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Avicultura

Nutrição de precisão reduz pegada de carbono e aumenta eficiência do sistema

Técnica envolve a formulação de dietas específicas e personalizadas para os animais com base em suas necessidades nutricionais individuais. Isso é alcançado através do uso de dados detalhados sobre o metabolismo, o comportamento alimentar e outros fatores biológicos dos animais.

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Foto: Shutterstock

No contexto atual de preocupação crescente com as mudanças climáticas e a sustentabilidade ambiental, novas abordagens estão sendo exploradas em várias frentes para reduzir a pegada de carbono. Entre elas estão o uso do conceito de nutrição de precisão na agricultura, especialmente na produção de alimentos de origem animal.

Médico-veterinário, especialista em Qualidade de Alimentos, José Francisco Miranda: “É fundamental estabelecer métricas claras e realizar uma gestão eficiente das emissões de gases de efeito estufa, assim como se faz com qualquer outra área da propriedade” – Foto: Renato Lopes

A agricultura é uma das principais fontes de emissões de gases de efeito estufa, com a produção animal contribuindo de forma significativa para essa pegada ambiental. No entanto, o conceito de nutrição de precisão oferece uma solução promissora para mitigar essas emissões. “Nutrição de precisão significa usar todos os recursos relacionados ao conhecimento nutricional para que se alcance a máxima performance, segundo os parâmetros e objetivos estabelecidos. Ao empregar os recursos mais eficientes, o produtor reduzirá a utilização de recursos naturais, ao mesmo tempo em que aumentará a produção em comparação com os métodos anteriores que não faziam uso da nutrição de precisão. Essa abordagem resultará em uma pegada de carbono menor devido à redução das emissões de gases”, explica o médico-veterinário, especialista em Qualidade de Alimentos, José Francisco Miranda, que tratou desta temática durante o 21º Congresso APA de Produção e Comercialização de Ovos, realizado em meados de março, em Ribeirão Preto, SP.

A nutrição de precisão envolve a formulação de dietas específicas e personalizadas para os animais com base em suas necessidades nutricionais individuais. Isso é alcançado através do uso de dados detalhados sobre o metabolismo, o comportamento alimentar e outros fatores biológicos dos animais. “Ao otimizar a dieta de cada animal, é possível maximizar sua saúde e desempenho, ao mesmo tempo em que se reduz o desperdício de alimentos e se diminui a emissão de gases de efeito estufa”, afirma Miranda.

O profissional expõe ainda que dietas mais eficientes também resultam em uma produção animal mais saudável e sustentável, reduzindo a necessidade de antibióticos e outros insumos prejudiciais ao meio ambiente. “Além dos benefícios ambientais diretos, a nutrição de precisão também pode levar a melhorias significativas na eficiência da produção agrícola, resultando em custos reduzidos e uma operação mais lucrativa a longo prazo”, sustenta.

No entanto, é importante reconhecer que a implementação bem-sucedida da nutrição de precisão requer investimentos significativos em tecnologia e conhecimento especializado. “Os produtores precisam de acesso a dados precisos e confiáveis, bem como de ferramentas de formulação de dietas avançadas. Além disso, é necessário um compromisso contínuo com a pesquisa e o desenvolvimento para melhorar constantemente as práticas de nutrição de precisão e maximizar seus benefícios ambientais”, reforça.

O princípio fundamental da nutrição de precisão é buscar a otimização da performance ao menor custo de produção, ambos essenciais para a sustentabilidade. “A sustentabilidade na avicultura visa a utilização eficiente dos recursos, resultando na produção de alimentos de origem animal de alta qualidade, ao mesmo tempo em que se minimiza a geração de resíduos e reduz o impacto ambiental. É importante ressaltar que o impacto econômico está intrinsecamente ligado ao impacto ambiental”, ressalta Miranda.

Estratégias de formulação de ração

O médico-veterinário cita três estratégias de formulação de ração que podem ser adotadas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa na produção avícola, resultando em benefícios sustentáveis significativos.

A primeira delas é a redução do consumo de grãos, optando por formulações de ração que minimizem a quantidade de grãos utilizados e substituindo-os por ingredientes alternativos que tenham menor impacto ambiental.

Em seguida, a melhoria da conversão alimentar, aperfeiçoando a eficiência dessa conversão através de dietas balanceadas e ajustadas de acordo com as necessidades específicas de cada fase de crescimento das aves, resultando em menor desperdício de alimentos e menor produção de resíduos.

Por fim, o aprimoramento dos produtos comercializáveis, investindo em estratégias que promovam a qualidade dos produtos avícolas, como a seleção de ingredientes de alta qualidade, o uso de aditivos benéficos para a saúde das aves e a garantia de padrões elevados de higiene e segurança alimentar durante todo o processo de produção. “Ao adotar essas medidas é possível não apenas reduzir as emissões de gases de efeito estufa na produção avícola, mas também promover uma abordagem mais sustentável e responsável dentro do setor”, salienta.

Dieta personalizada

Personalizar a dieta das aves de acordo com suas necessidades nutricionais individuais pode desempenhar um papel significativo na redução do desperdício de alimentos e, por consequência, na diminuição da pegada de carbono.

O desperdício de alimentos é uma preocupação global e, na avicultura, isso pode ser minimizado através da formulação de dietas precisas que atendam exatamente aos requisitos nutricionais de cada ave. O especialista em Qualidade de Alimento diz que ao oferecer uma dieta personalizada é possível evitar o excesso de alimentação e garantir que cada nutriente seja utilizado de forma eficiente pelo animal, resultando em menor desperdício. Além disso, ao reduzir o desperdício de alimentos, também se reduz a quantidade de resíduos orgânicos que são produzidos, contribuindo para uma menor pegada de carbono. “Uso de vitaminas para ossos saudáveis, sistema imune ativo e uso de produtos para saúde das aves como os eubióticos permitem que os animais produzam com melhor eficiência, isto é, produtos vendáveis, saudáveis e seguros. Isto certamente traz benefícios ao planeta”, enfatiza.

Desafios na implementação

Fotos: Arquivo/OP Rural

O profissional aponta que o principal desafio para implementar uma nutrição de precisão na avicultura é dar o primeiro passo. “Apesar de existir muitos produtos e soluções de qualidade no mercado, e de contarmos com técnicos especializados capazes de auxiliar os produtores, é necessário começar a implementar de fato a nutrição de precisão. Isso envolve o uso dos produtos disponíveis e a medição dos resultados obtidos. Sem medição não é possível realizar uma gestão eficaz e, consequentemente, não se pode obter os benefícios da nutrição de precisão na redução da pegada de carbono”, evidencia.

Melhor aproveitamento dos grãos

Os benefícios mais significativos da nutrição de precisão em comparação com os métodos tradicionais de alimentação avícola estão relacionados ao melhor aproveitamento dos grãos. “Ao utilizar uma menor quantidade de grãos e ainda assim obter o mesmo resultado zootécnico ou até mesmo um resultado melhor, graças ao uso de aditivos e tecnologia na nutrição de precisão, é possível reduzir o impacto ambiental da produção avícola. Isso ocorre porque a nutrição de precisão permite uma formulação mais precisa das dietas, atendendo às necessidades nutricionais das aves de forma mais eficiente, o que resulta em uma menor produção de resíduos e emissões”, assegura.

Integração ente monitorização e tecnologia de precisão

A monitorização e a tecnologia de precisão exercem uma importância muito grande na gestão diária das granjas avícolas. Miranda diz que ao serem integradas aos sistemas de produção, essas ferramentas possibilitam uma gestão mais eficiente, permitindo evitar desperdícios e gerando dados que podem ser utilizados para medir e melhorar o desempenho ambiental. “Através da monitorização constante é possível identificar oportunidades de otimização da eficiência alimentar, ajustando as dietas das aves de acordo com suas necessidades específicas e reduzindo assim o impacto ambiental da produção avícola”, aponta.

Impactos econômicos positivos

A adoção da nutrição de precisão na avicultura pode ter impactos econômicos significativos, especialmente quando se consideram os benefícios ambientais esperados. Entre os principais impactos econômicos estão a redução do custo da ração, menor custo produtivo por quilo de produto vendável produzido, menor desperdício e menor custo para fazer a compensação de carbono, caso esta seja uma estratégia do produtor ou empresa. “A redução das emissões resultante da nutrição de precisão diminui a quantidade necessária de compensação, com isso o custo de compra de carbono para compensar também será menor”, informa.

Métricas

Atualmente, Miranda afirma que a métrica mais comum para avaliar o sucesso da implementação da nutrição de precisão na redução da pegada de carbono na avicultura é a quantidade de gases de efeito estufa equivalentes emitidos por quilo de produto produzido, expresso pela unidade de medida KgCO2eq/Kg. “Porém, muito em breve, veremos outras métricas sendo reclamadas ou trabalhadas, como a eutrofização de água doce ou água salgada, o uso da água e a quantidade de solo explorado”, relata.

Práticas de manejo ambiental

Miranda enfatiza que uma nutrição de precisão não apenas otimiza a eficiência alimentar das aves, mas também pode facilitar o tratamento de resíduos. “Ao utilizar uma dieta mais precisa e balanceada, os resíduos gerados tendem a ser mais homogêneos e mais fáceis de serem tratados. Isso permite que os produtores implementem sistemas de tratamento de resíduos mais eficientes, contribuindo ainda mais para a redução do impacto ambiental da produção avícola”.

O especialista em Qualidade de Alimentos frisa que é importante os produtores entendam que sustentabilidade é como qualquer outra área da sua propriedade. “É fundamental estabelecer métricas claras e realizar uma gestão eficiente das emissões de gases de efeito estufa, assim como se faz com qualquer outra área da propriedade. Medir as emissões por quilo de produto produzido e buscar de forma contínua sua redução são práticas essenciais. Essas medições não só confirmam as reduções alcançadas, mas também possibilitam uma comunicação clara e transparente dos benefícios e melhorias alcançados, tanto para os consumidores quanto para os órgãos reguladores”, expõe.

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Fonte: O Presente Rural

Avicultura

Avicultura em foco no segundo dia do Congresso O Presente Rural

Programação repleta de palestras e discussões voltadas para o setor avícola. Você pode acompanhar tudo pelo Facebook e YouTube do jornal O Presente Rural.

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Fotos: Sandro Mesquita/OP Rural

O segundo dia do Congresso de Avicultores e Suinocultores O Presente Rural começou cedo em Marechal Cândido Rondon (PR), com uma programação repleta de palestras e discussões voltadas para a avicultura. Este dia promete trazer informações importantes e atualizações para os profissionais do setor. Você pode acompanhar tudo pelo Facebook e YouTube do jornal O Presente Rural.

A abertura do acontece às 09h30 com palestra de Paulo Sérgio Cândido, diretor do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar). Em sua explanação ele aborda o mercado de carnes, Cândido o cenário atual e as perspectivas para a avicultura, destacando as oportunidades de crescimento e os desafios que o setor enfrenta.

Às 10h15, Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), sobe ao palco para abordar o atual cenário da influenza aviária, seus impactos na avicultura comercial e as medidas de controle e prevenção necessárias. A palestra traz uma análise detalhada das ações necessárias para garantir a biosseguridade e prevenir surtos da doença.

Logo após, às 11 horas, Marcos Mores, pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, apresenta estratégias de biosseguridade para evitar a entrada de doenças nos aviários. Mores destaca práticas eficazes para a proteção do plantel, enfatizando a importância de uma abordagem preventiva.

A programação da manhã encerra com uma pausa para visitação aos estandes dos expositores e interação entre os participantes. Esta é uma oportunidade para os produtores e profissionais do setor conhecerem as últimas inovações e tecnologias disponíveis no mercado.

Às 14 horas, a programação técnica é retomada com Rudolf Giovan Portela, da Associação Nacional dos Fabricantes de Equipamentos para Aves e Suínos (Anfeas), que fala sobre a escolha, manutenção e uso correto de equipamentos, ressaltando a importância da tecnologia para a eficiência produtiva.

Encerrando o evento, às 14h45, Irineo da Costa Rodrigues, presidente da Lar Cooperativa, detalha os 25 anos da avicultura na Lar e oferece uma visão para o futuro. Rodrigues traz uma retrospectiva das conquistas e os planos para o desenvolvimento contínuo do setor, destacando as estratégias de crescimento e inovação da cooperativa.

Selmar Marquesin, diretor de Comunicação e Marketing do jornal O Presente Rural, expressou seu entusiasmo com o segundo dia do evento: “Hoje focamos na avicultura, um setor vital para o agronegócio brasileiro. As palestras foram essenciais para compartilhar conhecimento e promover a inovação contínua na produção avícola nacional”, enlateceu Marquesin.

Realização, apoio e patrocínio

O evento é realizado pelo jornal O Presente Rural, Lar Cooperativa Agroindustrial e Frimesa, com o apoio do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar) e da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS).

Além disso, conta com o patrocínio de importantes empresas do setor, incluindo na cota diamante Agrifirm, Agroceres PIC, American Nutrients, Biochem, Boehringer Ingelheim, Casp, Dandred, Grasp, MSD Saúde Animal, Oligo Basics, Sicredi e Vetanco; na cota ouro Cargill, Cobb, Huvepharma, Phibro, Salus, Suiaves, Vaccinar; na cota prata Agroceres Multimix, Aleris, Cinergis Agronegócios, DNA South America, Equittec, GD Brasil, HB Agro, Imeve, MS Schippers, NNATRIVM, Sanex, Sauvet, Sicoob, Suitek e Xcare; e na cota especiais BioSyn, MM2, Natural BR Feed, Ourofino, Polinutri, Vaxxinova e VetQuest.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

Especialistas debatem em torno da vacinação contra Influenza aviária

Enquanto em muitos países as vacinas são uma estratégia à prevenção e controle da doença, no Brasil, sua aplicação é proibida, fundamentada pelas condições sanitárias, econômicas e de políticas públicas, além da não identificação da enfermidade em unidades comerciais de produção.

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Foto: Renato Lopes/APA

Devido ao seu potencial devastador para as aves e possíveis riscos à saúde humana, a Influenza aviária (IA) representa uma preocupação crescente para a indústria avícola global. Enquanto em muitos países as vacinas são uma estratégia à prevenção e controle da doença, no Brasil, sua aplicação é proibida, fundamentada pelas condições sanitárias, econômicas e de políticas públicas, além da não identificação da enfermidade em unidades comerciais de produção. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e outros órgãos reguladores justificam que a adoção de estratégias de vigilância ativa, controle de tráfego de aves e biossegurança nas granjas são mais eficazes na prevenção da enfermidade.

Durante o 21º Congresso APA de Produção e Comercialização de Ovos, realizado em Ribeirão Preto (SP), uma das discussões mais importantes girou em torno da mesa redonda dedicada às vacinas para Influenza aviária. Com a participação de especialistas da área, o debate proporcionou uma visão para explorar os desafios contemporâneos enfrentados nesse campo.

A zootecnista, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e coordenadora do Grupo de Trabalho de Sustentabilidade e Meio Ambiente do Conselho Mundial da Avicultura (IPC), Sula Alves, atuou como mediadora. Ela enfatizou que a vacinação preventiva não é permitida no Brasil e ressaltou que, no contexto internacional, o mercado tem se posicionado contra a vacinação como método de controle sanitário. “Esse é também o nosso posicionamento, que é sempre dependente do contexto atual e suscetível às mudanças conforme a situação e o momento exigirem”, ressaltou.

Brasil

A chefe da Divisão de Gestão de Planos de Vigilância do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Daniela de Queiroz Baptista, detalhou estratégias para o enfrentamento da doença e o posicionamento do Mapa em relação ao uso da vacina. “A principal estratégia do Ministério da Agricultura para vigilância, controle e monitoramento da Influenza aviária é o nosso Plano de Contingência”, frisou.

Daniela ressaltou que a biosseguridade é uma peça-chave nesse processo. “A biossegurança é imprescindível para a prevenção, não apenas da IA, mas também de outras doenças”, salientou, adiantando que o Mapa está fazendo a vigilância genômica dos vírus que chegaram ao Brasil para fazer uma caracterização completa desses agentes patogênicos.

Quanto à vacinação, esclareceu que, segundo a Instrução Normativa 32 de 2002, a aplicação de vacinas contra IA só é permitida em situações excepcionais quando da comprovação da doença em aves comerciais, avaliação do risco, análise da situação epidemiológica e após autorização do Departamento de Saúde Animal do Mapa, e não como medida preventiva rotineira. “O registro de vacinas contra Influenza aviária ainda não é autorizado pelo Mapa, mas existe a prerrogativa de solicitar a importação desses produtos para vacinar um lote em uma situação de emergência, se necessário, por meio do decreto 5053 para atendimento aos programas oficiais a qualquer momento, mesmo que essas vacinas não estejam registradas no Brasil. E isso quer dizer que a aplicação deste imunizante é proibida no Brasil, mas pode ser aplicado mediante avaliação”, explicou.

América Latina

Autoridade em sanidade avícola reconhecido mundialmente, o médico-veterinário Luiz Sesti apontou como preocupante a falta de informação sobre a vacinação contra a gripe aviária no mundo, especialmente entre a indústria avícola e as autoridades de diversos países. “É impressionante a desinformação sobre vacinação contra a gripe aviária no mundo”, apontou.

Em alguns países da América Latina, a aplicação da vacina é restrita a aves de longa vida, como poedeiras comerciais e aves de reprodução pesadas e medianas, sendo adotada apenas por Equador, Peru, Bolívia e Uruguai, contudo nenhum lote de frango de corte destes países foi vacinado até o momento. México, Guatemala e República Dominicana vacinam todas as aves.  “Uma limitação importante é que nenhum desses países na América Latina possui a capacidade de realizar o teste de diferenciação entre aves vacinadas e infectadas (DIVA), devido ao uso de plataformas de vacinas que não permitem essa tecnologia”, evidenciou.

Já o doutor em Medicina Veterinária, Filipe Fernando, destacou as tecnologias de imunizantes disponíveis no mercado e os países que já adotam a vacinação em escala. Ele ressaltou que os desafios enfrentados no mundo atualmente não se limitam apenas às aves, mas afetam todos os elos da cadeia avícola global e têm implicações na segurança alimentar do planeta.

Com sua atuação no Peru, o médico-veterinário Cesar Alfredo Reyes Macedo trouxe uma perspectiva regional, destacando os desafios únicos enfrentados pelo Peru na luta contra a Influenza aviária, destacando os conceitos aprendidos ao longo de mais de um ano do registro da gripe aviária no país, onde a imunização das aves é uma prática consolidada.

Com 85% da indústria avícola peruana situada na costa, Macedo ressaltou a preocupação com a propagação do vírus através da migração. Ele sublinhou a importância da saúde única em nível global, destacando os impactos ecológicos da doença nos países afetados. “É preciso cada vez mais reforçar que o controle do vírus não apenas protege a indústria avícola, mas também é imprescindível para prevenir novas pandemias e garantir a segurança alimentar global”.

O médico-veterinário Marcelo Zuanaze encerrou a mesa redonda com uma visão sobre o futuro da pesquisa e o desenvolvimento de vacinas. Sua apresentação destacou a importância da inovação contínua e da colaboração global para enfrentar os desafios impostos pela Influenza aviária. “Não existe uma solução única. Devemos adotar uma abordagem abrangente, incluindo biossegurança, vigilância ativa e passiva, além de educação e comunicação. Seguir as diretrizes do plano nacional contra a doença é essencial para garantir transparência e confiança na segurança alimentar. Educar a população é vital para evitar impactos negativos tanto no consumo como nas relações comerciais do Brasil”, enfatizou.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor avícola acesse a versão digital de Avicultura de Corte e Postura clicando aqui. Boa leitura

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

Congresso de Avicultores e Suinocultores O Presente Rural: programação para impulsionar conhecimento e inovação

Evento anual reúne os principais nomes da avicultura e suinocultura, oferecendo uma programação abrangente e diversificada destinada a promover o conhecimento e a inovação nesses setores vitais para o agronegócio brasileiro.

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Em uma semana, nos dias 11 e 12 de junho, Marechal Cândido Rondon, no Oeste do Paraná, será o palco do Congresso de Avicultores e Suinocultores O Presente Rural. Este evento anual reúne os principais nomes da avicultura e suinocultura, oferecendo uma programação abrangente e diversificada destinada a promover o conhecimento e a inovação nesses setores vitais para o agronegócio brasileiro. O evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados e com transmissão ao vivo pelo Facebook e YouTube do jornal O Presente Rural.

No primeiro dia, 11 de junho, as atividades serão dedicadas à suinocultura. A programação inicia às 09h40 com uma palestra sobre os desafios atuais da suinocultura, ministrada por Elias Zydek, presidente da Frimesa. Às 10 horas, Marcelo Lopes, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), discutirá o mercado da carne suína, abordando o cenário atual, perspectivas futuras, aumento do consumo interno e exportações. Em seguida, às 10h45, Charli Ludtke, diretora técnica da ABCS, falará sobre o papel do produtor no bem-estar animal.

Após uma pausa para interação com empresas, as atividades serão retomadas às 13h30 com Luciana Diniz dos Santos da Silveira, presidente regional da Associação Brasileira dos Médicos Veterinários Especialistas em Suínos (Abraves-PR), que discutirá a identificação e tratamento de doenças em suínos. Às 14h15, Marcos Mores, pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, abordará a prevenção e os impactos de doenças respiratórias em suínos. A programação do dia será encerrada às 15 horas com Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), que falará sobre biosseguridade na granja suína.

No dia 12 de junho, o foco será a avicultura. A programação começa às 09h30 com Paulo Cândido, diretor do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), discutindo o mercado de carnes e as perspectivas para a avicultura. Às 10h15, Rafael Gonçalves Dias retornará para abordar a Influenza aviária e suas implicações na avicultura comercial. Às 11 horas, Marcos Mores falará sobre biosseguridade.

Às 14h00, Rudolf Giovani Portela, da Associação Nacional dos Fabricantes de Equipamentos para Aves e Suínos (Anfeas), apresentará uma palestra sobre a escolha, manutenção e uso correto de equipamentos. Encerrando o evento, às 14h45, Urbano Inácio Frey, segundo vice-presidente da Lar Cooperativa, falará sobre os 25 anos da avicultura na Lar e sua visão para o futuro.

Selmar Marquesin, diretor de Comunicação e Marketing do jornal O Presente Rural, enfatiza a importância do evento: “A programação deste ano foi cuidadosamente elaborada em colaboração com especialistas do setor para atender às reais necessidades da avicultura e suinocultura nas propriedades rurais. Queremos proporcionar um ambiente de aprendizado e troca de conhecimento que seja verdadeiramente relevante e impactante para os produtores”, ressalta.

Feira de Negócios

Entre as novidades do evento deste ano está a Feira de Negócios com algumas das mais importantes empresas brasileiras e grandes multinacionais, com focos variados dentro da nutrição e saúde animal , equipamentos, genética, dentre outros segmentos.

Realização, apoio e patrocínio

O evento é realizado pelo jornal O Presente Rural, Lar Cooperativa Agroindustrial e Frimesa, com o apoio do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar) e da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS).

Além disso, conta com o patrocínio de importantes empresas do setor, incluindo na cota diamante Agrifirm, Agroceres PIC, American Nutrients, Biochem, Boehringer Ingelheim, Casp, Dandred, Grasp, MSD Saúde Animal, Oligo Basics, Sicredi e Vetanco; na cota ouro Cargill, Cobb, Huvepharma, Phibro, Salus, Suiaves, Vaccinar; na cota prata Agroceres Multimix, Aleris, Cinergis Agronegócios, DNA South America, Equittec, GD Brasil, HB Agro, Imeve, MS Schippers, NNATRIVM, Sanex, Sauvet, Sicoob, Suitek e Xcare; e na cota especiais BioSyn, MM2, Natural BR Feed, Ourofino, Polinutri, Vaxxinova e VetQuest.

Com uma programação tão rica e diversificada, o Congresso de Avicultores e Suinocultores O Presente Rural promete ser uma experiência enriquecedora para todos os envolvidos, refletindo o compromisso contínuo com a inovação e o avanço do agronegócio brasileiro.

Fonte: O Presente Rural
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