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No Sudoeste, Sistema de Agricultura do Paraná debate prevenção da influenza aviária

A Adapar tem feito vigilância ativa em quase 450 propriedades rurais – cerca de 15 mil amostras já foram analisadas e todas negativas para influenza aviária

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Fotos: SEAB- Gisele Barão

A parceria entre produtores rurais, municípios e governo estadual é fundamental para impedir que a gripe aviária de alta patogenicidade (H5N1) chegue às granjas comerciais do Paraná. O assunto foi debatido nesta terça-feira (18) em Francisco Beltrão, no Sudoeste, com lideranças da região e a equipe do Sistema Estadual da Agricultura (Seagri).

Com a participação de lideranças municipais, produtores, estudantes, técnicos e entidades do setor, o evento, que aconteceu no anfiteatro da União de Ensino do Sudoeste do Paraná (Unisep), faz parte de uma série de ações do governo estadual para orientar sobre a enfermidade.

O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, que coordenou a reunião, disse que a avicultura paranaense tem importância reconhecida mundialmente, com 4,8 milhões de toneladas de carne de frango produzidas em 2022, o que representa mais de um terço da produção nacional e 40% da exportação brasileira de aves.

“Nós estamos em risco, e é por isso que temos reforçado as medidas de biossegurança. Se esse é o nosso ganha pão, então devemos tratar de forma muito correta e profissional, com os melhores protocolos”, disse Ortigara.

Para o diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, o apoio das prefeituras é essencial para colocar em prática o plano de contingência. “Já estivemos com o Ministério da Agricultura, estamos discutindo estratégias, e precisamos estar preparados e impedir que essa doença chegue à nossa avicultura. Nesse momento a sociedade tem que se unir”, destacou.

O diretor-presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná Iapar-Emater (IDR-Paraná), Natalino Avance de Souza, ressaltou que a entidade também abraçou a causa e está à disposição para colaborar nas ações de prevenção e conscientização. “Colocamos nossos servidores para ajudar nesse trabalho”, afirmou. Além disso, a entidade tem trabalhado para envolver toda a comunidade na prevenção e não apenas os produtores. “O trabalho tem de ser integrado, que todas as instituições somem suas qualidades”, disse.

O prefeito de Francisco Beltrão, Cleber Fontana, falou sobre a importância do trabalho dos municípios e do setor produtivo da região com o governo estadual para o combate à doença. “Não é um problema do agricultor, do campo, mas de toda a sociedade”, afirmou.

TRABALHO – O Governo do Paraná intensificou a prevenção já em outubro do ano passado, quando os primeiros casos surgiram em países da América Latina. Entre as medidas, o Estado solicita ao Ministério da Agricultura tornar a região Sul uma unidade autônoma. Assim, mesmo a ocorrência da doença em outras regiões não causaria prejuízo aos produtores do Sul. Também foram reforçadas as orientações aos avicultores e profissionais que atuam nas granjas; promovidos treinamentos teóricos e práticos para os fiscais da Adapar, entre outras ações.

A Adapar tem feito vigilância ativa em quase 450 propriedades rurais – cerca de 15 mil amostras já foram analisadas e todas negativas para influenza aviária. Além disso, todas as suspeitas são atendidas imediatamente, em até 12 horas da notificação. A Adapar está em contato com outros órgãos que trabalham com aves silvestres e tem intensificado as fiscalizações na biosseguridade das propriedades.

 

DOENÇA – A gripe aviária, ou influenza aviária, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres, muitas vezes resultando em graves consequências para a saúde animal, para a economia e para o meio ambiente. A influenza aviária de alta patogenicidade é caracterizada, principalmente, pela mortalidade elevada de aves, que pode ser acompanhada por sinais clínicos, tais como andar cambaleante, torcicolo, dificuldade respiratória e diarreia.

APOIO – O evento organizado pelo Sistema Estadual de Agricultura (Seagri) teve apoio da Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (AMSOP), do Conselho da Sanidade Agropecuária (CSA) da região, da Prefeitura de Francisco Beltrão, da Associação Comercial de Francisco Beltrão, do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Francisco Beltrão (Condef), além da Unisep e da Central de Carregamentos (CCA).

Fonte: AEN

Avicultura Editorial

O Nordeste avícola já não cabe no rodapé

Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.

Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.

O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.

A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.

Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
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Avicultura

Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura

Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

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A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock

A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock

A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.

A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.

Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock

que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.

Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura No Noroeste do Estado

Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência

Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

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Foto: Divulgação/Ilustração

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação

A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.

De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.

A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.

Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi

A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.

A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.

Fonte: O Presente Rural
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