Suínos
Nutrição de leitões: quais os principais desafios?
Buscar as melhores soluções em dietas especializadas, como a de leitões, é uma necessidade para qualquer suinocultura
Artigo escrito por Silvano Bünzen, gerente de Produtos de Suínos da Wisium
Nos últimos anos, a nutrição de animais jovens tem passado por mudanças significativas, e continuará passando, impulsionada principalmente pela necessidade cada vez mais urgente de oferecermos programas nutricionais mais eficientes e com o uso racional de terapêuticos e antibióticos promotores de crescimento. Há uma clara tendência de que aumentará, cada vez mais, como presenciamos na Europa, a pressão da sociedade brasileira para o uso de menor quantidade de antibióticos promotores de crescimento (AGP’s) na produção animal.
Isso ocorrerá porque os consumidores têm demonstrado uma crescente – e positiva – preocupação em relação à qualidade da alimentação, optando pelos alimentos que não têm resíduos e que também não tragam consequências negativas – futuras ou imediatas – para a saúde.
Haverá também, com mais intensidade, a necessidade de constantemente nos atentarmos às fases mais sensíveis. Animal jovem exige, certamente, mais cuidado, seja em fornecermos ingredientes de qualidade como também um ambiente seguro e livre de patógenos. Como isso nem sempre é possível, faz-se o uso maior de AGP’s nestas fases, de forma preventiva.
Soluções
Para as fases iniciais, como a de leitões, precisaremos oferecer condições que favoreçam o crescimento natural dos animais sem perder a eficiência que a produção tecnificada exige. Ao longo dos últimos anos, melhorias foram possibilitadas pela aplicação de conceitos e tecnologias nutricionais, com destaque para os aditivos nutricionais como acidificantes, pré e probióticos, extratos naturais e cobre potencializado. Estas soluções têm como foco preservar a integridade dos enterócitos, melhorar a capacidade absortiva e modular a microflora, melhorando a saúde intestinal e o aproveitamento dos nutrientes fornecidos via alimentação.
Aliado ao uso sinérgico dos aditivos, precisamos oferecer uma dieta com ingredientes selecionados, processados termicamente (com baixos níveis de fatores antinutricionais), que permitam um perfil de alta digestibilidade e adequados a idade, melhorando a absorção dos nutrientes e a redução de substrato que poderia ser utilizado como fonte de alimento pelas bactérias patogênicas, reduzindo, assim, o aparecimento de doenças. Menos bactérias, menor a necessidade do uso preventivo e massal de AGP’s nos animais.
Compreensão
Buscar as melhores soluções em dietas especializadas, como a de leitões, é uma necessidade para qualquer suinocultura. Indo além, é preciso entender o mercado, as exigências dos animais e as reais necessidades dos produtores em atender os anseios da sociedade, investindo em pesquisa e tecnologias que possam permitir a produção eficiente e responsável. Nutrição e muito mais… Este é o papel que cabe às empresas de nutrição.
Mais informações você encontra na edição de Suínos e Peixes de outubro/novembro de 2018 ou online.
Fonte: O Presente Rural

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
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