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Precisamos trabalhar juntos para melhorar a produtividade da pecuária

O país poderia estar ainda melhor em ganhos produtivos caso mais pecuaristas trocassem os seus bois de boiada por touros avaliados

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Artigo escrito por Paulo de Castro Marques, proprietário da Casa Branca Agropastoril

A pecuária de corte é uma das mais importantes atividades do agronegócio brasileiro. São produzidos 9,5 milhões de toneladas de carne bovina por ano. Desse total, cerca de 80% (7,6 mi t) são consumidos internamente e 20% (1,4 mi t) são exportados para mais de 150 países, com receita superior a R$ 24 bilhões/ano. Por conta dessa força impressionante, a pecuária movimenta mais de R$ 70 bilhões somente dentro das fazendas.

Esses números realmente fantásticos devem-se ao trabalho incansável de cerca de 1,3 milhão de produtores espalhados por todo o país e às perfeitas condições do país para a pecuária. Ou seja, temos gente competente e terras, água e clima propícios.

Na base da cadeia produtiva, estão segmentos que se complementam com perfeição: genética, nutrição e sanidade. A associação entre eles proporciona a retaguarda necessária para a pecuária brasileira avançar com consistência, cumprindo sua missão de alimentar o mundo.

Os ganhos nesses campos são igualmente excepcionais. Nas últimas duas décadas a produtividade da pecuária brasileira obteve saltos incríveis. A média da idade do primeiro parto melhorou mais de um ano, estando em torno de 40 meses. O gado também está indo para o abate mais cedo, também na faixa dos 36/40 meses de idade, na média.

Esses e outros indicadores de produção e reprodução projetam a pecuária brasileira para o futuro. Seremos cada vez mais proeminentes na oferta de alimentos de qualidade. A população mundial está em crescimento. Em 10 anos, serão mais 1,5 bilhão de pessoas no planeta. Nosso país tem a responsabilidade de fazer a sua parte e produzir sempre mais e melhor.

A má notícia é que estamos progredindo, porém em ritmo aquém do possível. Isso se deve a uma série de fatores ligados direta e indiretamente à cadeia produtiva.

A produção extensiva é um desses desafios. Apesar de progressos, o nível médio de 1 UA ainda é baixo. A duplicação desse indicador é perfeitamente possível somente com o uso da tecnologia disponível em termos de genética, nutrição e sanidade, além de gestão.

Outro fator que salta aos olhos é o baixo uso de genética provada, seja fornecida pelas empresas especializadas seja pela aquisição de touros devidamente avaliados em programas de melhoramento sérios e profissionais.

Segundo o mais recente levantamento da Asbia, em 2017 somente 11,7% das fêmeas de corte em idade reprodutiva foram inseminadas. É muito pouco. Por outro lado, são comercializados somente 40/50 mil touros avaliados por ano, uma fração da real necessidade da pecuária nacional por reprodutores efetivamente melhoradores.

Nesse aspecto em especial, é importante destacar que sem genética de qualidade, que impulsiona os indicadores de produtividade, a pecuária não avança no ritmo desejado.

Em outras palavras, o país poderia estar ainda melhor em ganhos produtivos caso mais pecuaristas trocassem os seus bois de boiada por touros avaliados.

O melhor caminho para mudar esse cenário é o uso de genética provada ou de touros avaliados por provas de desempenho e originários de programas de melhoramento genético reconhecidos. Esses animais são acompanhados a vida toda – do nascimento à idade adulta. Eles têm indicadores de produção e reprodução que contam sua história.

Dessa forma, os criadores podem levar para suas fazendas os reprodutores que melhor se adaptam às condições ambientais e aos propósitos dos seus projetos pecuários.

Uma técnica relativamente nova, que ganha espaço porque também contribui efetivamente para a seleção e, portanto, para o aumento da produtividade, é a genômica. Essa tecnologia faz muito sucesso no exterior e já está disponível no Brasil. Sua função é muito importante, pois a partir da análise do DNA é possível fazer uma série de escolhas, a começar pelos acasalamentos, potencializando as combinações voltadas para os objetivos de cada fazenda.

Quanto mais criadores se juntarem a esse movimento em busca da produtividade e da eficiência na pecuária, melhor para a atividade e para o país, pois isso significa animais mais precoces sexualmente, com boa carcaça e prontos para o abate mais cedo.

É mais produção de carne bovina por hectare, tornando o Brasil um player ainda mais importante para o atendimento da demanda global por alimentos. A responsabilidade é compartilhada e os criadores têm de fazer a sua parte.

Fonte: Assessoria

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Notícias Sanidade

ABPA e DIPOA promovem encontro sobre inspeção

Será apresentado o sistema de treinamento na inspeção ante e post mortem de aves e suínos

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A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura (DIPOA/MAPA) realizam ao longo desta semana um encontro conjunto para tratar sobre temas do sistema de inspeção do setor de proteína animal. A programação do evento, iniciada na segunda-feira (18), segue até sexta-feira (22), em São Paulo, SP.

Na ocasião, será apresentado o sistema de treinamento na inspeção ante e post mortem de aves e suínos. Além disso, também serão discutidas as ações e procedimentos de verificação oficial dos controles em estabelecimentos produtores de carne e suínos. Participam do encontro técnicos das agroindústrias produtoras e exportadoras e auditores fiscais do Ministério da Agricultura.

“Este é um trabalho que tem como princípio o fortalecimento do trabalho pela qualidade e a reconstrução da imagem do setor produtivo, seguindo todos os parâmetros legais em uma parceria do setor público e da iniciativa privada.  Esperamos realizar, em breve, novos eventos com o mesmo objetivo”, ressalta Francisco Turra, presidente da ABPA.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado Leiteiro

Estoques reduzidos e menor produção elevam preço do UHT

Altas estiveram atreladas aos estoques, que continuam controlados, e à redução da produção por parte de alguns laticínios

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O preço do leite UHT negociado no atacado do Estado de São Paulo subiu 0,24% entre as duas últimas semanas, fechando com média de R$ 2,4357/litro no período entre 11 e 15 de fevereiro. Conforme colaboradores do Cepea, as altas estiveram atreladas aos estoques, que continuam controlados, e à redução da produção por parte de alguns laticínios.

Apesar da valorização, as negociações entre laticínios e atacados permaneceram baixas. Já o queijo muçarela se desvalorizou 0,83% na mesma comparação, fechando com média de R$ 17,2862/kg entre 11 e 15 de fevereiro. Quanto à liquidez no mercado deste derivado, permaneceu estável no período.

Fonte: Cepea
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Notícias No Paraná

Trigo pode ser boa alternativa ao produtor na 2ª safra

Como o clima está favorável, os preços e custos de produção irão balizar tomada de decisão dos agricultores

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Divulgação/SECS

Com o avanço da colheita dos grãos de verão no Paraná, triticultores do Estado já planejam a divisão das áreas de semeio na segunda safra. Como o clima está favorável ao desenvolvimento tanto do trigo quanto do milho, os preços e custos de produção é que irão balizar a tomada de decisão dos agricultores por um ou outro.

Segundo dados da equipe de custos agrícolas do Cepea, em Cascavel, PR, o custo operacional de produção do milho 2ª safra foi calculado em R$ 2.822,54/hectare, contra R$ 1.901,03/ha para o trigo. A produtividade média das últimas três safras foi de 93 sacas/ha para o milho e de 49 sc/ha para o trigo, de acordo com dados do Deral/Seab.

Considerando-se os valores médios de venda em janeiro/19, as receitas geradas seriam de R$ 2.724,08/ha para o milho e de R$ 2.343,38/ha para o trigo. Portanto, a receita obtida com a cultura do trigo foi suficiente para saldar os custos operacionais e gerar margem positiva ao produtor, de R$ 442,35/ha. Já a receita obtida com o milho 2ª safra não foi suficiente para cobrir o total de desembolsos, resultando em margem negativa ao produtor, de R$ 98,46/ha.

Fonte: Cepea
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