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Novidades no sistema de inspeção e manejo de pintinhos abrem debates do 2º dia do SBSA

Evento acontece em formato híbrido, tanto virtual, como presencial, no Parque Tancredo de Almeida Neves, em Chapecó (SC).

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Liris Kindlein apresentou uma nova metodologia de inspeção do Ministério da Agricultura - Fotos: Divulgação/Nucleovet

O sistema de inspeção pelo autocontrole e a qualidade de pintainhos na primeira semana foram os temas que abriram as duas primeiras palestras do Bloco Abatedouro do 22° Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), nesta quarta-feira (06). O evento, promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), neste ano acontece em formato híbrido, tanto virtual, como presencial, no Parque Tancredo de Almeida Neves, em Chapecó (SC).

Médica-veterinária Liris Kindlein

A médica-veterinária Liris Kindlein apresentou uma nova metodologia de inspeção do Ministério da Agricultura, que funciona com base num sistema de autocontrole. Comparou as diferenças entre a inspeção tradicional e essa versão moderna, o papel dos setores público e privado, que serão os atores envolvidos, como implantar e os benefícios e desafios deste processo.

A principal mudança prevista pela nova norma é que a execução da inspeção será feita pela empresa, enquanto o órgão oficial será o auditor dessa inspeção. “O Ministério da Agricultura fará a vigilância, conferindo se os processos estão sendo cumpridos. Então haverá essa co-responsabilidade de ambos os setores, dividindo tarefas e trazendo mais eficácia para salvaguardar a saúde do consumidor e oferecer um produto com segurança alimentar”.

Uma das principais estratégias do sistema de inspeção moderno é ganhar flexibilidade nas decisões ao passar essa gestão para a empresa, além de agilidade. “Isso faz com que a gente tenha vários benefícios. Ao flexibilizar, é possível adequar o processo a cada realidade, permitindo, por exemplo, que a empresa defina a velocidade de abate, uma questão extremamente importante para o setor. Desta forma, há um maior aproveitamento de proteína animal, reduzindo desperdício e otimizando custos”, destacou Liris.

De acordo com a especialista, o autoconhecimento é imprescindível para implantar este sistema. “Autocontrole nada mais é que um programa de avaliação e classificação de aves depenadas, carcaças, partes de carcaças e vísceras. A eficácia vem, porque mantenho a velocidade de abate e tenho flexibilidade para especificar necessidades de acordo com meu lote. Para acessar esses benefícios, a empresa precisa se autoconhecer, levantando dados históricos, determinando limites críticos a partir do levantamento de dados para cada etapa do processo e aprimorando monitorias com foco em prevenção”.

Manejo na primeira semana

Especialista em frangos de corte da Cobb-Vantress, Andrew Bourne

O especialista em frangos de corte da Cobb-Vantress, Andrew Bourne, abordou a importância dos cuidados com os pintos nos primeiros sete dias para garantir mais qualidade da carcaça. Segundo Andrew, a incubação é uma fase fundamental, que impacta diretamente nos resultados no abatedouro, assim como a alimentação adequada para melhorar o crescimento precoce e os controles de temperatura, que devem ganhar uma atenção especial em cada lote.

“O primeiro objetivo é acelerar o crescimento precoce. É preciso estimular a alimentação e o consumo de água, pois neste período é desenvolvida a uniformidade do lote e a ave é preparada para o ciclo posterior”, explicou.

Andrew também apresentou estudos relacionados à temperatura, sistema de controle de ventilação e de iluminação na criação de aves de corte. “A temperatura impacta diretamente no desempenho do frango. Sem a temperatura ideal, você reduz a atividade da ave, aumenta o estresse, compromete a alimentação, a uniformidade e aumenta a mortalidade. Por isso, corrigir a temperatura é essencial para evitar futuros problemas e condenações”.

O especialista alerta que para fazer este manejo de forma eficaz, o produtor tem que entender as particularidades da sua granja. “Nós até podemos entregar diretrizes de temperatura, mas cada granja, cada lote, terá suas peculiaridades e o produtor precisa estar atento para esses detalhes a fim de aumentar o conforto da ave, consequentemente, alcançar melhores resultados na qualidade da carcaça”, concluiu.

O 22º SBSA tem apoio da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), do Conselho Regional de Medicina Veterinária de SC (CRMV/SC), da Embrapa, da Prefeitura de Chapecó, do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) e da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (Somevesc).

Confira a programação do período vespertino desta quarta-feira (06) no 22º SBSA:

Bloco Sanidade

14h “Alternativas aos antibióticos e promotores de crescimento para a saúde das aves”

Palestrante: Mariano Miyakawa

14h45 “Impacto econômico da retirada dos antimicrobianos”

Palestrante: Inês Andretta

15h30 Mesa redonda

15h45 Intervalo

16h “Adenovírus aviário: uma doença emergente?”

Palestrante: Haroldo Toro

(15 minutos de debate)

16h45 “Vacina e saúde intestinal”

Palestrante: Michael Kogut

(15 minutos de debate)

19h Happy Hour

 

Fonte: Assessoria

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Brasil e Coreia do Sul criam grupo para destravar acordo comercial com o Mercosul

Países buscam retomar negociações paralisadas desde 2021. Iniciativa pretende identificar pontos de resistência e avançar em um possível tratado entre o bloco sul-americano e a economia asiática.

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Imagem criada por ChatGPT

Brasil e Coreia do Sul criaram um grupo de trabalho para tentar avançar nas negociações de um acordo comercial entre o país asiático e o Mercosul. A iniciativa busca identificar os principais pontos de divergência entre os lados e encontrar alternativas para retomar as discussões sobre um tratado que começou a ser negociado em 2018, mas não avançou nos últimos anos.

Foto: Caroline de Vita/Mapa

O anúncio ocorreu nesta segunda-feira (27), após uma reunião entre representantes dos dois países em Brasília. Segundo o governo brasileiro, o grupo será coordenado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. “Decidimos criar um grupo de trabalho que vai identificar sensibilidades dos dois lados e evitar que elas sejam um empecilho para a retomada das negociações de um acordo do Mercosul com a Coreia”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Coreia do Sul é uma das principais economias da Ásia e um importante parceiro comercial do Brasil. As negociações com o Mercosul envolvem temas como redução de tarifas, acesso a mercados, regras sanitárias e barreiras técnicas.

Oportunidade
Durante o encontro, o governo sul-coreano defendeu a retomada das tratativas como uma forma de ampliar a

Imagem criada pelo ChatGPT/Emili Schneider/OP Rural

presença de empresas dos dois lados. A avaliação é que um acordo poderia abrir novas oportunidades para companhias coreanas na América do Sul e facilitar a inserção brasileira no mercado asiático. “Em um momento em que há muitas incertezas no âmbito comercial, o acordo entre Brasil e Coreia não pode mais esperar. Ele é para agora. Acreditamos que o acordo entre Mercosul e Coreia vai trazer para as empresas coreanas uma maior oportunidade de entrar no mercado da América do Sul e trazer uma nova perspectiva ao mercado asiático para o Brasil, via Coreia”, enfatizou o presidente sul-coreano.

A retomada das negociações ocorre em um período de maior instabilidade no comércio internacional, marcado por disputas tarifárias e mudanças nas relações entre grandes economias.

Minerais críticos entram na agenda bilateral
Além do comércio, Brasil e Coreia do Sul assinaram acordos de cooperação em áreas como defesa, educação, energia, ciência e tecnologia, esporte e exploração espacial.

Foto: Marcos Oliveira/Agência Brasil

Um dos temas tratados foi a cadeia de minerais críticos, considerados estratégicos para setores como tecnologia, energia renovável e indústria de alta tecnologia. O governo sul-coreano destacou o potencial brasileiro no fornecimento desses recursos. “Como se sabe, o Brasil é um dos principais detentores dos minerais críticos. E hoje concordamos em expandir a cooperação em todo o ciclo de vida desses minerais, fortalecendo a cooperação mútua de maneira benéfica”, ressaltou.

A agenda também incluiu acordos para intercâmbio de políticas educacionais, cooperação entre instituições de ensino, pesquisa e desenvolvimento tecnológico aplicado à indústria, além de intercâmbio esportivo entre atletas e especialistas.

Comunidade coreana no Brasil
Após a agenda em Brasília, a comitiva sul-coreana segue para São Paulo. A cidade concentra a maior comunidade coreana do país, com mais de 50 mil pessoas.

O Brasil é o principal destino de imigrantes coreanos na América Latina, e a comunidade mantém presença relevante

Foto: Shutterstock

em áreas como comércio, indústria, tecnologia e serviços.

Países defendem cooperação internacional
Durante as declarações após a reunião, os dois governos também destacaram a defesa do diálogo diplomático e da solução pacífica de conflitos. “Seguiremos construindo um mundo regido pelo diálogo, pelo respeito entre as nações e pelo fortalecimento do multilateralismo”, afirmou Lula.

O governo sul-coreano reforçou a importância da estabilidade internacional para ampliar a cooperação econômica. “É importante a paz para termos segurança. Sem a necessidade de luta ou guerra”, declarou o presidente sul-coreano.

Fonte: Agência Brasil
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China, Paraguai e Palau abrem mercados para produtos agropecuários brasileiros

Novos acordos sanitários ampliam oportunidades para exportação de cálculos biliares bovinos, suínos vivos e carnes de diferentes espécies.

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As autoridades sanitárias da China, do Paraguai e de Palau aprovaram novos requisitos que permitem a entrada de produtos agropecuários brasileiros nesses mercados. As medidas envolvem a exportação de cálculos biliares bovinos para o mercado chinês, suínos vivos destinados ao abate para o Paraguai e carnes bovina, ovina, caprina e suína para Palau.

Foto: Shutterstock

Com a China, o Brasil assinou um protocolo sanitário que estabelece as condições para exportação de cálculos biliares bovinos. O produto, utilizado principalmente pela indústria de Medicina Tradicional Chinesa, passa a ter regras definidas para inspeção, certificação e controle das remessas entre os dois países.

O acordo amplia o comércio de um subproduto da cadeia pecuária brasileira e cria uma nova possibilidade de aproveitamento econômico de materiais provenientes da produção bovina. A China é um dos principais destinos das proteínas animais brasileiras e tem papel estratégico para a expansão das exportações do agronegócio nacional.

No Paraguai, as autoridades sanitárias aprovaram o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de suínos vivos brasileiros destinados ao abate. A medida estabelece o padrão documental necessário para os embarques e abre uma nova alternativa comercial para a cadeia suinícola nacional.

Já Palau aprovou os modelos de CSI para importação de carnes bovina, ovina, caprina e suína produzidas no Brasil.

Foto: Shutterstock

Com a aprovação dos certificados, empresas brasileiras poderão iniciar os procedimentos de habilitação e atender aos requisitos sanitários exigidos pelo país insular.

As aberturas fazem parte da estratégia brasileira de ampliar o acesso a mercados internacionais por meio de acordos sanitários. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), uma abertura de mercado ocorre quando o país importador reconhece que as garantias sanitárias oferecidas pelo Brasil atendem aos seus requisitos para determinado produto.

Impacto para o agro
A ampliação de destinos comerciais reduz a dependência de poucos compradores e aumenta as possibilidades de comercialização para diferentes cadeias produtivas. No caso das carnes, a abertura de novos mercados ocorre em um momento de busca por maior diversificação das exportações brasileiras de proteína animal.

Além dos produtos tradicionais, como carne bovina e suína, o avanço de negociações envolvendo subprodutos de origem animal mostra a tentativa da indústria de ampliar o aproveitamento econômico da produção pecuária brasileira.

Fonte: O Presente Rural
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Brasil e China discutem avanço de acordo comercial e cooperação em tecnologia

Negociações para um acordo Mercosul-China entram na agenda bilateral, que também inclui parcerias em inteligência artificial, satélites, minerais críticos e fertilizantes.

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Imagem criada por Jaqueline Galvão/OP Rural/ChatGPT

O avanço das negociações para um possível acordo de livre comércio entre o Mercosul e a China esteve entre os temas tratados em uma conversa telefônica realizada no domingo (26) entre os governos dos dois países. A discussão ocorreu em meio ao esforço para ampliar a integração econômica e a cooperação em áreas estratégicas.

Foto: Divulgação

Segundo nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), houve convergência sobre a necessidade de acelerar as tratativas para um acordo que envolva os dois blocos comerciais. O comunicado informou que as partes defenderam a importância de acelerar as tratativas para um acordo Mercosul-China, que contemple as necessárias flexibilidades.

Além da agenda comercial, a conversa abordou projetos nacionais de desenvolvimento e a ampliação da cooperação em setores considerados estratégicos, como inteligência artificial, satélites, beneficiamento de minerais críticos e comércio de fertilizantes.

Os dois governos também destacaram o desempenho das relações comerciais bilaterais e avaliaram iniciativas recentes de aproximação, como a isenção de visto para viagens de curta duração entre os países, em vigor desde maio, e as ações previstas no Ano Cultural Brasil-China 2026.

Conflitos internacionais

Os impactos dos conflitos globais sobre a segurança alimentar e energética também fizeram parte da pauta. Segundo

Foto: Beto Barata/Agência Brasil

a Secom, os dois países manifestaram preocupação com a continuidade da crise humanitária em Gaza. “Os presidentes expressaram profunda preocupação com a continuidade da situação humanitária em Gaza”, informou o comunicado.

Outro ponto discutido foi a instabilidade provocada pelas restrições à navegação em importantes rotas marítimas, como os estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb. Na avaliação dos governos, eventuais interrupções nesses corredores podem afetar a economia mundial.

Brasil e China também destacaram a atuação do Grupo de Amigos da Paz, iniciativa liderada pelos dois países na Organização das Nações Unidas (ONU) voltada à busca de soluções diplomáticas para conflitos internacionais, incluindo a guerra na Ucrânia.

Apesar das críticas à atuação do Conselho de Segurança da ONU diante das crises globais, os dois governos reafirmaram a defesa do multilateralismo e o compromisso de ampliar a coordenação em fóruns internacionais.

Fonte: O Presente Rural com Agência Brasil
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