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Perspectiva de produção na colheita da safra 2023 é tema da Câmara Setorial do Trigo

Cerca de 50% da produção do cereal já foi colhida no Rio Grande do Sul. A região Norte está com bastante dificuldade, outras regiões estão um pouco melhores, mas nada que seja muito favorável.

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Foto: Eduardo Patron/Seapi

Representantes da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Trigo, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do S, reuniram-se na quarta-feira (1º) de forma híbrida para debater, entre outros temas, as perspectivas de produção na colheita da safra 2023 e a avaliação das demais culturas de inverno. O coordenador da Câmara, Tarcisio Minetto, que também é gerente de Relações Institucionais e Sindicais do Sistema Ocergs, conduziu os trabalhos.

O engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Alencar Rugeri, destacou que essa é uma safra complexa. “Conforme levantamento da instituição, ultrapassamos os 50% da colheita na semana passada. A região Norte está com bastante dificuldade, outras regiões estão um pouco melhores, mas nada que seja muito favorável. Todas as culturas têm dificuldade. Das de inverno, a canola deve ser a cultura com menos problema”, avaliou.

“A safra está sofrida em termos de produção. A Emater fará um levantamento em breve. Tem produtores que estão fazendo silagem do trigo que não tem rendimento em alguns pontos”, relatou Rugeri.

O presidente da Comissão do Trigo da Farsul, Hamilton Jardim, por sua vez, disse que estão acompanhando a situação preocupante do campo, porque, a cada chuva, cai a produtividade. “Na região de Palmeira das Missões, uma das áreas maiores do Rio Grande do Sul e que usa alta tecnologia, as produtividades são decepcionantes. Não rende a metade do trigo que se imaginava colher. “A ideia inicial era, em uma área de um milhão e meio de hectares no Estado, colher 5 milhões de toneladas do grão. Mas parece que ficará em 3, 7 milhões. Além disso está havendo também uma queda da qualidade”, afirmou.

Segundo o assessor técnico da Câmara, Altair Hommerding, 2023 é um ano de exceção na safra de trigo, causada por fatores climáticos e de mercado, de forte impacto na produção e na renda dos produtores, que vêm enfrentando três estiagens no verão dos últimos anos. “O cenário vem causando apreensão na cadeira produtiva em relação à disponibilidade de sementes para a próxima safra, diante dos excessos de chuva”, pontuou.

Outro assunto debatido no encontro foi os mecanismos de apoio à comercialização de trigo. Conforme Hommerding, os representantes da Câmara demonstraram preocupação em relação à liquidez na comercialização dessa safra. “Diante disso, haverá um reforço da Câmara para que seja considerada a diversidade de produtos ofertados (quanto às classes e tipos de trigo) para atender à demanda do mercado externo nos contratos de exportação”.

Os representantes acreditam que deve haver a continuidade dos leilões de Prêmio para o Escoamento de Produto (PEP) e Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), como forma de apoiar a comercialização da safra. “É preciso otimizar o uso de todo o orçamento destinado aos leilões previstos para o ano de 2023, de R$ 400 milhões. Mas  se houver sobra de orçamento, este deverá ser previsto para mais leilões de apoio à comercialização do trigo. Assim, fortalecer o orçamento com recurso para a comercialização da safra em 2024”, explicou Hommerding.

“Todos propuseram que sejam adotadas as mesmas medidas de prorrogação dos financiamentos de custeios para o trigo, anunciadas pelo governo federal, para as demais culturas de inverno”, disse o assessor. “Também foi sugerido o fortalecimento do orçamento para apoio ao seguro agrícola, independente de ser cultura de inverno ou cultura de verão, e o fortalecimento de todos os canais alternativos de exportação de trigo, visando dar liquidez à produção”.

O coordenador da Câmara, Tarcisio Minetto, sugeriu que a Seapi possa ajudar a cadeia produtiva do trigo com políticas públicas. E citou outra preocupação: “se esse produto ficar estocado, a janela de recebimento da safra de verão, a partir de fevereiro e março, pode ter um problema de armazenagem”.

Fonte: Assessoria Seapi

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Biocompetitividade é tema do Congresso Brasileiro do Agronegócio

Evento acontece em formato híbrido no dia 05 de agosto. Programação do evento contará com os painéis sobre Geopolítica e Sustentabilidade, e Clube Fragmentado: O Brasil será Associado?, e uma mesa redonda, que abordará o tema Competitividade e Oportunidades.

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Foto: Shutterstock

O 23º Congresso Brasileiro do Agronegócio será promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e pela B3, a bolsa do Brasil, no dia 05 de agosto, em formato híbrido, e debaterá o tema central Biocompetitividade. O evento é considerado um dos mais importantes do setor no país, por reunir autoridades, especialistas e empresários para discutir as pautas mais urgentes e relevantes para o desenvolvimento sustentável do agro nacional, norteando tendências e caminhos que proporcionem mais competitividade, produtividade e rentabilidade em todos os elos da cadeia.

A programação do Congresso contará com dois painéis: Geopolítica e Sustentabilidade, e Clube Fragmentado: O Brasil será Associado?, e uma mesa redonda que abordará o tema Competitividade e Oportunidades, que receberão representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária e de importantes entidades setoriais, líderes de consultorias e empresas de inteligência e de análise de mercado, autoridades, produtores rurais e especialistas de instituições privadas brasileiras. A palestra inaugural que tratará de biocompetitividade será ministrada por Nelson Ferreira, Sócio-Sênior e Líder Global de Agricultura da Mckinsey & Company.

Durante o evento, a Abag prestará homenagem ao ex-ministro da Agricultura, Marcos Montes, que receberá o Prêmio Ney Bittencourt de Araújo – Personalidade do Agronegócio. Montes foi prefeito de Uberaba (de 1997 a 2004), Secretário de Desenvolvimento Social e Esportes de Minas Gerais, e deputado federal por três mandatos, entre 2007 e 2019.

Em 2023, o Congresso Brasileiro do Agronegócio contou com mais de 840 pessoas de todo o país presencialmente e mais de 6,4 mil acessos à transmissão online do evento. O público participante foi composto por empresários, líderes setoriais, autoridades públicas ligadas aos governos federal, estadual e municipal, parlamentares, além de profissionais ligados ao agro.

Fonte: Assessoria Abag
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Concurso Estadual de Qualidade de Ovos de São Paulo 2024 eleva padrão da produção 

Evento acontece dia 09 de julho, com início marcado para as 09 horas, no Kaikan de Bastos (SP).

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O Concurso Estadual de Qualidade de Ovos de São Paulo acontece em julho e celebra a excelência da produção de ovos, mas também promete elevar os padrões de qualidade em toda a região. Há mais de sete décadas, o Concurso Estadual de Qualidade de Ovos tem sido uma tradição em Bastos, cidade emblemática reconhecida como a capital do ovo no Brasil. Com sua longa história, o concurso não apenas honra a herança avícola de Bastos, mas também destaca a contribuição vital de São Paulo para a indústria de ovos do país. São Paulo, como o maior produtor de ovos do Brasil, é responsável por uma impressionante parcela de 30% da produção nacional, com Bastos sozinha contribuindo com 11% da produção nacional e 40% da produção estadual.

Fotos: Divulgação

O ano de 2024 marca uma evolução significativa para este evento de prestígio, pois pela primeira vez, o concurso se estende para além das fronteiras de Bastos para abranger todo o estado de São Paulo. Essa expansão reflete não apenas a diversidade da produção de ovos  em todo o estado, mas também a busca pela excelência em todos os cantos de São Paulo.

Guiando a excelência

Por trás deste evento está uma Comissão Organizadora composta por 11 membros representativos dos setores envolvidos. Esses membros, selecionados por suas experiências e conhecimentos, incluem representantes da Coordenação de Assistência Técnica Integral (CATI), da Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo, da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, produtores de ovos reconhecidos, representantes do município de Bastos e do Sindicato Rural. Juntos, eles guiam este concurso com o compromisso de promover os mais altos padrões de qualidade na produção avícola de São Paulo.

Inscrições e regras

Produtores de ovos de todas as regiões do estado são convidados a inscrever suas granjas no Concurso Estadual de Qualidade de Ovos de São Paulo 2024. O processo de inscrição é simples e exclusivo através do portal oficial: concursodequalidadedeovos.com.br. Os produtores devem garantir que todos os requisitos, incluindo o número de registro no Sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (GEDAVE) e outros registros exigidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), sejam cumpridos.

A entrega das amostras de ovos para avaliação será entre os dias 03 e 04 de julho, podendo ser feita nos escritórios da CATI Regional nas cidades do estado, ou no Sindicato Rural de Bastos, das 7h30 às 11h e das 13 às 17 horas. É importante ressaltar que as amostras entregues fora desse prazo serão desqualificadas.

É obrigatória a participação das granjas representando suas próprias unidades de produção, e cada granja pode inscrever uma amostra por categoria. Este é um momento crucial para os produtores demonstrarem sua dedicação à qualidade e excelência na produção de ovos.

Evento e avaliações

O Concurso Estadual de Qualidade de Ovos 2024 e as respectivas avaliações acontecerão no dia 09 de julho, com início marcado para as 09 horas, no Kaikan de Bastos, situado na Rua Adhemar de Barros, nº 362, no centro da cidade de Bastos (SP). Esta é uma oportunidade imperdível para os produtores mostrarem seus melhores ovos e competirem pela excelência na produção avícola do estado.

Fonte: Assessoria
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Faixa úmida: entenda o conceito dessa ‘zona’ para ter mais eficiência na irrigação de um plantio

Compreender na prática o que é essa zona otimiza o uso da água e minimiza o desperdício.

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Foto: Fernando Dias

Na hora de optar pela irrigação por gotejamento em um plantio, nem todos agricultores iniciantes sabem logo de início que não é necessário ter um gotejador para cada planta. Afinal, o conceito de ‘faixa úmida’ é crucial.

Nesse tipo de irrigação, são aplicadas gotas de água no solo próximo às plantas. Para isso, é necessário instalar gotejadores que ficam dispostos em mangueiras flexíveis.

Mas, afinal, o que seria a faixa úmida nesse processo? Também conhecido como círculo molhado, é uma zona localizada perto das plantas e que é mantida constantemente úmida para atender às demandas hídricas das raízes. A faixa úmida é obtida com a sobreposição parcial desses círculos molhados. “Isso é alcançado distribuindo uniformemente a água ao longo da linha de plantio, garantindo uma cobertura adequada das raízes em vez de focar em gotejadores individuais”, explica o engenheiro agrônomo Elídio Torezani.

Entre as vantagens, a faixa úmida otimiza o uso da água, minimiza o desperdício e maximiza a absorção pelas plantas. Na prática, segundo o engenheiro, é a distribuição inteligente da água, não a quantidade de gotejadores, que garante uma irrigação eficaz e sustentável.  “Para obter o máximo potencial da lavoura, é fundamental buscar orientação de bons profissionais, que ajudarão a implementar práticas de irrigação adequadas e maximizar os resultados com economia”, complementa Torezani.

Benefícios e ganhos

Torezani destaca alguns ganhos ao entender o conceito de faixa úmida. São eles:

– Aumenta a produtividade da colheita;

– Evita aumento desnecessário do número de gotejadores;

– Reduz os custos de produção. Afinal, a quantidade de gotejadores adequada significa menos uso de energia elétrica, utiliza menos água e, ainda, otimiza a utilização de insumos.

Prevenção de doenças 

Além disso, Elídio ressalta outro ponto importante: o uso adequado de gotejadores diminui o risco de doenças relacionadas ao excesso de umidade do solo. “Abaixo do gotejador sempre existirá uma área com excesso de umidade. Essa condição vai proporcionar a difusão da água para todos os lados. As raízes que são submetidas constantemente ao excesso de umidade podem morrer por asfixia, dando oportunidade para o desenvolvimento de enfermidades que podem levar as plantas à morte. Assim, a ideia de ter um gotejador muito próximo à planta, é perigosa”, ressalta o engenheiro.

Fonte: Assessoria Hydra Irrigações
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