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Manejo em matrizes pesadas deve estar em constante evolução, afirma especialista

Profissional destaca que é preciso se atentar às novidades no mercado para melhorar o manejo e garantir uma produção boa e de qualidade

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Conseguir melhorar a produtividade a cada lote é o que o avicultor busca. Porém, é importante que a indústria adote as corretas práticas de manejo, principalmente quando o assunto são as reprodutoras pesadas. É essencial que as empresas saibam exatamente quais práticas seguir, além de adaptá-las às novas realidades do mercado. Não existem práticas mágicas de manejo que resultem em lotes de qualidade, segundo o médico veterinário Anselmo Micheletti.

De acordo com o profissional, o que existe é um conjunto de ações que envolve atenção constante aos detalhes e observação de práticas recomendadas pela casa genética produtora da linhagem. “Entre os detalhes estão as seleções bem-feitas nos momentos chaves do lote, atenção na distribuição rápida e uniforme do alimento, checagem e ajuste constante dos parâmetros de ambiência”, conta.

Micheletti avisa que as aves mudaram muito nos últimos anos, assim como a tecnologia e os equipamentos disponíveis para manejá-las. “Porém, a observação detalhada das reações das aves e algumas práticas básicas de manejo bem-feitas ainda apresentam bons resultados”, afirma. Ele diz que, em resumo, é preciso estar de olho no futuro e com um pé no presente o tempo todo, modificando as práticas de manejo que se mostrarem necessárias pela evolução das aves e equipamentos.

Outro ponto destacado pelo médico veterinário é que adotando as práticas de manejo preconizadas pela linhagem, os lotes que se encontrarem em boa condição de sanidade geral apresentarão bons resultados zootécnicos e, por consequência, bons resultados financeiros para a indústria e para o produtor. “Além dos ganhos financeiros em lotes individuais, a prática de manejos citados ajuda a manter a produtividade constante através do tempo em todos os lotes”, salienta.

Custo/Benefício

Micheletti afirma que a maioria das boas práticas de manejo não representa aumento de custo para o produtor. “Algumas práticas específicas podem gerar algum custo, mas o ganho financeiro durante a vida do lote, com certeza, será maior que os custos”, revela. Ele comenta que seguir consistentemente as melhores práticas de manejo para todos os lotes alojados na propriedade traz, no custo prazo, a melhoria dos resultados zootécnicos a cada lote produzido. “Algumas das melhorias são mais ovos incubáveis por fêmea alojada, melhoria na viabilidade geral e melhor eclosão”, revela.  Já no longo prazo, a adoção sistematizada destas práticas traz confiabilidade e redução da variação de resultados entre lotes.

Manejos específicos

Micheletti destaca ainda que as boas práticas de manejo de fêmeas associadas à manejos específicos para machos garantirão uma fertilidade otimizada durante toda a vida do lote e, por consequência, um número de pintos de qualidade por fêmea alojada alinhado com os objetivos de performance que garantirá um excelente rendimento financeiro. “Entre os manejos específicos para machos estão a seleção em recria e produção, manejo detalhado de comedouros e distribuição uniforme de alimento, intraspiking, entre outros”, conta.

Para o médico veterinário, o resultado zootécnico de um lote de matrizes pesadas sempre é resultado de vários aspectos, sendo controladas através do tempo. “Alguns exemplos que podem ser citados são a ambiência dos aviários alinhada com a necessidade das aves nas várias fases do lote, boa sanidade dos lotes com ações preventivas e curativas quando necessárias, nutrição alinhada com os requerimentos nutricionais preconizados pela casa genética para a linhagem, cuidados com o armazenamento, desinfecção e transporte dos ovos, entre outros”, enumera.

Mais informações você encontra na edição de Nutrição e Saúde Animal de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Avicultura Segundo ABPA

Exportações de carne de frango crescem 1,8% em 2020

Países da Ásia, Europa e Oriente Médio incrementam compras em agosto

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As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) apresentaram alta de 11,3% no mês de agosto, alcançando 362,4 mil toneladas, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). No ano passado, foram exportadas 325,7 mil toneladas no mesmo período.

Em receita, houve decréscimo de 10%, com saldo de US$ 497,8 milhões, contra US$ 553,3 milhões em agosto de 2019.

No acumulado do ano (janeiro a agosto), as exportações totalizaram 2,833 milhões de toneladas, volume 1,8% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, com 2,784 milhões de toneladas. Em receita, houve retração de 11,3%, com total de US$ 4,14 bilhões em 2020, contra US$ 4,66 bilhões em 2019.

“O movimento mensal das exportações foi positivo em praticamente todos os grandes importadores da carne de frango do Brasil. A tendência de alta nas exportações contribui para reduzir os impactos do aumento de custos com o enfrentamento da pandemia e da alta dos grãos”, ressalta Ricardo Santin, presidente da ABPA.

Retomando o segundo lugar nas exportações, os embarques para a Arábia Saudita foram incrementados em 24% no mês de agosto na comparação com o mesmo período do ano passado, com total de 46,7 mil toneladas no mês. Outro destaque do Oriente Médio foram os Emirados Árabes Unidos, que aumentaram suas importações também em 24%, chegando a 25,8 mil toneladas no mês.

Seguindo na dianteira entre os principais destinos, a China aumentou suas importações em 46% em agosto em relação ao mesmo mês de 2019, totalizando 54,7 mil toneladas no mês. Ainda na Ásia, as exportações para a Coreia do Sul aumentaram em 25%, com total de 14,2 mil toneladas.

Outro grande mercado consumidor do frango brasileiro, a União Europeia aumentou suas importações em 14% no mês de agosto, totalizando 21,8 mil toneladas.

Fonte: Assessoria ABPA
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Avicultura Avicultura

Hora de fazer a rotação de anticoccidianos: o que levar em consideração?

Responsável pelos maiores prejuízos na avicultura, a coccidiose é uma doença de nível controlado hoje

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Foto: O Presente Rural

 Artigo escrito por Antonio Kraieski, médico veterinário e assistente Técnico de Aves da Zoetis

Responsável pelos maiores prejuízos na avicultura, a coccidiose é uma doença de nível controlado hoje. Graças à variedade de produtos disponíveis e ao manejo adequado de seu controle e prevenção, que envolve uma rotação de moléculas para evitar ou postergar o desenvolvimento de resistência das Eimerias, protozoários causadores da doença em aves.

De acordo com as boas práticas aceitas pela comunidade internacional, o controle efetivo da doença se dá com a alternância dos princípios ativos entre categorias distintas, para evitar períodos prolongados de uso de um mesmo anticoccidiano e proporcionar “descanso”. Ao fazer essa escolha, é importante entender que todas as moléculas disponíveis no mercado possuem fortalezas e pontos de atenção, e cabe ao responsável pela decisão da troca usar os princípios da ética, a prudência e a racionalidade.

Para saber se o programa de sua granja faz uso desse conceito, tomamos como exemplo o uso da monensina (ionóforo monovalente) no programa atual. No próximo programa de controle da doença, seria ideal incluir um ionóforo monovalente glicosídico (maduramicina ou semduramicina) ou um divalente (lasalocida), ou ainda um anticoccidiano sintético. Se a rotação estiver acontecendo entre moléculas da mesma categoria de monovalentes (salinomicina ou narasina), haverá predisposição ao desenvolvimento de resistência cruzada para essa classe.

Além das informações técnicas sobre as diferentes categorias e seus modos de ação, os resultados esperados no desempenho e na saúde intestinal (escores de lesão) das aves também devem ser levados em consideração na hora de escolher qual será o próximo programa. Para isso, é possível utilizar como ferramenta o comparativo entre os lotes anteriores ou os testes controlados, como o AST (Anticoccidial Sensitivity Test – teste de sensibilidade aos anticoccidianos).

Mas o que considerar nos resultados dessas investigações? Como saber se vale a pena fazer a troca pela molécula A ou B?

Com os resultados de desempenho em mãos, a maneira mais racional de medir qual molécula vale a pena ser considerada é simular o quanto as diferenças de peso e conversão alimentar impactam a granja, financeiramente. É um cálculo que exige bastante trabalho, já que muitas variáveis devem ser consideradas – custos da ração e do anticoccidiano, valor de venda da carne, rendimento esperado de carcaça etc.

Como se não bastasse, cada anticoccidiano possui diferentes concentrações de princípio ativo, doses de administração e preços de mercado – e tudo isso deve entrar nessa conta.

O responsável pela decisão pode estar se perguntando: Como fazer essa simulação de forma rápida e assertiva? Uma ferramenta para cálculo de indicadores financeiros certamente pode auxiliá-lo.

Importante reforçar aqui que a diferença de preços entre os anticoccidianos pode chegar a até três vezes entre as moléculas. O que o produtor precisa avaliar, com a ajuda dessa planilha e de uma assistência técnica, é se sempre vale a pena optar pelo mais barato. Nem sempre essa economia se refletirá em ganhos, ao final do processo.

Fonte: Assessoria
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Avicultura Mercado

Conheça mitos e verdades em relação ao consumo de frango

Importante proteína para uma alimentação equilibrada, conhecer a origem do frango é fundamental para a garantia de qualidade deste tipo de carne

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Arquivo/OP Rural

O brasileiro ama frango. A constatação pode ser facilmente verificada nos números, estudos e projeções, como a da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) que projeta um crescimento de 29,5% no consumo desta proteína até 2027. Carne considerada mais leve do que a bovina e a suína, além de mais barata, é um complemento fundamental na dieta e na mesa do brasileiro.

Além disso, nos últimos anos vem crescendo também a preocupação dos produtores em garantir ao consumidor mais transparência sobre o processo de criação dos frangos. Temas como “rastreabilidade” e “bem-estar animal” vêm sendo cada vez mais difundidos e a produção de frango não fica de fora.

Para o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da BRF, Fabio Bagnara, são conceitos que vieram para ficar e desmitificar a relação do consumidor com o frango. “O bem-estar dos animais é muito importante no processo de criação e, seguindo esse conceito, nossa produção de frangos é baseada nas cinco liberdades dos animais e isso influencia na qualidade final do alimento”, diz.

Confira algumas desmistificações sobre essa proteína:

  1. Frangos recebem hormônios.

Mito. De acordo com a legislação brasileira vigente (Instrução Normativa nº 17 de 2004 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), nenhum frango de nenhuma marca deve receber hormônio.

  1. Frango combate o colesterol.

Verdade. A carne do frango é rica em proteína, bastante nutritiva e com menos gordura saturada, justamente a que eleva o colesterol ruim, chamado de LDL. Além disso, a carne de frango conta com vitamina B3, contribuindo para a presença do colesterol considerado bom no corpo humano.

  1. Hoje em dia, já existem frangos que são criados com ração vegetal, em vez de animal. Mas essa dieta pode não ser a ideal por não ter a quantidade de proteínas que o animal precisa.

Mito. A ração dada aos frangos geralmente é desenvolvida com o objetivo de atender às necessidades nutricionais dos animais e isso inclui vitaminas e minerais. “Não há diferença em relação à uma dieta convencional. Os frangos são alimentados e bem nutridos da mesma forma”, explica Bagnara. Há casos em que os frangos consomem ração 100% vegetal, à base de milho e soja, com adição de vitaminas e minerais e não levam antibióticos nem melhoradores de desempenho.

  1. A rastreabilidade é importante para quem gosta de saber a origem de seus alimentos.

Verdade. É possível encontrar em algumas embalagens um número de lote que informa onde fica aquela granja e qual família foi responsável pelo processo de criação.

Outras notícias você encontra na edição de Aves de junho/julho de 2020 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Dia Estadual do Porco – ACSURS

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