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Lançamento de ferramenta inteligente para tomada de decisões marca evento sobre pecuária de precisão

1º ENPD reuniu representantes do setor que discutiram como os pecuaristas podem tomar decisões com a plataforma BovExo

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Fotos: Divulgação

Mais do que um evento, o 1º Encontro Nacional da Pecuária de Decisão (ENPD) foi uma imersão na pecuária inteligente e de resultados, com muito conhecimento, visão estratégica de mercado, benchmarking e aprendizado para que o pecuarista tenha decisões mais sustentáveis e até 10 vezes mais lucrativa. Realizado na manhã de 3 de setembro, de maneira híbrida, na Fazenda Churrascada, em São Paulo (SP), o encontro também marcou o lançamento da plataforma BovExo, uma ferramenta inteligente para a tomada de decisões na pecuária. O evento foi dividido em três painéis: BovExo, Fazenda e Mercado.

A primeira participação foi da secretária de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Fabiana Villa Alves, que, em tom provocativo para instigar as reflexões, trouxe ao debate o tema: “A janela de oportunidade de hoje para a pecuária brasileira”, apresentando as bases conceituais da segunda fase do Plano Setorial de Adaptação e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária, chamado ABC+, com vigência até 2030.

Ao exibir o Plano ABC+ como sistemas agropecuários mais sustentáveis, resilientes e competitivos, Fabiana traçou um paralelo à ferramenta inteligente para a tomada de decisões na pecuária da BovExo. “Esse plano trata de inovação e, muitas vezes, a inovação é associada somente à tecnologia. Mas inovação também pode ser a quebra e a ruptura do que era considerado um sistema convencional”, destacou Fabiana.

Para ela, é possível unir os avanços tecnológicos à sustentabilidade ao gerar valor. Neste sentido, a secretária citou o mercado de crédito de carbono, que não decolou por falta de mensuração. “Hoje, ferramentas como a plataforma BovExo são essenciais para que o setor tenha confiança para que os créditos ou qualquer outro capital natural agreguem valor. Falei sobre carbono, mas pode ser sobre água ou biodiversidade. Esse é o futuro que já está começando agora”.

Painel BovExo

O CEO e co-fundador da BovExo, Paulo Dancieri apresentou o Painel dedicado à nova ferramenta. Segundo Dancieri, a BovExo nasceu da inspiração de acreditar que, sim, a pecuária é uma atividade atrativa e rentável. “A BovExo é um software de otimização das decisões e com isso é possível reduzir em até 50% a pegada carbônica na pecuária hoje”. Com BovExo, o pecuarista é capaz de controlar as variáveis, de proteger e prever os riscos. “É chegada a hora de colocar os processos a serviço das janelas de oportunidades”, reforçou Dancieri.

O CTO e co-fundador da BovExo, Carlos Gomes, explicou quais as principais decisões que o pecuarista pode obter na plataforma BovExo. Segundo ele, as alavancas de valor passam por cinco decisões que respondem por 70% do potencial de valor na pecuária: ganho diário de peso, produtividade, momento de compra e venda, aproveitamento de carcaça e indicadores gerenciais e de desempenho, além da inclusão na ferramenta da pegada carbônica que, associada à qualidade de carne, vai definir o mercado e a faixa de preço.

“Se você é pecuarista e tiver que tomar decisões sobre a sua fazenda, melhor que você delegue todas as outras e se concentre nessas cinco, que são os grandes ‘elefantes’ que não podem passar pelas suas costas. São elas que vão determinar se você vai ser um pecuarista de R$ 200 por hectare/ano ou de R$ 900 por hectare/ano. Com a ajuda da BovExo será uma decisão bem fácil”, comentou Gomes.

Painel Fazenda

Para a primeira apresentação do Painel Fazenda, o engenheiro agrônomo e presidente da Associação Nacional da Pecuária Intensiva (ASSOCON), Maurício Velloso tratou de “Qual é o modelo mental do pecuarista 10X mais rentável?”. De acordo com ele, 88% dos pecuaristas não possuem alta performance. “Ou, o que ainda é pior: não sabem se têm ou não têm uma alta performance porque nada ou pouco medem. Desta forma, a plataforma BovExo não é apenas um produto, é um movimento. O fato é que todos os pecuaristas atentos estão vivendo um momento histórico, um divisor de águas e inovações como BovExo fazem parte disso”, opinou.

Para Velloso, o modelo mental desejado do pecuarista deve ser composto por elementos, como: conhecer profundamente a fazenda, ter coragem, fazer planejamento, ser humilde, estudar o negócio, estar atento para ajustar possíveis mudanças de rotas, ser persistente, parcimonioso, organizado, realizar formação e treinamento do seu time e, por último, que saiba liderar.

Em seguida, o tema “A decisão de tratar pastagem como lavoura” foi abordado pela professora na área de forragicultura e pastagens na Universidade Federal de São João delRei (UFSJ), Janaina Martuscello, que iniciou a sua fala afirmando, de forma categórica, que o bem mais precioso que o pecuarista tem na fazenda é o capim. Para ela, se o produtor quer, de fato, aprimorar o seu conhecimento para uma pecuária de decisão, é preciso rever alguns conceitos que passam, por exemplo, pela pastagem.

“É preciso que o pecuarista entenda que o pasto é lavoura. O bem mais precioso é o capim, porque sem pasto não há desempenho e sem ele, não haverá retorno financeiro da atividade”, defendeu Janaina. Ela explicou que se deve fazer um manejo de pastagem que, por definição, é uma forma de otimização da oferta e colheita de forragem para maximização de ganho em produção animal, de uma maneira economicamente viável e ecologicamente correta.

“O pecuarista deve otimizar a produção de forragem, encontrando o ponto ótimo entre produção e qualidade. Manejo de pastagem é tecnologia acessível e de resultado imediato”, defendeu. Para ela, não existe mais espaço para a pecuária extrativista.

Na última apresentação do painel, o chefe do escritório de Assuntos Internacionais da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Clandio Ruviaro discorreu “A decisão pela pecuária sustentável”. “Além de dar atenção ao manejo das pastagens, é preciso avaliar as dietas dos animais, ter um olhar cuidadoso sobre melhoramento genético, rastreabilidade, imagem do produto, pecuária de precisão e alinhamento ao mercado”, analisou.

De acordo com Ruviaro, sustentabilidade garante competitividade e prova disso são as principais tendências no consumo de alimentos até 2030: valorização da sustentabilidade, bem-estar animal, certificações ambientais, origem, segurança alimentar (saudabilidade), produtos gourmet, sabor e aspectos sensoriais e produtos autênticos e com histórico familiar.

Painel Mercado

O analista sênior da DATAGRO Consultoria, João Otávio Figueiredo, demonstrou durante a sua apresentação “Olhar o futuro pra melhores decisões hoje” a importância das análises de preço dos mercados físico e futuro para o setor agropecuário, destacando o lançamento do aplicativo “Balizador”, em parceria com o Grupo Pecuária Brasil (GPB).

“Por meio do Balizador foi possível profissionalizar o levantamento de preços pecuários e entregar um indicador do mercado físico robusto. Esse trabalho vem sendo feito há cerca de dois anos e surgiu a partir da ‘dor’ do pecuarista e que é um dos gargalos do setor: a falta de um indicador confiável e que conseguisse, de fato, refletir a realidade do mercado”, salientou Figueiredo.

zle enfatizou ainda que uma das missões da DATAGRO com o aplicativo é fazer a integração de toda a cadeia, reunindo informações dos pecuaristas e da indústria, tão necessária para que o trabalho seja realizado. Esse aspecto também foi reforçado pelo presidente da DATAGRO, Plínio Nastari. “Acreditamos muito na integração das cadeias produtivas, principalmente da cana, dos grãos e da pecuária. E agora contamos também com essa moderna ferramenta de gestão, que é a BovExo”.

O pecuarista e editor da Carta Pecuária, Rogério Goulart, começou a sua apresentação com uma provocação: “Já que estamos falando de decisão, então, que tipo de animal eu compro hoje? Esta é uma pergunta que pode ser respondida de diferentes formas, levando em consideração diversos aspectos que envolvem as atividades dentro da fazenda e fora da fazenda”.

Segundo Goulart, para tomar uma decisão assertiva na hora da compra e venda de gado, é preciso estudar, ler, acompanhar o mercado e fazer uma análise que traga resultados mais para frente, já que a pecuária é uma atividade de futuro. “Todas as suas decisões hoje serão refletidas lá na frente. São decisões que o sistema BovExo dá, sem que você precise correr atrás de 500 planilhas de Excel para ter uma resposta que alguém estudou e está oferendo como serviço”.

O acesso à informação também foi um ponto explorado pelo representante da XP Investimentos, Leonardo Alencar, na apresentação “Como pecuaristas 10x mais rentáveis operam no mercado de boi gordo”.

“Existe hoje na atividade uma coisa muito grave que é a assimetria de informação, que favorece muito a indústria. É normal que os grandes players do setor coletem dados de todos os lados possíveis e isso causa a desigualdade. Quer dizer que o frigorífico sabe o que vai acontecer com o mercado? Não, mas significa que ele tem mais ferramentas na mão e poderá tomar decisões mais assertivas”.

Outro ponto levantado por Alencar é: informação sem ação não tem valor. “Se você possui o conhecimento, tem o mercado futuro, cria uma estratégia, faz uma trava, aí isso começa a ter realmente valor na sua mão. O frigorífico não sabe o que vai acontecer, mas, diferente da maioria dos pecuaristas, o frigorífico toma uma ação em cima daquilo”, pontuou.

Fechando o evento, o jornalista e professor José Luiz Tejon falou sobre os dois tipos de pecuaristas que haverá até 2030: os que vão fazer o que foi dito ao longo do 1º Encontro Nacional de Pecuária de Decisão e os desaparecidos. “Não temos mais 10, 20 anos a esperar, a hora é agora. Segundo dados da Embrapa Gado de Corte, 40% dos atuais pecuaristas não chegarão no futuro da atividade. Isso incomoda? Me incomoda muito porque são famílias que não vão dar certo”.

Ele complementou dizendo que hoje o pecuarista tem que ser muito mais que um empresário: deve ser um CEO, já que a sua carga de conhecimento precisa ser mais ampla diante de uma atividade que exige que ele lide com diversas áreas de conhecimento. “No entanto, quando você tem uma ferramenta como a BovExo, ela permite que até eu, como leigo, tenha a capacidade de ser um pecuarista e de obter sucesso, desde que tenha alguém apaixonado pela atividade para se dedicar a entregar os dados. Uma ferramenta maravilhosa criada por especialistas da agroindústria”, finalizou Tejon.

Fonte: Assessoria

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Combate a agrotóxicos ilegais se multiplica com ações integradas

Evento em Campinas discutiu ações de empresas e do poder público para reduzir ocorrências; destinação de produtos apreendidos foi debatida.

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Atuar na descapitalização de organizações criminosas que atuam no contrabando ou falsificação de agrotóxicos químicos e biológicos tem sido uma estratégia adotada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no combate às fraudes e crimes envolvendo o produto. O assunto foi debatido nesta terça (23), no Workshop sobre Agrotóxicos Ilegais realizado em Campinas (SP). O evento foi promovido por uma associação de empresas de pesquisa, desenvolvimento e inovação que atuam nas áreas de sementes, biotecnologia, defesa vegetal e agricultura digital, a Croplife-BR. 

O Mapa participou do evento na abertura e com uma palestra técnica. O superintendente do ministério no Estado de São Paulo, Guilherme Campos, lembrou que o setor produtivo cobra, com muita justiça, ações de combate à ilegalidade das autoridades competentes. “Vamos fazer a nossa parte para que o mercado de agrotóxicos ilegais seja erradicado da atividade produtiva no campo”, disse. 

Fotos: Divulgação/Mapa

O auditor fiscal federal agropecuário, Julio Cesar Lima, chefe da Divisão de Fiscalização de Agrotóxicos e Afins, lembrou em sua palestra que as ações tomadas por diferentes atores, como polícia militar nos Estados, Polícia Rodoviária Federal, Ibama, Mapa, Receita Federal, Polícia Civil, Ministério Público, Polícia Federal, entre outras, acabam multiplicando o combate aos produtos ilegais. 

Segundo ele, a recente inclusão do Mapa no Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF), em 2019, incrementou a fiscalização sobre contrabando e adulteração de agrotóxicos. A divisão que Julio chefia já realizou nesses quatro anos 37 operações e 26 treinamentos teórico e em serviço para instituições parceiras. 

“Eventos como este de Campinas, onde explicamos desde o conceito de agrotóxicos até as rotas de contrabando, acabam estimulando ainda mais as ações de repressão”, afirmou. Segundo o auditor do Mapa, no passado esses produtos entravam no Brasil pelos países vizinhos, mas agora já são descobertos produtos ilegais chegando em portos e aeroportos brasileiros. 

Com a ação integrada entre várias instituições, há troca de informações e documentos oficiais que permitem ampliar as punições. Por exemplo, mesmo que o Mapa não tenha participado de uma determinada operação, os boletins de ocorrência ou autos de infração lavrados por outra instituição podem embasar o processo administrativo na instância do ministério. Desta forma, as penalidades previstas em diferentes legislações vão se acumulando. 

Outro assunto tratado no workshop foi a dificuldade de encontrar espaços disponíveis para armazenar os produtos ilegais apreendidos. Uma alternativa apresentada por Julio foi utilizar a estrutura de empresas de pesquisa que descartam corretamente seus componentes químicos. Esses resíduos são despejados em tanques, onde o líquido evapora e resta apenas a parte sólida, menos volumosa. Essa borra pode ser destinada à incineração, em uma condição mais favorável. O servidor sugeriu parcerias público-privadas para viabilizar essa medida.  

Dados apresentados no workshop indicam que cerca de 25% dos agrotóxicos utilizados no Brasil são ilegais. Legislação recente do Mapa alterou o valor da multa aplicada, passando do teto de R$ 40 mil para R$ 150 mil para casos considerados gravíssimos, como o contrabando. 

Empresas produtoras de agrotóxicos legais que participaram do evento apresentaram aplicativos e medidas investigativas que estão adotando para ajudar a identificar produtos suspeitos e conter o avanço de organizações criminosas. Uma delas afirmou que investe em processos punitivos até o final, por meio de ações judiciais. 

Fonte: Assessoria Mapa
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Economia Verde do Paraná alcança R$ 140 bilhões e já representa 32,9% do PIB

Segundo o relatório, cerca de um terço do PIB estadual total (32,9%) está relacionado à Economia Verde, somando R$ 140,1 bilhões. Os dados são de 2020. Entre as áreas que mais contribuíram para compor esse valor estão a Agropecuária (40%, ou R$ 56 bilhões), seguida do setor de Serviços (37%, ou R$ 51 bilhões) e da Indústria (23%, ou R$ 32 bilhões).

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Foto: Alex Adam/SEPL

O Governo do Paraná lançou nesta quarta-feira (24) dois importantes estudos desenvolvidos pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) com foco na construção de indicadores econômicos: o PIB da Economia Verde Paranaense e a atualização da Matriz Insumo-Produto do Paraná (MIP).

O primeiro traz dados que enfatizam a representatividade econômica desse estrato produtivo para além da sua importância em termos de sustentabilidade. Segundo o relatório, cerca de um terço do PIB estadual total (32,9%) está relacionado à Economia Verde, somando R$ 140,1 bilhões. Os dados são de 2020. Entre as áreas que mais contribuíram para compor esse valor estão a Agropecuária (40%, ou R$ 56 bilhões), seguida do setor de Serviços (37%, ou R$ 51 bilhões) e da Indústria (23%, ou R$ 32 bilhões).

A condição favorável do setor primário (agricultura) se deve à inexistência de atividades reconhecidamente danosas na estrutura produtiva, como a extração de madeira em florestas nativas, caça de animais, retirada de vegetação natural para a produção de carvão e coleta de palmito não plantado, entre outras. Em relação aos Serviços, o estudo aponta aderência à Economia Verde nas subatividades de transporte, armazenagem e correio, além da administração pública. O desafio é maior na Indústria por causa dos pesos do refino de petróleo e da fabricação de automóveis.

Outro aspecto positivo da matriz paranaense é que os chamados Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUPs), que abrangem a geração de energia elétrica e o saneamento, entre outros, estão integralmente incorporados à Economia Verde, refletindo a utilização de fontes renováveis e os benefícios gerados em âmbito social, incluindo as questões de saúde da população.

A Economia Verde é entendida como um modelo econômico que tem o objetivo de melhorar o bem-estar da população, ao mesmo tempo em que procura reduzir os riscos ambientais e promover o uso racional dos recursos naturais. Além disso, as ações propostas envolvem a mitigação dos danos ambientais e a aplicação de medidas para a amenização dos impactos das mudanças climáticas.

A discussão sobre esse setor é tendência mundial e abrange sustentabilidade, transição energética, clima, segurança alimentar e descarbonização das cadeias, áreas em que o Paraná ocupa excelente posição em relação a outros estados e países e caminha para avançar ainda mais. “O Paraná foi reconhecido, por três vezes consecutivas, como o Estado mais sustentável do Brasil e está bem posicionado naqueles grandes atributos verdes. Temos que gerar agora um ambiente favorável para que as empresas possam se capitalizar dessa realidade”, disse o secretário de Planejamento, Guto Silva.

Segundo ele, com esse recorte do PIB da Economia Verde, vai ser possível alavancar novos negócios e trazer as empresas e entidades para esse debate. “Isso é importante para que a gente possa ter um olhar a longo prazo, em que o Paraná possa gerar emprego, aumentar sua renda e, sobretudo, aproveitar essa tendência verde para o qual o mundo tem dado cada vez mais atenção”, complementou.

Os dados estão baseados em informações detalhadas do cálculo do PIB do Estado, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ipardes, e a seleção de atividades definida pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), amparada em diversas pesquisas de entidades internacionais.

“Com esse novo índice, é possível observar a parcela da produção estadual de bens e serviços que está comprometida com a sustentabilidade, não somente ambiental como social, podendo subsidiar a elaboração de políticas públicas que buscam conciliar o desenvolvimento com a redução dos riscos ambientais e o uso racional dos recursos naturais”, afirmou o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado.

Matriz insumo-produto

Já a Matriz de Insumo-Produto do Paraná construída pelo Ipardes com o apoio da Secretaria de Estado da Fazenda mede os impactos de intervenções públicas ou privadas na economia local (produção, emprego e renda) das atividades econômicas, de projetos governamentais e do setor privado de determinada região. O ano base do relatório é 2018.

A mensuração dos efeitos socioeconômicos das obras de infraestrutura ou da instalação de grandes empreendimentos produtivos é um dos exemplos do uso da MIP, que também pode subsidiar o desenho de políticas de desenvolvimento. A análise setorial por meio da MIP permite identificar quais os setores preponderantes sob diversas óticas, tais como geração de renda e emprego, inter-relação setorial, multiplicadores de valor adicionado e de impostos, entre outras.

A MIP paranaense foi construída com base na Tabela de Recursos e Usos (TRU) do Estado, que, por sua vez, traz informações obtidas por meio de Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e) fornecidas pela Secretaria da Fazenda.

“O PIB da Economia Verde do Estado e a Matriz Insumo-Produto do Paraná são documentos técnicos que têm a função de embasar não só políticas públicas, mas iniciativas dos demais setores produtivos e realizar o diagnóstico e o monitoramento do impacto social, econômico e ambiental dessas atividades”, complementou Callado.

Presenças

Participaram do lançamento dos estudos os secretários estaduais da Indústria, Comércio e Serviços, Ricardo Barros; da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara; o diretor-presidente da Fomento Paraná, Heraldo Neves; o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin; o ex-governador e secretário do Codesul/PR, Orlando Pessuti, e representantes de entidades de setores produtivos.

Fonte: AEN-PR
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Subsecretaria de Tecnologia da Informação trabalha para modernizar Ministério da Agricultura

Objetivo é deixar o órgão mais contemporâneo, focado no desenvolvimento de inovações tecnológicas para o serviço público e para a sociedade.

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Foto: Divulgação/Mapa

Uma das áreas de atuação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) é o de sistemas com informações voltadas para o agronegócio. Para isso, a Subsecretária de Tecnologia da Informação (STI) trabalha no desenvolvimento de inovações tecnológicas para os servidores e para a sociedade.

Um exemplo foi o lançamento, no início do mês de abril, da versão eletrônica da emissão de Certificados Sanitários Nacionais (CSN) para o trânsito de produtos de origem animal no território brasileiro. A iniciativa visa dar mais eficiência e rapidez neste processo, trazendo benefícios tanto para o serviço público quanto para as empresas que as utilizam, além de melhor rastreabilidade e maior segurança.

Já foram mais de mil requerimentos e cerca de 500 pedidos analisados. A ferramenta foi desenvolvida dentro do Sistema de Informação Gerencial do Serviço de Inspeção Federal (SIGSIF), em um trabalho conjunto com a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA). “O trabalho realizado hoje aqui no Mapa é para deixar um legado de um Ministério contemporâneo, mais moderno, mais eficiente, mais rápido, com menos gargalos, para que tudo isso funcione mais rápido”, destacou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

De acordo com o subsecretário Camillo Mussi, o próximo passo será a implementação da extensão para a emissão de Certificados Sanitários Internacionais (CSI), de acordo com as tratativas e aceitação dos países importadores. A medida deve beneficiar as exortações dos produtos brasileiros.

Além disso, também está em fase final de desenvolvimento a certificação sanitária eletrônica internacional de produtos de origem vegetal, chamada de E-Phyto. “Isso vai trazer uma rapidez nas exportações brasileira de produtos vegetais, além da diminuição de custos para o Brasil e a diminuição do tempo de armazenamento de cagas no porto”, afirma Mussi.

Cada Secretaria do Mapa conta com profissionais de desenvolvedores e gerentes de projetos da STI para a criação de novos programas, modernização de sistemas e manutenção. Além disso, a Portaria Mapa nº 614/2023 apresenta as diretrizes para as contratações de soluções de Tecnologia da Informação e Comunicação no Ministério.

Outro ponto de trabalho é a garantia de segurança de sistemas. Atualmente a Subsecretaria é responsável pela gestão dos servidores do Mapa, das Superintendências Federais de Agricultura (SFAs); do Instituto do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet); do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA); e do Ministério de Pesca e Aquicultura (MPA).

Só no Mapa são mais de 10 mil usuários, além de mais de 176 pontos espalhados entre os estados, desde as SFAs e laboratórios. É a segunda maior estrutura de gestão tecnológica entre os Ministérios.

A STI realiza campanhas de conscientização de segurança da informação e links de transmissão com segurança de proteção na ponta de dados. Foram 83 instalações de aquisição de soluções de segurança, distribuídos entre os órgãos.

Entre as novidades que estão por vir, Mussi revelou que a partir do mês de maio, as Superintendências, os Laboratórios e as demais estruturas, contarão com rede de Wi-Fi sem fio com mais segurança e proteção.

Há também a elaboração de painéis de acompanhamento, chamado de dashboards, sendo uma realização em parceria com as Secretarias e os outros órgãos, como Sistema PesqBrasil e o lançamento que irá ocorrer em maio do Cadastro de Agricultor Familiar 3.0.

Foram lançados ainda a Política de Segurança da Informação o Plano Diretor de Tecnologia da Informação e Comunicação (Pdtic) 2023-2025. Além disso, o Comitê Segurança da Informação (CSI/Mapa) realiza reuniões ordinárias e extraordinárias, conforme a legislação.

Além disso, foi trabalhado pela STI a automatização dos controles das demandas recebidas pelo Mapa na Plataforma Integrada de Ouvidoria e Acesso à Informação, conhecida como Fala.BR. A medida gerou evolução no atendimento, com melhor monitoramento e controle das demandas, cuja resposta dentro do prazo foi facilitada. O próximo passo, em elaboração, será o Plano de Dados Abertos, parceria entre a STI e a Ouvidoria.

Para todos estes trabalhos, ações e execuções, a Subsecretaria de Tecnologia teve o investimento de 71 milhões em 2023. Para este ano, a previsão de investimento é de 80 milhões.

Fonte: Assessoria Mapa
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