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Bovinos / Grãos / Máquinas

Manejo do sêmen exige atenção em sanidade e protocolos

“É muito importante observar o nível de nitrogênio e descongelamento seguindo o manejo adequado”, alerta profissional

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O manejo do sêmen bovino, da coleta à inseminação na vaca, é fundamental para manter todas as características do animal e garantir o máximo de eficiência, ou seja, mais prenhes. Rafael Rocha de Paula é médico veterinário e responsável técnico de uma central brasileira que em 2019 vai industrializar cerca de 2,5 milhões de doses. Ele conta que o processo começa e termina com a sanidade em primeiro lugar.

“A coleta de sêmen é feita na área de coleta dos touros, local específico destinado para coleta desses animais. A coleta é feita diariamente, se inicia toda manhã, quando os animais são buscados nos piquetes e encaminhados para a área de coleta para serem higienizados com água sob pressão e submetidos a lavagem prepucial para assepsia. Após o processo de higienização, os animais são coletados com vaginas artificiais duas vezes ao dia”, conta.

“Depois da coleta feita, o sêmen vai para o banco de estocagem e é destinado às centrais de comercialização ou diretamente aos proprietários. É muito importante observar o nível de nitrogênio e descongelamento seguindo o manejo adequado”, observa.

Rocha de Paula ressalta a importância de alguns pontos cruciais que devem ser observados ainda na fase da coleta. “Temos que ter cuidados para não haver contaminação por sujeira, estimular a excitação do touro para aumentar a concentração e volume do ejaculado, observar a temperatura ideal e lubrificação das vaginas artificiais”, ressalta.

No processamento, alguns fatores são imprescindíveis, orienta o profissional. “No processamento, todas as etapas são importantes, pois a partir do momento que o ejaculado chega ao laboratório, da primeira etapa até a última, deve ser seguida rigorosamente para que o produto final esteja dentro do padrão de qualidade”, cita.

Um dos problemas que são solucionados com estratégia é a distância. Muitas vezes, as centrais estão muito longe das fazendas. O profissional explica que nesse caso, monitorar o nível de nitrogênio no tanque é essencial para manter a integridade do material genético. “Alguns desafios são as grandes distâncias entre as centrais e as principais regiões produtoras, o que exige atenção redobrada com o nível de nitrogênio no tanque até o momento da inseminação”.

Ele ressalta que profissionais qualificados devem fazer a inseminação para evitar perdas. “São importantes tempo e temperatura adequados de descongelamento e manuseio da palheta, e profissionais qualificados para inseminar”, destaca. Quando a inseminação artificial é em tempo fixo, pontua, seguir rigorosamente os protocolos e inseminar animais com escore corporal adequado, com boa nutrição e sanidade, evita a volta ao cio ou outro desafio que reduza os índices reprodutivos. “Em se tratando de IATF, a aplicação adequada nos horários e quantidades de medicamentos pré-estabelecidos nos protocolos é essencial para o bom resultado do trabalho. Animais com escore corporal adequado e bem suplementados e um bom manejo sanitário com vacinas reprodutivas”.

Ele reforça a necessidade de manter a biosseguridade no processo. “A Central Bela Vista conta com barreiras sanitárias como rodoluvio para todos os veículos que nela adentram, além de uma barreira de isolamento sanitário, conforme exigência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), separando animais quarentenados do restante do plantel, garantindo ao máximo a proteção sanitária e, consequentemente, aprimorando o processo. 

Condições ideais

O profissional enumera as condições ideais para manter um sêmen de qualidade até a hora da inseminação. “No botijão de armazenagem, a condição básica é manter o nível de nitrogênio adequado, garantindo que não haja variação de temperatura, mantendo o sêmen a 196º C negativos. Ao descongelar, garantir tempo e temperatura indicados em cada processo. Após todo o processo laboratorial e de congelação, o sêmen pode ficar armazenado por tempo indeterminado.

Segundo dados da Asbia (Associação Brasileira de Inseminação Artificial), em 2017, foram produzidas 6,8 milhões de doses pelas centrais habilitadas no Mapa e associadas.

Mais informações você encontra na edição de Bovinos, Grãos e Máquinas de agosto/setembro de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Bovinos / Grãos / Máquinas

Preços da arroba e da carne bovina seguem pressionados

Segundo pesquisadores do Cepea, alguns frigoríficos com escalas mais alongadas estiveram até mesmo fora das compras no início desta semana.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A demanda pós-carnaval não reagiu, e as cotações tanto dos animais quanto da carne seguem pressionadas.

Segundo pesquisadores do Cepea, alguns frigoríficos com escalas mais alongadas estiveram até mesmo fora das compras no início desta semana.

Nesse cenário, os preços maiores foram deixando de ser praticados, e as médias regionais foram sendo reajustadas negativamente.

No front externo, as exportações de carne bovina in natura registraram ritmo forte nos primeiros 10 dias úteis de fevereiro.

De acordo com dados da Secex, os embarques diários registram média de 10,49 mil toneladas, totalizando 104,91 mil toneladas já embarcadas em fevereiro.

No mesmo mês do ano passado, o volume diário foi de 7,02 mil toneladas, somando 126,39 mil toneladas no período.

Se mantido esse ritmo até o final do mês, as exportações podem se aproximar das 200 mil toneladas em fevereiro.

Fonte: Assessoria Cepea
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Bovinos / Grãos / Máquinas Pecuária

Exportações de 873 mil doses foram destaque do mercado de sêmen em 2023, aponta ASBIA

A venda total no mercado interno (corte e leite) foi de 22,496 milhões de doses

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Aron Sardela Ferro, Giovanni Penazzi, Cristiano Botelho, Ricardo Abreu, Ana Karla, Luis Adriano Teixeira, Eduardo Cavalin, Sérgio Saud e Thiago Carvalho.Foto e texto: Assessoria

Mais de 14 milhões de fêmeas de corte e 5 milhões de fêmeas leiteiras (dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE) do rebanho bovino nacional foram inseminadas com genética melhoradora em 2023, aponta o Índex ASBIA, relatório da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA) sobre o desempenho do setor no ano passado.

O balanço de 2023 também destaca a consolidação do investimento em genética bovina no rebanho nacional, além das exportações crescentes de sêmen para corte e leite. Enquanto as exportações de corte atingiram 462.837 doses, a genética leiteira embarcou 410.837 doses do material genético para outros países. Ambos foram responsáveis pela venda externa de 873 mil doses, volume 70% maior do que o praticado antes de 2020.

“Esse crescimento sólido é ainda mais evidente se compararmos ano após ano. Em 2018, a exportação de doses de sêmen para leite não chegava a 200 mil; em 2019/20 não passaram de 235 mil. O mesmo para o corte, que de 2018 a 2020 exportou menos de 283 mil doses por ano. A partir de 2021, ambos os segmentos reagiram com comercialização externa superior a 400 mil doses por ano. Essa consolidação reforça o aumento do interesse internacional pela qualidade da nossa genética bovina”, explica Cristiano Botelho, executivo da ASBIA.

A venda total no mercado interno (corte e leite) foi de 22,496 milhões de doses – redução de 3% ante 23,141 milhões de doses de 2022.

Em vendas para cliente final – quando as empresas de genética comercializam o material diretamente para os pecuaristas –, mais de 17 milhões de doses para corte foram negociadas. Já as doses de sêmen com aptidão para leite obtiveram um aumento de 6% comparado a 2022 – totalizando 5,4 milhões.

A prestação de serviço de empresas para coletar e industrializar o sêmen de animais de fazendas gerou pouco mais de 1,7 milhão de doses de animais de leite e de corte.

“Em quatro anos, o mercado de sêmen no Brasil cresceu 6 milhões em volume vendido internamente. Isso evidencia a profissionalização do pecuarista e o compromisso de agregar genética melhoradora na produção de carne e de leite. De acordo com os dados levantados pelo Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea), cerca de 23% das fêmeas de corte no Brasil foram inseminadas. Na pecuária leiteira, esse percentual é de 12%. Ou seja, temos grande potencial para otimizar ainda mais a produtividade e levar o Brasil ao patamar mais alto de fornecedor de alimentos para o mundo”, finaliza Botelho.

O executivo da ASBIA pontua que com “a divulgação do Index de forma gratuita no site (www.asbia.org.br) a entidade democratiza o acesso à informação e compartilha conhecimento para que cada vez mais pecuaristas invistam em genética para melhoria da produtividade e rentabilidade, fortalecendo de forma consistente a pecuária e proporcionando segurança alimentar para cada vez mais pessoas”.

O Index ASBIA está acessível de forma gratuita no site da Asbia: https://asbia.org.br/index-asbia/

Fonte: Assessoria
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Omã abre mercado para bovinos vivos do Brasil

Os animais poderão ser comercializados ao país do Oriente Médio para abate e engorda.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O Brasil conquistou o mercado de Omã para exportação de bovinos vivos para abate e engorda. A aprovação sanitária foi oficializada na quinta-feira (22), durante a missão do Ministério da Agricultura e Pecuária ao país do Oriente Médio. Essa conquista veio após uma reunião entre o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Roberto Perosa, e o subsecretário do Ministério da Agricultura de Omã.

Aprovação sanitária foi oficializada na quinta-feira (22), durante a missão do Ministério da Agricultura e Pecuária ao país do Oriente Médio – Foto: Divulgação/Mapa

Somente em 2023, o Brasil exportou ao mundo US$ 488 milhões em bovinos vivos, num total de 23 países. No ano passado, o agro brasileiro exportou cerca de US$ 330 milhões para Omã, um aumento de 70% em comparação com 2022.

As carnes foram o produto de maior destaque, representando 55% do total exportado, com a carne de frango correspondendo a 97% desse segmento. “Este novo mercado soma-se aos outros 14 abertos neste ano, totalizando 93 desde o início do ano passado, durante o terceiro mandato do presidente Lula. A pedido do ministro Carlos Fávaro seguimos com nossa missão no Oriente Médio visitando alguns países com o objetivo de ampliar o comércio agrícola brasileiro, abrir novos mercados, obter aprovações para plantas pelo sistema de pré-listagem (eliminando a necessidade de auditorias locais) e negociar a importação de fertilizantes nitrogenados”, destacou o secretário Roberto Perosa.

Tais resultados são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores.

Cooperação mútua

Ainda em Mascate, capital da Omã, com representantes dos Ministérios da Agricultura de ambos os países, os dois lados enfatizaram o interesse em ampliar a cooperação governamental e as parcerias comerciais. Foram identificadas sinergias entre o plano “Visão 2040” de Omã, que inclui a segurança alimentar, e o programa brasileiro de conversão de pastagens degradadas em áreas agricultáveis. Também foram discutidas possibilidades de parcerias nos setores de fertilizantes, açúcar, grãos para alimentação animal, animais vivos, carne de frango e pescados.

Outra importante reunião ocorreu com a subsecretária de Promoção de Investimentos do Ministério do Comércio, Indústria e Investimentos de Omã, Ibtisam Ahmed Said Al Farooji. Ela apresentou o programa omanita que visa ampliar os investimentos em Omã e no exterior, focando na segurança alimentar e no interesse do país em se tornar um hub para a região e, ainda, destacou a neutralidade e estabilidade de Omã, mencionando que o Brasil pode ser um grande parceiro.

Durante o encontro, Perosa também enfatizou as boas relações e a complementaridade entre os países, afirmando que o Brasil poderia contribuir ainda mais para a segurança alimentar de Omã e incentivar empresas brasileiras a processarem seus produtos no país, como é o caso das carnes de frango e bovina. Nesse contexto, mencionou que o programa de conversão de pastagens degradadas em áreas agricultáveis representa uma grande oportunidade para fortalecer essa parceria, incluindo também a possibilidade de aquisição de fertilizantes nitrogenados de Omã. O lado omani acolheu positivamente a ideia e disse que, conjuntamente com a Autoridade de Investimentos de Omã e o Nitaj, irá auxiliar na construção da estratégia de parceria entre os dois países.

Fonte: Assessoria Mapa
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