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Paraná pede R$ 403 bilhões e juros menores no PAP 2022/23

Documento elaborado pela Faep, Fetaep, Ocepar, IDR-Paraná e Seab-PR reúne principais pleitos da agropecuária paranaense para a temporada que começa em julho deste ano.

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Foto: Divulgação/Sistema Faep/Senar-PR

O setor agropecuário do Paraná espera o Plano Agrícola Pecuário (PAP) 2023/24 mais robusto. O pedido é de R$ 403 bilhões para crédito de custeio, comercialização e investimentos, R$ 2,5 bilhões para o seguro rural e redução nas taxas de juros (em torno de 9%), conforme documento elaborado em conjunto pela FAEP, Fetaep, Ocepar, IDR-Paraná e Seab-PR. As propostas para o plano safra foram encaminhadas, no dia 27 de fevereiro, ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O presidente do Sistema Faep/Senar-PR, Ágide Meneguette, celebrou o fato de diversas entidades representativas do agronegócio paranaense terem se debruçado para sinalizar os principais pleitos para os agropecuaristas do Brasil. “Cada instituição mobilizou suas bases em cada município do Estado e o resultado é um documento sólido, com propostas que, se adotadas, farão a diferença na vida dos produtores rurais no próximo ciclo”, enfatiza Meneguette.

O pedido de R$ 403 bilhões representa um acréscimo de R$ 63 bilhões (+18,5%) em relação ao disponibilizado na temporada 2022/23. O setor produtivo paranaense sugere a destinação de R$ 292 bilhões para custeio e comercialização, divididos da seguinte forma: R$ 37 bilhões para o Pronaf, R$ 45 bilhões para o Pronamp e R$ 210 bilhões para demais produtores. Os outros R$ 111 bilhões seriam para investimentos.

Em relação aos juros, o pleito é para que fique entre 4% e 5% no Pronaf, 7% no Pronamp e 10% aos demais produtores. Na média, o pleito é para que as taxas fiquem em torno de 9%, principalmente nas linhas de investimento. O custeio é o crédito tomado de um ano a ser pago no outro. Já os valores usados para investimento têm taxas que comprometem o bolso do produtor a médio e longo prazos, por envolvem cifras maiores.

O coordenador do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep/Senar-PR, Jefrey Albers, detalha que as taxas de juros efetivas ao produtor só são possíveis porque o governo auxilia no pagamento dos juros. Em uma situação hipotética na qual os bancos captam recursos de mercado pagando 12% ao ano ao investidor e o produtor paga 9% de juro ao ano, o governo federal banca a diferença de 3% mais os custos operacionais de cada instituição financeira e impostos. A grande discussão, portanto, é quanto de dinheiro o governo tem disponível para desembolsar ao crédito rural para pagar essas diferenças praticadas em cada linha de financiamento.

“Na safra anterior, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) fez um levantamento de que havia a necessidade de um desembolso próximo a R$ 20 bilhões para o ano 2022/23. Na prática, tivemos algo próximo a R$ 12 bilhões disponíveis. A taxa de juros no PAP tem relação direta com isso. É óbvio que sempre pedimos uma redução na taxa de juros para que o produtor não tenha esse custo tão impactante na sua produção, tanto na agricultura quanto na pecuária”, detalha Albers.

Programas

Dentro do item investimento estão recursos previstos para a construção e reforma de armazéns (PCA), estruturas de irrigação (Proirriga), inovações tecnológicas (Inovagro) e Programa ABC+. Especialmente para esses programas, o setor pleiteia maior volume de recursos, a taxas pré-fixadas, prazos para reembolso superiores aos demais programas e taxas de juros menores.

Há também sugestões de aprimoramento das políticas de gestão de riscos, como o seguro rural e o Proagro. O documento solicita a liberação de R$ 2,5 bilhões para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), o que seria mais do que o dobro do praticado nos últimos anos (em torno de R$ 1 bilhão). Para o Proagro, a solicitação é que haja aumento de R$ 335 mil para R$ 500 mil por produtor e por safra.

Pecuária

Apesar da maior parte do volume de dinheiro do PAP ser destinado à agricultura, a pecuária também integra as propostas elaboradas pelas entidades paranaenses.

Um dos pedidos é a elevação dos limites para custeio de R$ 240 mil para R$ 300 mil para as atividades de avicultura, suinocultura e piscicultura, exploradas sob regime de integração, que não sejam classificadas como cooperativa de produção agropecuária.

Além disso, está na lista de pleitos a alteração do prazo máximo para reembolso dos créditos de custeio, de seis meses para um ano, no financiamento para aquisição de bovinos e bubalinos para engorda em regime de confinamento.

Fonte: Assessoria Sistema Faep/Senar-PR

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Biocompetitividade é tema do Congresso Brasileiro do Agronegócio

Evento acontece em formato híbrido no dia 05 de agosto. Programação do evento contará com os painéis sobre Geopolítica e Sustentabilidade, e Clube Fragmentado: O Brasil será Associado?, e uma mesa redonda, que abordará o tema Competitividade e Oportunidades.

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Foto: Shutterstock

O 23º Congresso Brasileiro do Agronegócio será promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e pela B3, a bolsa do Brasil, no dia 05 de agosto, em formato híbrido, e debaterá o tema central Biocompetitividade. O evento é considerado um dos mais importantes do setor no país, por reunir autoridades, especialistas e empresários para discutir as pautas mais urgentes e relevantes para o desenvolvimento sustentável do agro nacional, norteando tendências e caminhos que proporcionem mais competitividade, produtividade e rentabilidade em todos os elos da cadeia.

A programação do Congresso contará com dois painéis: Geopolítica e Sustentabilidade, e Clube Fragmentado: O Brasil será Associado?, e uma mesa redonda que abordará o tema Competitividade e Oportunidades, que receberão representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária e de importantes entidades setoriais, líderes de consultorias e empresas de inteligência e de análise de mercado, autoridades, produtores rurais e especialistas de instituições privadas brasileiras. A palestra inaugural que tratará de biocompetitividade será ministrada por Nelson Ferreira, Sócio-Sênior e Líder Global de Agricultura da Mckinsey & Company.

Durante o evento, a Abag prestará homenagem ao ex-ministro da Agricultura, Marcos Montes, que receberá o Prêmio Ney Bittencourt de Araújo – Personalidade do Agronegócio. Montes foi prefeito de Uberaba (de 1997 a 2004), Secretário de Desenvolvimento Social e Esportes de Minas Gerais, e deputado federal por três mandatos, entre 2007 e 2019.

Em 2023, o Congresso Brasileiro do Agronegócio contou com mais de 840 pessoas de todo o país presencialmente e mais de 6,4 mil acessos à transmissão online do evento. O público participante foi composto por empresários, líderes setoriais, autoridades públicas ligadas aos governos federal, estadual e municipal, parlamentares, além de profissionais ligados ao agro.

Fonte: Assessoria Abag
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Concurso Estadual de Qualidade de Ovos de São Paulo 2024 eleva padrão da produção 

Evento acontece dia 09 de julho, com início marcado para as 09 horas, no Kaikan de Bastos (SP).

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O Concurso Estadual de Qualidade de Ovos de São Paulo acontece em julho e celebra a excelência da produção de ovos, mas também promete elevar os padrões de qualidade em toda a região. Há mais de sete décadas, o Concurso Estadual de Qualidade de Ovos tem sido uma tradição em Bastos, cidade emblemática reconhecida como a capital do ovo no Brasil. Com sua longa história, o concurso não apenas honra a herança avícola de Bastos, mas também destaca a contribuição vital de São Paulo para a indústria de ovos do país. São Paulo, como o maior produtor de ovos do Brasil, é responsável por uma impressionante parcela de 30% da produção nacional, com Bastos sozinha contribuindo com 11% da produção nacional e 40% da produção estadual.

Fotos: Divulgação

O ano de 2024 marca uma evolução significativa para este evento de prestígio, pois pela primeira vez, o concurso se estende para além das fronteiras de Bastos para abranger todo o estado de São Paulo. Essa expansão reflete não apenas a diversidade da produção de ovos  em todo o estado, mas também a busca pela excelência em todos os cantos de São Paulo.

Guiando a excelência

Por trás deste evento está uma Comissão Organizadora composta por 11 membros representativos dos setores envolvidos. Esses membros, selecionados por suas experiências e conhecimentos, incluem representantes da Coordenação de Assistência Técnica Integral (CATI), da Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo, da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, produtores de ovos reconhecidos, representantes do município de Bastos e do Sindicato Rural. Juntos, eles guiam este concurso com o compromisso de promover os mais altos padrões de qualidade na produção avícola de São Paulo.

Inscrições e regras

Produtores de ovos de todas as regiões do estado são convidados a inscrever suas granjas no Concurso Estadual de Qualidade de Ovos de São Paulo 2024. O processo de inscrição é simples e exclusivo através do portal oficial: concursodequalidadedeovos.com.br. Os produtores devem garantir que todos os requisitos, incluindo o número de registro no Sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (GEDAVE) e outros registros exigidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), sejam cumpridos.

A entrega das amostras de ovos para avaliação será entre os dias 03 e 04 de julho, podendo ser feita nos escritórios da CATI Regional nas cidades do estado, ou no Sindicato Rural de Bastos, das 7h30 às 11h e das 13 às 17 horas. É importante ressaltar que as amostras entregues fora desse prazo serão desqualificadas.

É obrigatória a participação das granjas representando suas próprias unidades de produção, e cada granja pode inscrever uma amostra por categoria. Este é um momento crucial para os produtores demonstrarem sua dedicação à qualidade e excelência na produção de ovos.

Evento e avaliações

O Concurso Estadual de Qualidade de Ovos 2024 e as respectivas avaliações acontecerão no dia 09 de julho, com início marcado para as 09 horas, no Kaikan de Bastos, situado na Rua Adhemar de Barros, nº 362, no centro da cidade de Bastos (SP). Esta é uma oportunidade imperdível para os produtores mostrarem seus melhores ovos e competirem pela excelência na produção avícola do estado.

Fonte: Assessoria
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Faixa úmida: entenda o conceito dessa ‘zona’ para ter mais eficiência na irrigação de um plantio

Compreender na prática o que é essa zona otimiza o uso da água e minimiza o desperdício.

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Foto: Fernando Dias

Na hora de optar pela irrigação por gotejamento em um plantio, nem todos agricultores iniciantes sabem logo de início que não é necessário ter um gotejador para cada planta. Afinal, o conceito de ‘faixa úmida’ é crucial.

Nesse tipo de irrigação, são aplicadas gotas de água no solo próximo às plantas. Para isso, é necessário instalar gotejadores que ficam dispostos em mangueiras flexíveis.

Mas, afinal, o que seria a faixa úmida nesse processo? Também conhecido como círculo molhado, é uma zona localizada perto das plantas e que é mantida constantemente úmida para atender às demandas hídricas das raízes. A faixa úmida é obtida com a sobreposição parcial desses círculos molhados. “Isso é alcançado distribuindo uniformemente a água ao longo da linha de plantio, garantindo uma cobertura adequada das raízes em vez de focar em gotejadores individuais”, explica o engenheiro agrônomo Elídio Torezani.

Entre as vantagens, a faixa úmida otimiza o uso da água, minimiza o desperdício e maximiza a absorção pelas plantas. Na prática, segundo o engenheiro, é a distribuição inteligente da água, não a quantidade de gotejadores, que garante uma irrigação eficaz e sustentável.  “Para obter o máximo potencial da lavoura, é fundamental buscar orientação de bons profissionais, que ajudarão a implementar práticas de irrigação adequadas e maximizar os resultados com economia”, complementa Torezani.

Benefícios e ganhos

Torezani destaca alguns ganhos ao entender o conceito de faixa úmida. São eles:

– Aumenta a produtividade da colheita;

– Evita aumento desnecessário do número de gotejadores;

– Reduz os custos de produção. Afinal, a quantidade de gotejadores adequada significa menos uso de energia elétrica, utiliza menos água e, ainda, otimiza a utilização de insumos.

Prevenção de doenças 

Além disso, Elídio ressalta outro ponto importante: o uso adequado de gotejadores diminui o risco de doenças relacionadas ao excesso de umidade do solo. “Abaixo do gotejador sempre existirá uma área com excesso de umidade. Essa condição vai proporcionar a difusão da água para todos os lados. As raízes que são submetidas constantemente ao excesso de umidade podem morrer por asfixia, dando oportunidade para o desenvolvimento de enfermidades que podem levar as plantas à morte. Assim, a ideia de ter um gotejador muito próximo à planta, é perigosa”, ressalta o engenheiro.

Fonte: Assessoria Hydra Irrigações
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