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Internet das Coisas monitora produtividade e bem-estar animal em sistemas de ILPF

Os dispositivos inteligentes são vestíveis, não invasivos, e atuam de forma integrada para monitorar indicadores de produtividade, ambientais e de bem-estar animal

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Divulgação Embrapa

Sensores de Internet das Coisas (uma tradução literal da expressão em inglês Internet of Things – IoT), colares inteligentes e balança de passagem serão usados de forma integrada para monitorar uma série de indicadores de produtividade, ambientais e de bem-estar animal em sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Com isso, serão geradas tecnologias baseadas em modelos de Inteligência ArtificialArtificial (IA) desenvolvidos pela Embrapa, usando como insumos os dados coletados pelos sensores e pela rede IoT, para apoio à tomada de decisão dos produtores.

Por meio de uma parceria firmada entre a Embrapa, a Huawei e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD) vão ser desenvolvidas aplicações tecnológicas para uso-piloto, que buscam melhorar a gestão e a produção em sistemas de integração. As empresas parceiras são responsáveis pela instalação da infraestrutura de conectividade, sensores de IoT e plataforma computacional, além de apoiar o desenvolvimento das soluções. A pesquisa terá duração de 12 meses e vai até abril de 2022, com orçamento de R$ 1,2 milhão.

Dois centros de pesquisa da Embrapa estão envolvidos diretamente nos estudos. A Embrapa Informática Agropecuária (SP) coordena o trabalho, visando desenvolver os algoritmos de Inteligência Artificial que darão suporte às aplicações relacionadas à predição de ganho de produtividade e ao índice de bem-estar animal para auxiliar o produtor. As tecnologias serão implementadas no campo experimental da Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande (MS), onde são conduzidas pesquisas de longa duração em ILPF, para a coleta de dados de microclima e monitoramento animal.

“A pesquisa a campo envolve três eixos: as variáveis fisiológicas do animal, o microclima e o ganho de peso. Os parâmetros de bem-estar animal e conforto térmico permitirão que o produtor rural perceba o nível de estresse do animal a campo e a interferência disso em sua produtividade”, relata Roberto Giolo, pesquisador da Embrapa em Campo Grande.

“Esse conjunto de dados de sensores, aliado à rede de Internet das Coisas e Inteligência Artificial, vai ajudar a antecipar o ganho de produtividade dos animais e aferir se o sistema de produção está alinhado às boas práticas. As informações são importantes também para a adoção de protocolos e a certificação dos produtores, com a obtenção do selo Carne Carbono Neutro (CNC) ou Carne de Baixo Carbono (CBC), por exemplo”, acrescenta o analista de TI da Embrapa Camilo Carromeu.

Em 18 hectares de área de ILPF do campo experimental, a equipe técnica vai monitorar 32 bovinos de corte distribuídos em três sistemas de ILPF, para coletar de forma automática dados fisiológicos e comportamentais relativos ao nível de bem-estar, acompanhar o ganho de peso diário e aferir dados de microclima das condições ambientais. Serão verificadas a temperatura cutânea, frequência cardíaca e respiratória dos animais, além de tempo estimado para abate, entre outros fatores.

“A ideia é coletar o maior número de variáveis e indicadores de conforto para fornecer alertas aos pecuaristas, por meio de aplicativo de celular ou sistema Web, que os ajudem a tomar as melhores decisões, sob o ponto de vista econômico e ambiental”, explica o analista da Embrapa Eduardo Speranza. Os estudos devem indicar a necessidade de desenvolver e automatizar outras ferramentas futuramente, para aperfeiçoar as aplicações.

Para Stanley Oliveira, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Embrapa Informática Agropecuária, essa parceria é uma experiência inovadora. Por meio do credenciamento no Comitê da Área de Tecnologia da Informação (Cati), do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), a Unidade da Embrapa pôde se associar às empresas de tecnologia, que vão receber incentivos fiscais concedidos pela Lei de Informática, para investir em P&D nas áreas de hardware e automação.

Incentivos em P&D
A Embrapa Informática Agropecuária obteve o credenciamento, como instituição de pesquisa, junto ao Comitê da Área de Tecnologia da Informação (Cati) do MCTI, por meio da Resolução Cati nº 40/2018, de 19 de julho de 2018. “Com isso, a Unidade se abre para novas possibilidades de investimentos e maiores incentivos para as empresas interessadas no desenvolvimento de soluções de tecnologia de informação”, de acordo com a chefe-geral, Silvia Massruhá.

O Cati é o órgão do MCTI cujas atividades estão relacionadas à gestão dos recursos destinados a atividades de pesquisa e desenvolvimento em tecnologia da informação. Os investimentos são realizados pelas empresas de desenvolvimento ou produção de bens e serviços de informática e automação que fizeram jus a benefícios fiscais previstos na Lei de Informática.

Transformação de dados em informação
“As aplicações de Inteligência Artificial e Internet das Coisas podem criar uma grande revolução no setor da pecuária, por meio de possibilidades de automação e transformação de dados em informação, em tempo real – graças à conectividade móvel, em diversos setores da cadeia produtiva”, afirma Bruno Zitnick, diretor de Relações Públicas e Governamentais da Huawei. “Nessa parceria com a Embrapa e CPQD, os dados coletados pelos sensores serão enviados à nuvem da Huawei, que contém Inteligência Artificial, para que toda a solução em desenvolvimento seja baseada nela. Isso vai permitir que o produtor tenha uma visibilidade sobre a produtividade do gado que hoje ele não tem, o que irá ajudar na tomada de decisão e, consequentemente, aumentará a eficiência e os ganhos na produtividade”, avalia.

A conectividade dos sensores será realizada por meio da rede móvel 4G NB-IoT, utilizando equipamentos Huawei. A solução de nuvem (cloud) da Huawei suportará o desenvolvimento de algoritmos com Inteligência Artificial embarcada. Pelo CPQD, serão fornecidos os componentes para a arquitetura de serviço, incluindo duas plataformas abertas que permitirão o armazenamento, a visualização e as análises dos dados em nuvem computacional.

“Essa parceria irá viabilizar uma solução tecnológica inovadora para atender demandas e agregar valor ao negócio dos produtores rurais brasileiros que operam no modelo ILPF. A combinação de Inteligência Artificial e IoT em uma plataforma integrada permitirá ampliar a previsibilidade e a produtividade no manejo e, ainda, contribuir positivamente para a sustentabilidade ambiental, com a redução na emissão de gases de efeito estufa”, declara Fabricio Lira Figueiredo, gerente de Desenvolvimento de Negócios em Agronegócio Inteligente do CPQD.

Uma das tecnologias que o CPQD deverá fornecer ao projeto é a Dojot, uma plataforma aberta desenvolvida pela empresa para acelerar a criação de aplicações de IoT voltadas à realidade brasileira. A Dojot nasceu como uma proposta open source brasileira e hoje possui uma comunidade de usuários distribuída por diversas empresas e instituições, de diferentes setores, que utilizam a plataforma no desenvolvimento de aplicações IoT em áreas distintas, como agronegócio, cidades inteligentes, saúde e indústria.

Outra plataforma aberta é a de Inteligência Artificial para o Agronegócio (PlatIAgro), que tem como objetivo facilitar a construção de aplicações baseadas em Inteligência Artificial (IA), como machine learning em geral, visão computacional e processamento de linguagem natural no contexto do agronegócio brasileiro. A intenção é prover um ambiente com características que permitam ao usuário gerenciar modelos, fazer experimentações, comparar resultados e implantar de forma automatizada, dando mais agilidade ao desenvolvimento de aplicações IA voltadas ao setor.

Monitoramento de peso em tempo real
O monitoramento diário do ganho de peso dos animais será feito com o Sistema Automático de Pesagem em Campo com Envio Remoto de Dados (BalPass). O equipamento, desenvolvido em cooperação pela Embrapa Gado de Corte, Coimma e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), funciona com energia solar e possibilita acompanhar a curva de peso de cada animal, que é pesado individualmente, direto no pasto.

Os dados são obtidos por meio de sensores instalados nos corredores que levam o gado aos bebedouros ou cochos para alimentação. Cada animal, identificado por brinco eletrônico, tem sua pesagem registrada, avaliada e validada. Todas as informações serão transmitidas, armazenadas e processadas automaticamente, usando IoT. Com a tecnologia é possível identificar o ganho de peso do rebanho em tempo real, com maior confiabilidade dos dados e diminuição do estresse animal durante a pesagem.

Já para aferir as condições de bem-estar animal serão usados dispositivos eletrônicos conhecidos como Plataforma Eletrônica Bovina ou BEP, na sigla em inglês. A tecnologia também foi desenvolvida numa parceria entre a Embrapa Gado de Corte e a UFMS, e transferida para a Indext Soluções Tecnológicas, startup parceira no desenvolvimento da ferramenta.

Esse dispositivo tem a vantagem de ser do tipo vestível, ou seja, não é invasivo. O aparelho tem um cabresto no qual estão instalados sensores para o monitoramento simultâneo da frequência respiratória, cardíaca e temperatura superficial da pele. Os sensores também captam a temperatura ambiente, umidade relativa do ar e radiação solar. As informações podem ser visualizadas por meio de tabelas, gráficos e ainda no formato de alertas, exibidos quando algum parâmetro está fora dos limites normais.

“A integração de todas essas tecnologias é o principal diferencial da pesquisa, com o uso de sensores inteligentes e a construção de uma arquitetura baseada em Inteligência Artificial que permitirá levar os dados do campo, transformados em informações úteis, diretamente às mãos dos produtores rurais”, comenta Carromeu.

Para isso, ainda será utilizada a plataforma de APIs (do inglês, Interface de Programação de Aplicativos) da Embrapa. “A Plataforma AgroAPI, desenvolvida pela Embrapa Informática Agropecuária, permitirá a integração de dados, informações e modelos agropecuários que serão gerados nessa pesquisa”, complementa Silvia Massruhá.

Fonte: Assessoria

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Cooperalfa anuncia complexo com supermercado e agropecuária em Canoinhas

Empreendimento será o maior da cooperativa no segmento, com previsão de 128 empregos permanentes e inauguração em 2027.

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Canoinhas Fachada - Foto: Cooperalfa

O empreendimento, que reunirá supermercado e agropecuária em uma única estrutura, representa um dos investimentos mais relevantes da cooperativa na região e reforça seu compromisso com o crescimento econômico, o fortalecimento do agronegócio e a melhoria dos serviços oferecidos aos associados e à comunidade. De acordo com o presidente Romeo Bet, o investimento representa a continuidade do crescimento na região, com impacto diferenciado para Canoinhas, que é a chegada do Superalfa, ampliando o atendimento tanto aos clientes do campo quanto da cidade. “A previsão é concluirmos a obra para o aniversário dos 60 anos da Cooperalfa, em outubro de 2027”, revelou o presidente.

O novo complexo será construído em uma área estratégica da cidade, em um terreno de 13.522,18 metros quadrados localizado entre as ruas Saulo de Carvalho, Álvaro Soares Machado e João Allage. A localização privilegiada contribuirá para consolidar um importante eixo de desenvolvimento urbano e comercial em Canoinhas.

Planejado com base em modernos conceitos de engenharia, mobilidade e funcionalidade, o empreendimento foi projetado para oferecer conforto, praticidade e uma experiência diferenciada aos clientes. A estrutura contará com amplas áreas de estacionamento distribuídas em todo o perímetro e também no subsolo. Ao todo, serão disponibilizadas 261 vagas para veículos, sendo 139 externas e 122 no estacionamento subterrâneo. Destas, 159 vagas serão cobertas, proporcionando mais comodidade e segurança aos usuários.

Áreas amplas de vendas

O supermercado ocupará uma área de vendas de 2.800 metros quadrados e contará com setores completos de açougue, padaria, câmaras frias, depósito de mercadorias e docas independentes para carga e descarga. O espaço também incluirá uma área exclusiva para café, 19 pontos de atendimento ao cliente, além de recursos de acessibilidade e sistemas de esteiras e elevadores para circulação entre os pavimentos.

Já a agropecuária terá uma área de vendas de 1.800 metros quadrados, oferecendo amplo mix de produtos voltados ao setor agropecuário, além de escritórios destinados ao atendimento técnico e comercial dos associados e produtores rurais.

A estrutura foi concebida utilizando tecnologias construtivas modernas, com concreto pré-fabricado, estrutura metálica de cobertura, placas termoacústicas e acabamentos em granito e concreto, garantindo eficiência, durabilidade e conforto acústico.

Bem-estar dos colaboradores

Além das áreas destinadas ao atendimento do público, o projeto contempla espaços voltados ao bem-estar dos colaboradores, incluindo vestiários, refeitório e sala de descanso, proporcionando melhores condições de trabalho para as equipes que atuarão no local.

Todos os processos de desenvolvimento do empreendimento seguem rigorosamente os critérios técnicos e legais exigidos pelos órgãos competentes. O projeto inclui aprovações complementares, licenciamento ambiental e sanitário, além do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), já protocolado junto ao município, e a integração com as concessionárias responsáveis pelos serviços de água, energia e saneamento.

Desenvolvimento econômico e geração de empregos

O investimento também terá reflexos significativos na economia local. Durante a fase de construção, a expectativa é gerar aproximadamente 150 empregos diretos. Após a inauguração, o complexo deverá manter cerca de 128 empregos diretos permanentes entre as operações do supermercado e da agropecuária.

O impacto positivo se estenderá ainda a diversos setores da economia regional, com a criação estimada de aproximadamente 68 empregos indiretos relacionados a fornecedores, transportadoras e prestadores de serviços.

A Cooperalfa projeta que o novo empreendimento receba cerca de 50 mil pessoas por mês, fortalecendo o comércio local, ampliando a arrecadação municipal por meio de tributos como IPTU, ISS e ICMS, além de contribuir para a valorização imobiliária da região e estimular novos investimentos em Canoinhas.

Investimento com olhar para o futuro

O novo complexo comercial reafirma a estratégia da Cooperalfa de investir em infraestrutura, ampliar sua presença regional e oferecer soluções cada vez mais completas para associados, produtores rurais e consumidores.

Mais do que uma nova unidade, o empreendimento representa um importante impulsionador de desenvolvimento para Canoinhas e para todo o Planalto Norte Catarinense, gerando oportunidades, fortalecendo a economia local e consolidando a presença da Cooperalfa como agente de transformação e crescimento sustentável nas comunidades onde atua.

Desafios e oportunidades

O gerente de Engenharia da Cooperalfa, Andrísio Bet, informa que os trabalhos de terraplanagem terão início neste mês de julho, enquanto a execução das obras está prevista para iniciar em agosto de 2026. De acordo com ele, o projeto apresenta desafios significativos em razão de sua complexidade, do cronograma desafiador e das características do terreno, que possui acentuado desnível. “Temos consciência da grandiosidade deste empreendimento e estamos empenhados em conduzir cada etapa com excelência, qualidade e segurança”, destaca.

Andrísio ressalta que a expectativa é elevada em torno da construção do maior supermercado e da maior loja agropecuária da Cooperalfa, em um único complexo integrado. A proposta permitirá otimizar a operação por meio do compartilhamento de áreas de estacionamento, expedição, depósitos e sanitários, gerando maior eficiência e comodidade aos clientes. O empreendimento contará ainda com quatro acessos destinados ao público. “Essa integração fortalece a sinergia entre os negócios, reunindo em um mesmo espaço tanto os moradores da cidade quanto os produtores rurais, ampliando as oportunidades de atendimento e relacionamento com nossos cooperados e clientes”, explica.

Fonte: Assessoria Cooperalfa
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Aurora Coop adota indicadores para ampliar monitoramento de bem-estar animal

Cooperativa passa a acompanhar práticas de manejo, transporte e processamento por meio de gestão baseada em dados e auditorias.

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Foto: Divulgação/Aurora Coop

O compromisso da Aurora Coop com a temática de bem-estar animal não surgiu recentemente. Essa trajetória começou ainda em 2008, quando a Cooperativa passou a adotar os princípios do Programa Nacional de Abate Humanitário, sendo a pioneira no país, iniciativa reconhecida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e pela World Animal Protection (WAP). Naquele momento, o foco estava em conhecer e aprender e, consequentemente, melhorar o manejo adotado com os animais, para promover processos mais éticos, com respeito aos animais e as pessoas e gerar produtos com qualidade ética reconhecida pelo consumidor.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Antonio Zordan: “Paralelamente, a cooperativa implementou sua Política de Bem-Estar Animal, reforçando o compromisso de Tolerância Zero contra maus-tratos e promovendo uma cultura de responsabilidade compartilhada entre colaboradores, produtores integrados e parceiros” – Foto: Elizandro Giacomini

O que iniciou como uma importante mudança de cultura no manejo dos animais evoluiu ao longo dos anos para um modelo cada vez mais estruturado, abrangente, científico e orientado. O bem-estar animal se tornou um tema estratégico, presente desde as primeiras etapas de produção, passando pelo transporte até a indústria atendendo todos os sistemas produtivos da Cooperativa.

O diretor vice-presidente de agronegócios Marcos Antônio Zordan relata que, a partir dessa evolução, a Aurora Coop consolidou seu Programa de Bem-Estar Animal, fundamentado nos princípios do protocolo internacional Welfare Quality®, e estabeleceu diretrizes que contemplam a saúde, o conforto, o comportamento natural e o manejo adequado dos animais em todas as fases de produção. “Paralelamente, a cooperativa implementou sua Política de Bem-Estar Animal, reforçando o compromisso de Tolerância Zero contra maus-tratos e promovendo uma cultura de responsabilidade compartilhada entre colaboradores, produtores integrados e parceiros”, acrescenta.

Avanços

Ao longo dessa jornada, diversas iniciativas passaram a integrar o programa. Entre elas estão a ampliação dos sistemas de gestação coletiva para matrizes suínas, a implantação de enriquecimento ambiental para aves e suínos, a adoção integral da política Cage-Free para os ovos utilizados na industrialização, a modernização dos sistemas de transporte de aves e a capacitação contínua dos profissionais envolvidos em toda a cadeia produtiva. Além disso, auditorias periódicas, programas de certificação de propriedades rurais e avaliações técnicas permanentes fortaleceram a governança do programa.

Com a maturidade alcançada ao longo de mais de duas décadas de trabalho, a Aurora Coop deu um passo além: a profissionalização da gestão do bem-estar animal por meio da definição e implantação indicadores. Atualmente, o programa passa a ser sustentado por um sistema de monitoramento contínuo que permite acompanhar, avaliar e aprimorar as práticas relacionadas à criação, manejo, transporte e processamento dos animais.

Essa gestão orientada por dados representa uma evolução natural do programa. Além de verificar a conformidade com normas e protocolos, os indicadores permitem compreender o desempenho dos processos, identificar oportunidades de melhoria, direcionar investimentos e priorizar ações de desenvolvimento, “quem não mede não gerencia”. O acompanhamento rotineiro das informações fortalece a tomada de decisão baseada em evidências e amplia a capacidade da cooperativa em promover melhorias contínuas em toda a cadeia produtiva.

Os resultados desse monitoramento são fontes de planos de ação e fomentam as melhorias necessárias no sistema de produção, complementados ainda por programas permanentes de capacitação, auditorias internas e externas, avaliações de conformidade e investimentos em infraestrutura, ambiência e inovação. Atualmente, a cooperativa também é auditada por protocolos internacionais específicos de bem-estar animal, como os padrões do North American Meat Institute (NAMI) e da NSF – Global Animal Wellness Standards, reforçando seu alinhamento às melhores práticas globais.

O rigor na aplicação do programa também se reflete em um sistema estruturado de monitoramento e notificação de fornecedores. Todos os animais recebidos nas unidades industriais passam por avaliação, permitindo identificar eventuais não conformidades e aplicar medidas corretivas quando necessário. Esse processo fortalece a prevenção, a conscientização e a melhoria contínua, assegurando que os princípios da política de bem-estar animal sejam efetivamente cumpridos.

Os indicadores representam a consolidação de uma cultura construída ao longo dos anos. Eles conectam bem-estar animal, qualidade dos processos, eficiência operacional e sustentabilidade, transformando dados em ações e resultados.

Essa evolução demonstra que o bem-estar animal na Aurora Coop deixou de ser apenas um compromisso e tornou-se uma prática de gestão estratégica, integrada ao modelo de negócio e à visão de futuro da Cooperativa. Alinhada também aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e às principais referências internacionais do setor, a organização segue investindo em conhecimento, inovação e melhoria contínua para garantir uma produção cada vez mais ética, responsável e sustentável.

Para conhecer mais sobre os compromissos e iniciativas da cooperativa, acesse a página de Bem-Estar Animal da Aurora Coop clicando aqui.

Fonte: Assessoria Aurora Coop
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Missão técnica aos EUA busca tecnologias para impulsionar inovação no agro paranaense

Grupo percorrerá centros de pesquisa, empresas e propriedades rurais com foco em inteligência artificial, agricultura de precisão e automação.

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Foto: Divulgação/Sistema Faep

A segunda delegação do Sistema Faep, formada presidentes e diretores de sindicatos rurais, representantes de órgãos do setor e técnicos da entidade, está nos Estados Unidos, desde o dia 21 de julho, para conhecer o uso de Inteligência Artificial (IA) e outras tecnologias aplicadas a agropecuária. Formado por 40 integrantes, o grupo desembarcou em São Francisco, no Estado da Califórnia, e passará, até 31 de julho, pelo Nebraska, Iowa, Illinois e Missouri. Essa viagem técnica é a segunda de cinco que acontecem ao longo do ano, todas aos EUA, com o mesmo propósito. O primeiro grupo esteve no país norte-americano em maio, enquanto os próximos três realizarão as viagens em agosto, setembro e outubro.

“Depois de conhecer essas tecnologias que ajudam a aumentar a produtividade no campo e reduzir custos operacionais, os nossos líderes rurais retornam ao Paraná com o papel de disseminar o conhecimento em suas regiões. É um ponto de partida para fomentar a inovação tecnológica no agro paranaense”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “Depois de conhecer essas tecnologias que ajudam a aumentar a produtividade no campo e reduzir custos operacionais, os nossos líderes rurais retornam ao Paraná com o papel de disseminar o conhecimento em suas regiões” – Foto: Divulgação/Sistema Faep

O itinerário contempla visitas a universidades, agtechs (startups e empresas focadas em inovação para o agronegócio) e fazendas, onde será possível observar a tecnologia sendo colocada em prática.

Na Califórnia, haverá apresentação do ecossistema do Vale do Silício, incluindo uma visão geral das principais empresas e tendências tecnológicas que impactam os negócios e a sociedade. Depois, acontecem visitas a empresas que empregam recursos como IA, visão computacional e análise de dados para mapear o solo, identificar problemas de sanidade em plantas e realizar operações de forma automatizada.

Já no Nebraska, o grupo visitará a Valley Irrigation, líder global em sistemas de irrigação mecanizada com pivôs de alta eficiência e monitoramento remoto. Também está prevista agenda no Lincoln Agricultural Research & Development Center (Centro de Desenvolvimento e Pesquisa em Agricultura de Lincoln, em tradução livre), onde será possível conhecer o uso de IA e visão computacional para o monitoramento comportamental de gado em confinamento.

O roteiro inclui também ida à Universidade de Iowa, referência em pesquisa agropecuária, e à John Deere, para demonstração de tecnologias embarcadas (sistemas computacionais integrados a máquina ou veículo), automação, telemetria (coleta automatizada de dados de sensores ou equipamentos remotos) e IA em máquinas agrícolas.

Em Illinois, a parada será no Ashlyn Farm Bureau, entidade que representa produtores rurais, defendendo políticas públicas alinhadas aos interesses do setor.

A visita técnica se encerra em Missouri, onde acontece visita à Bayer, multinacional dos setores de saúde e agroquímica. Lá, a delegação do Sistema Faep vai entender o uso de IA no avanço de pesquisas voltadas ao controle de pragas e doenças em lavouras.

Histórico

As viagens técnicas internacionais já fazem parte do trabalho do Sistema Faep de fomentar o conhecimento no meio rural e promover a qualificação das lideranças, agricultores e pecuaristas paranaenses. No histórico, a entidade já promoveu viagem aos Estados Unidos, Canadá, Argentina, Alemanha, Itália, Áustria e Israel.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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