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Produzir carne com melhor qualidade com uso de tecnologias será tema na InterCorte Cuiabá

Evento, que será realizado entre os dias 12 e 13 de abril, reúne a cadeia produtiva da carne para debater os melhores caminhos para pecuária brasileira

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A cidade de Cuiabá, MT, mais uma vez, será palco de abertura da InterCorte, evento que vem percorrendo de forma itinerante alguns dos principais polos de pecuária brasileiros para levar informação, discussão e tecnologia aos produtores. Na edição deste ano, a etapa mato-grossense será promovida entre os dias 12 e 13 de abril, em novo local, o Cenarium Rural. Durante os dois dias do evento serão promovidas palestras e apresentação cases de produtores da região, divididos em quatro blocos temáticos: Produzir Mais Carne; Inovação; Vender Mais e Vender Melhor, e Comunicação.

O primeiro bloco, com o tema Produzir Mais Carne, demonstrará que a eficiência técnica gera maiores ganhos a partir do conceito de produzir mais com menos. Dentre as palestras em destaque está a com o tema “Estratégias de nutrição para maximização de resultados”. A apresentação, que será ministrada pelo gerente técnico da Connan, Marcio Bonin e que contará com a presença do Prof. Dr. Gustavo Rezende Siqueira, pesquisador da APTA-Colina, que focará na nutrição de bovinos, apresentando inovações, pesquisas recentes, testes, além do que há de mais moderno nessa área para a pecuária.

“Em nossa palestra traçaremos os melhores caminhos nutricionais e econômicos para que o produtor conquiste melhores resultados. Iremos determinar a nutrição adequada, melhor condição de pasto e suplementação para que o criador consiga alcançar, com diferentes tipos de animais, a melhor receita possível para ele e para sua atividade”, resume Gustavo.

O painel ainda contará com uma palestra com o tema “Resultados superiores através de uma genética de qualidade”, que será ministrada por Alexandre Zadra, supervisor regional AC, MT, MS, RO e Juliana Ferragute, a gerente de produto corte, ambos da GENEX (novo nome da CRI Genética). O painel terá também a palestra de Rogério Fonseca Peres, gerente de contas chaves corte da América Latina da ABS Pecplan, além de um case do produtor Marcos Jacinto. O encerramento do painel terá um debate com os palestrantes e será mediado por Diede Loureiro.

Inovação na pecuária

O uso de soluções tecnológicas tem se tornado, cada vez mais, um grande aliado do homem do campo. Na pecuária, a adoção de novas tecnologias é um movimento que tem crescido ano a ano, graças às facilidades que os aplicativos e equipamentos oferecem no controle da alimentação do animal, por exemplo. Tendo em vista a crescente presença das inovações no setor, a InterCorte Cuiabá contará com um painel que abordará junto ao produtor métodos e novas técnicas da chamada quarta revolução, por meio de palestras e apresentações de cases de sucesso.

Dentre as palestras do painel está a que será ministrada pelo sócio-diretor da SP Ventures, Francisco Jardim, com o tema “Tecnologias digitais vão transformar o agronegócio”. “Estamos acompanhando uma série de revoluções tecnológicas, que já causaram rupturas nos outros setores e já impactam o agronegócio brasileiro. Boa parte dessas inovações chega ao setor por startups, que promovem mudanças importantes na forma com que o agronegócio passou a interagir com as inovações e ferramentas”, explica o palestrante.

A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) como aliada da inovação de produção e rentabilidade da pecuária também será tema de uma das apresentações do painel, que detalhará o aspecto inovativo da ILPF e como a pecuária pode se beneficiar dele. “A maior dificuldade do setor, quando falamos em tecnologias, está em unir as soluções disponíveis e, a partir disso, conseguir melhorar os resultados da propriedade. É preciso entender a tecnologia como uma grande aliada do setor para superar alguns desafios, como acesso ao crédito, por exemplo”, ressalta o palestrante Élder José de Mello Bruno, Head de Canais e Alianças da JetBov.

Ainda no painel, o tema “A evolução tecnológica na comercialização e na produção da pecuária” será apresentado pelo presidente da Fazen, Vasco Oliveira Neto. A palestra “Otimização do lucro em engorda intensiva a partir do monitoramento eletrônico e diário dos animais” será ministrada por Marcelo Ribas, da Intergado. Ainda no painel Inovação, Paulo Marcelo, da Gestão Agropecuária, falará sobre “Zootecnia de Precisão com tecnologia 4.0 aplicada em confinamentos de bovinos”, além do case de sucesso do produtor Gustavo Martini, seguido por um debate entre os palestrantes, mediado pelo diretor-executivo da Acrimat, Luciano Vacari.

Feira de negócios

Além do workshop, a InterCorte Cuiabá terá uma feira de negócios com a participação de empresas de referência na pecuária, que apresentam suas inovações para os produtores. “A InterCorte é um espaço democrático em que pesquisadores, produtores e empresas podem expor suas experiências e resultados, com o único objetivo de promover a pecuária brasileira. Nossa ideia central é sempre estimular o setor a analisar e refletir sobre como melhorar o seu negócio”, afirma Carla Tuccilio, diretora do Terraviva Eventos, empresa responsável pela realização da InterCorte.

“Temos muitas possibilidades que ainda não são de conhecimento dos produtores e que serão colocadas em pauta durante a InterCorte. Temos que pensar em novos rumos para nossa atividade. Para isso, precisamos agregar valor ao nosso produto, melhorar a qualidade da nossa carne e atingir outros mercados que pagam mais por isso. Temos que ter produtos para todos os públicos”, enfatiza Marco Túlio Duarte Soares, presidente da Acrimat – Associação dos Criadores de Mato Grosso, que realiza a InterCorte em conjunto com o Terraviva Eventos.

"A InterCorte é uma grande oportunidade para os pecuaristas de Mato Grosso se atualizarem sobre as tendências da pecuária estadual e brasileira. É também um momento de encontro entre os pecuaristas para troca de informações e conhecimentos. O Sistema Famato apoia o evento por acreditar que é por meio dessa troca de experiências que temos condições de produzir mais e contribuir para o desenvolvimento econômico e sustentável do país", ressalta Normando Corral, presidente do Sistema Famato.

Fonte: Assessoria

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Notícias Mercado

Alta nos preços do boi perde força nas principais regiões produtoras

Preços do boi desaceleraram o movimento de alta na semana nas principais praças de produção e comercialização do Brasil

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Arquivo/OP Rural

Os preços do boi desaceleraram o movimento de alta na semana nas principais praças de produção e comercialização do Brasil. “Apesar do movimento de alta nos preços estar aparentemente perdendo fôlego, a oferta de animais terminados permanece restrita em diversos estados, o que impede uma mudança na curva de preços. Além disso, os frigoríficos continuam operando com escalas de abate curta, posicionadas entre três e quatro dias”, assinalou.

Ao mesmo tempo, as exportações seguem em ótimo nível, com a China importando lotes relevantes de proteína animal no decorrer de 2020, ainda uma consequência da Peste Suína Africana (PSA), que dizimou o plantel de suínos local.

No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios sugere pela retomada do movimento de alta ao longo da primeira quinzena de outubro, período que conta com a entrada dos salários como motivador da demanda, acelerando a reposição entre as cadeias.

Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade à prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 24 de setembro:

  • São Paulo (Capital) – R$ 254,00 a arroba, contra R$ 253,00 a arroba em 17 de setembro (+0,4%).
  • Goiás (Goiânia) – R$ 242,00 a arroba, estável.
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 252,00 a arroba, ante R$ 250,00 a arroba, subindo 0,8%.
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 250,00 a arroba, ante R$ 248,00 a arroba (0,81%).
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 241,00 a arroba, contra R$ 235,00 a arroba (2,55%).

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Safra de inverno

Restrição da oferta de trigo na Argentina preocupa compradores brasileiros

Compradores brasileiros de trigo demonstram preocupação com o quadro de oferta do grão

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Divulgação/AENPr

Os compradores brasileiros de trigo demonstram preocupação com o quadro de oferta do grão. Conforme o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, a piora na situação das lavouras da Argentina ameaça a safra do país. Há possibilidade de mudança na política de proteção do abastecimento interno argentino, com o governo restringindo as exportações do grão, o que afetaria diretamente a oferta no Brasil. “A dificuldade na aquisição do cereal pode manter os preços em alta mesmo com a colheita nos dois países”, disse o analista.

Paraná

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório mensal, que a safra 2020 de trigo do Paraná deve registrar uma produção de 3,322 milhões de toneladas, 55% acima das 2,141 milhões de toneladas colhidas na temporada 2019.

A colheita no estado já supera 44% da área, de 1,114 milhão de hectares, contra 1,028 milhão de hectares em 2019, alta de 8%. A produtividade média é estimada em 2.982 quilos por hectare, acima dos 2.205 quilos por hectare registrados na temporada 2019.

Rio Grande do Sul

A semana foi marcada pelo retorno das precipitações no Rio Grande do Sul, que favoreceram a recuperação da umidade no solo, trazendo benefícios ao trigo. Em alguns municípios, a grande amplitude térmica com queda da temperatura durante a noite ocasionou geada que não acarretou significativo impacto à cultura.

Até o momento, 9% das lavouras estão em maturação, 53% em enchimento de grãos, 31% em floração e 7% em desenvolvimento vegetativo. Na semana passada, os percentuais ficavam em 3, 43, 36 e 18, respectivamente. O desenvolvimento está em linha com a média dos últimos cinco anos.

Argentina

As lavouras de trigo da Argentina registraram piora nas condições de desenvolvimento e aumento da área em déficit hídrico na última semana. Conforme documento divulgado há pouco pela Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 44% das lavouras estão em situação de regular a ruim. Na semana passada, eram 40%. Em igual período do ano passado, apenas 21% da área estava nessa situação. As lavouras com condição de excelente a boa passaram de 14 para 9%.

Nesta semana, 59% das lavouras estão em situação de déficit hídrico. Na semana passada, eram 49% e, no ano passado, 50%. A projeção de área fica em 6,5 milhões de hectares.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado Interno

Demanda aumenta e preços do frango sobem no atacado

Mercado brasileiro de frango vivenciou mais uma semana de preços em alta para os cortes vendidos no atacado e na distribuição

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Divulgação/ABPA

O mercado brasileiro de frango vivenciou mais uma semana de preços em alta para os cortes vendidos no atacado e na distribuição. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, o frango vem ganhando mercado com o encarecimento das proteínas concorrentes. “Mesmo com um consistente movimento de alta a carne de frango permanece muito competitiva em relação à carne suína e, principalmente, em relação à carne bovina, sendo bastante demandada pelos consumidores”, explica.

Iglesias ressalta que o quilo vivo não apresentou mudanças nas cotações, mas os valores seguem em bons patamares, levando em conta os custos de nutrição animal amplamente elevados, caso do milho e, especialmente, do farelo de soja, que inflaciona produtos substitutos, como as farinhas de origem animal e os grãos secos de destilarias (DDG´s).

De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo os preços tiveram mudanças para os cortes congelados de frango ao longo da semana. O quilo do peito no atacado passou de R$ 6,00 para R$ 6,20, o quilo da coxa de R$ 6,25 para R$ 6,80 e o quilo da asa de R$ 12,75 para R$ 13,50. Na distribuição, o quilo do peito subiu de R$ 6,20 para R$ 6,40, o quilo da coxa de R$ 6,50 para R$ 6,90 e o quilo da asa de R$ 13,00 para R$ 13,75.

Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi de alterações nos preços durante a semana. No atacado, o preço do quilo do peito aumentou de R$ 6,10 para R$ 6,30, o quilo da coxa de R$ 6,35 para R$ 6,90 e o quilo da asa passou de R$ 12,85 para R$ 13,60. Na distribuição, o preço do quilo do peito avançou de R$ 6,30 para R$ 6,50, o quilo da coxa continuou de R$ 6,60 para R$ 7,00 e o quilo da asa de R$ 13,10 para R$ 13,85.

As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 284,934 milhões em setembro (13 dias úteis), com média diária de US$ 21,918 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 210,465 mil toneladas, com média diária de 16,189 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.353,80.

Na comparação com setembro de 2019, houve baixa de 15,66% no valor médio diário, avanço de 1,34% na quantidade média diária e retração de 16,77% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

O levantamento semanal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que, em Minas Gerais, o quilo vivo seguiu em R$ 4,15. Em São Paulo o quilo vivo permaneceu em R$ 4,10.

Na integração catarinense a cotação do frango continuou em R$ 3,50. No oeste do Paraná o preço na integração prosseguiu em R$ 3,85. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo se manteve em R$ 3,85.

No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango seguiu em R$ 4,00. Em Goiás o quilo vivo permaneceu em R$ 4. No Distrito Federal o quilo vivo seguiu em R$ 3,95.

Em Pernambuco, o quilo vivo continuou em R$ 4,75. No Ceará a cotação do quilo vivo prosseguiu em R$ 4,75 e, no Pará, o quilo vivo permaneceu em R$ 4,80.

Fonte: Agência SAFRAS
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Dia Estadual do Porco – ACSURS

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