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Lançamento de ferramenta inteligente para tomada de decisões marca evento sobre pecuária de precisão

1º ENPD reuniu representantes do setor que discutiram como os pecuaristas podem tomar decisões com a plataforma BovExo

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Mais do que um evento, o 1º Encontro Nacional da Pecuária de Decisão (ENPD) foi uma imersão na pecuária inteligente e de resultados, com muito conhecimento, visão estratégica de mercado, benchmarking e aprendizado para que o pecuarista tenha decisões mais sustentáveis e até 10 vezes mais lucrativa. Realizado na manhã de 3 de setembro, de maneira híbrida, na Fazenda Churrascada, em São Paulo (SP), o encontro também marcou o lançamento da plataforma BovExo, uma ferramenta inteligente para a tomada de decisões na pecuária. O evento foi dividido em três painéis: BovExo, Fazenda e Mercado.

A primeira participação foi da secretária de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Fabiana Villa Alves, que, em tom provocativo para instigar as reflexões, trouxe ao debate o tema: “A janela de oportunidade de hoje para a pecuária brasileira”, apresentando as bases conceituais da segunda fase do Plano Setorial de Adaptação e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária, chamado ABC+, com vigência até 2030.

Ao exibir o Plano ABC+ como sistemas agropecuários mais sustentáveis, resilientes e competitivos, Fabiana traçou um paralelo à ferramenta inteligente para a tomada de decisões na pecuária da BovExo. “Esse plano trata de inovação e, muitas vezes, a inovação é associada somente à tecnologia. Mas inovação também pode ser a quebra e a ruptura do que era considerado um sistema convencional”, destacou Fabiana.

Para ela, é possível unir os avanços tecnológicos à sustentabilidade ao gerar valor. Neste sentido, a secretária citou o mercado de crédito de carbono, que não decolou por falta de mensuração. “Hoje, ferramentas como a plataforma BovExo são essenciais para que o setor tenha confiança para que os créditos ou qualquer outro capital natural agreguem valor. Falei sobre carbono, mas pode ser sobre água ou biodiversidade. Esse é o futuro que já está começando agora”.

Painel BovExo

O CEO e co-fundador da BovExo, Paulo Dancieri apresentou o Painel dedicado à nova ferramenta. Segundo Dancieri, a BovExo nasceu da inspiração de acreditar que, sim, a pecuária é uma atividade atrativa e rentável. “A BovExo é um software de otimização das decisões e com isso é possível reduzir em até 50% a pegada carbônica na pecuária hoje”. Com BovExo, o pecuarista é capaz de controlar as variáveis, de proteger e prever os riscos. “É chegada a hora de colocar os processos a serviço das janelas de oportunidades”, reforçou Dancieri.

O CTO e co-fundador da BovExo, Carlos Gomes, explicou quais as principais decisões que o pecuarista pode obter na plataforma BovExo. Segundo ele, as alavancas de valor passam por cinco decisões que respondem por 70% do potencial de valor na pecuária: ganho diário de peso, produtividade, momento de compra e venda, aproveitamento de carcaça e indicadores gerenciais e de desempenho, além da inclusão na ferramenta da pegada carbônica que, associada à qualidade de carne, vai definir o mercado e a faixa de preço.

“Se você é pecuarista e tiver que tomar decisões sobre a sua fazenda, melhor que você delegue todas as outras e se concentre nessas cinco, que são os grandes ‘elefantes’ que não podem passar pelas suas costas. São elas que vão determinar se você vai ser um pecuarista de R$ 200 por hectare/ano ou de R$ 900 por hectare/ano. Com a ajuda da BovExo será uma decisão bem fácil”, comentou Gomes.

Painel Fazenda

Para a primeira apresentação do Painel Fazenda, o engenheiro agrônomo e presidente da Associação Nacional da Pecuária Intensiva (ASSOCON), Maurício Velloso tratou de “Qual é o modelo mental do pecuarista 10X mais rentável?”. De acordo com ele, 88% dos pecuaristas não possuem alta performance. “Ou, o que ainda é pior: não sabem se têm ou não têm uma alta performance porque nada ou pouco medem. Desta forma, a plataforma BovExo não é apenas um produto, é um movimento. O fato é que todos os pecuaristas atentos estão vivendo um momento histórico, um divisor de águas e inovações como BovExo fazem parte disso”, opinou.

Para Velloso, o modelo mental desejado do pecuarista deve ser composto por elementos, como: conhecer profundamente a fazenda, ter coragem, fazer planejamento, ser humilde, estudar o negócio, estar atento para ajustar possíveis mudanças de rotas, ser persistente, parcimonioso, organizado, realizar formação e treinamento do seu time e, por último, que saiba liderar.

Em seguida, o tema “A decisão de tratar pastagem como lavoura” foi abordado pela professora na área de forragicultura e pastagens na Universidade Federal de São João delRei (UFSJ), Janaina Martuscello, que iniciou a sua fala afirmando, de forma categórica, que o bem mais precioso que o pecuarista tem na fazenda é o capim. Para ela, se o produtor quer, de fato, aprimorar o seu conhecimento para uma pecuária de decisão, é preciso rever alguns conceitos que passam, por exemplo, pela pastagem.

“É preciso que o pecuarista entenda que o pasto é lavoura. O bem mais precioso é o capim, porque sem pasto não há desempenho e sem ele, não haverá retorno financeiro da atividade”, defendeu Janaina. Ela explicou que se deve fazer um manejo de pastagem que, por definição, é uma forma de otimização da oferta e colheita de forragem para maximização de ganho em produção animal, de uma maneira economicamente viável e ecologicamente correta.

“O pecuarista deve otimizar a produção de forragem, encontrando o ponto ótimo entre produção e qualidade. Manejo de pastagem é tecnologia acessível e de resultado imediato”, defendeu. Para ela, não existe mais espaço para a pecuária extrativista.

Na última apresentação do painel, o chefe do escritório de Assuntos Internacionais da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Clandio Ruviaro discorreu “A decisão pela pecuária sustentável”. “Além de dar atenção ao manejo das pastagens, é preciso avaliar as dietas dos animais, ter um olhar cuidadoso sobre melhoramento genético, rastreabilidade, imagem do produto, pecuária de precisão e alinhamento ao mercado”, analisou.

De acordo com Ruviaro, sustentabilidade garante competitividade e prova disso são as principais tendências no consumo de alimentos até 2030: valorização da sustentabilidade, bem-estar animal, certificações ambientais, origem, segurança alimentar (saudabilidade), produtos gourmet, sabor e aspectos sensoriais e produtos autênticos e com histórico familiar.

Painel Mercado

O analista sênior da DATAGRO Consultoria, João Otávio Figueiredo, demonstrou durante a sua apresentação “Olhar o futuro pra melhores decisões hoje” a importância das análises de preço dos mercados físico e futuro para o setor agropecuário, destacando o lançamento do aplicativo “Balizador”, em parceria com o Grupo Pecuária Brasil (GPB).

“Por meio do Balizador foi possível profissionalizar o levantamento de preços pecuários e entregar um indicador do mercado físico robusto. Esse trabalho vem sendo feito há cerca de dois anos e surgiu a partir da ‘dor’ do pecuarista e que é um dos gargalos do setor: a falta de um indicador confiável e que conseguisse, de fato, refletir a realidade do mercado”, salientou Figueiredo.

zle enfatizou ainda que uma das missões da DATAGRO com o aplicativo é fazer a integração de toda a cadeia, reunindo informações dos pecuaristas e da indústria, tão necessária para que o trabalho seja realizado. Esse aspecto também foi reforçado pelo presidente da DATAGRO, Plínio Nastari. “Acreditamos muito na integração das cadeias produtivas, principalmente da cana, dos grãos e da pecuária. E agora contamos também com essa moderna ferramenta de gestão, que é a BovExo”.

O pecuarista e editor da Carta Pecuária, Rogério Goulart, começou a sua apresentação com uma provocação: “Já que estamos falando de decisão, então, que tipo de animal eu compro hoje? Esta é uma pergunta que pode ser respondida de diferentes formas, levando em consideração diversos aspectos que envolvem as atividades dentro da fazenda e fora da fazenda”.

Segundo Goulart, para tomar uma decisão assertiva na hora da compra e venda de gado, é preciso estudar, ler, acompanhar o mercado e fazer uma análise que traga resultados mais para frente, já que a pecuária é uma atividade de futuro. “Todas as suas decisões hoje serão refletidas lá na frente. São decisões que o sistema BovExo dá, sem que você precise correr atrás de 500 planilhas de Excel para ter uma resposta que alguém estudou e está oferendo como serviço”.

O acesso à informação também foi um ponto explorado pelo representante da XP Investimentos, Leonardo Alencar, na apresentação “Como pecuaristas 10x mais rentáveis operam no mercado de boi gordo”.

“Existe hoje na atividade uma coisa muito grave que é a assimetria de informação, que favorece muito a indústria. É normal que os grandes players do setor coletem dados de todos os lados possíveis e isso causa a desigualdade. Quer dizer que o frigorífico sabe o que vai acontecer com o mercado? Não, mas significa que ele tem mais ferramentas na mão e poderá tomar decisões mais assertivas”.

Outro ponto levantado por Alencar é: informação sem ação não tem valor. “Se você possui o conhecimento, tem o mercado futuro, cria uma estratégia, faz uma trava, aí isso começa a ter realmente valor na sua mão. O frigorífico não sabe o que vai acontecer, mas, diferente da maioria dos pecuaristas, o frigorífico toma uma ação em cima daquilo”, pontuou.

Fechando o evento, o jornalista e professor José Luiz Tejon falou sobre os dois tipos de pecuaristas que haverá até 2030: os que vão fazer o que foi dito ao longo do 1º Encontro Nacional de Pecuária de Decisão e os desaparecidos. “Não temos mais 10, 20 anos a esperar, a hora é agora. Segundo dados da Embrapa Gado de Corte, 40% dos atuais pecuaristas não chegarão no futuro da atividade. Isso incomoda? Me incomoda muito porque são famílias que não vão dar certo”.

Ele complementou dizendo que hoje o pecuarista tem que ser muito mais que um empresário: deve ser um CEO, já que a sua carga de conhecimento precisa ser mais ampla diante de uma atividade que exige que ele lide com diversas áreas de conhecimento. “No entanto, quando você tem uma ferramenta como a BovExo, ela permite que até eu, como leigo, tenha a capacidade de ser um pecuarista e de obter sucesso, desde que tenha alguém apaixonado pela atividade para se dedicar a entregar os dados. Uma ferramenta maravilhosa criada por especialistas da agroindústria”, finalizou Tejon.

Fonte: Assessoria
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Notícias

Autoridades reforçam importância do Brasil para garantir a segurança alimentar global na abertura do SIAVS 2022

Até a próxima quinta-feira (11) são esperados mais de 20 mil visitantes de 50 países no Parque Anhembi, na cidade de São Paulo (SP).

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O Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura (SIAVS) reúne, a partir desta terça-feira (09), os principais elos da cadeia produtiva dos setores no Parque Anhembi, na cidade de São Paulo (SP). A cerimônia de abertura contou com a presença de lideranças dos Estados maiores produtores e exportadores, do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcos Montes, do presidente da República, Jair Bolsonaro, e demais autoridades.

Promovido pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o anfitrião do evento, presidente da entidade, Ricardo Santin destacou em seu discurso o status sanitário das cadeias de proteínas animal, livre de Peste Suína Africana e de Influenza Aviária enquanto várias nações do mundo sofrem e tentam recuperar os impactos destas doenças, reduzindo a oferta de comida.

Neste contexto, Santin lembrou, que a crise do Leste europeu se tornou um grande complicador. “Os impactos gerados na oferta internacional de insumos impulsionaram o quadro inflacionário que já abalava o desde a retomada pós-Covid. Assustadas pelos efeitos da inflação, algumas nações fecharam suas portas, isso é um grande erro, pois o protecionismo não é e nunca será o caminho para superação de crises, é por isso que tenho defendido mundo a fora não pode haver fronteiras para os alimentos, mas para isso precisamos preservar e ampliar a nossa capacidade competitiva”, enfatizou.

Estudo de competitividade

Registro da entrega do estudo sobre competitividade das cadeias produtivas ao presidente da República, Jair Bolsonaro

Em seguida, Santin apresentou um estudo de competitividade da cadeia produtiva do país. Dentre os principais pontos levantados estão os parâmetros de custos de produção como insumos e energia, gargalos logísticos e outros fatores, além de análises comparativas com grandes competidores globais dos setores de aves, ovos e suínos, documento esse entregue ao presidente Jair Bolsonaro durante a solenidade.

A relevância do estudo foi defendida pelo presidente da ABPA em seu discurso. “O estudo é uma diretriz que analisa, sob a perspectiva econômica, o que nos trava e o que nos coloca em vantagem no xadrez internacional, permitindo construir soluções mais assertivas para a manutenção de nossa posição como grandes produtores globais de alimentos”, ressaltou Santin.

Olhos do mundo estão voltados ao Brasil

Jair Bolsonaro destacou que as atenções do mundo estão concentradas no desenvolvimento pujante do agronegócio brasileiro. “Não somos mais um Brasil do futuro, somos um Brasil do presente. O mundo todo está interessado em nós, em especial no que nós temos aqui além das nossas riquezas minerais, em nossas universidades, no solo propício para a produção de alimentos e na competitividade que vocês produtores rurais estão colocando na produção de proteína animal e nos demais setores do nosso agronegócio. O Brasil é hoje um dos principais produtores do mundo para garantir a segurança alimentar, sem a produção brasileira o mundo passa fome”, declarou.

SIAVS 2022

Em mais de 20 mil metros quadrados de exposição, todas as grandes empresas de equipamentos para o setor, casas genéticas, laboratórios, rações e prestadoras de serviços participam da Feira de Negócios, junto com quase 50 agroindústrias de aves, suínos, ovos, peixes de cultivo, bovinos de corte e de leite, além do setor de bubalinos.

O SIAVS 2022 vai receber decisores de compras dos frigoríficos, produtores integrados e independentes das agroindústrias, importadores de mercados alvo para as proteínas do Brasil, supermercadistas de atacado e varejo, entre outros clientes.

Com linhas de crédito especiais para o público do agro, às instituições financeiras do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal estão presentes no evento com suas unidades itinerantes

Até a próxima quinta-feira (11) são esperados mais de 20 mil visitantes de 50 países, no Parque Anhembi, na cidade de São Paulo (SP).

O Jornal O Presente Rural é parceiro de mídia do SIAVS 2022 e fará a cobertura completa do evento, que você confere pelos nossos canais de comunicação e na nossa próxima edição.

Fonte: O Presente Rural
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Notícias Especial Cooperativismo

Sustentabilidade vai virar vantagem competitiva, avalia Frimesa

Boas práticas de gestão e produção exigem mudança e inovação no setor cooperativista.

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Foto: Shutterstock

“Sempre praticamos a sustentabilidade com ênfase no social e ambiental, sem deixar de viabilizar economicamente o agronegócio”, avalia o diretor-executivo da Frimesa Cooperativa Centra, Elias Zydek, em referência a agenda ESG no cooperativismo.

Segundo Zydek, as cooperativas, pela natureza do sistema, são pioneiras em governança corporativa, atuam fortemente no social e agem com práticas ambientalmente corretas. “O que acontece agora é o aperfeiçoamento desse sistema para que obtenham vantagens competitivas. A agenda ESG avançará na avaliação e competitividade do agronegócio, desta forma as cooperativas poderão liderar as práticas do ESG”, ressalta.

Elias Zydek, diretor-executivo da Frimesa: “As cooperativas do Paraná estão avançando com rapidez na adoção das práticas preconizadas pelo ESG. A Ocepar lidera e estimula as orientações e preparação do sistema cooperativista para a aceleração das ações”

Conforme Zydek, a cooperativa possui uma área de Gestão de Risco e Integridade (GRI) conduzida por um gerente com equipe especializada, onde trata-se de compliance, sustentabilidade e governança. “A importância para os negócios com a agenda ESG crescerá cada vez mais. Não vemos interferências negativas em relação ao ESG”, afirma.

De acordo com Zydek, o desafio dos negócios, hoje e no futuro, está na sustentabilidade. “A questão básica é garantir a perenidade das empresas num ambiente de mudanças e inovações”, aponta. Para ele, a agenda ESG estabelece o roteiro e os pilares da sustentabilidade. A despoluição, a economia circular, a ética nos negócios, o comprometimento social, são contribuições e diretrizes que as cooperativas e empresas devem seguir. “Essa será a grande contribuição para um ambiente de bem-estar e paz social para todos”, afirma.

Social

A Frimesa atua em duas instâncias sociais: uma interna, com seus colaboradores e fornecedores de leite e suínos. Outra externa, que envolve instituições e as comunidades onde atua. Entre as ações, destaque para a distribuição de resultado anual, doações de alimentos, auxílios em planos de saúde e seguro, transportes, bonificações por conformidade, contribuições com escolas, hospitais e igrejas. Além de doações para pesquisas, subsídios aos estudos e aperfeiçoamentos.

De acordo com o presidente, a Frimesa contempla em seu planejamento estratégico, no orçamento anual, projetos e ações voltados a oportunidades e benefícios aos públicos envolvidos. “São investimentos no bem-estar dessas pessoas envolvidas com nossa cooperativa”, ressalta.

Governança

A gestão de qualquer empresa, pública ou privada, exige comprometimento e atenção a detalhes que requerem ajustes finos para evitar perdas financeiras e desgaste na imagem da instituição. No cooperativismo não é diferente, e talvez as exigências sejam ainda maiores do que em outros setores.

A Frimesa possui como órgão máximo a AGO (Assembleia Geral Ordinária), onde presta contas anualmente. Tem ainda um Conselho Fiscal, auditorias externas e internas, Conselho de Administração, Diretoria Executiva e Gerências profissionais.

Segundo Zydek, a ferramenta de gestão é o Planejamento Estratégico que estabelece as metas e os níveis de controle.

“Internamente temos a Gerência de Riscos e Integridade que conduz também o programa de Compliance e Sustentabilidade. A nível estadual pertencemos ao programa de Autogestão da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), que avalia o sistema de gestão. Tem ainda o Canal de Denúncias, gerido por empresa externa, bem como o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC).

A cooperativa tem todos os processos administrativos sistematizados, digitalizados e integrados em tempo real, e os Fundamentos Corporativos contendo o Código de Conduta orientam e regulamentam as ações dos colaboradores, explica Zydek. “Todos os indicadores são acompanhados e avaliados pelas áreas e consolidados pela nossa controladoria”, expõe.

Respeito ao meio ambiente

Uma das premissas da Frimesa é respeitar e preservar o meio ambiente em todas as atividades desenvolvidas pela cooperativa. O reflorestamento de áreas com eucalipto para abastecer as caldeiras das indústrias é uma prática recorrente, e, segundo Zydek, a cooperativa pretende ampliar essas áreas para atingir a autossuficiência em biomassa. “Implantamos nos principais frigoríficos o sistema de biodigestor com geração de gás para uso nas operações e destino dos resíduos para adubação orgânica”, explica.

Parque Ambiental Frimesa é um local rico em biodiversidade e aspectos histórico-culturais, voltado à educação ambiental – Fotos: Divulgação/Frimesa

De acordo com Zydek, através da redução na compra de gases como CO2 e GLP de uso nas indústrias e da captação de gás carbônico pelos reflorestamentos, “estamos contribuindo com a melhoria do meio ambiente e atenuando as mudanças climáticas no planeta”, destaca.

A cooperativa também reutiliza as águas dos processos indústrias e capta água das chuvas nos telhados das instalações, e todos os efluentes industriais são tratados antes do lançamento nos corpos hídricos.

Outra ação que impacta de forma positiva o meio ambiente é a implantação de uma usina para geração de energia solar, com o objetivo de reduzir o consumo da rede elétrica fornecedora.

A Frimesa também pratica a logística reversa através da participação econômica com as entidades que recolhem e reciclam as embalagens descartadas.

A cooperativa pretende ainda desenvolver ações nas propriedades rurais que produzem suínos e leite. A meta é conseguir a certificação delas para o manejo ambientalmente correto.

Outra iniciativa apontada por Zydek e que pode trazer ótimos resultados para a cooperativa é a produção de GNV (gás natural veicular), a partir do biogás. “Estamos analisando a viabilidade dessa produção”, sustenta.

Para saber um pouco mais de como a agenda ESG está movimentando o cooperativismo brasileiro acesse a versão digital da edição Especial de Cooperativismo clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural
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Notícias Nesta terça-feira

Ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, abre programação de palestras do SIAVS2022

 Maior feira de aves e suínos do país contará com ampla programação e tem prevista a presença do presidente Jair Bolsonaro na cerimônia de abertura.

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Foto: Sérgio Lima

Maior produtor e exportador de carne de aves e quarto maior produtor e exportador de carne suína do mundo, o Brasil sedia, a partir desta terça-feira (09), o Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura (SIAVS). Promovido pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o evento, que acontece até a próxima quinta-feira (11), no Anhembi Parque, em São Paulo (SP), deve contar, durante a cerimônia de abertura, com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro.

Além de Bolsonaro, a solenidade de abertura, que será realizada a partir das 10h30, contará com a presença das principais autoridades dos Estados maiores produtores e exportadores. Fica, assim, reforçado como diferencial, o peso político e o papel do evento como principal ponto de debate dos rumos dos setores. Após a cerimônia, o Presidente da República, Jair Bolsonaro, e o presidente da ABPA, Ricardo Santin, seguirão em caminhada ao lado dos convidados pelos corredores da exposição comercial do SIAVS.

Antes da solenidade, às 09h30, acontecerá a palestra de abertura do SIAVS, que será realizada pelo ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, com o tema “Sustentabilidade e a Produção de Alimentos”.

Maior feira das cadeias produtivas e exportadoras de aves, suínos e ovos do país, o SIAVS já acumula recordes antes mesmo do início. Os organizadores registraram crescimento de mais de 30% em relação à última edição, em 2019, e o salão terá o dobro de tamanho sobre a edição anterior, em 2017. Assim, a edição 2022 do salão contará com a adesão de mais de 200 empresas e organizações em mais de 20 mil metros quadrados de exposição.

Todas as grandes empresas de equipamentos para o setor, casas genéticas, laboratórios, rações e prestadoras de serviços participarão da feira, junto com quase 50 agroindústrias de aves, suínos, ovos, peixes de cultivo, bovinos de corte e de leite, além do setor de bubalinos. O SIAVS 2022 deverá receber decisores de compras dos frigoríficos, produtores integrados e independentes das agroindústrias, importadores de mercados alvo para as proteínas do Brasil, supermercadistas de atacado e varejo, entre outros clientes.

O SIAVS 2022 também contará com a participação do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Com linhas de crédito especiais para o público do agro, às instituições financeiras levarão unidades itinerantes, que estarão estacionadas em meio à feira. São esperados mais de 20 mil visitantes de 50 países, de acordo com a expectativa da ABPA. “A feira contará com diversas atrações exclusivas, voltadas para o estímulo à tecnificação, inovação e desenvolvimento do setor de proteína animal. São esperados milhões de reais em negócios durante o evento, que marcará a retomada do maior evento da avicultura e da suinocultura. Estamos motivados por isso”, saúda o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Lançamentos

A maior feira dos setores no Brasil reunirá lançamentos em tecnologia e serviços voltados para as cadeias produtivas de proteína animal, das granjas e unidades produtoras às plantas frigoríficas, além da participação exclusiva das agroindústrias produtoras e exportadoras de proteína animal — ou seja, todos os elos da cadeia produtiva em um único espaço.

MultiProteínas

Além de empresas de aves, suínos, ovos e material genético, o SIAVS contará nesta edição com empresas dos setores de peixes de cultivo, bovinos de corte, lácteos e bubalinos. O formato de participação é semelhante ao que é realizado em feiras internacionais, com a promoção de encontros de negócios com clientes do mercado interno e potenciais importadores. As entidades parceiras também realizarão encontros com stakeholders internos e internacionais.

SIAVS Talks

Iniciativa inédita no evento, o SIAVS Talks reunirá incubadoras de empresas, instituições de pesquisa e acadêmicos, além de empresários do setor em um espaço exclusivo, em meio à exposição comercial. Com apresentações inspiradas no formato TED – falas curtas, com média de 40 minutos de duração – o SIAVS Talks realizará a propagação de boas ideias com a apresentação de iniciativas inovadoras dentro do setor ou voltadas para a cadeia produtiva.

SIAVS Experience

Com o objetivo de promover uma imersão na cadeia produtiva, o SIAVS Experience – nome dado ao espaço – contará com uma área de mais de 70 metros quadrados destinados exclusivamente para a experiência. Serão diversas telas gigantes de LED em um labirinto com jogos de espelhos, além de uma sala com projeção mapeada que promove uma ilusão de ótica em 3 dimensões. A experiência é completa pela sonorização e pelo cheiro de terra molhada, que é liberado estrategicamente por odorizadores espalhados pelo espaço. A experiência será pautada por apresentações sobre os setores, a produção de alta qualidade, o papel do país como parceiro pela segurança alimentar e a importância da superação das barreiras para a produção e distribuição dos alimentos no mundo.

O SIAVS

Realizado pela ABPA, o principal encontro da avicultura e da suinocultura do Brasil será ainda maior que a edição anterior, realizada em 2019. A área comercial foi expandida em 30%, adicionando novos anexos ao espaço tradicionalmente ocupado pela feira. A comercialização de espaços já foi praticamente encerrada.

Além das oportunidades de negócios, o SIAVS será palco do maior congresso técnico do setor, com intensa programação e mais de 100 palestrantes do Brasil e de outros países.

O peso político do evento é outro diferencial. São esperadas autoridades dos poderes executivo e legislativo nacional e dos estados, ampliando o papel do evento como principal ponto de debate dos rumos dos setores.

Em 2019, o evento recebeu mais de 20 mil visitantes de 50 países, com mais de 170 expositores. Nas dezenas de salas do congresso ocorreram apresentações de mais de 100 palestrantes do Brasil e de outros países para 2,4 mil congressistas.

O Jornal O Presente Rural é parceiro de mídia do SIAVS 2022 e fará a cobertura completa do evento, que você confere pelos nossos canais de comunicação e na nossa próxima edição.

Fonte: Ascom
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PORK 2022

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