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Secretaria de Agricultura e Idaf promovem encontro para debater mudanças no Serviço de Inspeção Estadual do Espírito Santo
Evento foi realizado no Hotel Senac Ilha do Boi, onde estiveram presentes lideranças políticas, produtores, representantes de frigoríficos, e médicos veterinários
A Secretaria de Estado de Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (SEAG) e o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (IDAF-ES) promoveram no dia 20 de março um encontro para debater as mudanças no Serviço de Inspeção Estadual do Espírito Santo. O evento foi realizado no Hotel Senac Ilha do Boi, onde estiveram presentes lideranças políticas, produtores, representantes de frigoríficos, e médicos veterinários.
O Secretário de Agricultura Octaciano Neto deu abertura ao encontro falando sobre a concessão do Serviço de Inspeção e a forma de atuação dos médicos veterinários que serão contratados por intermédio das empresas terceirizadas que se credenciarem junto ao Idaf.
“Os profissionais poderão ser contratados conforme demanda dos abatedouros, em horários e valores a serem ajustados entre os donos dos estabelecimentos e empresas credenciadas. A ideia é que o abate seja otimizado permitindo que o estabelecimento possa realizar os abates de forma eficiente. "Os profissionais do Idaf se tornarão auditores deste processo, levando em conta que a fiscalização é uma carreira típica de Estado, podendo a inspeção ser concedida ao setor privado”, disse.
O Diretor Presidente do Idaf, José Maria de Abreu Junior falou sobre as vantagens relacionadas à concessão do Serviço de Inspeção. De acordo com ele além da garantia de uma maior flexibilização quanto aos horários de abate, o processo também favorece a possibilidade de ampliação ou abertura de novas plantas frigoríficas. Além disso, o diretor afirmou que o IDAF terá disponível um maior número de médicos veterinários que atuarão na fiscalização de todos os estabelecimentos registrados.
“Existe previsão legal para concessão do serviço, com base na Lei Estadual 10.541 que prevê que a execução das atividades de inspeção sanitária nos estabelecimentos de abate registrados no SIE será feita exclusivamente por médicos veterinários habilitados, contratados por empresas credenciadas junto ao Idaf. Até o momento já foram feitas discussões com a sociedade sobre o novo modelo, construção e publicação da Lei Estadual que altera o modelo, contratação de consultoria para elaboração dos Protocolos de Inspeção, construção e publicação de Instrução Normativa sobre o uso dos Protocolos de Inspeção, edital de credenciamento e credenciamento das empresas. Existem atualmente duas empresas em fase final de credenciamento e o próximo passo será a transição dos serviços, mediante capacitação individualizada para todos os médicos veterinários habilitados na sede do Idaf”, disse.
Uma dessas empresas, a “Sabrina Veiga Costa ME” teve o contrato de credenciamento assinado durante o evento. A conclusão da fase de transição dos serviços resultará no fim do Serviço de Inspeção Estadual.
Para o Diretor Executivo da AVES – ASES, Nélio Hand, a medida reflete uma ação positiva para os setores que dependem do SIE. "Vemos que hoje os estabelecimentos de abate estão limitados e em determinados momento têm sua produção prejudicada, num momento onde a otimização pode representar a minimização de perdas", afirma.
Hand compôs com outros representantes do setor privado, SEAG e IDAF, uma comissão nomeada em janeiro de 2015 pelo Secretário de Estado da Agricultura, para realizar estudos e propor um modelo de concessão para o Estado do Espírito Santo. "Foram dois anos de levantamentos, análises e discussões de um formato ideal para o estado. Tivemos uma boa referencia nos estados de Santa Catarina e Paraná que já praticam o modelo. Isso possibilitou agilizarmos o processo. O Governo do Estado está mostrando com isso que tem um interesse contínuo no desenvolvimento de suas cadeias produtivas", afirma.
Ao final do encontro, foi apresentada uma proposta para o Serviço de Inspeção Estadual de Origem Animal. A medida prevê a equivalência entre os Serviços de Inspeção Estaduais, tendo como base as dificuldades e entraves percebidos durante os mais de 11 de atuação do Sistema Brasileiro de Inspeção (SISBI). A ideia é garantir o desenvolvimento da cadeia de produção de produtos agropecuários, da industrialização, agregando valor e uma oferta maior de produtos.
Anderson Baptista, gerente de Produção Animal da Seag, explicou que o reconhecimento dos serviços de inspeção ocorrerá de Estado para Estado, através de auditorias padronizadas, onde o Estado que quiser vender para outro solicita auditoria de forma direta por ofício ao serviço de inspeção do Estado pretendido. Essas auditorias poderão ser convalidadas por outros Estados.
“Uma empresa que não possui o SISBI, e que deseja comercializar seus produtos em outro Estado, entrará em contato com o Idaf, que manifestará ao Órgão de Inspeção do Estado pretendido o interesse em entrar naquele mercado. Em seguida, esse Órgão enviará auditores ao Espírito Santo, que realizarão auditoria na empresa capixaba a fim de verificar se ela atende os protocolos para comercialização de seus produtos. Se após a auditoria for constatado que a empresa atende aos requisitos, ela se torna apta a vender seus produtos no Estado pretendido”, afirmou.
Fonte: Assessoria

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Sindiveg anuncia nova diretoria para o período 2026-2029
Nova gestão assume com foco em fortalecer a representatividade do setor e promover o uso responsável de defensivos.

O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) anuncia a composição de sua nova diretoria para o período de 2026 a 2029. A nova gestão assume com o compromisso de fortalecer a representatividade institucional do setor, com base em dados estatísticos e respaldo científico, além de incentivar a adoção de boas práticas para o uso seguro e responsável de defensivos agrícolas.
O Conselho de Administração agora é presidido por Antonio Mauricio Haddad Marques, da Bequisa, tendo como vice-presidente Júlio Borges Garcia, da Ihara. Integram ainda Cristiano Campos de Figueiredo, da UPL, como 1º conselheiro; Alexandre Gobbi, da Sipcam Nichino Brasil, como 2º conselheiro; Humberto Amaral, da Nortox, como 3º conselheiro; e Thaís Balbão Clemente Bueno de Oliveira, da Ourofino Química como 4ª conselheira. Como suplentes, participam Andrey Gyorgy Filgueira de Araújo, da Adama, e Luis Henrique Rahmeier, da Sumitomo.
Além do Conselho, eles compõem a Diretoria Executiva da entidade junto com Sebastian Luth, da Helm do Brasil; Bertrand Jean Marie Desbrosses, da Gowan Produtos Agricolas; e Renato Francischelli, da Ascenza Agro.
O Conselho Fiscal é formado por Luis Carlos Cerresi, da UPL; Massaki Hassuike, da ISK Biosciences do Brasil; e Leandro Alves Martins, da Sipcam Nichino Brasil, com suplência de Sergio Watanabe, da Ihara e Carlos Henrique Zago, da Adama.
Como delegados representantes junto à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), o Sindiveg conta com João Sereno Lammel, da Ihara, como titular, e Imero Padula, da Oxiquimica, como suplente.
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Promoção da Lar encerra com entrega de carro híbrido no Oeste do Paraná
Grande prêmio saiu para cliente da região de origem da cooperativa, reforçando engajamento local.

A Lar Cooperativa realizou na manhã de quinta-feira (02), a entrega oficial do grande prêmio da campanha “Pra Ganhar Compre Lar”: um Toyota Corolla Cross Híbrido 25/26, 0km. O sortudo foi Marcelo Willian Gessinger, cliente do Lar Supermercados de São Miguel do Iguaçu (PR).
“Sempre compro no Lar Supermercados e participo das campanhas, mas quando eu recebi a notícia, na hora eu não acreditei e sinceramente demorei para acreditar mesmo depois da confirmação. O importante é não desistir dos sonhos e continuar participando das promoções porque uma hora acontece e felizmente agora foi a minha vez”, contou o cliente contemplado, Marcelo Willian Gessinger.
O sorteio foi realizado no dia 21 de março de 2026 através da Loteria Federal. A entrega do prêmio marcou o encerramento da campanha nacional de vendas “Pra Ganhar Compre Lar”, uma das maiores e mais relevantes ações promocionais da história da cooperativa.
“Estamos muito felizes com este momento, que encerra com chave de ouro uma campanha vitoriosa em nível nacional. Alcançamos a marca de aproximadamente 100 mil participantes cadastrados e cerca de 1 milhão de números da sorte gerados a partir da compra dos produtos Lar. Esse resultado expressivo demonstra o alcance e a força da nossa cooperativa em todo o país. É uma conquista que só é possível graças à qualidade, variedade e praticidade do nosso mix, aliadas à confiança dos clientes que prestigiam a nossa marca”, destacou o superintendente de Suprimentos e Alimentos da Lar, Jair Meyer.
Vigente entre outubro de 2025 e março de 2026, a campanha contemplou 51 famílias em 11 estados brasileiros. Além do automóvel entregue nesta quinta-feira (02), foram distribuídos 50 prêmios de R$ 10 mil cada. O Paraná consolidou-se como o estado com maior engajamento, somando 17 ganhadores. Na sequência, Paraíba e Santa Catarina aparecem com destaque, registrando sete contemplados cada.
“Esta foi uma campanha em nível nacional, mas com o grande prêmio saindo aqui para a região de origem da Lar, o que é muito simbólico. Ações como essa têm o objetivo de impulsionar a marca por todo o Brasil e os números comprovam o sucesso. Queremos fidelizar cada vez mais o nosso cliente, contribuindo diretamente com a estratégia comercial da cooperativa” afirmou o diretor 1° vice-presidente da Lar, Diogo Sezar de Mattia.
Embora a campanha nacional tenha chegado ao fim com a entrega do grande prêmio, a Rede Lar Supermercados e Postos segue movimentando suas lojas com novas oportunidades para os clientes.
Já está em vigor a promoção “Clube Lar + Sorte no seu Placar”, exclusiva para membros do Clube Lar+. A ação vai sortear 33 kits compostos por uma Smart TV LG 75” 4K, Home Sound Bar JBL e um vale-compras de R$ 2 mil.
Para participar, basta o cliente estar cadastrado no Clube Lar+ e adquirir R$ 10,00 em produtos das marcas parceiras para gerar um número da sorte, com o diferencial do “Gol Triplo”, que triplica as chances para pagamentos via PIX. Os sorteios ocorrem entre maio e julho, garantindo que o cliente Lar continue sendo prestigiado o ano todo.
Colunistas
Conflito no Oriente Médio já encarece produção e ameaça exportações do agro brasileiro
Alta de mais de 30% na ureia pressiona custos em plena formação da safra 2026/27, enquanto tensão no Estreito de Ormuz eleva frete, risco logístico e ameaça embarques de proteína animal. Dependência de fertilizantes expõe produtores, sobretudo em Mato Grosso.

Quem acha que a guerra no Oriente Médio é um problema distante está olhando errado. O conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel já começou a bater na porta do agronegócio brasileiro e o impacto tende a ser forte, principalmente em Mato Grosso. Não é uma possibilidade. É uma realidade em curso.

Foto: Shutterstock
O primeiro sinal veio pelos fertilizantes. A alta de mais de 30% no preço da ureia no mercado internacional não é um detalhe técnico, é um alerta direto para o produtor. Isso acontece exatamente no momento em que o Brasil começa a formar a safra 2026/27.
Mato Grosso, que lidera a produção nacional, entra nesse ciclo com baixa contratação de insumos. Ou seja: o produtor está exposto, comprando mais caro e assumindo risco maior. No milho, por exemplo, esse aumento já pode consumir parte relevante da margem.
Na soja, o problema é outro e ainda mais grave: dependência externa. O Brasil importa grande parte dos fertilizantes fosfatados de regiões que estão diretamente impactadas pelo conflito. Isso significa risco real de falta, atraso e encarecimento. Traduzindo: o custo sobe antes mesmo de plantar.
Mas o efeito não para no campo. Ele avança para a indústria e chega ao consumidor.
Com o diesel mais caro, o frete já disparou. Embalagens, que dependem do petróleo, também estão subindo. E isso pressiona toda a cadeia de alimentos.
Como empresário do setor de proteína animal posso afirmar com clareza: o problema não é só o custo, mas também logística e mercado.
O Estreito de Ormuz virou um gargalo mundial. Navios parados, frete mais caro, seguro elevado e até cobrança de “taxa de guerra”. Isso encarece o produto brasileiro e coloca em risco contratos importantes. Estamos falando de mercados estratégicos. O Brasil é líder na exportação de carne halal. Trata-se de um tipo de abate específico para o mercado muçulmano, atendendo preceitos da lei islâmica.

Foto: Divulgação
Na agroindústria avícola, setor onde atuo, observamos um cenário de atenção e desafios logísticos devido ao acirramento de conflitos no Oriente Médio. Nosso país embarca por mês cerca de 100 mil toneladas de frango halal para esta região – principalmente para os Emirados Árabes Unidos, Oman e Iêmen.
Parte dessas exportações está ameaçada por instabilidade que foge completamente do nosso controle. O risco é claro: perder competitividade, reduzir volume e, em alguns casos, até segurar produção por falta de segurança logística.
No fim da cadeia, quem paga a conta é o consumidor. Frango, ovos, carne suína, todos esses produtos tendem a subir de preço, não por aumento de demanda, mas por pressão de custo. É inflação importada, causada por uma guerra que não é nossa, mas que já impacta diretamente o nosso dia a dia.
O que essa crise escancara é algo que o setor produtivo já sabe há muito tempo: o Brasil ainda depende demais de insumos externos e de rotas logísticas vulneráveis. Temos produção, temos tecnologia, temos escala. Mas seguimos expostos.
Para continuarmos sendo protagonistas no agro global, precisamos avançar em autonomia, principalmente de fertilizantes e fortalecer nossa logística, diminuindo nossas vulnerabilidades. E neste cenário Mato Grosso está no centro do debate. O que acontece aqui impacta o Brasil inteiro.
A guerra pode estar longe no mapa. Mas, na prática, ela já chegou ao campo, à indústria e ao prato do brasileiro e ignorar isso agora é um erro que vai custar caro lá na frente.
