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Bovinos / Grãos / Máquinas Pecuária leiteira

Raça Girolando chega aos 28 anos com recordes

Criadores de várias regiões contam por que decidiram apostar na raça e os resultados alcançados.

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Fotos: Divulgação/Girolando

A data de 1° de fevereiro tem grande importância para a pecuária leiteira do Brasil. O dia marca o reconhecimento oficial do Girolando como raça leiteira nacional por parte do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o que ocorreu no ano de 1996. Segundo dados da Embrapa, cerca de 80% do leite produzido no Brasil provêm de rebanhos Girolando. Além disso, lidera as vendas de sêmen entre as raças leiteiras nacionais.

Dia 1º de fevereiro marca o reconhecimento oficial do Girolando como raça leiteira nacional por parte do Ministério da Agricultura e Pecuária, o que ocorreu no ano de 1996.

O Girolando chega a seus 28 anos com presença em todo o país e quebrando seus próprios recordes. De acordo com balanço da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, em 2023, foram alcançados os melhores números de registro de animais desde 1989, quando a entidade iniciou o Serviço de Registro Genealógico no Brasil. No Controle/Registro de Nascimento, os técnicos efetuaram 42.640 registros, contra 39.879 em 2022. Já na categoria Controle/Registro Definitivo – Genealogia Conhecida foram feitos 37.586 ante os 36.114 de 2022. Somando as demais categorias do serviço, foram efetuados no total 97.352 registros em 2023, contra 93.551 no ano anterior. “É motivo de muito orgulho para todos nós esse feito histórico da raça. Mostra que, apesar do difícil momento que vive a pecuária leiteira, o pecuarista continua acreditando nos animais Girolando para produzir com qualidade e rentabilidade. Por toda sua contribuição para o crescimento do país, a entidade está atuando junto ao Mapa para que a raça seja reconhecida como ‘Girolando, a raça Nacional’”, assegura o presidente da entidade Domício Arruda.

Criador mineiro Leonardo Avelar: “A raça Girolando tem menor custo de produção, ou seja, menos gastos com medicamentos, menor taxa de descarte, além de apresentar maior valor agregado na venda”

De olho na rentabilidade que a raça proporciona, a Fazenda Campo Alegre, em Patos de Minas/MG, vem investindo na genética Girolando desde 2012. “Percebemos que os animais eram bem mais longevos, férteis e saudáveis que de outra raça que trabalhávamos na época. Fizemos as contas e vimos que para o nosso sistema de manejo e região o Girolando é mais rentável. Ela tem menor custo de produção, ou seja, menos gastos com medicamentos, menor taxa de descarte, além de apresentar maior valor agregado na venda”, diz o criador mineiro Leonardo Avelar.

A média de produção por vaca na propriedade está em torno de 30 kg/leite/dia.

Na Fazenda Boa Fé, em Conquista (MG), os 11 mil litros de leite produzidos diariamente são com rebanho Girolando. Selecionador da raça desde 1988, o criador Jônadan Ma ressalta que, apesar de ser uma raça jovem, o Girolando vem conquistando espaço no mercado por quatro fatores. “Produtividade semelhante ou até superior a outras raças, longevidade, precocidade sexual e grande adaptabilidade a qualquer região do país, tanto em sistemas a pasto quanto confinamento. É a raça leiteira que segura todas as nossas necessidades como produtores rurais”, destaca Jônadan.

Surgimento e expansão pelo Brasil

Apesar de ter quase duas décadas de reconhecimento oficial, a raça Girolando tem mais tempo de Brasil. Surgiu na década de 1940, no Vale do Paraíba, estado de São Paulo, quando um touro da raça Gir teria invadido uma pastagem vizinha e cobrido algumas vacas da raça Holandesa. Ao nascerem os produtos desse cruzamento, os criadores observaram que eram animais com características diferentes e que, com o tempo, foram demonstrando maior rusticidade, precocidade e grande produção de leite.

Proprietário da Fazenda das Nogueiras, em Caxias do Sul (RS), José Adalmir Ribeiro do Amaral: “São animais que se mantêm muito bem a pasto em qualquer época do ano”

A história da Fazenda das Nogueiras, em Caxias do Sul (RS), com a raça também começou por uma casualidade. “Em 2010, criava Holandês e Gir Leiteiro e fiquei um período sem inseminador, justamente quando as vacas começaram a entrar no cio. Como não tinha quem inseminasse, decidi colocar o touro Gir para cobrir as vacas Holandesas. Quando as bezerras começaram a nascer, eram animais diferenciados e decidi pesquisar sobre o cruzamento”, lembra o criador José Adalmir Ribeiro do Amaral.

Os resultados levaram Amaral a investir na formação de um plantel de Girolando com o objetivo de produzir genética adaptada para a região Sul. Para ele, a rusticidade e a eficiência alimentar do Girolando são pontos importantes dentro do sistema de produção adotado pela fazenda. “São animais que se mantêm muito bem a pasto em qualquer época do ano, por serem menos exigentes que outras raças. Estamos em uma região serrana, com verão de temperaturas mais elevadas, e ter animais que enfrentam bem essa condição, como o Girolando, é fundamental para tornar a pecuária leiteira um negócio viável”, pontua o criador gaúcho.

Fonte: Assessoria Girolando

Bovinos / Grãos / Máquinas

Preços da arroba e da carne bovina seguem pressionados

Segundo pesquisadores do Cepea, alguns frigoríficos com escalas mais alongadas estiveram até mesmo fora das compras no início desta semana.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A demanda pós-carnaval não reagiu, e as cotações tanto dos animais quanto da carne seguem pressionadas.

Segundo pesquisadores do Cepea, alguns frigoríficos com escalas mais alongadas estiveram até mesmo fora das compras no início desta semana.

Nesse cenário, os preços maiores foram deixando de ser praticados, e as médias regionais foram sendo reajustadas negativamente.

No front externo, as exportações de carne bovina in natura registraram ritmo forte nos primeiros 10 dias úteis de fevereiro.

De acordo com dados da Secex, os embarques diários registram média de 10,49 mil toneladas, totalizando 104,91 mil toneladas já embarcadas em fevereiro.

No mesmo mês do ano passado, o volume diário foi de 7,02 mil toneladas, somando 126,39 mil toneladas no período.

Se mantido esse ritmo até o final do mês, as exportações podem se aproximar das 200 mil toneladas em fevereiro.

Fonte: Assessoria Cepea
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Bovinos / Grãos / Máquinas Pecuária

Exportações de 873 mil doses foram destaque do mercado de sêmen em 2023, aponta ASBIA

A venda total no mercado interno (corte e leite) foi de 22,496 milhões de doses

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Aron Sardela Ferro, Giovanni Penazzi, Cristiano Botelho, Ricardo Abreu, Ana Karla, Luis Adriano Teixeira, Eduardo Cavalin, Sérgio Saud e Thiago Carvalho.Foto e texto: Assessoria

Mais de 14 milhões de fêmeas de corte e 5 milhões de fêmeas leiteiras (dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE) do rebanho bovino nacional foram inseminadas com genética melhoradora em 2023, aponta o Índex ASBIA, relatório da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA) sobre o desempenho do setor no ano passado.

O balanço de 2023 também destaca a consolidação do investimento em genética bovina no rebanho nacional, além das exportações crescentes de sêmen para corte e leite. Enquanto as exportações de corte atingiram 462.837 doses, a genética leiteira embarcou 410.837 doses do material genético para outros países. Ambos foram responsáveis pela venda externa de 873 mil doses, volume 70% maior do que o praticado antes de 2020.

“Esse crescimento sólido é ainda mais evidente se compararmos ano após ano. Em 2018, a exportação de doses de sêmen para leite não chegava a 200 mil; em 2019/20 não passaram de 235 mil. O mesmo para o corte, que de 2018 a 2020 exportou menos de 283 mil doses por ano. A partir de 2021, ambos os segmentos reagiram com comercialização externa superior a 400 mil doses por ano. Essa consolidação reforça o aumento do interesse internacional pela qualidade da nossa genética bovina”, explica Cristiano Botelho, executivo da ASBIA.

A venda total no mercado interno (corte e leite) foi de 22,496 milhões de doses – redução de 3% ante 23,141 milhões de doses de 2022.

Em vendas para cliente final – quando as empresas de genética comercializam o material diretamente para os pecuaristas –, mais de 17 milhões de doses para corte foram negociadas. Já as doses de sêmen com aptidão para leite obtiveram um aumento de 6% comparado a 2022 – totalizando 5,4 milhões.

A prestação de serviço de empresas para coletar e industrializar o sêmen de animais de fazendas gerou pouco mais de 1,7 milhão de doses de animais de leite e de corte.

“Em quatro anos, o mercado de sêmen no Brasil cresceu 6 milhões em volume vendido internamente. Isso evidencia a profissionalização do pecuarista e o compromisso de agregar genética melhoradora na produção de carne e de leite. De acordo com os dados levantados pelo Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea), cerca de 23% das fêmeas de corte no Brasil foram inseminadas. Na pecuária leiteira, esse percentual é de 12%. Ou seja, temos grande potencial para otimizar ainda mais a produtividade e levar o Brasil ao patamar mais alto de fornecedor de alimentos para o mundo”, finaliza Botelho.

O executivo da ASBIA pontua que com “a divulgação do Index de forma gratuita no site (www.asbia.org.br) a entidade democratiza o acesso à informação e compartilha conhecimento para que cada vez mais pecuaristas invistam em genética para melhoria da produtividade e rentabilidade, fortalecendo de forma consistente a pecuária e proporcionando segurança alimentar para cada vez mais pessoas”.

O Index ASBIA está acessível de forma gratuita no site da Asbia: https://asbia.org.br/index-asbia/

Fonte: Assessoria
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Bovinos / Grãos / Máquinas

Omã abre mercado para bovinos vivos do Brasil

Os animais poderão ser comercializados ao país do Oriente Médio para abate e engorda.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O Brasil conquistou o mercado de Omã para exportação de bovinos vivos para abate e engorda. A aprovação sanitária foi oficializada na quinta-feira (22), durante a missão do Ministério da Agricultura e Pecuária ao país do Oriente Médio. Essa conquista veio após uma reunião entre o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Roberto Perosa, e o subsecretário do Ministério da Agricultura de Omã.

Aprovação sanitária foi oficializada na quinta-feira (22), durante a missão do Ministério da Agricultura e Pecuária ao país do Oriente Médio – Foto: Divulgação/Mapa

Somente em 2023, o Brasil exportou ao mundo US$ 488 milhões em bovinos vivos, num total de 23 países. No ano passado, o agro brasileiro exportou cerca de US$ 330 milhões para Omã, um aumento de 70% em comparação com 2022.

As carnes foram o produto de maior destaque, representando 55% do total exportado, com a carne de frango correspondendo a 97% desse segmento. “Este novo mercado soma-se aos outros 14 abertos neste ano, totalizando 93 desde o início do ano passado, durante o terceiro mandato do presidente Lula. A pedido do ministro Carlos Fávaro seguimos com nossa missão no Oriente Médio visitando alguns países com o objetivo de ampliar o comércio agrícola brasileiro, abrir novos mercados, obter aprovações para plantas pelo sistema de pré-listagem (eliminando a necessidade de auditorias locais) e negociar a importação de fertilizantes nitrogenados”, destacou o secretário Roberto Perosa.

Tais resultados são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores.

Cooperação mútua

Ainda em Mascate, capital da Omã, com representantes dos Ministérios da Agricultura de ambos os países, os dois lados enfatizaram o interesse em ampliar a cooperação governamental e as parcerias comerciais. Foram identificadas sinergias entre o plano “Visão 2040” de Omã, que inclui a segurança alimentar, e o programa brasileiro de conversão de pastagens degradadas em áreas agricultáveis. Também foram discutidas possibilidades de parcerias nos setores de fertilizantes, açúcar, grãos para alimentação animal, animais vivos, carne de frango e pescados.

Outra importante reunião ocorreu com a subsecretária de Promoção de Investimentos do Ministério do Comércio, Indústria e Investimentos de Omã, Ibtisam Ahmed Said Al Farooji. Ela apresentou o programa omanita que visa ampliar os investimentos em Omã e no exterior, focando na segurança alimentar e no interesse do país em se tornar um hub para a região e, ainda, destacou a neutralidade e estabilidade de Omã, mencionando que o Brasil pode ser um grande parceiro.

Durante o encontro, Perosa também enfatizou as boas relações e a complementaridade entre os países, afirmando que o Brasil poderia contribuir ainda mais para a segurança alimentar de Omã e incentivar empresas brasileiras a processarem seus produtos no país, como é o caso das carnes de frango e bovina. Nesse contexto, mencionou que o programa de conversão de pastagens degradadas em áreas agricultáveis representa uma grande oportunidade para fortalecer essa parceria, incluindo também a possibilidade de aquisição de fertilizantes nitrogenados de Omã. O lado omani acolheu positivamente a ideia e disse que, conjuntamente com a Autoridade de Investimentos de Omã e o Nitaj, irá auxiliar na construção da estratégia de parceria entre os dois países.

Fonte: Assessoria Mapa
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