Conectado com

Notícias

Mapa esclarece caso de PSC detectado no Brasil

De acordo com Ministério, caso aconteceu em uma propriedade de criação familiar de subsistência sem vínculos com estabelecimentos comerciais ou de reprodução de suínos

Publicado em

em

Na segunda-feira (08) o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) lançou uma nota explicando a situação sobre o caso de Peste Suína Clássica (PSC) que foi confirmado no Brasil no último dia 06 de outubro em uma propriedade no município de Forquilha, CE. De acordo com o Ministério, o caso aconteceu em uma propriedade de criação familiar de subsistência sem vínculos com estabelecimentos comerciais ou de reprodução de suínos.

A nota informa que o foco está a mais de 500 quilômetros de distância da divisa com a zona livre de PSC do Brasil, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). “Portanto, a ocorrência não altera o reconhecimento internacional concedido a essa região, não justificando impactos no comércio de suínos e seus derivados”, explica o MAPA.

O diagnóstico foi confirmado pelo Laboratório Nacional Agropecuário do Ministério por meio de técnicas moleculares, realizado em amostras de um suíno que apresentava sinais clínicos da doença. “Estão sendo adotados os procedimentos para eliminação do foco, com sacrifício e destruição dos suínos, e investigação epidemiológica para as propriedades situadas no raio de 10 km em torno do foco e todas as propriedades que possuírem algum vínculo epidemiológico”, esclarece a nota.

No documento, o Ministério ainda explica que a zona livre de PSC do país concentra mais de 95% de toda a indústria suinícola brasileira. “Cem por cento de toda a exportação de suínos e seus produtos são oriundos dessa zona, integrada por 16 Estados brasileiros e o Distrito Federal (RS, SC, PR, MG, SP, MS, MT, GO, DF, RJ, ES, BA, SE, TO, PA, RO e AC). Nessa zona, a última ocorrência detectada de PSC foi em janeiro de 1998. O Ceará não integra a zona livre de PSC”, informa.

O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, afirma que não há risco ou interferência nas exportações ou no mercado interno. "Confiamos no trabalho do Mapa, que já está adotando os procedimentos necessários para a eliminação do foco", diz. Marcelo aproveita a oportunidade para chamar os produtores e toda a cadeia suinícola que atua na zona livre de PSC para apoiar a pasta no desafiador trabalho de tornar o Brasil um país completamente livre da doença. “Precisamos unir forças e contribuir para mais esta conquista do nosso setor. Isso nos resultará em novos mercados e de tornar o país completamente livre da PSC”, afirma.

A Peste Suína Clássica (PSC) também conhecida como cólera suína, é uma doença viral contagiosa que afeta somente suínos domésticos e selvagens. Não oferece riscos à saúde humana e nem afeta outras espécies animais.

No Brasil

O Brasil não tem ocorrência de PSC na zona livre desde 1998, ou seja, há mais de 20 anos. Desde 2016, o país segue a Instrução Normativa 25, de 19 de julho, que impõe restrições necessárias que são adotadas e averiguadas através de controles e medidas de mitigação de risco realizadas pelos postos fixos de equipes móveis de fiscalização estrategicamente localizados nos limites estabelecidos entre as zonas livre e não livre, além das barreiras naturais e perenes existentes, como rios, cordilheiras e matas.

No mundo

A preocupação com o foco da doença no Brasil é por conta dos casos que vem acontecendo no mundo. Em setembro deste ano casos da doença foram relatados no Japão. Além do mais, um grande surto da Peste Suína Africana também tem deixado em alerta autoridades do mundo todo com os diversos focos na Ásia e Europa. Na última edição de Suínos e Peixes do jornal O Presente Rural foi feito um material especial falando sobre as doenças.

Fonte: O Presente Rural com informações do Mapa e ABCS

Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

onze − dez =

Notícias Boi Gordo

Oferta limitada mantém indicador firme neste ano

Cenário está atrelado à menor oferta interna de animais prontos para o abate e à demanda firme

Publicado em

em

Arquivo/OP Rural

Os preços da arroba do boi gordo estão firmes no mercado brasileiro em 2019. Pesquisadores do Cepea afirmam que esse cenário está atrelado à menor oferta interna de animais prontos para o abate e à demanda firme, especialmente por conta do bom desempenho das exportações nacionais.

No acumulado de 2019 (de 28 de dezembro de 2018 até 17 de abril deste ano), o Indicador do boi gordo ESALQ/B3 subiu 0,4%, fechando a R$ 154 nessa quarta-feira (17). A firmeza nos valores da arroba somada à queda nos preços do milho (devido à maior oferta), por sua vez, têm favorecido a relação de troca de produtores, que registra o momento mais favorável ao pecuarista desde janeiro de 2018.

Fonte: Cepea
Continue Lendo

Notícias Mercado Interno

Preços da carne de frango sobem com força em abril

Cotações dos produtos de praticamente todos os elos da cadeia têm subido desde o início deste ano

Publicado em

em

Arquivo/OP Rural

As cotações dos produtos de praticamente todos os elos da cadeia têm subido desde o início deste ano, favorecidas pela demanda aquecida e pela produção ajustada, segundo dados do Cepea. Na parcial de abril (até o dia 17), o frango inteiro congelado, negociado no atacado da Grande São Paulo, registra média de R$ 4,65/kg, elevação de 4,4% frente à do mês anterior e de expressivos 51,8% em relação a abril/18, em termos reais (valores foram deflacionados pelo IPCA de março/19).

Para o produto resfriado, os negócios apresentam média de R$ 4,66/kg na parcial deste mês, avanços de 4% e de significativos 54,1% nos mesmos comparativos. Quanto aos cortes, um dos avanços mais significativos nos valores de março para abril, de 7,8%, é observado para a coxa/antecoxa congelada, que registra média de R$ 4,87/kg na parcial deste mês – no ano, o aumento é de 40%.

Fonte: Cepea
Continue Lendo

Notícias Prioridade para o bem-estar animal

Aurora inaugura moderna UDG em Chapecó

UDG II permitirá ampliar em 67% a produção de sêmen do complexo agroindustrial

Publicado em

em

Divulgação

Bem-estar animal é o princípio orientador da Unidade de Disseminação de Genes (UDG II) da Cooperativa Central Aurora Alimentos – terceiro maior grupo industrial de alimentos cárneos do Brasil – inaugurada nesta semana, em Linha Tomazzelli, em Chapecó, SC. A UDG II permitirá ampliar em 67% a produção de sêmen do complexo agroindustrial, adotando o que há de mais avançado em genética suína. A unidade absorveu investimentos da ordem de R$ 17 milhões.

O ato inaugural foi presidido pelos diretores Mário Lanznaster (presidente), Neivor Canton (vice-presidente), Marcos Antônio Zordan (diretor de agropecuária), na companhia dos presidentes das cooperativas filiadas, do vice-prefeito Élio Cella, do gerente de produção de suínos Valdir Schumacher e do coordenador de desenvolvimento genético Evandro Nottar. O padre Domingos José Dias e o pastor Altair Boita ministraram a benção inaugural.

O presidente Mário Lanznaster destacou que o investimento foi necessário para manter o programa de expansão da produção de suínos da Aurora. O coordenador de desenvolvimento genético Evandro Nottar detalhou a complexidade da gestão e da operação da produção de sêmen. O vice-prefeito Élio Cella discorreu sobre a importância da Aurora na economia regional.

O diretor de agropecuária Marcos Zordan destacou que a UDG II atende aos requisitos da legislação europeia de bem-estar animal. A boa alimentação é uma das prioridades, mediante controle da qualidade e potabilidade da água e o fornecimento de nutrição balanceada. Os reprodutores estarão alojados em instalações climatizadas, com pressão positiva e filtro de ar, impedindo a entrada de agentes patogênicos, mantendo a biosseguridade e o bem-estar dos animais. Este moderno sistema de climatização foi desenvolvido para garantir ar na temperatura ideal ao conforto animal, devidamente filtrado e na quantidade adequada para atender à necessidade dos animais gerando conforto térmico.

As densidades na granja foram ajustadas de acordo com as condições ambientais, de manejo e comportamento dos animais. Os pavimentos e pisos foram construídos de forma a evitar e/ou minimizar lesões, com área útil mínima destinada a cada animal igual ou superior a 6 metros quadrados.

As instalações foram planejadas com fundos e laterais das baias com as grades vazadas, permitindo o contato entre os indivíduos e respeitando o comportamento social dos suínos.

O cuidado com a saúde do plantel é outro ponto central, assegurado pela presença de médico veterinário. Com isso, busca-se o correto manejo dos animais, a sanidade e a prevenção de doenças, com o diagnóstico e tratamento (quando necessário). “Queremos as melhores condições de bem-estar para os animais”, sublinha o diretor. Para isso, a equipe de profissionais será treinada e capacitada de acordo com as boas práticas de produção e bem-estar animal.

Estrutura

A UDG II tem área total construída de 4.266,09 m² e abrigará 300 machos doadores dentro das melhores condições de bem-estar animal. Os doadores são machos híbridos, resultado da composição de diferente raças, fornecidos pelas maiores empresas de genética suína do mundo, como Agroceres PIC, DB Danbred e Topigs Norsvin. A UDG II passará a produzir 10.500 doses/semana ou 45.500 doses/mês.

Os reprodutores, antes de ingressarem no galpão principal da unidade, serão recebidos no galpão de quarentena que possui o mesmo sistema de climatização e biosseguridade. Ali, por um período de 30 dias, serão monitorados diariamente objetivando garantir que não são portadores de nenhuma doença ou agente infeccioso.

Uma equipe de 13 profissionais trabalhará na UDG II, com o suporte de um médico veterinário e responsável técnico. O acesso ao local será rigorosamente restrito com uso de arco de desinfecção, escritório para controle de entrada de pessoas, barreira sanitária (banho de funcionários e visitantes) e quarentena obrigatória.

O complexo UDG II, que ocupa uma área de 272 hectares, é constituído por arco de desinfecção, três residências para moradores, prédio administrativo, área de lazer e lavanderia, laboratório, central de coleta e processamento de sêmen, área de quarentena, vestiário de quarentena, galpão de serviços, composteira, casa de maravalha, central de lixo, sala de painéis elétricos, geradores de energia, cabine de medição de energia, reservatórios de água, cisterna e lagoas de dejetos.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo
Facta 2019
Biochem site – lateral
Abraves
Conbrasul 2019

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.