Conectado com
VOZ DO COOP

Bovinos / Grãos / Máquinas

Preços estáveis e custos em alta no mercado do leite em SC

Publicado em

em

Os preços de referência do leite, anunciados pelo Conselho Paritário Produtor/Indústria de Leite do Estado (Conseleite), evoluíram 1,8% o que representa R$ 1 centavo a mais por litro. O excesso de chuva dos últimos meses afetou a qualidade das pastagens e reduziu a oferta. 
O Conseleite projetou os valores do leite padrão no mês de novembro, registrando leve aumento de 1,8%, passando para R$ 0,9192. O leite acima do padrão ficou em R$ 1,0571 e, abaixo do padrão, R$ 0,8356. Entretanto, no território catarinense os laticínios pagam acima do valor de referência. 
O vice-presidente do Conseleite e vice-presidente regional da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (FAESC) Adelar Maximiliano Zimmer observa que os preços não apresentam variações significativas desde junho no mercado primário de produção de leite. “Essa situação se complica e se agrava pelo aumento dos custos de produção – energia elétrica, combustíveis, mão de obra, suplementos minerais e fertilizantes”, assinala o dirigente.
O presidente da FAESC José Zeferino Pedrozo analisa que a melhoria de preço obtida nesse mês é insuficiente para repor as margens ideais de lucratividade. Observa que o mercado vem, durante todo este ano, operando com oferta elevada e demanda fraca. O resultado é a queda na remuneração do produtor. 
Essa situação não é privilégio catarinense: no plano nacional, o produtor está recebendo 9,4% menos neste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Os produtos lácteos com maior valor agregado foram os mais afetados pelo quadro econômico, razão pela qual caiu o consumo de iogurtes, queijos e leite condensado, entre outros.
Os produtores de leite enfrentaram dois grandes obstáculos neste ano: a baixa remuneração obtida na venda e o aumento considerável nos custos de produção, especialmente no item mão de obra, com alta de 9,7% em consequência, principalmente, do reajuste do salário mínimo, no início deste ano. 
A conjugação de fatores negativos – reajuste nos preços da energia elétrica, combustíveis e de mão obra – além da valorização do dólar frente ao real, provocou perda do poder de compra do produtor de leite e gastos elevados na composição dos insumos utilizados na produção. 
Posição
Santa Catarina é o quinto produtor nacional, o Estado gera 2,8 bilhões de litros/ano. Praticamente, todos os estabelecimentos agropecuários produzem leite, o que gera renda mensal às famílias rurais e contribui para o controle do êxodo rural. O oeste catarinense responde por 73,8% da produção. Os 80.000 produtores de leite (dos quais, 60.000 são produtores comerciais) geram 7,4 milhões de litros/dia. 

Fonte: MB Comunicação

Continue Lendo

Bovinos / Grãos / Máquinas

Singapura abre mercado para extrato de carne bovina brasileira

Essa decisão se une à recente abertura do mercado singapurense para carnes e produtos derivados de ovinos no início do mês.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

O governo de Singapura anunciou a aprovação sanitária para a importação de extrato de carne bovina do Brasil, abrindo novas oportunidades no mercado asiático para este produto. O anúncio foi feito na noite de terça-feira (27) pelo ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro. “Fevereiro nem terminou e o primeiro bimestre do ano já é recorde de abertura de mercados”, frisou.

Essa decisão se une à recente abertura do mercado singapurense para carnes e produtos derivados de ovinos no início do mês.

Em 2023, o Brasil exportou cerca de US$ 685 milhões em produtos agrícolas para Singapura.

Este é a décima sexta barreira comercial agrícola que o Brasil supera somente este ano, destacando uma tendência positiva nas relações comerciais entre os dois países.

Fonte: Com informações Mapa
Continue Lendo

Bovinos / Grãos / Máquinas Na Expodireto Cotrijal

2º Fórum da Carne Bovina vai debater tecnologia e mercado futuro para o setor

Palestras organizadas pelo Instituto Desenvolve Pecuária ocorrerão na Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS).

Publicado em

em

Comunicação como instrumento de crescimento da agropecuária no Brasil será tema da palestra ministrada pelo professor doutor José Luiz Tejon Megido - Foto: Divulgação

O Instituto Desenvolve Pecuária, juntamente com a Cotrijal e Cotripal, vão promover o 2º Fórum da Carne Bovina, dentro da programação da Expodireto Cotrijal. A feira ocorrerá entre os dias 04 e 08 de março, em Não-Me-Toque (RS). A Expodireto Cotrijal é uma das maiores feiras do agronegócio, focada em tecnologia e negócios. O tema do 2º Fórum da Carne será “Tecnologia, Mercado e Cultura da Carne: conexões para o futuro da carne no Rio Grande do Sul”. O fórum ocorrerá no dia 5 de março a partir das 13h30min no auditório da produção e contará com três palestras.

Na primeira, Pedro Albuquerque falará sobre o tema “Papel da Pecuária na Estabilidade dos Sistemas de Produção em Áreas de Soja”. Ele é engenheiro Agrônomo formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), com doutorado e pós-doutorado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Albuquerque tem experiência nas áreas de ecologia do pastejo, manejo de pastagens e integração lavoura-pecuária.

A segunda palestra abordará o tema “Programas para Carnes de Qualidade: o Case Cotripal”. Irão palestrar o gerente no Frigorífico da Cotripal, Roberto Calza, e o produtor rural, agricultor e pecuarista Emerson Peukert Schaedler. Calza é Técnico Agropecuário, graduado em Administração pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), com MBA em Gestão Comercial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pós graduando em Gestão de Inovação em Organizações Cooperativas pela Escola Superior do Cooperativismo (Escoop). Schaedler é sócio proprietário da Fazenda Bela Vista e do Haras Santa Juvita, localizados em Boa Vista do Cadeado. Entre as distinções, Schaedler foi campeão por 2 anos consecutivos da Liga i2X de produtividade de soja em área de ILP e premiado no ano de 2022 pela Associação Brasileira de Angus na modalidade “Produtor Revelação”.

A terceira palestra terá como tema “A Comunicação como Instrumento de Crescimento da Agropecuária no Brasil. O palestrante é o professor José Luiz Tejon Megido, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai, Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie, é jornalista, publicitário, com especialização em Harvard, Pace University e MIT – USA e Insead – França. Tejon também é coordenador acadêmico do Master Science Food & Agribusiness Management da Audencia Business School em Nantes/França, Coordenador do Agribusiness Center da Fecap em São Paulo, professor convidado FIA/USP e Insper.

O presidente da Comissão de Relacionamentos Institucionais e Comerciais do Instituto Desenvolve Pecuária, João Gaspar de Almeida, ressaltou a qualidade dos palestrantes e a importância de discutir a pecuária do Rio Grande do Sul. “O Instituto Desenvolve Pecuária se sente orgulhoso de poder contribuir nesse debate numa feira tão importante como a Expodireto e discutir a pecuária na Metade Norte gaúcha”, concluiu.

O Segundo Fórum da Carne é uma parceria do Instituto Desenvolve Pecuária com a Cooperativa Agropecuária e Industrial (Cotrijal) e a Cotripal Agropecuária Cooperativa, com o apoio da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS).

Fonte: Assessoria Expodireto Cotrijal
Continue Lendo

Bovinos / Grãos / Máquinas

Baixa oferta de trigo com qualidade no Brasil eleva importações 

Ainda que muitos agentes de moinhos se mostrem abastecidos, os compradores ativos no spot estão em busca de trigo com qualidade superior

Publicado em

em

Foto: José Henrique Chagas

Em meio à baixa oferta de trigo com qualidade no mercado doméstico, as importações brasileiras do cereal estão aquecidas. Até a terceira semana de fevereiro, as compras nacionais do produto somavam 383,95 mil toneladas, acima das 291,63 mil toneladas adquiridas em todo o mês de fevereiro do ano passado – dados Secex.

Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), ainda que muitos agentes de moinhos se mostrem abastecidos, os compradores ativos no spot estão em busca de trigo com qualidade superior – no entanto, o clima desfavorável prejudicou o desenvolvimento da safra brasileira, elevando a importação do produto, sobretudo de países do Mercosul.

Do lado vendedor, produtores estão focados no planejamento de área para a nova temporada. Pesquisadores do Cepea ressaltam que as perdas de produtividade observadas em anos recentes e os preços internos operando nos menores patamares desde 2020 podem desestimular a semeadura de trigo.

Fonte: Cepea
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.