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Investimentos e tecnologia de automação condicionam novo paradigma da suinocultura de precisão 

Ferramentas, a exemplo da robotização e gestão em tempo real, tornaram Santa Catarina referência mundial em eficiência e produtividade na suinocultura, à frente de países como Estados Unidos, Alemanha, Canadá e Itália

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Divulgação Roboagro

Resultado de investimentos, ampliações e evolução na produtividade das granjas, a suinocultura no Brasil cresce a cada ano, já sendo considerada uma das atividades econômicas mais importantes, geradora de emprego e renda, além de sua parcela de participação no saldo positivo da balança comercial do agronegócio. Dados apresentados pela Embrapa comprovam este cenário que coloca o país na 4ª posição em relação à produção de carne suína mundial, atrás apenas da China, União Europeia e Estados Unidos. Na exportação, ocupa a 4ª posição, enquanto ao consumo, assume o 5º lugar. Da produção total nacional, 81% é destinada ao mercado interno e 19% é voltada às operações de exportação.

Avanços na tecnologia de automação e na engenharia de processos permitiram que os sistemas de criação animal evoluíssem em termos de gerenciamento integrado da produção. Hoje, a indústria de equipamentos para alimentação, monitoramento de animais e controle ambiental oferecem opções diversificadas, possibilitando que grande parte das atividades de rotina seja automatizada nas granjas. Tais fatores contribuem para o resultado final: a qualidade da carne suína, que assumiu o protagonismo da segurança alimentar como uma das proteínas mais consumidas e apreciadas em território nacional. Este tema também constituiu o estudo elaborado pela Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS) e Sebrae, em parceria com Markestrat – empresa expertise no mapeamento e quantificação de sistemas agroindustriais, apresentando números atualizados sobre produção e consumo da carne suína no Brasil e exterior.

A zootecnia de precisão pode ser considerada estratégia de gestão inteligente com diversas vantagens sobre os sistemas convencionais. O uso de ferramentas tecnológicas para a gestão dos sistemas de produção tornou a suinocultura mais competitiva, sendo adequadas às exigências dos mercados consumidores por produtos sustentáveis e com qualidade sanitária garantida por rastreabilidade. Aliado a isso estão as técnicas de precisão, que podem beneficiar os produtores, dispondo maior controle sobre o rebanho e seus índices produtivos. Cuidados voltados à garantia de saúde têm diferenciado a suinocultura praticada em Santa Catarina, estado maior produtor de carne suína e segundo maior produtor de carne de frango do Brasil.

O exemplo de Santa Catarina

O estado continua ampliando mercados e firmando sua presença internacional. No primeiro semestre de 2021, exportou mais de 775,6 mil toneladas de carnes com faturamento superior a US$ 1,5 bilhão (5,6% a mais em relação ao mesmo período do ano anterior). Os números foram divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). O desempenho positivo nos embarques para o mercado externo deve-se à alta nas vendas para compradores de peso, como Arábia Saudita, Japão, Chile, China e Filipinas. No acumulado do ano, Santa Catarina embarcou 283 mil toneladas de carne suína, arregimentando um faturamento de mais de US$ 705 milhões.

Se o critério de avaliação for a conversão alimentar – um dos principais indicadores de eficiência e produtividade do setor – Santa Catarina é ainda mais promissora, contemplando o melhor resultado mundial, perdendo apenas das pequenas produções da Bélgica e Países Baixos. O estado da Região Sul do Brasil é mais eficiente/produtivo que os Estados Unidos, Alemanha, Canadá e Itália em 10%, 7,39%, 4% e 13%, respectivamente. Em termos de produtividade das matrizes, faz frente aos países mais desenvolvidos e os números revelam que não há o que copiar do exterior. A referência mundial nunca esteve tão próxima de terras brasileiras como agora.

Santa Catarina também é referência internacional na produção de alimentos de qualidade, tendo acesso aos mercados mais competitivos do planeta. Com o tempo, o estado foi se consolidando como fornecedor de proteína animal, focado na saúde animal e na defesa agropecuária. Seu status sanitário diferenciado demonstra a qualidade produtiva, facilitando a comercialização da carne catarinense junto aos países mais exigentes do mundo. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), em parceria com a iniciativa privada e os produtores, mantém um rígido controle das fronteiras e do rebanho catarinense. A atenção extrema com a sanidade animal – critério valorizado por importadores de carne – garantiu o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação. Junto ao Rio Grande do Sul e Paraná, Santa Catarina é zona livre de peste suína clássica.

Soluções tecnológicas à serviço da suinocultura de precisão

Alimentar os suínos individualmente com dietas formuladas, em tempo real, com base em seus próprios padrões de consumo de ração e crescimento representa uma importante mudança de paradigma na nutrição animal. Nos sistemas convencionais, os suínos, que são geralmente criados em grupos, não têm seus dados avaliados individualmente, com exceção daqueles utilizados em programas de melhoramento genético.

A aplicação da Instrução Normativa nº 113 (IN 113) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), publicada em dezembro de 2020, condicionou a modernização da suinocultura no Brasil. A adoção de técnicas e ambientes, que priorizam a sustentabilidade e permitem ao suíno demonstrar o comportamento típico da espécie cedeu maior espaço à tecnologia. Como consequência, granjas melhor estruturadas e a robotização – bem como outras ferramentas da suinocultura de precisão – passaram a ser vistas com maior frequência nas propriedades rurais.

Entre tais ferramentas pode-se considerar a tecnologia Agriness S4, nascida no Brasil e replicada no mundo inteiro, gerenciando mais de 2 milhões de matrizes por meio do software S2. A solução analisa e transforma a informação que vem da granja em conhecimento estratégico para ajudar a atuar, rapidamente, em todas as oportunidades de melhoria dos resultados. O Agriness S4 se comunica com a cooperativa ou agroindústria da qual o produtor faz parte, fazendo com que ele ou o gestor da corporação possam acessar dados atualizados da produção para decidir o que a granja precisa, em tempo real. Ainda dispõe de recursos alinhados ao P+1, um método de aceleração da produtividade de granjas produtoras de suínos, criado pela Agriness e usado por mais de mil profissionais na América Latina. Uma tecnologia que contribuiu para identificar os pontos críticos da produção, agilidade na resolução de problemas, dados produtivos integrados à corporação, qualidade e segurança nas informações. Outros benefícios dessa tecnologia podem ser conhecidos no site www.agriness.com

A robotização

O trabalho do produtor ao gerenciar a fase de crescimento e terminação dos animais que serão enviados ao abate, controlando o consumo da ração e o crescimento dos suínos, ganhou um forte aliado. Os resultados da produção, conferidos na grande maioria somente ao final do lote, podem ser feitos durante o lote, a cada dia, por um Robô Alimentador de Suínos.

O sistema permite a alimentação dos suínos nas baias em horários pré-determinados, com a possibilidade de ajuste em tempo real, conforme o consumo dos animais, e o mínimo de interferência humana. O controle é feito mediante uso de aplicativo e de um software, que facilita a análise individual de cada distribuição, aumentando os resultados para o produtor. O equipamento ainda permite a melhoria da competitividade e ganhos para toda a integração, produtores e agroindústrias, que podem usar ferramentas de gestão e inteligência artificial para corrigir eventuais gargalos de produção. “Temos uma solução completa, que atende e agrada todos os elos da suinocultura, assim como o bem-estar animal.

Os resultados são melhores que os apresentados pelos Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Itália e outros países que sempre nos serviram de referência, mas, a partir dessa tecnologia, estamos ocupando lugar de destaque e sendo considerados benchmarking em nível mundial”, aponta Giovani Molin, diretor da Roboagro, empresa de Caxias do Sul (RS), que desenvolveu o Robô Alimentador de Suínos. Ao percorrer toda extensão da granja, durante quatro a seis vezes ao dia, o equipamento proporciona a inserção de diversas tecnologias que, em outras situações, não seriam viáveis. Mais detalhes sobre o funcionamento podem ser conferidos no site www.roboagro.com.br

A robotização promoveu uma mudança estrutural no segmento, fazendo com que as agroindústrias adaptem os layouts das granjas, deixando as pocilgas preparadas para o novo padrão da suinocultura. O benefício dessa técnica, agregado às vantagens do sistema de distribuição de ração com comedouro linear, reforça a necessidade de sua prática. “Foi-se o tempo em que o milho custava R$25,00 a saca e poderíamos tratar os animais à vontade. Vivenciamos um novo momento e voltar o olhar a essas questões define quem terá, ou não, resultados nos próximos anos, uma vez que não vislumbramos um cenário de redução dos custos dos insumos nas próximas décadas”, adverte Molin, ao lembrar que a tecnologia – inédita no Brasil – permite erro zero na distribuição alimentar, valoriza a precificação e qualidade dos lotes, avaliados em diversos índices zootécnicos. Outro benefício é que, durante o processo, o robô reproduz música clássica, cuja eficácia voltada à fase de crescimento dos suínos foi comprovada por meio de estudos. E o suinocultor consegue identificar, com maior precisão, a condição sanitária da granja e o andamento do lote, por meio do aplicativo de gestão. Atualmente, há mais de 800 unidades do Robô Alimentador de Suínos em operação nos três estados da Região Sul, responsáveis por 66% da suinocultura nacional, além da presença em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e interior de São Paulo.

O mercado de suínos no Brasil

Com grandes números de produção e exportação, o mercado brasileiro de suínos é altamente representativo. No panorama interno, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul se destacam, uma vez que são os estados que mais produzem e exportam carne suína. De acordo com o Relatório Anual publicado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o volume de 750 mil toneladas de carne suína exportada representou uma receita de 1,59 bilhões de dólares ao mercado brasileiro. Um indício de que o setor está em constante crescimento e, cada vez mais, novas soluções se fazem necessárias para otimizar a produção.

Segundo do mapeamento realizado pela ABCS, Sebrae e Markestrat, o modelo produtivo da suinocultura nacional se diferencia de acordo com a região. No Sul predominam os pequenos suinocultores integrados ou cooperados, especializados em determinada fase de produção. O Sudeste é marcado por produtores independentes com produção de ciclo completo. Cada sistema está adaptado ao seu mercado, onde todos ganham eficiência e competitividade, mantendo o crescimento da produção nacional. A produção tecnificada está distribuída em cerca de 3,1 mil granjas de produção de leitões e quase 15 mil granjas de engorda. Nos estados do Sul, 60% das granjas de matrizes têm até 500 reprodutoras com predomínio de produção integrada ou cooperada. A região concentra 96% de granjas de terminação, 95% dos crechários e 56% das granjas de wean to finish – que consiste basicamente na eliminação da fase de creche dentro do sistema de produção convencional, ou seja, os animais, neste caso, são desmamados e alojados em um galpão onde permanecem até o abate – também vinculadas a agroindústrias ou cooperativas.

Na região Sudeste, Minas Gerais e São Paulo são referências para o mercado spot. Embora o tamanho médio das granjas seja bem superior (785 matrizes) aos das granjas do Sul (456 matrizes), a região tem 60% delas com menos de 500 reprodutoras. Devido à baixa expressividade dos modelos de produção cooperada, apenas 1,7% das granjas de engorda estão abrigadas no Sudeste. No Centro-Oeste, há maiores escalas de produção com 46% das granjas de matrizes, tendo pelo menos 1.000 reprodutoras. Mesmo que, em torno de 50% da produção seja integrada a agroindústrias, a região concentra somente 2,5% das granjas de terminação, cerca de 2,3% dos crechários e pouco mais de 44% das granjas wean to finish. No Norte e Nordeste, a produção é 100% independente, caracterizada por granjas de menor escala com tamanho médio de aproximadamente 200 matrizes.

Fonte: Ass. de Imprensa
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Como a produtividade da soja aumenta com um inverno bem conduzido

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Fotos: Divulgação

A produtividade da soja é favorecida em diversos aspectos pela presença de uma boa lavoura de inverno. Cobrir o solo na entre safra é uma opção rentável tanto para as pequenas, médias, como nas grandes propriedades. As culturas de inverno diversificam a fonte de renda, além de promover melhoras significativas no sistema de produção como um todo. Essa é a principal temática do Giro Técnico Digital Brasil, evento promovido pela Biotrigo Genética, que contará com o painel ‘Como colher mais soja fortalecendo o sistema produtivo no inverno’.  Telmo Amado, mestre e doutor em Ciência do Solo, e Mauro Rizzardi, mestre e doutor em Fitotecnia, abordarão os principais detalhes sobre o manejo de solo e de ervas daninhas, respectivamente.

Buscando maior imersão na realidade e demandas dos produtores, o Giro Técnico também contará com a apresentação de uma grande diversidade quanto às realidades do agro brasileiro, com demandas distintas e todo o potencial do campo, apresentadas diretamente de dez fazendas tritícolas do Brasil. O evento acontece dia 29 de setembro, a partir das 8h30 e conta com transmissão ao vivo através do canal no YouTube da Biotrigo Genética, assim como na página do Facebook. As inscrições podem ser realizadas de forma gratuita, através do site biotrigo.com.

 

Manejo de solo e de plantas daninhas

Para o professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Telmo Amado, um solo descoberto no inverno pode causar relevantes consequências na lavoura, como a degradação do solo. “A erosão arrasta a camada superficial do solo, que é a mais rica em matéria orgânica e nutrientes, gerando grande impacto e comprometendo a produtividade”. Por outro lado, a introdução do trigo, assim como de outras culturas de inverno, no sistema produtivo, tem importante valor como ferramenta de manejo para as culturas de verão. Segundo Telmo, o impacto da gota da chuva é responsável por 90% da erosão e ter um cultivo durante o inverno é algo muito efetivo para proteção do solo, já que suas raízes acabam por favorecer a agregação do solo e a infiltração da água, além de potencializar a cultura da soja.

Outro fator que contribui para a redução de produtividade da cultura de verão são as plantas daninhas. Conforme Mauro Rizzardi, o cultivo do trigo no inverno é uma ótima oportunidade para reduzir a infestação dessas plantas no sistema. “A presença do trigo permite a quebra na multiplicação de espécies daninhas como buva e azevém, hoje resistentes a herbicidas com diferentes mecanismos de ação”, explica Rizzardi. Assim como no caso da erosão, mencionada por Amado, a cobertura proporcionada pelo trigo é benéfica ao sistema, por reduzir o fluxo de emergência das plantas daninhas, que precisam de luz para a germinação. “Além disso, a semeadura do trigo no limpo e a adoção de práticas adequadas de controle na cultura diminuem a presença e o número de espécies daninhas na cultura em sucessão, neste caso a soja”, explica.

 

Rateio dos custos fixos da lavoura com a soja

Para o gerente comercial para a América Latina da Biotrigo, Fernando Michel Wagner, é de fundamental importância o cultivo de uma cultura de inverno, independentemente de qual seja, visando reforçar o sistema produtivo da soja. “Precisamos direcionar esforços para que consigamos ter sucesso no verão com a soja, responsável pela maior renda dentro das propriedades que cultivam grandes culturas. Temos que proteger esse sistema, e o trigo gera renda no inverno”, indica Fernando. Para ele, a melhor gestão das propriedades durante o inverno contribui para a sustentabilidade da agricultura como um todo.

 

Mais segurança na lavoura

No giro pelas fazendas, o agricultor de Apucarana/PR, Pedro Henrique Cortinova, comenta os desafios e avanços no cultivo do trigo ao longo das últimas quatro décadas. No verão, é semeada soja na Fazenda Cortez e no inverno, o trigo. Segundo Pedro, no plantio do trigo é comum a diminuição das chuvas e com isso o gerenciamento das épocas de semeadura é importante. O produtor também destaca que a germinação na espiga se torna um problema a partir do momento em que a época preferencial de plantio avança no calendário. “Temos semeado cada vez mais tarde pelo atraso das chuvas. Consequentemente, a colheita também atrasa e ocorre junto à volta da estação das chuvas, em setembro. E se não trabalharmos com cultivares que tenham tolerância à germinação na espiga, nós e o mercado consumidor teremos muitos problemas”, comenta. Além desse fator, Pedro também destaca a constante dificuldade com o controle de doenças de espiga e, sobretudo, de brusone, reforçando ainda mais o papel do melhoramento genético.

Descendo ao Sul do Brasil, Elson Uggeri, de Entre Ijuís/RS, também demonstra preocupação em relação à germinação na espiga. Contudo, segundo ele, o problema tem sido cada vez mais contornado, devido às novas tecnologias de produção e avanços realizados pelos programas de melhoramento, dando-as maior resistência no quesito. Outro fator preocupante para Elson é a giberela, sobretudo na região das Missões. “Aqui, temos chuvas frequentes na fase de florescimento do trigo, o que propicia que o fungo infecte a flor e se desenvolva, resultando na doença”, conta o produtor.

Para esses cenários, uma nova ferramenta surge com grande potencial de auxiliar o produtor na busca por mais segurança na lavoura, sem afetar a produtividade da colheita. De acordo com o gerente regional sul da Biotrigo Genética, Tiago De Pauli, o TBIO Trunfo destaca-se por seu elevado potencial produtivo, aliado à sanidade na espiga. “A cultivar traz níveis inéditos de resistência à giberela e brusone, além de uma grande resistência à germinação na espiga”, aponta o agrônomo. Em termos de PH, o material atinge níveis altos, além de oferecer manutenção. “Trunfo chega com excelente padrão de PH, que é muito levado em conta, sobretudo quando o produtor vai comercializar seu trigo na cooperativa ou no cerealista”, atesta Tiago. A cultivar está em fase de multiplicação de sementes e estará disponível ao produtor já na próxima safra. “TBIO Trunfo terá grande espaço principalmente nas regiões em que existe mais precipitação durante a fase reprodutiva e na época próxima à colheita. Com isso, ele ganha um destaque especial, justamente pela segurança combinada a um rendimento bastante elevado, que é o que o produtor precisa ter”, finaliza.

 

Precocidade com alto rendimento

Na Fazenda Butiá, localizada em Coxilha/RS, a família Bertagnolli tem como principais culturas o trigo, a soja e o milho. Segundo o agricultor Roberto Bertagnolli, a combinação das safras é uma estratégia da fazenda e há um ganho importante ao se introduzir uma cultivar de trigo de ciclo precoce com alto potencial produtivo. “Essa ferramenta ajuda o produtor a organizar melhor as épocas de plantio e colheita, facilitando o segundo cultivo, da soja. Ele comenta que nessa safra está acompanhando de perto o desenvolvimento da cultivar TBIO Calibre, lançamento da Biotrigo, especialmente por reunir características muito desejadas, como precocidade e alto rendimento. “O Calibre tem um ciclo precoce interessante e dependendo do clima da região, se pode atrasar ou adiantar a semeadura dele”, conta. A consequência disso é a semeadura em períodos dentro da janela ideal para o plantio da soja. “Ele fica dentro de um período que ainda garante alto potencial produtivo”, comenta Bertagnolli. Produtores ininterruptos de trigo desde a década de 1950, Roberto conta que se impressionou com a cultivar. “Depois de 72 anos, ficamos até admirados com o material. Desde que aplicadas as técnicas corretamente para este tipo de ciclo, ele encanta por seu alto potencial produtivo e claro, sua beleza no campo”, finaliza.

Segundo Tiago De Pauli, a cultivar semeada na Fazenda Butiá possui ainda um bom nível de resistência a doenças foliares e uma excelente resistência à germinação na espiga. Junto a isso, a cultivar atende a demanda brasileira de produção em larga escala, devido ao seu alto potencial de rendimento de grãos além da excelente qualidade industrial. “São características que atendem às demandas do produtor, os requisitos dos moinhos e as exigências do mercado consumidor”, ressalta. TBIO Calibre estará disponível para a rede de multiplicação de sementes já em 2022.

 

Novo branqueador para o Projeto Trigos Especiais

Outra parada do giro pelas fazendas tritícolas, será em Chapada/RS. Na fazenda do produtor Luis Rockenbach, a escolha para a safra de inverno nos últimos três anos é exclusivamente de trigo de qualidade branqueadora. Nessa safra, Luis está testando uma segunda tecnologia do projeto Trigos Especiais da Biotrigo, o TBIO Blanc, que se diferencia pelo ciclo médio tardio, com possibilidade de um plantio em um período mais cedo dando estabilidade ao seu alto potencial produtivo. Para ele, o ciclo é um importante benefício, além do avanço em termos de produtividade e sanidade em relação ao TBIO Noble, parceiro de projeto, além de outros branqueadores disponíveis no mercado. Alessandra Petry, que gerencia a G7, empresa cerealista que recebe e comercializa os trigos do Luis, também já consegue constatar bons resultados quando analisa a reação a doenças da cultivar Blanc. “O material atende às demandas da cadeia do trigo e possui farinha forte e branqueadora. Além disso, as lavouras hoje estão um cartão postal dada a sanidade do material no campo”, comenta.

De acordo com Fernando Wagner, TBIO Blanc é um avanço em relação ao TBIO Noble, cultivar branqueadora consolidada no mercado desde 2015, que integra o projeto Trigos Especiais da Biotrigo. “O melhoramento conseguiu um importante avanço no Blanc ampliando rendimento, além da melhoria de manejo e a segurança no campo, com maior nível de resistência à maioria das doenças. Levar avanço agronômico combinando uma qualidade especial justifica a inclusão de TBIO Blanc no projeto Trigos Especiais”, finaliza o gerente. A cultivar integrará um projeto que garante a segregação de trigos com qualidade destacada e estará disponível para multiplicação na próxima safra.

Além de TBIO Blanc, TBIO Trunfo e TBIO Calibre, o Giro Técnico também contará com o posicionamento das cultivares TBIO Astro, TBIO Aton, TBIO Duque, TBIO Ponteiro, TBIO Ello CL e ainda o lançamento de um produto inédito no mercado brasileiro. O evento conta com o patrocínio da Basf, Bayer, Ihara, Syngenta e Yara.

 

Inscrições

Para realizar a inscrição no Giro Técnico Digital Brasil, bem como para a obtenção de mais informações sobre a programação do evento, basta acessar o site. Ao concluir o cadastro, o inscrito receberá por e-mail o link para a transmissão, que poderá ser acessado no dia 29 de setembro, a partir das 8h30. O evento contará com a mediação de Fernando Michel Wagner e do gerente regional norte da Biotrigo, Bruno Alves.

 

Agenda

Giro Técnico Digital Brasil
Data: 29 de setembro de 2021 (quarta-feira)
Horário: 8h30
Link para inscrição: https://bit.ly/Giro_tec_insc

Fonte: Assessoria
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TIMAC Agro abre inscrições para Programa de Trainee 2021

São 30 vagas para a área comercial, diversos benefícios e oportunidades em diferentes estados do Brasil. Inscrições abertas até 13 de outubro

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Foto: O Presente Rural

A TIMAC Agro, multinacional francesa que fabrica e comercializa fertilizantes de alta tecnologia, está com inscrições abertas para o seu Programa de Trainee – Safra de Talentos.

A edição deste ano oferece 30 vagas em diversos estados do Brasil. A empresa busca jovens profissionais, formados entre 2018 a 2021 em Agronomia, Engenharia Agronômica, Medicina Veterinária ou Zootecnia, que se identifiquem com o agronegócio e queiram expandir seus conhecimentos em gestão de pessoas.

O Programa, que oferece diversos benefícios e ferramentas de desenvolvimento, tem duração de até 18 meses e é dividido em 3 módulos. Para cada módulo, o trainee terá uma Matriz de Capacitação com foco no seu desenvolvimento técnico e comportamental.

As inscrições seguem até o dia 13 de outubro através do site: http://safradetalentos.timacagro.com.br/

Fonte: Assessoria
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Como a doença do edema em suínos impacta as granjas?

A doença causa grande impacto na performance dos animais, com altas taxas de mortalidade, especialmente no período de creche, entre 4 e 15 dias após o desmame.

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Foto: Divulgação

A suinocultura desempenha um papel extremamente relevante no agronegócio brasileiro, contribuindo fortemente para o desenvolvimento e crescimento econômico. O aumento da produtividade é uma característica deste setor, que vem respondendo à demanda de mercado. E para o maior crescimento da produção, medidas para o controle de diferentes desafios devem ser adotadas a fim de reduzir os impactos causados.

Um dos importantes desafios sanitários enfrentados nas granjas são os entéricos. E um dos principais agentes que acomete os leitões é Escherichia coli, que pode causar diarreia grave, afetar o desempenho dos animais e aumentar a mortalidade dos suínos, ocasionando um impacto econômico significativo para a granja.

A Doença do Edema (Colibacilose Enterotoxêmica) é uma toxi-infecção caracterizada pela ocorrência de disfunção neurológica, desenvolvimento de edemas e casos de morte súbita. A doença tem alta letalidade e afeta principalmente os leitões entre 4 e 15 dias após o desmame, mas pode incidir sobre suínos em crescimento com 30 a 90 dias de idade, promovendo grandes prejuízos econômicos aos produtores.

Esta doença está associada à presença de cepas patogênicas de Escherichia coli no intestino delgado dos animais acometidos. Sob determinadas circunstâncias essas cepas se multiplicam e produzem substâncias biologicamente ativas como a Verotoxina-2e (VT2e), caracterizada como uma enterotoxina.

“‘A alta vascularização do tecido intestinal, potencializada pela inflamação do endotélio provocada pela toxina, favorece a disseminação sistêmica da VT2e e, como a toxina tem a capacidade de aumentar a permeabilidade vascular, ocorre o extravasamento de líquido que acarreta os edemas subcutâneos”, explica Juliana Calveyra, médica-veterinária e gerente de serviços técnicos LATAM da Ceva.

Os animais acometidos apresentam sintomas como apatia, incoordenação, dispneia ocasionada pelo edema pulmonar, edema de glote e edema de face. Os sinais clínicos podem evoluir para sintomatologia nervosa devido ao edema cerebral, e os animais apresentando paralisia, tremores, convulsões, decúbito com movimento de pedalagem, coma e morte. Os leitões que não morrem pela doença tornam-se refugos.

Os sinais clínicos podem ser confundidos com quadros patológicos de deficiência de vitamina E, intoxicação por sal ou arsenicais orgânicos, e meningite estreptocócica. “O diagnóstico é realizado através de cultura bacteriana de amostras de conteúdo intestinal ou swabs retais. Após o isolamento da bactéria é realizado o antibiograma, que indica o melhor antibiótico para ser usado na granja. A histopatologia de amostras de tecido do intestino grosso, jejuno e íleo pode ajudar no diagnóstico definitivo da doença”, detalha Juliana

O tratamento dos leitões com a Doença do Edema é baseado no controle da hidratação nos animais que apresentem quadro diarreico, antibioticoterapia e diurético para reduzir os edemas. O óxido de zinco pode ser fornecido aos animais.

Alguns fatores podem aumentar as chances de risco da Doença do Edema, como a mudança de ambiente no desmame, mudança brusca de alimentação, estresse do leitão pelo novo ambiente e separação da mãe, misturar muitas leitegadas diferentes na mesma baia, lotação excessiva, higiene precária e desinfeção mal realizada, grande variação de temperatura ambiental, excesso de umidade, ausência de vazio sanitário na troca de lotes.

A prevenção da doença através da vacinação dos animais vem se mostrando cada vez mais eficaz, mas as medidas preventivas ambientais como a limpeza e desinfecção rigorosa da granja, respeitar o período de vazio sanitário na troca de lotes, homogeneização dos lotes, evitar estresse ambiental e térmico para o animal são de extrema importância para manter o rebanho saudável.

“Um manejo bem realizado e a adoção da vacinação para o controle desta e de outras doenças são os melhores pilares para uma granja mais rentável e livre da Doença de Edema”, finaliza Juliana

Fonte: Assessoria
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CONBRASUL/ASGAV

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