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Planejamento é o melhor negócio do semiconfinamento

Importância do planejamento reside em sua habilidade de indicar um procedimento racional para atingir o fim visado

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Foto: O Presente Rural

Artigo escrito por Guilherme Augusto Vieira, médico veterinário (guilherme@farmacianafazenda.com.br)

Ao analisar o perfil da produção animal brasileira, observa-se que a grande maioria dos pecuaristas não adota as funções gerenciais sistematizadas nos processos de gestão em suas produções, principalmente no que tange o Planejamento da Produção, principalmente na compra dos animais, dos medicamentos veterinários e insumos (sal mineral, sementes, vacinas).

Para se introduzir o planejamento em sua fazenda, deve-se ter objetivos, metas, uma previsão anual da produção, planejamento de compras de insumos, escolha de fornecedores, manutenção de estoques e outros requisitos para a boa execução do processo produtivo.

Planejamento pode ser definido como um processo consciente e sistemático de tomada de decisões sobre objetivos e atividades que uma pessoa, um grupo ou uma unidade de trabalho buscará no futuro. Em suma, planejar é decidir no presente as ações que serão executadas no futuro, buscando realizar finalidades pré-estabelecidas (Batalha & Souza Filho ,2005)

A importância do planejamento reside em sua habilidade de indicar um procedimento racional para atingir o fim visado.

O planejamento da produção do semiconfinamento é a função administrativa que tem por objetivo fazer os planos que orientarão a produção e servirão de guia para o seu controle;

É elaborado por uma unidade de produção, aliando-se os recursos internos da empresa a fatores externos, tais como políticos institucionais e mercadológicos.

Depois de realizado o planejamento, parte-se para a elaboração dos planos de ações, com estabelecimentos de metas e prazos. Logo após vem a etapa de implementação (tomada de decisão), nos quais devem estar inclusos os materiais para efetivar os planos.

Eis algumas vantagens de se implementar o planejamento do semiconfinamento em sua fazenda:

  • Evita perdas e desperdícios nas compras de insumos para a produção;
  • Você acaba conhecendo o seu negócio
  • Melhora a programação da produção pecuária;
  • Enfrenta de forma racional a velocidade de reação às mudanças de mercado (aumento de preços, ausência de produtos, variações dos preços da @ do boi);
  • Perspectiva de onde quer chegar e atingir os objetivos
  • Crescimento estruturado e acompanhamento dos resultados
  • Controle econômico e financeiro do seu negócio

Um fator importante a ser considerado ao elaborar o planejamento do seu semiconfinamento: A gestão por índices técnicos e resultados, pois facilitará o controle e os ajustes dos lotes. Muitos outros fatores deverão ser levados em conta como orçamento, disponibilidade de fatores da produção (terra, capital e mão de obra) e principalmente conhecimento sobre o processo produtivo.

Ao finalizar este texto sobre o Planejamento do Semiconfinamento, observamos que a principal função do planejamento é organizar os fatores de produção (terra, animais e mão de obra) e as tecnologias utilizadas (no caso o semiconfinamento) para obter uma maior lucratividade para o pecuarista.

Um outro fator demonstrado que a utilização da gestão por índices técnicos é altamente eficiente pois nos oferece parâmetros para que possamos controlar todas as operações e fazer a gestão da produção.

Deseja saber mais sobre Planejamento do semiconfinamento, marque uma reunião online: guilherme@farmacianafazenda.com.br ou Whatsapp (71) 9-8101-4194.

Fonte: Assessoria
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José Zeferino Pedrozo Opinião

Recursos em fuga

São capitais humanos, financeiros e tecnológicos em fuga; é preciso reverter urgentemente essa situação

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Artigo escrito por José Zeferino Pedrozo, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)

Santa Catarina é uma unidade da Federação muito singular. Tem apenas 1,1% do território nacional, mas é a sétima economia do País. Tem uma tradição empresarial vigorosa com milhares de empresas que aqui nasceram e ganharam projeção nacional e internacional. Cada microrregião tem uma vocação econômica e cada vocação é um case de sucesso. Em todas as microrregiões, o setor primário é um universo à parte, com pecuária e agricultura tecnificadas.

Um fator impacta os mundos rural e urbano de maneira semelhante: as enormes deficiências de logística e de infraestrutura que fragilizam os sistemas de produção em todo o território barriga-verde. O Estado geralmente não é contemplado nos planos nacionais de Infraestrutura – questão sobre a qual nossos representantes em Brasília devem uma explicação.

Quanto mais afastadas do litoral, mais as deficiências se acentuam. O  Contestado e o Oeste catarinense são exemplos gritantes de regiões abandonadas em termos de investimentos do Estado e da União Federal. As rodovias (principalmente as estaduais) estão em petição de miséria e não há previsão de investimentos. Pavimento rompido, crateras no revestimento asfáltico, afundamento da pista, desagregação do asfalto, sinalização vertical e horizontal destruídas, acostamento inexistente ou tomado pelo mato – as condições de trafegabilidade são péssimas.

Investimento reivindicado há muito tempo e efetivamente iniciado há alguns meses, a construção da terceira pista na BR-282 – trecho Chapecó a São Miguel do Oeste – está ameaçado de paralisação nos próximos dias em razão do fim dos insuficientes recursos originalmente empenhados. A suplementação necessária, e prevista desde o início, não foi assegurada.

As rodovias catarinenses necessitam de 150 milhões de reais por ano em manutenção e recuperação, mas tem recebido uma média de 37,5 milhões de reais nos últimos três anos, de acordo com recente levantamento da Câmara de Transporte e Logística da Fiesc. O Estado dispõe de menos de 3 milhões de reais/mês, neste ano, para recuperação de rodovias.

Os problemas de infraestrutura podem custar caro à economia catarinense. As agroindústrias do oeste buscam em outras regiões 3,5 milhões de toneladas de milho a cada ano para alimentar os imensos plantéis de aves e suínos, o que exige uma operação de mais de 60.000 viagens de caminhão/ano. Essas indústrias de processamento de proteína animal e vegetal examinam as vantagens de se transferir para o Brasil central, onde teriam grãos à vontade e melhores condições infraestruturais: uma malha rodoviária bem estruturada e linhas férreas operantes.

As indústrias catarinenses do campo e da cidade – e as agroindústrias em geral – são fortemente assediadas por Estados e Municípios do sul, centro-oeste, sudeste e nordeste para que se transfiram para essas localidades, mediante oferta de incentivos fiscais (redução ou isenção de tributos) e de incentivos materiais (terrenos, redes de energia, pavimentação etc.). O governo precisa atentar para esse detalhe. A conjugação de problemas logísticos, escassez de matéria-prima, retirada de incentivos fiscais de um lado e oferta de estímulos reais, de outro, levarão importantes empresas catarinenses a se transferir para outros Estados. São capitais humanos, financeiros e tecnológicos em fuga. É preciso reverter urgentemente essa situação.

Fonte: Assessoria
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José Luiz Tejon Megido Opinião

Agroindústria também é agronegócio no Brasil

Podemos dobrar o agro com a agroindústria e o comércio, e ainda mais, com estabilidade para o produtor rural

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Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

A indústria brasileira tem hoje a menor fatia do PIB em cerca de 70 anos. Ao mesmo tempo, um estudo feito pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) revela que a indústria nacional pagou em 2018 R$ 37 bilhões de reais em tributos. Isso quer dizer que 1,2% do seu faturamento é para pagar apenas os impostos!

Nada novo. Uma agroindústria que processa batatas, por exemplo, e quer disputar os mercados internacionais terá que contar com uma competência e competitividade acima de campeões olímpicos mundiais para obter chance de êxito. Dessa forma, o PIB brasileiro jamais conseguirá crescer 4% ao ano no patamar aonde chegamos.

Se o agronegócio brasileiro, nas minhas contas, significa 1/3 do PIB total do país e 60% desse total está no pós-porteira das fazendas (falamos da indústria, comércio e serviços), para crescermos o PIB do Brasil em 20% nos próximos seis anos precisaremos dobrar o tamanho do nosso agronegócio. E como 60% dele estão na transformação industrial e comércio, não será possível fazer isso sem uma revolução estratégica agroindustrial.

Agronegócio é indústria no antes e no pós-porteira. Ministro Paulo Guedes e Ministra Tereza Cristina: precisamos de uma política pública agroindustrial; sem a agroindústria nacional jamais dobraremos o agro do país, e se não fizermos isso, não haverá crescimento da nação a níveis necessários de 4% ao ano, minimamente.

Podemos dobrar o agro com a agroindústria e o comércio, e ainda mais, com estabilidade para o produtor rural.

Fonte: Assessoria
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Guilherme Augusto Vieira Opinião

Ingestão de água com algas pode levar animais a morte

Há diversos registros de morte por envenenamento de bovinos, equinos, suínos, ovelhas, cães, peixes e invertebrados

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Artigo escrito por Guilherme Vieira, médico veterinário e professor universitário

Se a sua fazenda apresenta problema da água que os animais bebem estar com algas, seus animais correm sérios riscos de ficarem doentes e até mesmo ir a óbito. Estas algas, dentre os grupos de algas que se desenvolvem nos bebedouros, estão as Cianobactérias, que é um grupo de algas cianofíceas.

Algumas florações de cianobactérias provocam alterações no gosto e no sabor da água, redução no oxigênio dissolvido, além da liberação de toxinas prejudiciais à saúde do homem e dos animais. Há diversos registros de morte por envenenamento de bovinos, equinos, suínos, ovelhas, cães, peixes e invertebrados.

As toxinas das cianobactérias são conhecidas como cianotoxinas. As cianotoxinas produzidas ficam contidas dentro das células de cianobactérias em crescimento ativo, são liberadas para a água quando as células envelhecem, morrem ou rompem, tornando-se toxinas dissolvidas na água.

Um dos gêneros mais comuns de incidência nas florações algais é o gênero Microystis que sintetiza uma hepatotoxina chamada Microcistina, que pode permanecer na água por mais de 03 semanas (JACINAVICIUS, 2015)

Mas porque ocorre o aparecimento de algas no interior dos bebedouros dos bovinos?

O aumento da “população” de algas nos ambientes aquáticos deve-se a ocorrência da Eutrofização, que vem a ser um enriquecimento artificial causado pelo aumento das concentrações de nutrientes na água, principalmente por compostos nitrogenados e fosfatados, resultando num aumento dos processos naturais da produção biológica (Veiga,2011 apud Silva,2011).

A eutrofização natural ocorre em águas provenientes do escoamento superficial e também dos rios das bacias de drenagem que arrastam a matéria orgânica para dentro destes ecossistemas. Daí conclui-se que a captação de água dos rios são armazenadas e distribuídas aos bebedouros encontra-se rica em matéria orgânica , fato este que propicia ao aparecimento das algas.

Além disso, segundo levantamentos e pesquisas relatadas por Vieira (2019), na maioria das vezes não uma limpeza e higiene dos bebedouros nas fazendas, não ocorre tratamento das águas ,  propiciando o desenvolvimento das algas e bactérias nos bebedouros.

Vale ressaltar, que depois que publiquei este relato de caso no meu site, recebi várias comunicações de bebedouros sujos com algas em todo o Brasil, mortes de animais e outras conversações sobre o assunto, mas nada que pudesse comprovar os fatos.

Outra questão importante é quanto a ingestão da água de qualidade. Bebedouros com águas sujas limitam o consumo de água por parte dos animais e os animais entram em emagrecimento progressivo, pois não ingerem a quantidade de matéria seca para o seu desenvolvimento.

Como resolver o problema de limpeza dos bebedouros?

Após pesquisar bastante sobre o assunto, propus para o proprietário da fazenda um Programa de Higiene de bebedouros (PHB), com várias etapas. O mesmo aceitou e colocamos mãos à obra.

Qual a finalidade do PHB?

A finalidade do PHB é manter a saúde dos animais através da diminuição da possibilidade de contaminação de doenças de origem hídrica, mantendo os níveis baixos dos agentes patogênicos nos bebedouros.

É importante que todos na fazenda tenham consciência da importância do PHB e que todos os colaboradores, gerentes, proprietários sejam educados quanto a importância e conhecimento das etapas do PHB, estando cientes das consequências de seu emprego incorreto.

Quando foi elaborado o  Programa de Higiene de Bebedouros pensou-se em propor um programa de fácil execução, com adoção de técnicas simples, utilização de materiais de fácil acesso e o mais importante: seja executado da maneira mais simples possível.

Os detergentes e desinfetantes são de usos específicos, devem ser aplicados de maneira correta, com indicação técnica, ou seja não se deve utilizar detergentes neutros e desinfetantes de uso doméstico, pois não apresentam efetividade na remoção da matéria orgânica.

Os trabalhos para elaboração, testes e execução do Programa de Higiene de Bebedouros ocorreram no período de Janeiro a dezembro de 2018.

Ao concluir este trabalho, verificou-se que água suja com algas pode levar os animais a morte, interfere na sanidade animal e também no consumo limitante da matéria seca.

Demonstrou-se também que há soluções técnicas como o Programa de Higiene de Bebedouros que deve ser executado de acordo com as orientações técnicas adequadas.

Quem desejar conhecer mais sobre o nosso trabalho, visite o site: www.bebedourolimpo.com.br ou através do email: bebedourolimpo@gmail.com.

Fonte: Assessoria
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Biochem site – lateral
Abraves
Conbrasul 2019
Facta 2019

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