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Nada nas mãos – para o bem-estar animal e um incremento de produtividade no rebanho

O manejo de gado de forma segura, eficiente e com baixo estresse é um poderoso aliado para qualquer exploração sustentável de gado, seja de cria ou de engorda.

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Arquivo / OP Rural

Artigo escrito por Adriane Zart,  Médica-veterinária, grande precursora no Brasil da técnica “Nada nas mãos” de manejo de gado e consultora da Zoetis

É muito comum que fazendas tenham a mais moderna tecnologia, em currais, suplementos, IATF, FIV, genômica e tantos outros recursos e acabam por esquecer o básico: as habilidades para manejar o gado. Melhorar a performance de seu rebanho investindo apenas em treinamento da equipe e em tempo com os bovinos é uma realidade.

Não quero dizer que introduzir tecnologias na fazenda não seja importante, porém ter uma equipe habilidosa e bem treinada, além de fornecer plenas condições para o gado alcançar todo o seu potencial, devem ser a base para que essas ferramentas também atinjam o máximo de sua eficiência.

O manejo de gado de forma segura, eficiente e com baixo estresse é um poderoso – e ainda subvalorizado e subutilizado – aliado para qualquer exploração sustentável de gado, seja de cria ou de engorda. Não requer grandes investimentos monetários e é capaz de aumentar a performance dos animais, incluindo ganho de peso, taxas de concepção, produção de leite, qualidade de carcaça e imunidade.

Os bovinos foram domesticados há milhares de anos pela conquista da confiança mútua entre as duas espécies. Infelizmente, hoje em dia nos perdemos na correria da fazenda e acabamos lidando de “qualquer jeito” com o gado, adotando atitudes que desconstroem essa confiança e dão lugar ao medo e à agressividade. Na busca de resolver rapidamente um problema, esquecemos de analisá-lo e de buscar corrigir sua origem. Isso acontece especialmente nos currais, quando usamos o choque, laço ou outras técnicas baseadas na força para fazer o gado entrar no brete ou tronco, práticas comuns nos currais. O grande problema é que, quando fazemos isso muitas vezes, esse comportamento acaba se tornando padrão.

Os bovinos não entendem nossas palavras, a comunicação entre os animais é feita na grande maioria das vezes por meio de uma linguagem não falada, como a nossa postura, atitude, comportamento e linguagem corporal. A distância apropriada, o ângulo e a velocidade de aproximação do gado são chave para conseguir movê-los como e para onde quisermos. O objetivo final é beneficiar o animal, mas também tornar o nosso trabalho mais prazeroso.

Existem estratégias que envolvem apenas investimento de tempo em interações positivas com o gado e são capazes de aumentar os resultados produtivos. A base para o desenvolvimento desses conceitos vem do profundo conhecimento do comportamento dos bovinos e habilidades em manejar esses animais de maneira segura, eficiente e com baixo estresse, definido em inglês pelo termo Stockmanship. O manejo de gado Nada nas Mãos é uma técnica que traz esses conceitos do stockmanship para rotina de fazendas e confinamentos de forma aplicada e de fácil compreensão, com o objetivo de buscar a máxima performance com construção de confiança e bem-estar das pessoas e dos animais.

O manejo começa muito antes do curral. Para que o gado seja processado sem estresse e de forma eficiente, primeiro precisamos que os animais estejam prontos. Da mesma forma que treinamos um cavalo ou um cachorro para lidar com o rebanho, também é possível trabalhar com o gado para que o manejo seja mais tranquilo.

Precisamos ensinar o rebanho a entender comandos, a estabelecer um certo grau de confiança, liderança e controle antes de qualquer outra coisa. Na maioria das vezes, não criamos essa conexão e, quando o gado chega no curral ou na remanga, a falta de confiança pode levar a problemas no manejo como excesso de pressão, pânico e estresse.

Dessa forma, adotar uma rotina de aclimatação para preparar os lotes para o manejo é extremamente benéfico para a saúde física e mental do rebanho. Podemos, por exemplo, preparar as novilhas para o manejo de IATF, assim quando a estação de monta chegar e as idas ao curral se tornarem algo frequente, elas encararão esse evento como algo normal e rotineiro. O resultado: menos cortisol circulante e melhores resultados de prenhez.

Em sistemas de recria e engorda o processo é o mesmo: tudo começa quando os animais desembarcam na fazenda ou confinamento. Antes de levar o gado para o curral é importante que os animais descansem, se alimentem e bebam água. Eles precisam se sentir confortáveis e confiantes na sua nova casa, para que se comportem, se movam como um rebanho e confiem nos manejadores. Assim, poderão ser manejados com baixo estresse para serem vacinados, identificados e vermifugados, melhorando sua imunidade, diminuindo os riscos de doenças, acelerando a adaptação à nova dieta e melhorando o desempenho na engorda.

O manejo de gado é uma arte e exige técnica, habilidade, atitude e muito amor. Investir no treinamento e motivação da equipe que trabalha com gado deve ser uma premissa para qualquer fazenda. Faz mais sentido melhorar o nível de compreensão e habilidades do vaqueiro do que buscar por soluções mecânicas e de alta tecnologia para problemas comportamentais.

Fonte: Assessoria

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Master Agroindustrial avança para o exterior com entrada em empresa chilena

Negócio envolve aquisição de ações e criação de sinergias produtivas e comerciais entre as companhias.

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Fotos: Divulgação

A Master Agroindustrial S.A., empresa brasileira do setor de carne suína, concluiu a aquisição de 38% das ações do Grupo Coexca S.A., do Chile. A operação envolve a compra de participações de diferentes sócios, entre eles o fundo de investimento dinamarquês Impact Fund Denmark (IFU).

Com o negócio, as duas companhias passam a estruturar uma parceria voltada à geração de sinergias nas áreas produtiva, industrial, comercial e de inovação. A transação marca a entrada mais forte da Master no mercado internacional, ampliando sua atuação para além do Brasil.

De acordo com o CEO da Master, Mario Faccin, a operação faz parte do processo de internacionalização da empresa, que já exporta para mais de 20 países. Ele afirma que a associação com a Coexca reforça a estratégia de expansão e integração industrial, além de contar com o apoio do Grupo Vall Companys.

A Master atua no mercado brasileiro de proteína suína com a marca Sulita. A empresa registra faturamento anual de US$ 250 milhões, conta com mais de 2.000 funcionários, 350 produtores integrados e produção superior a 100 mil toneladas de carne por ano. São 42 mil matrizes reprodutoras e cerca de 1,2 milhão de suínos produzidos anualmente, sendo 70% destinados ao processamento e 30% comercializados vivos. A companhia projeta dobrar o faturamento até 2030.

O CEO da Coexca S.A., Guillermo García, destacou que a entrada da Master na empresa abre uma nova etapa de crescimento, apoiada na experiência do grupo brasileiro e do Grupo Vall Companys.

Com sede na região do Maule, no Chile, a Coexca atua na produção e exportação de carne suína em modelo verticalizado. A empresa registra vendas de US$ 165 milhões, exporta para mais de 30 mercados e gera mais de 1.000 empregos. Possui 14 mil matrizes e abate mais de 470 mil suínos por ano, com volume superior a 56 mil toneladas de carne processada.

O responsável internacional do Grupo Vall Companys, Tomás Blasco, afirmou que a parceria deve reforçar a presença do grupo no mercado latino-americano. O conglomerado espanhol, com sede em Lleida, atua em cadeia produtiva integrada e registra faturamento superior a 4 bilhões de euros, com mais de 15 mil funcionários.

Fonte: Assessoria
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Genética Topigs Norsvin é destaque em premiação internacional de produtividade da Agriness

Companhia celebra pódio no ranking com propriedades parceiras que ultrapassam a marca de 280 quilos desmamados por fêmea ao ano

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Granja Becker, do município de Quatro Pontes (PR), que alcançou a marca de 38,33 DFA

A 18ª edição do prêmio Melhores da Suinocultura da Agriness, realizada a bordo de um cruzeiro que celebrou os 25 anos da organizadora, reconheceu mais uma vez os números de excelência do setor. O projeto de benchmarking, que analisou dados de 2.689 granjas e mais de 2,4 milhões de matrizes localizadas na América Latina, Europa e Ásia, consagrou a genética Topigs Norsvin como o grande destaque, com produtores parceiros no topo do ranking.

O terceiro lugar dessa mesma categoria foi da Granja Vista Alegre, localizada em Vista Alegre (RS), com o índice de 35,40 DFA.

A avaliação principal do prêmio é baseada no índice de Desmamados por Fêmea ao Ano (DFA). Na categoria para granjas com mais de 3.000 matrizes, o primeiro lugar ficou com a Granja Becker, do município de Quatro Pontes (PR), que alcançou a marca de 38,33 DFA. O terceiro lugar dessa mesma categoria foi da Granja Vista Alegre, localizada em Vista Alegre (RS), com o índice de 35,40 DFA.

Granja Canal, de Itá (SC), também subiu ao pódio e conquistou o terceiro lugar com 37,94 DFA.

O desempenho de alta performance se repetiu na categoria de 301 a 500 matrizes. A Granja Persch, de Cunhataí (SC), garantiu a segunda posição com 38,30 DFA e a média de 281,9 quilos desmamados por fêmea ao ano (kg/DFA) em 2025. Na mesma categoria, a Granja Canal, de Itá (SC), que opera com 70% de genética Topigs Norsvin em sua estrutura, também subiu ao pódio e conquistou o terceiro lugar com 37,94 DFA.

Granja Persch, de Cunhataí (SC), garantiu a segunda posição com 38,30 DFA e a média de 281,9 quilos desmamados por fêmea ao ano (kg/DFA)

O diretor de Negócios e Marketing da Topigs Norsvin, Adauto Canedo, parabeniza a Agriness pelo marco de um quarto de século e pela realização de um evento tão grandioso para a suinocultura. “Os resultados dos nossos parceiros chancelam a eficiência do nosso programa de melhoramento no campo pois entregamos matrizes produtivas e animais robustos. Dessa forma, o produtor converte esse potencial genético em rentabilidade real na granja”, afirma Canedo.

Evolução e reconhecimento

O prêmio foi idealizado em 2006 com foco em promover uma competição saudável e incentivar a gestão eficiente. Atualmente, o levantamento avalia o desempenho de propriedades no Brasil, Argentina, Colômbia e China.

A parceria histórica entre a Topigs Norsvin e a Agriness rendeu uma homenagem especial durante a programação: a companhia recebeu um troféu de reconhecimento pelo fomento e apoio ao desenvolvimento do setor.

“Receber esse troféu tem um significado enorme para o nosso time. A nossa parceria com a Agriness e com os produtores foca em elevar a régua técnica do mercado com resultados reais e sustentáveis, e sermos a única casa de genética reconhecida com essa homenagem mostra que estamos trilhando o caminho correto”, conclui Canedo.

Fonte: Ass. de Imprensa
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Reunião Global da PIC reúne especialistas para discutir avanços técnicos na produção de suínos

Encontro internacional da PIC reúne especialistas da área técnica para debater sanidade, genética, biossegurança, inovação aplicada e eficiência produtiva na suinocultura.

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Foto: Divulgação/Agroceres PIC

A equipe da Agroceres PIC participou, nesta semana, da reunião global de Serviços Técnicos e Desenvolvimento de Produtos da PIC, realizada em Fort Worth, no Texas. O encontro reuniu mais de 250 profissionais de diferentes países. O objetivo foi discutir temas prioritários da suinocultura, como sanidade, genética, biossegurança, sustentabilidade e eficiência produtiva. A programação concentrou debates técnicos sobre os desafios da atividade e também promoveu a troca de experiências entre equipes que atuam diretamente na produção de suínos em diferentes regiões do mundo.

A programação incluiu temas como resistência à PRRS, pesquisa e desenvolvimento, fenotipagem digital, critérios de seleção genética, benchmarking global, robustez de matrizes, qualidade de carne, saúde e biossegurança. Também foram apresentadas iniciativas voltadas à sustentabilidade na produção. Esse conjunto de conteúdos reforçou o caráter técnico da reunião e destacou o valor da troca internacional de experiências para a atualização das equipes envolvidas com genética e produção suína.

Para Amanda Pimenta, gerente de Serviços Técnicos da Agroceres PIC, o encontro é uma oportunidade de alinhar conhecimentos e compartilhar experiências entre equipes que atuam em contextos produtivos distintos. “A reunião reúne profissionais de diferentes regiões e áreas técnicas para discutir os temas mais relevantes da produção de suínos na atualidade”, comenta. “É um espaço importante para troca de experiências, apresentação de desafios, discussão de resultados e atualização conjunta sobre questões que vão de avanços mais amplos, como resistência a doenças, até aspectos técnicos do dia a dia das granjas”, afirma.

Segundo Amanda, ao reunir especialistas de Genética, Serviços Genéticos, Serviços Técnicos, Produção, Boas Práticas de Produção e Bem-estar Animal, o encontro amplia a circulação de conhecimento entre regiões e contribui para qualificar o debate técnico sobre temas que hoje estão na dianteira da evolução da suinocultura mundial.

Fonte: Assessoria Agroceres PIC
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