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Pecuária de corte investe em genética para garantir qualidade da carne

Programa de seleção da Conexão Delta G leva em consideração aspectos que beneficiam produtor e consumidor

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A crescente valorização da pecuária nos últimos anos no Brasil está aliada a fatores muito importantes para atrair mercados exigentes e selecionados, como a qualidade dos animais e os investimentos em genética. Na pecuária de corte, por exemplo, a utilização de reprodutores geneticamente superiores é a melhor ferramenta para o aprimoramento do rebanho.

 

Para Eduardo Eichenberg, presidente da Conexão Delta G, programa que reúne selecionadores das raças Hereford e Braford, reprodutores geneticamente superiores irão produzir animais com maior potencial de ganho de peso, maior precocidade de terminação e maior quantidade de carne, em carcaças de tamanho adequado. “Isso significa maior potencial de produção de quilos por área, garantindo um melhor retorno ao produtor”, ressalta.

 

Eichenberg destaca o programa de seleção da Conexão Delta G, cujo foco se dá em cima de características de real importância econômica. Garante que se forem levados em consideração os avanços da agricultura sobre as áreas de pecuária e os altos investimentos no setor, produzir mais e em menos tempo se tornou essencial, e isso passa pelo uso de genética superior. “Animais mais precoces permitem a comercialização de exemplares jovens para o abate e, isso, aliado à qualificação das raças Hereford e Braford, através dos programas Carne Hereford e Carne Braford Certificada, significa maior remuneração ao criador e carne de melhor qualidade para o consumidor”, observa.

 

Os diferenciais da Conexão Delta G estão nos números apresentados, conforme explica o dirigente. São 500 mil produtos avaliados, mil e 500 touros comercializados por ano e, atualmente, 26 touros estão em centrais de inseminação artificial. “Isso tudo proveniente de um programa que preza pelo rigorismo nas avaliações genéticas, de modo a garantir dados confiáveis, passando segurança ao comprador de genética. Nosso programa avalia 21 características que têm efeito direto na produção pecuária, visando o lucro do criador, por isso nosso slogan "Genética para o lucro", afirma.

 

Segundo o presidente da Conexão Delta G, o mercado vem se mostrando aquecido nos últimos anos. Os diferentes leilões promovidos pelos criadores ligados à Conexão Delta G na Primavera de 2015 e no Outono deste ano, por exemplo, registraram um grande número de compradores do Centro do país. “Isso pode ser explicado pelos diferenciais da genética oferecida pelos membros da Conexão Delta G, que vendem ao mercado animais selecionados e adaptados, e, também, pelo excelente trabalho institucional que vem sendo feito pela Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), divulgando as raças HB no país e fomentando os programas Carne Hereford e Carne Braford Certificada”, salienta.

 

Na Prova de Avaliação à Campo (PAC) realizada nos dias 15 e 16 de junho, dois produtores membros da Conexão Delta G tiveram animais classificados entre os cinco primeiros lugares. O criador Frederico Wolf, da Wolf Genética, sagrou-se campeão na raça Hereford, e o criador Valter José Potter, da Estância Guatambu, tirou dois vice-campeonatos, um Hereford e um Braford.

 

Conforme Patrícia Wolf, uma das proprietárias da Wolf Genética, o primeiro lugar no PAC mostrou mais uma vez o foco da propriedade em produção, em anos de investimentos em genética para animais equilibrados, mas que sejam ganhadores de peso e com boa capacidade de terminação de carcaça. Lembra ainda, o uso há 15 anos da análise de características de carcaça por ultrassonografia, através de avaliações realizadas pelo professor Jaime Tarouco, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). “Também nos últimos três anos agregamos o uso do Programa de Acasalamento Dirigido (PAD), com ênfase nos touros jovens que são indicados pela Conexão Delta G”, afirma.

 

Patrícia destaca também que, no Hereford, nas últimas duas edições, praticamente todo o topo da classificação foi de reprodutores da Conexão Delta G – em 2015, os três primeiros colocados foram da Estância Guatambu -, e no Braford, nos últimos três anos, também ocorreu um excelente desempenho. “Os criadores conectados à entidade têm em comum o perfil de foco na produção. Com isto, esperamos um bom desempenho em provas de performance como é o caso da PAC”, explica.

Fonte: Rejane Costa/AgroEffective

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Faesc celebra publicação da lei que reduz burocracia para Declaração do Imposto Territorial Rural 

Medida retira a obrigatoriedade de utilização do ADA para redução do valor devido do ITR e autoriza o uso do CAR para o cálculo de área.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) celebra a conquista da Lei 14.932/2024 que reduz a burocracia da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) para os produtores. A legislação foi publicada, na última quarta-feira (24), no Diário Oficial da União pelo Governo Federal.

A medida retira a obrigatoriedade de utilização do Ato Declaratório Ambiental (ADA) para redução do valor devido do ITR e autoriza o uso do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para o cálculo de área tributável do imóvel.

O presidente do Sistema Faesc/Senar e vice-presidente de finanças da CNA, José Zeferino Pedrozo, ressalta que a publicação da Lei representa um avanço para o agronegócio. “Nós, da Faesc, e demais federações, trabalhamos em conjunto com a CNA, pela desburocratização e simplificação da declaração do ITR para o produtor rural. Essa conquista significa menos burocracia, mais agilidade e redução de custos para o campo, o que é fundamental para impulsionar a competitividade e o desenvolvimento do setor produtivo”.

De acordo com o assessor técnico da CNA, José Henrique Pereira, com a publicação da Lei 14.932/2024, o setor espera a adequação da Instrução Normativa 2.206/2024 que ainda obriga o produtor rural a apresentar o ADA neste ano, para fins de exclusão das áreas não tributáveis do imóvel rural. “A nova Lei já está em vigor e desobriga a declaração do Ato Declaratório Ambiental, então esperamos que a Receita Federal altere a Instrução Normativa e que a lei sancionada comece a valer a partir da DITR 2024”, explicou.

A norma é originária do Projeto de Lei 7611/17, do ex-senador Donizeti Nogueira (TO) e de relatoria do deputado federal Sérgio Souza (MDB/PR). O texto tramitou em caráter conclusivo e foi aprovado pela Câmara dos Deputados em dezembro do ano passado.

De acordo com a IN 2.206/2024, o prazo para apresentação da DITR 2024 começa a partir do dia 12 de agosto e vai até 30 de setembro de 2024.

Fonte: Assessoria Faesc
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Sancionada lei que permite o uso do CAR para cálculo do ITR

Nova legislação permite que os produtores utilizem o Cadastro Ambiental Rural para calcular a área tributável, substituindo o atual Ato Declaratório Ambiental.

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Foto: Roberto Dziura Jr

A nova legislação permite que os produtores utilizem o Cadastro Ambiental Rural (CAR) para calcular a área tributável, substituindo o atual Ato Declaratório Ambiental (ADA). O governo federal sancionou na última terça-feira (23) a Lei 14932/2024, uma medida que visa modernizar o sistema de apuração do Imposto Territorial Rural (ITR) e reduzir a burocracia para os produtores rurais.

Ex-presidente da FPA, deputado Sérgio Souza, destaca que medida visa a modernização do sistema tributário rural – Foto: Divulgação/FPA

Aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJC) da Câmara dos Deputados em dezembro de 2023, o projeto de lei (PL 7611/2017) foi relatado pelo ex-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Sérgio Souza (MDB-PR). O parlamentar destacou a importância da nova lei, afirmando que o CAR é um dos instrumentos mais avançados hoje para compatibilizar a produção com a preservação ambiental.

“O Cadastro Ambiental Rural é uma das ferramentas mais importantes do mundo em termos de compatibilização da produção agropecuária com os ditames da preservação ecológica. É, certamente, um instrumento que cada vez mais deve ser valorizado”, afirmou Sérgio Souza.

Atualmente, para apurar o valor do ITR, os produtores devem subtrair da área total do imóvel as áreas de preservação ambiental, apresentando essas informações anualmente ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), por meio do ADA. Esses mesmos dados também são incluídos no CAR, conforme exigência do Código Florestal.

Com a nova lei, essa duplicidade de informações será eliminada, facilitando o processo para os produtores. “Não faz sentido que o produtor rural seja obrigado a continuar realizando anualmente o ADA, uma vez que todas as informações necessárias à apuração do valor tributável do ITR estão à disposição do Ibama e da Receita Federal por meio do CAR”, ressaltou Sérgio Souza.

Fonte: Assessoria FPA
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Governo gaúcho anuncia medidas para atenuar perdas causadas pelas enchentes na cadeia leiteira

No Programa da Agrofamília, os R$ 30 milhões em bônus financeiros para custeio e investimentos no Plano Safra 2023/2024, estarão disponíveis a partir da segunda quinzena de agosto nas agências do Banrisul. Outros R$ 112,9 milhões serão destinados para a compra, pelo Estado, de leite em pó.

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Foto: Gisele Rosso

O pacote de medidas do Governo do Rio Grande do Sul para reerguer a agricultura gaúcha após a tragédia climática que assolou a produção primária inclui ações específicas destinadas ao setor do leite: bônus de 25% em financiamentos e compra de leite em pó. “Chegam em boa hora e são importantes porque beneficiam o pequeno produtor com subvenção, que é fundamental. Além da compra do leite em pó num volume considerável”, destaca Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat).

No Programa da Agrofamília, os R$ 30 milhões em bônus financeiros para custeio e investimentos no Plano Safra 2023/2024, estarão disponíveis a partir da segunda quinzena de agosto nas agências do Banrisul. Outros R$ 112,9 milhões serão destinados para a compra, pelo Estado, de leite em pó. A aquisição será feita junto às cooperativas gaúchas que não tenham importado leite, ao longo do ano vigente do programa, para atender mais de 100 mil crianças em municípios com Decreto de Calamidade.

O dirigente, que acompanhou o anúncio feito pelo governador Eduardo Leite e pelo secretário de Desenvolvimento Rural, Ronaldo Santini, na manhã desta quinta-feira (25/07), lembra que o setor ainda aguarda uma posição sobre a liberação do Fundoleite. “Recentemente, foi solicitado junto à Secretaria Estadual da Fazenda a atualização de saldos. A estimativa é dos valores se aproximem de R$ 40 milhões”, indica Palharini.

Fonte: Assessoria Sindilat-RS
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