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Opinião: “O Veterinário e o agronegócio”

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Prezado Leitor, nas próximas semanas prometo complementar as reflexões sobre a questão da segurança no trabalho rural, cuja abordagem publicada no Presente Rural gerou uma série de  discussões entre os leitores que me enviaram sugestões e travamos um debate interessante via web.
Nesta semana publicarei neste espaço uma entrevista que concedi ao Informativo do Instituto Qualittas onde abordei sobre o papel do Veterinário no segmento do agronegócio e as soluções propostas pelo Instituto e a Qualyagro no que tange a qualificação dos profissionais de Ciências Agrárias para atuação neste importante segmento.
Muito se questiona sobre a participação do Veterinário no agronegócio, principalmente porque o rol de disciplinas que compõe a estrutura curricular dos cursos não contemplava este importante enfoque. Deve -se também  considerar que os alunos de Veterinária tem uma formação altamente tecnicista e as abordagens humanísticas e de ciências exatas acabam ficando para um segundo plano o que dificulta a atuação do Médico Veterinário  no mercado de trabalho restringindo sua atuação profissional tendo como conseqüência a entrada no mercado de trabalho de outros profissionais que acabam atuando com competência em segmentos que o Veterinário pode atuar.
Penso que os Cursos de Veterinária devem mudar seu foco inserindo uma visão mais humanista na estrutura curricular e estimular os futuros profissionais a atuarem de uma questão mais pró-ativa no agronegócio.
Deve-se ressaltar que os vários segmentos do agronegócio se profissionalizaram, se tornaram competitivos e como conseqüência exigem profissionais capacitados para atuarem em seus quadros.
Diante das questões explicitadas, o Instituto Qualittas e a Qualyagro Consultoria & Treinamento elaboraram uma série de cursos voltados para o agronegócio com a finalidade de qualificar não só os Veterinários, mas também os demais profissionais de Ciências Agrárias com disciplinas contemplando conteúdos de gestão, noções de mercadologias, custos e finanças, tudo dentro de uma perspectiva de aprendizagem oferecendo ferramentas para que os Colegas possam aplicar no seu dia a dia profissional e que atendam a uma demanda do setor.
Veja a entrevista concedida ao Informativo do Instituto Qualittas.
INSTITUTO QUALITTAS: Há espaço para o médico veterinário no segmento do agronegócio? Qual é o papel dele neste contexto?
GUILHERME VIEIRA: Não só tem espaço para o veterinário no agronegócio, como também sem o veterinário não tem agronegócio. Vamos tomar como exemplo o agronegócio do leite: os principais produtos comercializados pela cadeia produtiva do leite são os seus derivados, certo? Para que a indústria produza o iogurte, o queijo, a manteiga e o doce de leite é preciso ter leite. Para ter leite é preciso que a vaca esteja sadia, com um bom manejo sanitário, nutricional e reprodutivo, funções do médico veterinário. Na indústria, para que os produtos saiam com qualidade é necessário a inspeção higiênico-sanitário realizada pelo médico veterinário inspetor oficial. Na indústria que fornece insumos para a produção do leite, na fazenda como vacinas, medicamentos veterinários, inseminação artificial, rações e suplementos minerais, há necessidade da presença do veterinário. Nas lojas de produtos agropecuários, a orientação do veterinário é fundamental além da assistência técnica. O pet shop, ao contrário de que muita gente pensa, é agronegócio puro. Os dois principais produtos comercializados pelo pet shop – as rações e os sabões – dependem diretamente das cadeias produtivas do milho e soja e da cadeia bovina (sabão é produzido a partir do sebo bovino). Como se nota, no agronegócio das cadeias produtivas pecuárias a atuação do médico veterinário é de suma importância para o pleno funcionamento das cadeias produtivas.
 IQ:  Como o senhor vê a tendência da participação do veterinário neste nicho?
GV: O mundo mudou e, com esta mudança, as relações de trabalho se modificaram. O profissional veterinário que trabalha no campo não pode trabalhar pensando apenas em aplicar uma “injeção” ou praticar simplesmente a transferência de embrião. Este profissional deve ter a noção de custos, tratar sua atividade como negócio, pensando que o seu serviço praticado vai oferecer vantagens lucrativas para  o seu contratante. Quer ver um exemplo? Outro dia, após proferir uma palestra para produtores, um empresário-fazendeiro me procurou solicitando a indicação de um veterinário especializado em reprodução para implantar de maneira empresarial um serviço profissional em sua propriedade. O profissional deveria ter noções de custos e gestão, saber manejar planilhas, além de conhecimentos técnicos específicos. Enfim, ele necessita de um profissional que lhe ofereça resultados técnicos e econômicos. Vai ser uma tendência na produção animal. Os produtores estão se profissionalizando e, consequentemente, irão precisar de profissionais de ciências agrárias com noções de planejamento, gestão e outros conhecimentos como mercado, além, é claro, de balizados conhecimentos técnicos. O Colega que trabalha no pet shop ou revenda agropecuária que não tiver conhecimentos de gestão e planejamento está morto, o seu negócio precisa dar lucro. O agronegócio é profissionalismo e representa 1/3 do PIB brasileiro.
IQ:  O que o Instituto Qualittas e a Qualyagro oferecem de soluções para que o profissional possa se aperfeiçoar?
GV: A Qualittas e a Qualyagro lançaram diversas opções de cursos voltados para a gestão dos estabelecimentos onde o veterinário atua: cursos de curta duração em gestão do pet shop e da revenda agropecuária. Na produção animal tem especialização da produção pecuária de corte, leite, caprino-ovinocultura, avicultura e suinocultura, além de cursos de curta duração em gestão de haras, granjas de suínos e aves, confinamento de bovinos, piscicultura, tanto nas modalidades EAD e presencial. Em todos os cursos estão contemplados em seu conteúdo programático disciplinas como gestão de custos, empreendedorismo, planejamento empresarial, todas focadas nas novas tendências profissionais. Enfim, oferecemos diversas oportunidades para os colegas se aperfeiçoarem, e com isso oferecer o melhor serviço e consequentemente se inserir em um mercado competitivo que exige um alto grau de profissionalismo.

Fonte: Informativo do Instituto Qualittas

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Notícias Análise Cepea

Preço médio da carne de frango recua nesta parcial de maio

Retração dos consumidores diante dos elevados patamares de preços limitou a liquidez.

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Arquivo/OP Rural

O valor médio da carne de frango nesta parcial de maio está inferior ao registrado em abril, segundo apontam pesquisas do Cepea.

A retração dos consumidores diante dos elevados patamares de preços limitou a liquidez. Assim, vendedores reajustaram negativamente as cotações ao longo de maio.

O preço médio da carne suína, por sua vez, está em elevação frente ao observado no mês anterior.

Esse cenário ampliou a diferença entre a carne de frango e a substituta, garantindo boa competitividade frente à carne suína.

Fonte: Cepea
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Notícias Abastecimento do setor

Conab lança modalidade de leilão para abastecer pecuaristas

om as dificuldades enfrentadas pelos criadores para comprar o produto por altos preços neste ano, a empresa oferece a possibilidade de apoio ao abastecimento do setor, via sistema de comercialização eletrônica da Conab, no “Leilão Pra Você”, pela modalidade de Contrato a Termo.

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Arquivo/OP Rural

Uma novidade foi lançada pela Companhia Nacional de Abastecimento  (Conab) para os pecuaristas do país que usam o milho na ração. Com as dificuldades enfrentadas pelos criadores para comprar o produto por altos preços neste ano, a empresa oferece a possibilidade de apoio ao abastecimento do setor, via sistema de comercialização eletrônica da Conab, no “Leilão Pra Você”, pela modalidade de Contrato a Termo.

“Esse modelo garante aos pecuaristas, que são os maiores prejudicados com a volatilidade no mercado de milho, a construção de uma estratégia sólida para garantir o abastecimento regular no futuro, mesmo nos períodos de entressafra ou de quebra da produção”, explica o superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth. “Isso porque o Contrato a Termo permite a compra futura de milho, em um processo totalmente privado, com o apoio operacional e técnico da Companhia”.

O novo sistema pode ser usado tanto para garantir um preço fixo na compra com entrega futura quanto para assegurar a fixação de preços de acordo com termos pré-definidos em edital. Entre as vantagens, além da garantia de abastecimento, o Contrato a Termo pode ser feito sob medida ou padronizado, possui baixo custo operacional e a Conab ainda pode ofertar as unidades graneleiras como entreposto, caso haja necessidade. Há também a diminuição do risco de negativa na tomada de crédito, ou seja, a credibilidade da Companhia pode favorecer a segurança e transparência nas negociações.

“O aviso de leilão, por si só, já diminui a possibilidade de descumprimento do contrato, visto o risco de negativação de qualquer uma das partes, mas podem ser exigidas outras garantias, por solicitação do demandante no momento de elaboração do aviso”, ressalta Guth. “Há também total transparência na formação dos preços, tanto de abertura quanto de fechamento dos leilões”.

O objetivo da Companhia com este novo serviço é garantir o abastecimento, bem como estimular o processo de compra com entrega futura pelo setor de carnes (principalmente produtores independentes) garantindo maior igualdade de condições com as tradings e o setor de etanol, que competem pelo grão.

Nos últimos três anos, sobretudo com a questão do conflito na Ucrânia, as cotações de milho e farelo de soja estão acima da média histórica, o que aumenta a necessidade de uma gestão de riscos por parte tanto do produtor quanto do criador, uma vez que aumenta o grau de incertezas. Há uma concentração da produção de milho na 2ª safra, com um peso maior no Centro-Oeste, aumentando o volume de produção em período de maior risco climático, onde uma quebra de safra impacta diretamente no abastecimento e preços internos, e a alternativa de importação pode ter um custo muito elevado. Com isso, o impacto tende a ser maior para os produtores independentes, que ainda enfrentam  um forte risco de desabastecimento em caso de significativa redução na produção.

“O Contrato a Termo entra como uma alternativa de médio e longo prazo extremamente positiva, sem onerar o governo nem demandar nova legislação, e com a possibilidade de garantir a segurança tanto dos pecuaristas em relação ao abastecimento quanto dos produtores de milho, na comercialização de sua colheita”, completa Guth.

Outro ponto positivo, é que o Contrato a Termo pode ser solicitado em qualquer tempo, por produtores e pecuaristas, diretamente nas unidades da Conab em todo o país, independente do valor que o produto esteja sendo praticado pelo mercado. Isto porque trata-se de uma operação entre dois entes privados, utilizando a plataforma eletrônica da Conab como meio de negociação.

Para mais informações e solicitações do serviço do Contrato a Termo, os interessados podem entrar em contato com a Central de Atendimento no seu Estado ou acessar a página do “Leilão pra Você”  no portal da Conab.

Fonte: Conab
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Notícias Estrutura portuária paranaense

Com nova certificação, segurança no Porto de Paranaguá está entre as melhores do mundo

Declaração de Cumprimento recebida nesta quinta-feira (26) atesta que a instalação portuária paranaense está entre as melhores do mundo em termos de segurança.

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Segurança do Porto de Paranaguá entra na vanguarda mundial - Fotos: Rodrigo Sell/Portos do Paraná

O Porto de Paranaguá está entre os mais seguros do mundo desde quinta-feira (26). A instalação recebeu uma certificação entregue pela Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Conportos).

As instalações já tinham sido aprovadas em auditoria em 2021, mas faltava o recebimento da Declaração de Cumprimento, que atesta a segurança da estrutura portuária paranaense. O documento é mais uma prova da eficiência administrativa da Portos do Paraná e também uma garantia a mais para os parceiros comerciais. Ele tem validade de cinco anos. Nesse período, o Porto de Paranaguá precisa manter todos os parâmetros em dia e está sujeito a fiscalizações.

“Esse certificado mostra que o Porto de Paranaguá faz parte de um seleto grupo de portos do Brasil e do mundo que estão adequados a exigências e normas internacionais de segurança, e confirma o grande esforço que todos nós dispendemos para estarmos de acordo com essas normas e regulamentos. Passamos a ter mais uma certificação que demonstra a excelência e o esforço para estar entre os melhores sempre”, afirma o diretor de Meio Ambiente e diretor-presidente em exercício, João Paulo Ribeiro Santana.

A Declaração de Cumprimento é um documento expedido pelo governo brasileiro mostrando que o Porto de Paranaguá está de acordo com os parâmetros internacionais, como o Código Internacional para a Proteção de Navios e Instalações Portuárias (ISPS Code, na sigla em inglês).

“É uma certificação de segurança com alcance e perspectivas internacionais e que coloca o Porto de Paranaguá na vanguarda do que existe de mais moderno em termos de segurança”, explica Marcelo João da Silva, presidente da Conportos.

De acordo com o gerente da Unidade Administrativa de Segurança Portuária (Uasp), Cézar Kamakawa, o documento coloca o Porto de Paranaguá em outro patamar. “As operações que ocorrem em Paranaguá têm um padrão internacional que está sendo cumprido, e essa auditoria provocou a busca pelo conhecimento de todos os setores, o entrosamento e a colaboração entre todos, que se engajaram e participaram ativamente para que esse trabalho fosse devidamente realizado”, afirma.

Para o coordenador da Comissão Estadual de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Cesportos), Alessandro Vivone, foi importante o engajamento da empresa pública na busca pelo certificado. “O presidente Luiz Fernando Garcia se comprometeu a resolver toda a questão documental do que fosse relacionado à segurança para o Porto estar com a Declaração deliberada pela Conportos e Cesportos, e ele cumpriu. É uma grata satisfação para nós essa conquista”, diz.

ISPS Code

O código ISPS passou a ser implantado pela Agência Marítima Internacional para que o modal marítimo não fosse utilizado como o modal aéreo após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. “São analisados os ativos, suas vulnerabilidades, consequências, ameaças que podem atingir o porto e, a partir daí, se constrói um plano de trabalho, de segurança para enfrentar, mitigar esses riscos de ameaças e vulnerabilidades”, explica da Silva.

Fonte: AEN Paraná
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