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Avicultura Nutrição

Minerais orgânicos na avicultura de postura

Uso de minerais orgânicos proteinatos apresenta diferenças significativas para produção, peso dos ovos, conversão por dúzia, gravidade específica

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Arquivo/OP Rural

Os minerais orgânicos podem ser uma excelente alternativa para melhorar o desempenho na avicultura de postura. O gerente de vendas para Avicultura da Alltech do Brasil, Christian Simões, traça um panorama da utilização desses minerais, pontuando seus principais diferenciais. Confira!

“Os minerais orgânicos apresentam uma biodisponibilidade superior aos minerais inorgânicos. Devido a isto, normalmente, são utilizados em menores quantidades que os inorgânicos. Para poedeiras comerciais, características como melhora de imunidade, menor mortalidade, melhor produtividade, menor conversão alimentar e, principalmente, melhora na qualidade de casca e tempo de prateleira dos ovos são evidenciadas.

A poedeira comercial, por se tratar de um animal de vida longa, passa por vários desafios onde o fortalecimento do seu sistema imunológico é imprescindível. Quando estes animais são alimentados com minerais orgânicos, eles estão sendo preparados para apresentar maior resiliência quanto aos desafios do dia-dia.

É importante lembrar que todos os processos desenvolvidos pelo corpo, como por exemplo, sistema respiratório e sistema reprodutivo, produzem radicais livres, os quais degradam as células e, por consequência, os órgãos. Com o objetivo de prolongar a integridade celular, minerais, tais como cobre, zinco e ferro, são cofatores de enzimas como superóxido desmutase e catalase, respectivamente, atuando nas ações negativas deste “degradador”. Já o selênio é um importante componente da glutationa peroxidase, enzima que também atua combatendo estes radicais livres. Devemos lembrar que a produção de células de defesa, assim como sua atividade, são dependentes de ferro e zinco (Linfócitos T e Macrófagos) e selênio (anticorpos).

A partir do momento que os animais apresentam células mais íntegras, os órgãos respondem com maior eficiência, e por consequência, promovem maior digestão, absorção, melhor produtividade, menor mortalidade e menor conversão alimentar. O uso de minerais orgânicos proteinatos apresenta diferenças significativas para produção, peso dos ovos, conversão por dúzia, gravidade específica, assim como espessura e percentual de casca.

Os minerais orgânicos proteinatos não interagem com vitaminas, nem com nenhum nutriente como fibras, carboidratos, outros minerais, ou com o meio intestinal, água, mucina, entre outros, pois não apresentam cargas.

Os minerais orgânicos proteinatos estão ligados a aminoácidos, peptídeos e tripeptídeos, sendo diferentes dos minerais inorgânicos. Estes últimos se dissociam ao passar pelo pH ácido do estômago, apresentando desta forma cargas. A presença dessas cargas pode resultar na interação com os nutrientes da dieta, tais como minerais e vitaminas, o que pode reduzir a disponibilidade dessas nutrientes para o animal.

Sendo muito objetivo, citarei três grandes trabalhos dentre outros, que simbolizam a evolução dos minerais orgânicos proteinatos. Steve Lesson & Summers publicaram em 2001, a diferença de biodisponibilidade entre os minerais inorgânicos e orgânicos. Lesson et al. (2007) apresentou um trabalho que mostrava claramente que não houve diferença estatística quando os minerais orgânicos proteinatos foram reduzidos em até 80% dos níveis usados em minerais inorgânicos, com relação a ganho de peso e conversão alimentar. Por fim, Perazzo et al. (2010) também demonstrou as influências positivas do uso dos minerais orgânicos proteinatos em poedeiras comerciais.

O mais recente trabalho, embora com frangos de corte, elaborado por Rostagno et al. (2017 ), e que inclusive estão expostos nas Tabelas Brasileiras de Exigências Nutricionais para Aves e Suínos publicada em 2017, fortalece cada vez mais o conceito e a utilização dos minerais orgânicos proteinatos devido a sua alta biodisponibilidade. A conclusão do trabalho foi que o uso de aproximadamente 45% dos minerais orgânicos na forma de proteinatos frente aos 100% de minerais inorgânicos não apresenta nenhuma diferença significativa com relação aos resultados zootécnicos.

Entretanto, é válido lembrar que apenas os minerais orgânicos proteinatos apresentam uma substituição total com diminuição de inclusões de minerais”.

Outras notícias você encontra na edição de Nutrição e Saúde Animal de 2019.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Nutrição

Nutrição precisa ser revista para melhor aproveitamento, sustenta professor

Nutrição dos animais ainda causa bastante dúvidas sobre o que é melhor e o que da mais resultados

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Arquivo/OP Rural

Mesmo sendo um assunto bastante recorrente no dia a dia de quem trabalha na avicultura, a nutrição dos animais ainda causa bastante dúvidas sobre o que é melhor e o que da mais resultados para todos os envolvidos na cadeia. Para sanar algumas destas questões o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), doutor Sérgio Vieira, falou sobre os desafios para uma boa formulação em frangos de corte durante o 13° Encontro Mercolab de Avicultura, que ocorreu em Cascavel, em setembro.

De acordo com ele, quando se alimenta um animal, se está passando por um processo de transformação que tem perdas que são intrínsecas a este processo. “Se a gente entender melhor onde se ganha e onde se perde, gerir melhor o negócio, nos permite ser mais otimizados no sistema de produção”, comenta.

O professor explica que as aves têm uma grande demanda por aminoácidos diferentes, diferente de outras espécies, como os suínos, por exemplo. “O frango de corte muda porque ele tem uma grande quantidade de pena, que é bastante importante sob o ponto de vista proporcional no momento de montar uma dieta”, explica. Ele comenta que ao contrário do que muita gente acha frangos com menos penas não necessariamente estão doentes ou com algum problema. “Você entra me um galpão e tem frango mais pelado que o outro, mas se este animal está bem, grande, pesado, porque faltaria algo, como aminoácido? Obviamente que não falta, porque se estivesse faltando, este animal não ia estar com um peso bom”, informa.

Vieira diz que o componente comercial mais importante dos últimos 50 anos é o peito. “Virou um alimento estabelecido, que tem demanda no mundo inteiro, é de alta qualidade e, principalmente, está relacionado a uma condição de criação de uma apresentação de diversas receitas ao redor do mundo. Hoje, em qualquer lugar que você vai, vai ter um alimento típico com peito de frango”, expõe. Antes esta demanda não era tão grande, mas se criou uma demanda tão grande por este produto, explica, que obviamente as casas genéticas têm trabalhado para que ano após anos se crie mais peito. “Ocorre que a construção dessa musculatura é totalmente diferente do aparato digestivo. Quando o frango cresce, ocorre um momento em que enquanto as outras partes do animal vão se estabilizando, o peito continua crescendo”, diz.

De acordo com um estudo apresentado pelo professor, em uma comparação feita entre frangos de 1940 e 2009 mostra que o crescimento do peito do frango aumentou 1,14% em relação ao resto do corpo. “O peito, a partir dos 14 dias, segue crescendo 14% a mais que o resto do organismo do frango”, mostra. Segundo ele, como atualmente toda a cadeia vem trabalhando de uma forma em que há aumento da demanda de carne, é preciso trabalhar através da maximização dos resultados, já que o tecido muscular segue crescendo praticamente em linhas comerciais ininterruptamente.

Vieira comenta que é importante pensar nesta questão, quando se fala em nutrição, porque ao longo dos anos as aves foram sofrendo melhoramento genético, que faz com que aves de 1940 sejam diferentes das de hoje em dia. “Essa questão causa algumas alterações que devem ser consideradas se a gente quiser levar a eficiência da produção comercial na ponta do lápis. Principalmente, quando pensamos em qualquer animal ao longo da vida dele não mais do que 40% do que ele consome é retido, fica no organismo. Ou seja, 60% é perdido no processo de construção dos outros 40%”, conta.

Nutrição deve ser bem escolhida

Segundo Vieira, a intenção proteica pode ser usada para muitas coisas na avicultura. “Uma das mais básicas que pode fazer nessa nutrição cruzada é o tipo de alimento que damos para o animal. Por exemplo, tem animal que está demandando mais de um tipo de proteína para composição corporal do que os outros.  Claro, pode trocar no momento de fazer a reposição, mas os animais com que trabalhamos não tem capacidade de fazer uma modificação no produto, na parte do alimento. Ou ele é utilizado do jeito que damos para ele, ou vai fora”, afirma. De acordo com o professor, há uma série de processas que fazem parte da estratégia de formulação.

Uma informação repassada pelo professor é que quanto mais proteína o animal consumir, mais músculo ele vai produzir. “Mas não vale a pena dar mais proteína, porque o peito vai aumentar pouco, mas vai produzir mais”, comenta.

De acordo com o professor, é possível controlar o crescimento, mas é preciso reconhecer as grandes oportunidades que surgem. “Primeiro, é preciso fazer o animal consumir mais adequadamente. Um animal que está com má absorção consome, mas não retém, um animal doente não consome”, diz. Dentro disso, existem coisas no dia a dia na granja que é preciso parar de “fazer vista grossa”. “Por exemplo, o intervalo de alojamento. De sete, 12 ou 21 dias, são totalmente diferentes. Um animal com um intervalo mais curto vai ter mais problema com aceleração de passagem, com retenção de alimento. Isso vai produzir uma resposta de crescimento mais curta”, enfatiza.

Para ele, o frango brasileiro é saudável e não tem desafios que outros países do mundo têm. “Ou seja, nossos animais têm condição de serem mais eficientes. Podemos escoar outras coisas e explorar um ganho maior da musculatura peitoral”, diz. Vieira enfatiza que é sabido que a alimentação tem um custo mais alto. “É sempre o que causa maior impacto sobre o produto final e os ingredientes, por outro lado, tem um custo variável”, comenta.

De acordo com Vieira, uma coisa básica que é preciso entender na nutrição é que quanto mais próximo é a proteína que se come daquela do corpo, mais bem faz. “Ou seja, é bem difícil fazer uma criança vegana crescer igual uma criança que come proteína animal”, exemplifica.

Dois pontos destacados pelo professor sobre a formulação de rações é que é preciso se livrar dos dogmas e utilizar aminoácidos essenciais. “A gente tem o material sintético, que é barato, e muitas vezes não conseguimos usar por conta dos dogmas que temos sobre isso. Um deles é quanto a proteína bruta. É algo que foi inventado há mais de 100 anos porque naquela época não tinha como fazer análise de outra forma. Hoje temos, então porque eu vou formular com algo que não significa nada para mim, que causa prejuízo?”, questiona.

O segundo ponto é quando a utilização dos aminoácidos essenciais. “Posso usar para ajudar na nutrição ideal ou olhar os não essenciais. Na primeira semana os animais estão demandando mais aminoácidos não essenciais do que outros animais. E damos para eles? Não” A gente faz de conta que não vê”, alerta.

Vieira diz que esta área sempre vai produzindo oportunidades, é sempre dinâmico. De acordo com ele, animais de criação tem sofrido melhoramento genético tradicional a bastante tempo e tem uma velocidade de crescimento e potencial que se modifica ano após anos. “Há modificação na estrutura corporal e o que acontece e que nunca muda é que tem que fazer conta. Número biológico dos animais é bonito somente para a pesquisa. É preciso fazer conta para saber se em uma operação estamos ganhando dois centavos ou perdendo três centavos. Para sabermos se no fim do dia vamos poder pagar a folha do pagamento ou não”, avisa.

Para o professor, existe muitas oportunidades que podem ser aproveitadas. “Em primeiro lugar reconhecer que não existe uma resposta única. Os animais têm respostas eu vou crescer ou diminuir de acordo com o que vão consumidor”, afirma. Outra coisa apontada por ele é a necessidade de voltar a usar aminoácidos sintéticos. “Houve uma redução da utilização há uns cinco anos, mas temos que voltar a utilizar isso”, diz. O último ponto é quanto a importância da utilização das tecnologias. “As tecnologias aumentaram bastante nos últimos anos, baixou o preço. Temos que usar”, comenta.

Outras notícias você encontra na edição de Nutrição e Saúde Animal de 2019.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Em relação ao mesmo período de 2018

Receita de exportação de carne de frango cresce 4,3% de janeiro a outubro

Entre janeiro e outubro, totalizou US$ 5,700 bilhões

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Arquivo/OP Rural

A receita de exportações de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) segue em alta em 2019, segundo levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Entre janeiro e outubro, totalizou US$ 5,700 bilhões, número 4,3% superior ao registrado no mesmo período de 2018, com US$ 5,463 bilhões. Foram exportadas 3,415 milhões de toneladas, volume 0,3% inferior na comparação com o ano anterior, com 3,426 milhões de toneladas.

Considerando apenas o mês de outubro, a receita das exportações totalizou US$ 536,5 milhões, número 7,1% inferior ao alcançado no mesmo período de 2018, com US$ 577,8 milhões. Foram exportadas 334 mil toneladas, volume 8,8% menor que as 366,1 mil toneladas embarcadas no décimo mês de 2018.

“As vendas de carne de frango foram mais qualificadas em outubro deste ano, registrando preço médio 1,8% superior ao registrado em relação ao ano anterior. Ao mesmo tempo, o quadro sanitário da Ásia segue gerando efeitos nas exportações, com elevação de 39% nas exportações para a China”, destaca Ricardo Santin, diretor-executivo da ABPA.

Fonte: Assessoria
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Avicultura Seguro

Mato Grosso assina primeiro seguro avícola do mundo

Termo de seguro beneficiará produtores mato-grossenses frente a eventuais focos de Influenza Aviária e Doença de Newcastle

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Arquivo/OP Rural

Após quase uma década de estudos e negociações, a avicultura do Brasil passa a contar, a partir desta terça-feira (29), com um seguro contra eventos sanitários. O seguro é o primeiro do mundo, e o Mato Grosso é o primeiro Estado brasileiro a aderir a iniciativa. A assinatura do seguro aconteceu nesta terça-feira, em solenidade com a presença da Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, em Brasília, DF.

Criado com o objetivo de garantir fundos privados de defesa sanitária para indenização, o termo de seguro assinado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e pela Associação Mato-grossense de Avicultura (AMAV) beneficiará os produtores mato-grossenses frente a eventuais focos de Influenza Aviária e Doença de Newcastle.

Único entre os grandes produtores a nunca registrar Influenza Aviária em seu território, o Brasil terá no seguro, segundo o diretor de Relações Institucionais da ABPA e um dos idealizadores do projeto, Ariel Antônio Mendes, um instrumento de transferência de riscos dos produtores, reduzindo as contribuições e incrementando a capacidade financeira dos fundos indenizatórios hoje existentes no Brasil para ocorrências sanitárias.

“A existência de recursos com este objetivo é fundamental para a rápida recomposição do polo de produção em eventuais ocorrências sanitárias. Também é importante para reforçar as boas práticas sanitária, além dos protocolos de prevenção. Após a adesão do Mato Grosso, outros Estados deverão aderir ao seguro, que é válido para todo o Brasil”, ressalta Mendes.

Fonte: Assessoria
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