema, o gerador parte e conecta a barra de cargas (fig. 1).

2) Os inversores são acionados (painéis solares começam a atuar).

3) O gerador passa a operar com o mínimo de carga, podendo elevar a mesma caso seja necessário.

5 inovações do sistema  híbrido

1 – Economia de combustível: nos sistemas mais antigos e tradicionais, o módulo de controle desliga todas as fontes e o gerador atua com a carga máxima do sistema. A partir do novo sistema híbrido, o gerador atua em carga mínima complementando os painéis solares, economizando diesel e aumentando a vida útil da máquina.

2 – Proteção de equipamentos: os grupos geradores produzem energia sem variações de tensão e frequência, protegendo equipamentos sensíveis a tais variações.

3 – Controle do fator de potência: como não há variações de tensão e frequência na energia gerada pelo gerador, o fator de potência se mantém constante.

4 – Estabilidade energética: como o sistema não gera variações de tensão e frequência e nem depende da disponibilidade da rede elétrica, seus usuários ficam protegidos contra apagões e faltas de energia.

5 – Monitoramento do sistema: o módulo de controle do sistema híbrido possui funções capazes de monitorar tanto o grupo gerador quanto os painéis solares, gerando relatórios de diagnósticos completos, alertas automáticos, além de diversas outras ferramentas.

Exemplos de aplicações

1) Modo ilha ou off grid:

Modo utilizado para sistemas isolados, onde não há concessionária local. Dessa forma, as únicas fontes de energia são o grupo gerador e os painéis solares. Como os painéis solares necessitam de uma referência, eles não conseguem atuar sozinhos no sistema, sendo necessário uma segunda fonte (no caso os grupos geradores).

Esta aplicação tem como principal funcionalidade o aproveitamento máximo da energia fotovoltaica com o mínimo consumo de diesel, acarretando em economia para seus usuários, além de elevar a vida útil do gerador.

Funcionamento

1 – O gerador parte e se conecta à barra de cargas.

2 – Os inversores dos painéis fotovoltaicos são acionados.

3 – O gerador assume a carga do sistema.

4 – Os inversores, quando estiverem operacionais, assumem o máximo de carga do sistema e o gerador passa a operar com o mínimo de carga (± 30% de sua capacidade máxima). Em uma eventual queda da energia solar o gerador absorve a carga.

Figura 2: Modelo de geração de energia com sistema híbrido off grid

2) Operação com rede da concessionária ou on grid:

O modo on grid, como o próprio nome já diz, é utilizado quando existe a concessionária local. Neste caso há várias possibilidades.

– Modo Horário de Ponta: Utilização dos painéis solares e gerador em horário de ponta, permitindo uma economia de até 30% na conta de luz – a economia de energia depende de outros fatores que devem ser estudados individualmente.

– Modo Falha de Rede: Utilização dos painéis solares e do gerador para emergências (Stand by).

– Modo Potência Fixa: Utiliza-se os painéis fotovoltaicos e o gerador para fixar a potência de geração.

– Modo Controle de Demanda: Aplicação utilizada para controlar o quanto se deseja importar ou exportar para a concessionária, sendo a geração feita pelos painéis fotovoltaicos + grupo gerador.

– Modo Corte de Pico: Aplicação utilizada para delimitar o quanto se irá consumir da concessionária. Comumente utilizado por usuários que não desejam pagar multa por ultrapassar a demanda contratada.

Figura 3: Modelo de geração de energia com sistema híbrido on grid

 

Um dos principais diferenciais das novas tecnologias existentes no mercado é a possibilidade de operar os inversores fotovoltaicos mesmo após uma falha de rede. Assim, em casos de apagões ou instabilidade da tensão/frequência, o sistema híbrido desliga a rede e passa a atuar com os painéis solares e grupos geradores em conjunto, jogando o máximo de carga para os inversores e o mínimo para os geradores. Em uma eventual queda da energia solar o gerador absorve a carga.

Já para o horário de ponta, por exemplo, é possível desconectar a rede em um horário pré definido (usualmente das 18h às 21h, dias úteis) e fazer com que o sistema híbrido (solar + gerador) assuma toda a carga, gerando uma economia de até 30% na conta de energia, dependendo de outros fatores que devem ser estudados individualmente.

As referências bibliográficas estão com o autor. Contato: [email protected].

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor avícola acesse acesse gratuitamente a edição digital Avicultura Corte e Postura. Boa leitura!

Fonte: Por Victor Sant'Anna, engenheiro eletricista Inteligência de Mercado na Geraforte Grupos Geradores
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El Niño pode impulsionar produtividade agrícola no Sul do Brasil, aponta estudo

Fenômeno tende a aumentar as chuvas na região Sul, enquanto eleva o risco de estiagem no Centro-Oeste e pode pressionar os preços de alimentos in natura.

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Um estudo do Santander mostra que a formação de um El Niño nos próximos meses pode favorecer a produtividade das safras de soja e milho na região Sul - Foto: Gemini IA

A formação de um El Niño nos próximos meses, com possibilidade de atingir intensidade forte a muito forte, deve favorecer a produtividade das safras de soja e milho no Sul do Brasil durante a temporada 2026/27. O aumento das chuvas na região, previsto para o ciclo de verão, historicamente está associado a melhores rendimentos das lavouras. A avaliação consta de um estudo elaborado pelo Santander.

Foto: Roberto Dziura Jr/AEN-PR

A análise cruzou dados de produtividade agrícola desde 1962 com o Índice Oceânico Niño (ONI), indicador que mede a intensidade do fenômeno no Oceano Pacífico. Os resultados mostram que episódios de El Niño costumam elevar o volume de chuvas no Sul justamente no período mais importante para o desenvolvimento das culturas de verão, refletindo em produtividades de soja e milho acima da tendência histórica. O comportamento também foi observado em eventos de grande intensidade, como o registrado em 2015/16.

O levantamento destaca, no entanto, que os efeitos do El Niño variam entre as regiões produtoras. Enquanto o Sul tende a ser beneficiado pelo aumento das precipitações, áreas do Centro-Oeste podem enfrentar condições mais secas, ampliando a variabilidade climática ao longo da safra. “O mesmo evento climático pode ao mesmo tempo beneficiar produtores do Sul do Brasil e pressionar o Centro-Oeste, onde as condições tendem a ficar mais secas. O que o El Niño realmente eleva é a volatilidade, e é justamente aí que uma leitura mais precisa do cenário se torna mais relevante”, afirma o economista e autor do estudo, Adriano Valladão.

Foto: Divulgação

Além dos impactos sobre a produção agrícola, o estudo avalia possíveis reflexos sobre a inflação dos alimentos. A maior pressão deve ocorrer sobre frutas, verduras e legumes, produtos mais sensíveis às oscilações climáticas de curto prazo. Já os alimentos industrializados e semiprocessados tendem a apresentar comportamento semelhante ao observado em períodos de neutralidade climática.

Segundo as projeções, a inflação dos alimentos consumidos nos domicílios deve atingir o pico em fevereiro de 2027, cerca de cinco pontos percentuais acima do nível projetado para agosto de 2026, com impacto estimado de 0,75 ponto percentual no IPCA. A expectativa é de desaceleração gradual ao longo de 2027 e 2028.

O estudo ressalta ainda que o cenário-base já incorpora parte desses efeitos climáticos, de modo que as principais incertezas estão relacionadas à intensidade e à duração do El Niño, fatores que poderão determinar a magnitude dos impactos sobre a produção agrícola e os preços dos alimentos.

Fonte: Assessoria Santander
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Governo libera R$ 24,4 milhões para fortalecer cooperativas da agricultura familiar no Rio Grande do Sul

Recursos beneficiarão 24 cooperativas com investimentos em agroindustrialização, ampliação da produção e comercialização de alimentos.

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Foto: Gabriela Nataly/Ascom SDR

O governo do Rio Grande do Sul formalizou, nesta quinta-feira (02), a assinatura de 24 contratos do Programa de Apoio à Agricultura Familiar e Camponesa. A iniciativa destina R$ 24,4 milhões para investimentos em cooperativas de diferentes regiões do Estado, com foco na ampliação da produção, na agroindustrialização, na comercialização de alimentos e na geração de renda no meio rural.

Os financiamentos são realizados com recursos do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper), por meio do Badesul, com aporte do Fundo Social do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conforme o Decreto Estadual nº 58.833/2026. O programa prevê subsídio de 100% sobre os financiamentos, permitindo que as cooperativas realizem os investimentos sem custos financeiros.

Os recursos serão aplicados na ampliação da capacidade produtiva, na agregação de valor aos produtos, no fortalecimento das cadeias produtivas e na melhoria da comercialização. A iniciativa beneficia agricultores familiares, assentados da reforma agrária e comunidades tradicionais, fortalecendo a economia regional e a produção de alimentos no Estado.

Durante a cerimônia, o secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, afirmou que a liberação dos contratos foi antecipada para garantir a execução dos investimentos ainda neste ano, antes do período de restrições eleitorais. “O Rio Grande do Sul nunca investiu tanto no desenvolvimento rural. Esses recursos fortalecem as cooperativas, ampliam as oportunidades para a agricultura familiar e se somam a outras iniciativas voltadas ao aumento da produção e da renda no campo”, destacou.

O presidente em exercício e diretor de Operações do Badesul, Flávio Lammel, destacou que os investimentos contribuirão para agregar valor à produção e fortalecer a estrutura das propriedades rurais. “Nosso papel é apoiar projetos que ampliem a competitividade da agricultura familiar e promovam o desenvolvimento regional”, disse.

Representando o BNDES, a chefe do Departamento de Inclusão Produtiva e Educação, Celina Rangel Tura, afirmou que os recursos integram as ações voltadas à recuperação econômica do Rio Grande do Sul. “Essa entrega representa mais um esforço conjunto para apoiar a reconstrução do Estado e fortalecer um programa estratégico para a agricultura familiar”, afirmou.

As 24 cooperativas contempladas atuam em diferentes cadeias produtivas e estão distribuídas em diversas regiões do Rio Grande do Sul, reforçando o papel da agricultura familiar no abastecimento de alimentos e no desenvolvimento econômico local.

Fonte: Assessoria BNDES
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Pequenos produtores poderão ter novas regras para vender alimentos artesanais

Proposta retira autorização prévia para fabricação e comercialização de produtos coloniais, mas mantém exigências de boas práticas, rotulagem e controle sanitário.

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Foto: Divulgação

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (08) o Projeto de Lei 3.509/2023, que altera as regras para produção, fiscalização e comercialização de alimentos coloniais e artesanais feitos por agricultores familiares.

A proposta elimina a exigência de autorização governamental prévia para a fabricação, distribuição e venda desses produtos. Com a mudança, os produtores deverão seguir normas sanitárias relacionadas a boas práticas de fabricação, rotulagem, responsabilidade pelo alimento e demais requisitos previstos na legislação.

O texto ainda prevê que produtos classificados como de maior risco possam estar sujeitos a exigências adicionais, como capacitação em boas práticas de fabricação e mecanismos de rastreabilidade.

Projeto busca reduzir burocracia para pequenos produtores

Deputado Alceu Moreira: “A proposta fortalece a agricultura familiar ao reduzir a burocracia para quem produz em pequena escala, preservando a segurança dos alimentos e o controle sanitário”

O relator na CCJ, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), afirmou que a proposta busca facilitar a atuação de produtores de pequena escala sem retirar os mecanismos de controle sanitário. “A proposta fortalece a agricultura familiar ao reduzir a burocracia para quem produz em pequena escala, preservando a segurança dos alimentos e o controle sanitário. Também promovemos ajustes para garantir a constitucionalidade do projeto e respeitar a autonomia dos entes federativos”, afirmou.

Na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR), onde o projeto também foi analisado, o relator foi o deputado Alceu Moreira (MDB-RS). Segundo ele, a simplificação das regras deve ocorrer sem comprometer a fiscalização dos alimentos. “É possível reduzir a burocracia sem abrir mão do controle sanitário, valorizando a produção artesanal e fortalecendo a agricultura familiar”, declarou.

Próximos passos

Como tramita em caráter conclusivo nas comissões, o projeto poderá seguir diretamente para o Senado Federal caso não haja recurso para votação pelo plenário da Câmara.

Fonte: Assessoria FPA
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