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Bovinos / Grãos / Máquinas

Nutrigenômica: pesquisa que gera qualidade

Determinados nutrientes afetam determinados genes, resultando em melhora nas funções bioquímicas e fisiológicas, na imunidade e no aumento do potencial genético

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Artigo escrito por Dayane Rivaroli, doutora em Zootecnia e analista de Marketing/Pesquisa na Alltech do Brasil

Garantir uma geração de animais com maior resistência a doenças, melhor ganho de peso e rentabilidade é o desejo de todo produtor. Hoje o grande desafio para o agronegócio é atender a crescente demanda mundial por alimentos, sem deixar de alcançar a qualidade exigida pelos consumidores. Dessa forma, a pesquisa ganha cada vez mais destaque, proporcionando meios para elevar a produção, a qualidade e a lucratividade. Uma dessas ferramentas é a genética, com a nutrigenômica sendo parte essencial dos recentes avanços no setor.

A nutrigenômica é o estudo da influência da nutrição na expressão dos genes. Determinados nutrientes afetam determinados genes, resultando em melhora nas funções bioquímicas e fisiológicas, na imunidade e no aumento do potencial genético. Com essa compreensão das alterações nas expressões gênicas, o objetivo é estudar a ação dos nutrientes sob genes específicos de forma a prever respostas aos estímulos provocados por essas substâncias. Então são criadas dietas específicas e balanceadas a partir dessa análise dos genomas, resultando em melhor performance produtiva, menor custo de produção e melhor qualidade do produto final.

O primeiro passo no uso da nutrigenômica é determinar qual será o melhoramento a ser feito. Então, com base nas informações presentes no genoma, identifica-se qual é o gene responsável pela característica a ser melhorada e testa-se uma determinada combinação de elementos. Após a inserção destes na dieta, é retirada uma amostra do material genético para avaliar a expressão destes genes, comparando com o padrão anterior.

Esta aplicação da nutrigenômica no agronegócio tem possibilitado diversos avanços na produção. Na bovinocultura de corte, a nutrição programada auxilia os novilhos a conseguirem metabolizar de forma mais eficiente os nutrientes fornecidos na dieta, em comparação a animais que recebem níveis excessivos de nutrientes e suplementos alimentares. Na aquicultura também nota-se avanços na produção: pesquisadores estão conseguindo, por meio da nutrição, melhorar o sistema imunológico dos peixes, reduzindo assim, a suscetibilidade à ocorrência de parasitas de forma natural e sem impactos ao meio ambiente.

Já na avicultura, é possível a introdução de nutrientes ainda no ovo, permitindo maior prevenção de doenças e melhor desenvolvimento dos pintainhos, diminuindo a mortalidade destes na primeira semana de vida. Outro avanço nesse setor é o combate à disfunção conhecida como “peito amadeirado”, que faz com que a carne do frango fique dura, fibrosa e inadequada para o consumo. A principal causa dessa condição é a velocidade exagerada no crescimento das aves, principalmente por erros na nutrição. Por isso, estudar o efeito da nutrição na expressão gênica possibilita soluções nutricionais sem efeitos negativos no organismo dos galináceos.

Essa realidade não está apenas sendo estudada para aplicação no setor de proteína animal. Pesquisas de nutrigenômica têm apontado que determinados nutrientes à base de selênio podem alterar vias bioquímicas associados a doenças degenerativas, como o Mal de Alzheimer. Além disso, testes desses compostos em outras espécies animais demonstraram significativo aumento da atividade das mitocôndrias, que são responsáveis pela produção de energia nas células, indispensáveis para a vida.

Ferramenta poderosa

A expressão gênica no indivíduo pode também ser afetada pela nutrição dos pais, avós, etc. Um exemplo disso foi um estudo com fêmeas suínas prenhas quando foram suplementadas com soluções de leveduras durante o último trimestre de gestação. Foram observados que a progênie apresentou alterações de expressão gênica sugestivas de fortalecimento do sistema imunológico e melhora da captação de nutrientes.

Com todas essas aplicações, a nutrigenômica se mostra uma ferramenta extremamente poderosa na gestão da alimentação mundial e vai impactar ainda mais nas estratégias para o setor alimentício nas próximas décadas, gerando benefícios para o setor de proteína animal e vegetal, para o consumidor e para o meio ambiente. Com a sociedade tendo a noção cada vez maior do conceito de que “somos aquilo que comemos”, a ciência é a bússola para a nutrição.

Mais informações você encontra na edição de Nutrição e Saúde Animal de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Bovinos / Grãos / Máquinas

Singapura abre mercado para extrato de carne bovina brasileira

Essa decisão se une à recente abertura do mercado singapurense para carnes e produtos derivados de ovinos no início do mês.

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Foto: Shutterstock

O governo de Singapura anunciou a aprovação sanitária para a importação de extrato de carne bovina do Brasil, abrindo novas oportunidades no mercado asiático para este produto. O anúncio foi feito na noite de terça-feira (27) pelo ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro. “Fevereiro nem terminou e o primeiro bimestre do ano já é recorde de abertura de mercados”, frisou.

Essa decisão se une à recente abertura do mercado singapurense para carnes e produtos derivados de ovinos no início do mês.

Em 2023, o Brasil exportou cerca de US$ 685 milhões em produtos agrícolas para Singapura.

Este é a décima sexta barreira comercial agrícola que o Brasil supera somente este ano, destacando uma tendência positiva nas relações comerciais entre os dois países.

Fonte: Com informações Mapa
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Bovinos / Grãos / Máquinas Na Expodireto Cotrijal

2º Fórum da Carne Bovina vai debater tecnologia e mercado futuro para o setor

Palestras organizadas pelo Instituto Desenvolve Pecuária ocorrerão na Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS).

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Comunicação como instrumento de crescimento da agropecuária no Brasil será tema da palestra ministrada pelo professor doutor José Luiz Tejon Megido - Foto: Divulgação

O Instituto Desenvolve Pecuária, juntamente com a Cotrijal e Cotripal, vão promover o 2º Fórum da Carne Bovina, dentro da programação da Expodireto Cotrijal. A feira ocorrerá entre os dias 04 e 08 de março, em Não-Me-Toque (RS). A Expodireto Cotrijal é uma das maiores feiras do agronegócio, focada em tecnologia e negócios. O tema do 2º Fórum da Carne será “Tecnologia, Mercado e Cultura da Carne: conexões para o futuro da carne no Rio Grande do Sul”. O fórum ocorrerá no dia 5 de março a partir das 13h30min no auditório da produção e contará com três palestras.

Na primeira, Pedro Albuquerque falará sobre o tema “Papel da Pecuária na Estabilidade dos Sistemas de Produção em Áreas de Soja”. Ele é engenheiro Agrônomo formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), com doutorado e pós-doutorado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Albuquerque tem experiência nas áreas de ecologia do pastejo, manejo de pastagens e integração lavoura-pecuária.

A segunda palestra abordará o tema “Programas para Carnes de Qualidade: o Case Cotripal”. Irão palestrar o gerente no Frigorífico da Cotripal, Roberto Calza, e o produtor rural, agricultor e pecuarista Emerson Peukert Schaedler. Calza é Técnico Agropecuário, graduado em Administração pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), com MBA em Gestão Comercial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pós graduando em Gestão de Inovação em Organizações Cooperativas pela Escola Superior do Cooperativismo (Escoop). Schaedler é sócio proprietário da Fazenda Bela Vista e do Haras Santa Juvita, localizados em Boa Vista do Cadeado. Entre as distinções, Schaedler foi campeão por 2 anos consecutivos da Liga i2X de produtividade de soja em área de ILP e premiado no ano de 2022 pela Associação Brasileira de Angus na modalidade “Produtor Revelação”.

A terceira palestra terá como tema “A Comunicação como Instrumento de Crescimento da Agropecuária no Brasil. O palestrante é o professor José Luiz Tejon Megido, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai, Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie, é jornalista, publicitário, com especialização em Harvard, Pace University e MIT – USA e Insead – França. Tejon também é coordenador acadêmico do Master Science Food & Agribusiness Management da Audencia Business School em Nantes/França, Coordenador do Agribusiness Center da Fecap em São Paulo, professor convidado FIA/USP e Insper.

O presidente da Comissão de Relacionamentos Institucionais e Comerciais do Instituto Desenvolve Pecuária, João Gaspar de Almeida, ressaltou a qualidade dos palestrantes e a importância de discutir a pecuária do Rio Grande do Sul. “O Instituto Desenvolve Pecuária se sente orgulhoso de poder contribuir nesse debate numa feira tão importante como a Expodireto e discutir a pecuária na Metade Norte gaúcha”, concluiu.

O Segundo Fórum da Carne é uma parceria do Instituto Desenvolve Pecuária com a Cooperativa Agropecuária e Industrial (Cotrijal) e a Cotripal Agropecuária Cooperativa, com o apoio da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS).

Fonte: Assessoria Expodireto Cotrijal
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Baixa oferta de trigo com qualidade no Brasil eleva importações 

Ainda que muitos agentes de moinhos se mostrem abastecidos, os compradores ativos no spot estão em busca de trigo com qualidade superior

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Foto: José Henrique Chagas

Em meio à baixa oferta de trigo com qualidade no mercado doméstico, as importações brasileiras do cereal estão aquecidas. Até a terceira semana de fevereiro, as compras nacionais do produto somavam 383,95 mil toneladas, acima das 291,63 mil toneladas adquiridas em todo o mês de fevereiro do ano passado – dados Secex.

Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), ainda que muitos agentes de moinhos se mostrem abastecidos, os compradores ativos no spot estão em busca de trigo com qualidade superior – no entanto, o clima desfavorável prejudicou o desenvolvimento da safra brasileira, elevando a importação do produto, sobretudo de países do Mercosul.

Do lado vendedor, produtores estão focados no planejamento de área para a nova temporada. Pesquisadores do Cepea ressaltam que as perdas de produtividade observadas em anos recentes e os preços internos operando nos menores patamares desde 2020 podem desestimular a semeadura de trigo.

Fonte: Cepea
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