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Microbiota intestinal pode influenciar células imunes, aponta especialista

A nutrição como aporte para construção das barreiras intestinais é determinante para a qualidade das células e proteínas funcionais envolvidas, bem como para a proporção de ácidos graxos de cadeia curta no intestino, associados principalmente ao tipo de fibra alimentar e posteriormente ao blend de enzimas nutricionais utilizados.

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A manutenção da saúde intestinal dos suínos é vital não apenas para o bem-estar dos animais, mas também para a prevenção de doenças e a promoção de uma produção sustentável. Um trato gastrointestinal saudável é fundamental para a absorção eficiente de nutrientes, pois quando o sistema digestivo falha isso resulta em deficiências nutricionais e menor crescimento dos animais. Além disso, problemas intestinais afetam o bem-estar dos suínos, causando desconforto e debilitação, ao mesmo tempo que comprometem o sistema imunológico, tornando os animais mais suscetíveis a doenças.

A saúde intestinal como reflexo de uma condição de inflamação ideal e não exagerada depende da qualidade anatômica fisiológica do intestino e de sua microbiota. Neste contexto, a nutrição como aporte para construção das barreiras intestinais é determinante para a qualidade das células e proteínas funcionais envolvidas, bem como para a proporção de ácidos graxos de cadeia curta no intestino, associados principalmente ao tipo de fibra alimentar e posteriormente ao blend de enzimas nutricionais utilizados. “Quando bem balanceado o gasto metabólico na manutenção da homeostase intestinal é o ideal”, afirma o médico-veterinário, mestre em Ciências Veterinárias e doutor em Biotecnologia, Luiz Felipe Caron. Ele será um dos palestrantes do Painel Imonologia: otimização da resposta imune de suínos durante o 20º Congresso Nacional da Abraves, que acontece nesta semana, de 16 a 19 de outubro, na Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.

Médico-veterinário, mestre em Ciências Veterinárias e doutor em Biotecnologia, Luiz Felipe Caron – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

O profissional destaca que a produtividade e o bem-estar são dois alvos frequentemente interligados, pois os resultados da eficiência produtiva, como conversão alimentar, ganho de peso e baixa taxa de condenação, são o resultado do investimento metabólico que o animal realiza ao longo de sua vida. “E a maior fonte de perda destes investimentos são os momentos em que o animal passa por algum tipo de estresse, desafios ou por desconforto social, térmico ou alimentar. Quando todos esses elementos estão em um nível aceitável e adequado há sobra para a produção e naturalmente o intestino é o ponteiro deste relógio, como órgão mais importante da digestão e absorção dos nutrientes, bem como da resposta imune”, salienta Caron. “Cada vez mais se entende do potencial do intestino como um fator determinante nas respostas endócrinas, especialmente em relação ao tipo de fibra alimentar e à microbiota”, complementa.

Quando se trata dos principais desafios nutricionais que afetam a saúde intestinal dos suínos, Caron destaca que a qualidade da matéria-prima desempenha um papel crucial, particularmente com o acesso à água de alta qualidade. Uma vez estabelecidos esses alicerces, a atenção se volta para o equilíbrio de nutrientes e o uso de aditivos como alternativas aos antibióticos promotores de crescimento ou mesmo em esquemas intermitentes. “O grande desafio reside na melhoria dos processos de manejo para garantir que o ambiente externo, da boca para fora, favoreça um ambiente interno saudável, da boca para dentro”, frisa.

Diversos componentes da dieta dos suínos podem exercer um impacto benéfico na saúde intestinal. No entanto, Caron menciona que as fibras são, sem dúvida, um dos elementos mais influentes, juntamente com as enzimas nutricionais. “Aprofundar nossa compreensão sobre os processos de fermentação, tanto das fibras quanto das proteínas, torna-se essencial para melhorar o balanço de aminoácidos e até mesmo de nucleotídeos como ingredientes”, expõe.

Caron explica que a composição da microbiota é reflexo do tipo de alimento disponível e da abundância de cada tipo de matéria-prima, com uma mudança significativa observada entre o período de sete a 21 dias, em que 95% das bactérias são estritas anaeróbicas, incluindo firmicutes, bacteroidetes e proteobactérias. “A abundância de firmicutes (54%), bacteroidetes (38,7%) e proteobactéria (4,2%) muda para bacteroidetes (59,6%), firmicutes (35,8%) e proteobactéria (1%) depois do desmame, indicando que os filos são os mesmos, variando apenas a abundância pré e pós-desmame. Isso evidencia uma das características de modulação da microbiota intestinal”, pontua.

Além disso, Caron ressalta que os aditivos nutricionais disponíveis atualmente no mercado, independentemente de serem alternativos ou não, têm um papel significativo no aprimoramento dos aspectos produtivos e sanitários dos suínos. “Esses aditivos direcionam como a microbiota intestinal pode impactar e influenciar as células imunes, não apenas no GALT, bem como podem fazer com que as células imunes afetem a microbiota”, menciona.

Sinais de doenças

Quando os animais enfrentam problemas de saúde intestinal, o médico-veterinário observa que existem indicadores precoces que podem ser identificados por meio do comportamento. “Esses sinais iniciam na gestação e lactação. A qualidade da colostragem é fruto deste balanço ideal para a porca e da formação e maturação do sistema imune, período conhecido como plasticidade imune. Essa fase pode afetar o peso ao nascimento, o peso ao desmame e a taxa de mortalidade dos leitões”, relata Caron.

Estratégias nutricionais

Dentre as estratégias nutricionais podem ser implementadas para prevenir ou tratar problemas de saúde intestinal em suínos, Caron diz que estão relacionadas a uma análise de risco, pois não há uma fórmula mágica, exceto cuidados com a matéria-prima e a água. “Implantar estratégias de arraçoamento nas porcas e a perfeita preparação das leitoas vai garantir uma gestação adequada. A lactação com colostro de boa qualidade e o acesso a ele serão importantes para a formação do intestino de qualidade dos leitões, isso, por sua vez, se traduz em menor inflamação e na formação de uma boa microbiota”, afirma o mestre em Ciências Veterinárias.

No que diz respeito às exigências nutricionais em diferentes estágios de crescimento, Caron enfatiza a importância de identificar o momento ideal para se fazer a nutrição de precisão, que pode ser feita por demanda de desafio ou por biomarcadores que permitem compreender melhor a construção do intestino. “Assim, as tabelas nutricionais devem funcionar como uma régua para orientar a direção, a compreensão e uso destes biomarcadores, definindo as alternativas atuais como aditivos, entre outros”, enfatiza.

Caron sugere que o manejo alimentar para garantir uma dieta balanceada e saudável para os suínos deve ser feito com precocidade. “Isto não quer dizer que os problemas da terminação serão resolvidos, mas com o investimento nas UPLs ou UPDs, onde certamente o manejo alimentar ideal vai garantir as condições ideias para gestação e lactação, bem como de creche, preservado o impacto de múltiplas origens, onde não há nutrição e manejo sanitário que possa equilibrar o que um ambiente mais controlado pode proporcionar”, relata.

Quando se trata de otimizar a nutrição do rebanho para promover uma saúde intestinal, Caron diz que a regra mais fácil de se alcançar é entender que é preciso ver primeiro da boca para fora para depois ver da boca para dentro. “O animal tem um potencial genético muito grande para entregar, portanto o aporte e divisão de nutrientes precisa ser quase perfeito. Sendo assim, diminuir a necessidade de gasto para controlar e sobreviver aos desafios ambientais proverão a reserva dos mesmos atores para a eficiência. O animal usa tempo, energia e nutrientes para o crescimento e se o intestino é o maior órgão imune, é preciso deixar que esse órgão direcione estes fatores para a eficiência nutricional. O impacto para o ganho de peso dos animais é de mais de 60%, distribuído em três pilares: instalações, técnicos e produtor, ou seja, está em nossas mãos melhorar a eficiência produtiva e certamente o aproveitamento nutricional”, evidencia.

Pesquisa e inovação

A pesquisa e inovação na área de nutrição suína estão desempenhando um papel fundamental na melhoria da saúde intestinal e no desempenho dos suínos. Um aspecto crucial desse avanço concentra-se na curva crescente de aprendizagem relacionada à criação de métodos robustos para analisar a microbiota intestinal e na forma de aplicação desses conhecimentos no campo. Além disso, há um esforço contínuo de monitoramento e padronização de marcadores, especialmente aqueles relacionados à inflamação intestinal.

Segundo Caron, uma área inovadora em ascensão é a imunonutrição. “É uma inovação interessante, pois trabalhamos em um nível muito sensível, criando o ambiente intestinal ideal, o que certamente reflete na qualidade ambiental. Isso nos leva além da busca pela melhoria e compreensão das condições individuais dos suínos, para um foco populacional, comprovando que a nutrição não contribui apenas para a saúde dos suínos individualmente, mas também mostrando que a nutrição é um componente da saúde ambiental”, declara.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor suinícola acesse gratuitamente a edição digital de Suínos. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

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Da creche à sustentabilidade, 6º Encontro Técnico Abraves-SP apresenta estratégias para aumentar eficiência das granjas

Evento em Pirassununga (SP) vai discutir manejo de leitões leves, sanidade, nutrição e sistemas de produção para apoiar decisões técnicas na suinocultura.

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Foto: Divulgação

Melhorar a produtividade sem comprometer a sanidade do rebanho exige decisões técnicas em todas as etapas da produção. Manejo de leitões, nutrição, biosseguridade e gestão dos sistemas de criação estão entre os fatores que determinam o desempenho das granjas e influenciam diretamente os custos e os resultados da atividade.

Diante desse cenário, a atualização técnica tornou-se uma ferramenta cada vez mais importante para médicos-veterinários, zootecnistas, consultores e produtores, que precisam incorporar novos conhecimentos à rotina das granjas.

Esses temas estarão em debate no 6º Encontro Técnico Abraves-SP, que será realizado em 09 de setembro, no campus da Universidade de São Paulo (USP), reunindo profissionais da cadeia suinícola para discutir soluções aplicáveis aos sistemas de produção.

Entre os destaques da programação está a palestra do médico-veterinário Vinícius Cantarelli, que abordará estratégias de manejo de leitões leves na fase de creche, uma etapa decisiva para o desempenho dos animais ao longo do ciclo produtivo.

O médico-veterinário Caio Abércio da Silva discutirá a sustentabilidade dos sistemas de produção, apresentando abordagens voltadas à eficiência técnica, econômica e ambiental da suinocultura.

Promovido pela regional paulista da Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos (ABRAVES), o encontro busca aproximar pesquisa científica e prática de campo, oferecendo aos participantes ferramentas para aprimorar a tomada de decisão nas granjas.

A programação completa e as inscrições estão disponíveis aqui.

Fonte: Assessoria ABRAVES
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Redução das granjas de reprodutores acende alerta para a genética suína

Artigo destaca a queda no número de GRSCs e defende medidas para preservar a base genética da suinocultura brasileira.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

Ao nos referirmos às Granjas de Reprodutores Suínos no Brasil, as chamadas GRSCs, há que se ressaltar, de pronto, o fundamento histórico e a relevância dessas granjas à atividade suinícola nacional, assim como sua relação direta com a organização da classe dos produtores de suínos do Brasil, haja vista que elas deram origem à Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), fundada por um grupo de 48 produtores em 13 de novembro de 1955 no município gaúcho de Estrela, dando-se assim início a um significativo e intenso trabalho de melhoramento do rebanho de suínos no Brasil. E a criação da ABCS tornou possível organizar o registro genealógico e os programas de melhoramento genético no país, em se tratando de suinocultura comercial. É possível afirmar que as GRSCs são os verdadeiros centros de seleção genética, controle de origem e de avaliação do desempenho dos animais.

De fato, foram o pilar da transformação da suinocultura brasileira, ajudando a tornar o Brasil uma potência global na produção de carne suína, ocupando hoje o 4° lugar na produção mundial de suínos, pelo fato de as GRSCs garantirem a autossuficiência genética nacional, impulsionarem a adoção da inseminação artificial e elevarem a sanidade e a produtividade brasileira a padrões internacionais. De tal forma que essas granjas tiveram e ainda têm um papel fundamental no desenvolvimento da suinocultura brasileira moderna, dentro de uma cadeia altamente tecnificada e competitiva.

Não há como não se observar esse aspecto histórico da importância das granjas de produção de reprodutores suídeos, desde a criação da ABCS e de suas associações afiliadas estaduais, para a sustentação da atividade suinícola do Brasil nos últimos 70 anos, período em que o consumo interno de produtos derivados de suínos dobrou, passando de uma média nacional de 10kg para 20 kg, per capta, justamente a partir do uso de reprodutores dessas granjas. Aliás, em 2025, a média foi de 20,2 kg/habitante/ano (segundo a ABCS), consolidando um crescimento de cerca de 35% na última década.

Redução drástica das GRSCs no Brasil

Artigo escrito por Cesar da Luz é especialista em agribusiness, consultor da Associação Paranaense de Suinocultores e pesquisador da cadeia suinícola nacional. E-mail: [email protected].

Mesmo diante de todo esse contexto histórico, levantamento feito com base na literatura brasileira e com dados obtidos junto ao Relatório de 2025 do Registro Genealógico de Suínos da Associação Brasileira de Criadores de Suínos, ABCS, indica que houve uma redução muito significativa no número dos criadores de suínos da raça Landrace, com afixo registrado pelo produtor na entidade que representa o sistema suinícola brasileiro. Afixo é o nome oficial dado ao criatório, ou granja, certificada na ABCS.

Para se ter uma ideia da grande redução no número desse tipo de granjas e da grande erosão da variabilidade genética de suínos no Brasil, enquanto na década de 1970 o número de afixos registrados na ABCS era de 271, no ano passado, esse número caiu drasticamente para apenas 34. Portanto, atualmente, essas granjas representam apenas 12,5% do total existentes na década de 1970, em um ambiente em que as fontes de material genético das principais raças comerciais de suínos, como Landrace, Large White, Duroc e Pietrain, já são bastante escassas.

O fato é que o número de Registros Genealógicos vem reduzindo substancialmente desde a década de 1970 para a década de 1990 e para o período posteriormente aos anos 2000, enquanto o número de afixos de Empresas Integradoras e de Empresas de Genética vem crescendo sua participação no mercado de reprodutores Landrace, no Brasil.

Raça Landrace

No caso específico da raça Landrace, ela é uma das mais importantes para a evolução da atividade suinícola brasileira moderna, principalmente pela sua elevada capacidade reprodutiva e pelo excelente desempenho materno. Originária da Dinamarca, a raça foi introduzida no Brasil para contribuir no melhoramento genético dos rebanhos comerciais e se tornou fundamental nos sistemas intensivos de produção de carne suína.

A participação da raça Landrace foi decisiva para a modernização da suinocultura brasileira, especialmente a partir da intensificação da atividade nas regiões Sul, nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul,0 Sudeste, nos estados de São Paulo e Minas Gerais, sendo que as GRSCs passaram a utilizar amplamente a genética Landrace em programas de seleção, contribuindo para a disseminação de animais superiores e para o controle sanitário dos plantéis.

É importante destacar, ainda, que a raça Landrace é uma das principais raças de suínos utilizada na produção de suínos no Brasil, compondo 50% do genótipo na maioria das fêmeas F1 utilizadas na produção comercial de suínos, o que muito bem representa o que está ocorrendo com os Registros Genealógicos de Suínos no país, algo que requer muita atenção, especialmente dos órgãos governamentais, especialmente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Ressalte-se, ainda, que as Granjas Independentes de Produção de Reprodutores, no caso da raça Landrace, elas são fundamentais também para a produção do mercado livre de suínos no país, composto por granjas de pequeno e médio porte que não pertencem aos sistemas integrados e cooperados. São tais granjas independentes que abastecem grande parcela do mercado interno nacional com produtos derivados de suínos, mas que estão reduzindo ano após ano, colocando o Brasil na dependência de reprodutores de Empresas de Genética que atuam no país, mas cujos Núcleos Genéticos Primários se encontram no exterior, o que implica no aumento do volume de “royalties” enviados para fora do Brasil.

Portanto, as GRSCs continuarão sendo extremamente importantes para suprir o mercado interno de reprodutores suínos, bem como fundamentais para o resgate e manutenção das raças nacionais de suínos e mesmo para a manutenção das raças importadas que já estão adaptadas para uso comum na suinocultura brasileira. Sem dúvida, as granjas de reprodutores foram a base do avanço genético, sanitário e tecnológico da suinocultura nacional, sem as quais o setor dificilmente teria alcançado os níveis atuais de eficiência, qualidade e competitividade internacional que se encontram hoje.

Olhando para esse histórico e para a importância das Granjas de Reprodutores de Suínos para a suinocultura brasileira, vê-se, inclusive, a própria necessidade de que uma fonte pública proporcione recursos, inclusive a fundo perdido, para a implementação das novas medidas exigidas pelo MAPA, integrantes da Portaria DAS/MAPA nº 1.358/2025, permitindo que as GRSCs consigam continuar cumprindo seu papel no contexto da suinocultura e como salvaguardas do banco genético nacional.

Fonte: Artigo escrito por Cesar da Luz é especialista em agribusiness, consultor da Associação Paranaense de Suinocultores e pesquisador da cadeia suinícola nacional. E-mail: [email protected].
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Pig Fair destaca tecnologias para impulsionar a produtividade na suinocultura

Feira paralela ao Simpósio Brasil Sul reunirá empresas, pesquisadores, técnicos e produtores entre os dias 11 e 13 de agosto, em Chapecó.

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Tecnologia, inovação e geração de negócios marcarão a 17ª Brasil Sul Pig Fair, feira paralela ao 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet). O evento será realizado de 11 a 13 de agosto, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC), reunindo mais de 50 empresas nacionais e multinacionais que apresentarão as principais tendências, produtos, serviços e tecnologias voltadas à cadeia produtiva da suinocultura.

A Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de biosseguridade, diagnóstico, genética, nutrição, vacinas, aditivos, equipamentos, automação, ambiência e tecnologia, proporcionando aos participantes contato direto com soluções inovadoras para aumentar a produtividade, a eficiência e a sustentabilidade das granjas. Além da exposição de produtos e serviços, a feira se destaca como um ambiente estratégico para networking, troca de experiências e fortalecimento de parcerias entre empresas, pesquisadores, técnicos, produtores e representantes da agroindústria.

Presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin: “A feira é um espaço onde inovação e prática caminham juntas. Os participantes têm a oportunidade de conhecer tecnologias que já estão transformando a produção, conversar diretamente com especialistas das empresas e ampliar sua rede de relacionamentos” – Foto: Suellen Santin/MB Comunicação

A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que a Pig Fair complementa a programação científica do Simpósio ao aproximar o conhecimento técnico das soluções disponíveis no mercado. “A feira é um espaço onde inovação e prática caminham juntas. Os participantes têm a oportunidade de conhecer tecnologias que já estão transformando a produção, conversar diretamente com especialistas das empresas e ampliar sua rede de relacionamentos. Essa interação entre indústria, pesquisa e campo é um dos grandes diferenciais do SBSS”, afirma.

Para o presidente da comissão científica do SBSS, Lucas Piroca, a integração entre a programação técnica e a feira fortalece o papel do evento como um ambiente de atualização completa para os profissionais da cadeia produtiva. “Enquanto o Simpósio apresenta as principais discussões científicas e tendências do setor, a Pig Fair permite que os participantes conheçam, na prática, as soluções que estão sendo desenvolvidas pelas empresas. É um espaço de inovação, troca de conhecimento e geração de oportunidades para toda a suinocultura”, ressalta.

Os expositores também preparam lançamentos e novidades para esta edição, reforçando a Pig Fair como uma vitrine das principais inovações do mercado. Durante os três dias de evento, os congressistas poderão visitar os estandes, conhecer novas tecnologias, compartilhar experiências e ampliar o networking com profissionais de diferentes regiões do Brasil e da América Latina.

SBSS

As inscrições já estão disponíveis no site, acesse clicando aqui. O investimento do segundo lote, até o dia 30 de julho, é de R$ 750 para profissionais e R$ 450 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.

Tecnologias e negócios

Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.

O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.

Programação geral

•  18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura

•  17ª Brasil Sul Pig Fair

Terça-feira (11)

WORKSHOP: GESTÃO DE PROGRAMAS SANITÁRIOS NA SUINOCULTURA

9h00 – Módulo 1: A base de qualquer programa

• Conceitos de Bactericida e Bacteriostático

• Por que pensar em Farmacodinâmica e Farmacocinética

• Interações e associações de drogas antimicrobianas

Palestrante: Everson Zotti

9h40 – Módulo 2: Inteligência Sanitária e Diagnóstico

• Entendimento do conceito e desafio sanitário: qual é o meu desafio?

• Diagnóstico de rotina e análise de dados (isolamento, antibiograma, MIC)

• Aprendizado com falhas diagnósticas

Palestrante: Edison Magalhães

10h20 – Módulo 3: Desenhando Programas Factíveis

• Crítica aos protocolos de “amplo espectro”

• Impactos do uso imprudente de antimicrobianos

• O que realmente é necessário para resolver o problema

Palestrante: Augusto Heck

11h00 – Módulo 4: Farmacoeconomia e Monitoramento

• O programa que cabe no bolso (Análise de ROI)

• Como monitorar a efetividade do tratamento

• Tecnologias para detecção precoce de falhas

Palestrante: Luiz Carlos Giongo

11h30 – Mesa Redonda

13h30 – Abertura da Programação Científica

Painel Produção – A BASE

13h40 às 14h10 – Primíparas: Gestão Estratégica e Longevidade

Palestrante: Rafael Ulguim

14h15 às 14h45 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Sanidade)

Palestrante: Paulo Eduardo Bennemann

14h50 às 15h20 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Nutrição)

Palestrante: Cesar Augusto Pospissil Garbossa

15h25 às 15h55 – Mesa Redonda

16h00 às 16h30 – Coffee break

16h30 às 17h10 – O Futuro da Proteína Suína

Palestrante: Luis Rua

17h10 às 17h30 – Perguntas

17h30 – Solenidade de Abertura Oficial do SBSS

18h30: Palestra de Abertura: A Nova Geopolítica dos Alimentos: Impactos nas proteínas animais e na suinocultura.

Palestrante: Marcos Jank

20h00: Coquetel de Abertura na PIG FAIR

Quarta-feira (12)

Painel Biovigilância – Gestão Integrada

08h00 às 8h40: Biomanagement e Defesa Sanitária: Estratégias de Mitigação

Palestrante: Jordi Baliellas Capdevila

08h45 às 09h15: Vigilância e controle de Vetores: Roedores e Insetos como disseminadores de Patógenos

Palestrante: Alisson Mezzalira

09h20 as 09h50 – Mesa Redonda

09h50 às 10h20: Coffee Break

Painel Alimentação – Desafios e Oportunidades

10h20 às 10h50 – Eixo Imuno-Nutricional: Programação Metabólica da Matriz ao leitão

Palestrante: Jose Soto

10h55 às 11h25 – Imunonutrição: Estratégias Não Farmacológicas para a Resiliência Sanitária

Palestrante: Andres Gomez

11h30 às 12h00: Vigilância Analítica e Gestão de Micotoxinas: Estratégias para Blindar a Performance e a Sanidade

Palestrante: Ricardo Rauber

12h00 às 12h30 – Mesa Redonda

12:30 às 14h00 – Intervalo para almoço

12h30 às 13h30 – Eventos Paralelos

Painel Sanidade – Saúde Respiratória

14h00 às 15h00 – Erradicação de M. hyopneumoniae: Protocolos de Exposição, Estabilização e Eliminação

Palestrantes: Gustavo Silva e Paul Yeske

15h00 às 15:30 – Sincronia Sanitária: O Impacto da Aclimatização de Leitoas na estabilidade do plantel

Palestrantes: Luciano Brandalise

15h30 às 16h00: Coffee Break

16h00 às 16h40 – Influenza em Foco: Impactos e alternativas de controle

Palestrante: Ricardo Yuti Nagae

16h45 às 17h25 – Ambiência 4.0: Conectividade, Bem-Estar e Eficiência Energética na Suinocultura

Palestrante: Lederson Trindade de Lima

17h35 às 18h00 – Mesa Redonda

18h30 às 19h30 – Evento Paralelo Exclusivo (MSD)

20h00: Happy Hour na PIG FAIR

Quinta-feira (13)

08h30 às 09h10 – Alimentação de Precisão: Sensores, Conectividade e Eficiência Nutricional

Palestrante: Bruno Silva

09h10 às 09h30 – Perguntas

9h30 às 10h00 – Coffee Break

Painel Pessoas – Gestão e Performance

10h00 às 10h30 – Percepção vs. Realidade: Comunicação Estratégica para Mitigar Erros e Maximizar Resultados

Palestrante: Creici Lamonato

10h35 às 11h05 – Capital Humano e Sucessão: Preparando a Próxima Geração e as Equipes de Alta Performance

Palestrante: Rogério Facin

11h10 às 11h40 – O Apagão de Mão de Obra e o Desafio da Qualificação

Palestrante: Anderson Queirós

11h45 às 12h15 – Mesa Redonda

12h15 – Sorteio de brindes e encerramento

Fonte: Assessoria Nucleovet
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